por Rogério Chola, reproduzido
com sua gentil permissão*
Publicado na revista
UFO, edições 85 e 86
Este texto é oferecido como um ponto de vista
diferente,
frisando o ceticismo aberto
(12) Neurolinguística é o estudo da
interpretação dos códigos mentais. É uma
linguagem mental: é como nosso cérebro se
comunica. É uma mensagem que é passada através
de códigos e sinais do corpo e do cérebro. A
função da neurolinguística é a de quebrar
padrões, barreiras que nos aprisionam.
Compreendendo o poder que as palavras comandam,
podemos quebrar limites que estabelecemos para
nós de uma forma fácil. Podemos escolher as
palavras que devemos usar em nosso dia a dia.
Com a escolha das palavras certas, podemos
instantaneamente mudar qualquer experiência
emocional. Um vocabulário rico, nos proporciona
uma forma mais ampla de descrever nossas
experiências.
A Programação Neuro-Linguística (PNL) apareceu
quando um matemático especializado em
informática, Richard Bandler, e um linguista
especialista em disfarces, Jonh Grinder,
resolveram juntos fazer duas perguntas:
1a. Como o homem codifica, em seu cérebro, a
experiência da realidade exterior?
2a. Como se pode conhecer e transferir a
excelência humana?
Estes são alguns dos “magos da comunicação e da
terapia”: Milton Erickson - hipnólogo, Virgínia
Satir - terapêuta de famílias, Fritz Perls -
criador da terapia Gestalt, Gregory Barteson -
da teoria sistemica da comunicação. A busca de
padrões de excelência comuns a esses magos
resultou no início da tecnologia de comunicação
conhecida como Programação Neurolinguística. Ela
é um modelo dos modelos que fazemos sobre a
realidade que nos rodeiam. Não é uma ciência em
si, é uma metaciência. Não é uma comunicação, é
uma metacomunicação. Não é uma terapia, e sim
uma metaterapia. A PNL é um modelo de como
funciona nosso sistema nervoso (NEURO), como a
linguagem verbal e não-verbal interage com o
nosso sistema nervoso (LINGUÏSTICA) e de como
podemos usar o que sabemos sobre tudo isso para
obter sistematicamente os resultados que
desejamos para nós e para os outros
(PROGRAMAÇÃO). É a arte de usar o software
linguístico para influir no hardware cerebral
programando o nosso computador biológico para
conseguir os resultados que se deseja. O ser
humano é altamente influenciável e adaptável -
nossa mente se programa com bastante facilidade.
Tudo o que ouvimos, pensamos e falamos, programa
nossa mente. E essa programação é armazenada em
nossa memória. Num recém nascido, sua mente esta
ainda pura, aos poucos essa mente vai sendo
programada, vai sendo contaminada, + ou - aos 8
anos de idade uma criança já esta programada com
crenças e valores. Em primeiro lugar da família,
da escola, no seu meio ambiente em geral.
O MAPA NÃO É O TERRITÓRIO
“...O homem com um relógio sabe que horas são.
Um homem com dois relógios marcando horas
diferentes nunca pode estar seguro da hora
certa”. - Itzhak Bentov
A PNL é baseada na mudança de paradigma da
física moderna. Como se sabe, até há não muito
tempo, dizia-se que era possível ter experiência
direta da realidade (paradigma Newtoniano). Mais
tarde surgiu Einstein e fez uma pergunta
especial: Não sei se vocês sabem, mas não são as
respostas que nós obtemos que fazem uma
diferença em nossas vidas, são as perguntas que
fazemos. Em PNL também é assim . Dizem que é a
arte de se fazer as peguntas certas, que é como
se mede a capacidade de um PROGRAMADOR em obter
as informações, as distinções sutis ou
grosseiras que farão o processo de mudança uma
decorrência natural e rápida.
Einstein ainda bem jovem, perguntou: “Qual será
a velocidade de um raio de luz se eu estiver me
deslocando na mesma velocidade em sua ponta”.
Sem entrar em detalhes técnicos, a busca da
resposta a essa pergunta deu início a uma
tremenda mudança em toda física e suas leis, uma
incrível mudança de paradigma. O mundo todo já
não era como antes. É o fim dos dogmas da física
Newtoniana e Cartesiana. Também contribuíram
para essa mudança de paradigmas, todos
desenvolvimentos em física quântica.
A partir daí fica claro que não é possível para
alguém preceber qualquer fenômeno da realidade
sem levar em consideração a presença do
observador do fenômeno. Não só é impossível a
observação da realidade diretamente, sem se
considerar a participação do observador, como
também a simples presença do observador modifica
o fenômeno observado. A ciência biológica ainda
não conseguiu perceber e medir esse fenômeno e
continua não levando em conta, nos resultados
observados, quem esta atrás dos aventais nos
experimentos com animais ou com seres humanos.
Um físico David Bohm acrescentou “lenha na
fogueira”: Por tudo que sabemos hoje, não é mais
possível tentar conhecer a realidade a partir de
apenas um modelo, devemos reconhecer que existem
muitos modelos de realidade a serem
compreendidos.
“... Muitas pessoas acreditam que nós pensamos
com nossos cérebros. Isso não é bem assim, mas
vamos supor que seja. Nós sabemos que nossos
cérebros são feitos de pequeníssimos átomos.
Esses átomos são feitos, em sua maior parte, de
vazio. Agora mesmo, seu processo de pensamento
está ocorrendo com um “pano de fundo” deste
vazio, o qual está enchendo o seu cérebro.
Consequentemente, seu pensamento consiste de
modificações do processo vibratório do vazio, ou
consciência pura. Mas lembre-se de que este
vazio não é o seu vazio privativo. Todos e tudo
é feito deste vibrante vazio, você gostando ou
não. Seu processo de pensamento se espalha e
afeta toda Criação: não há privacidade, e nesse
ponto é muito tarde para se queixar”. - Itzhak
Bentov
Um outro engano é pensar que vemos com os olhos.
Vemos com o cérebro. Experimentos com coelhos em
que os cientistas colocam uma lança de metal na
base do crânio do animal e destrói a região
occiptal do cérebro desses animais tornando-os
cegos! Mas os olhos continuam intactos. Como é
possível? Pois é possível porque o que enxerga
não são os olhos, é o cérebro. Os olhos servem
como captadores de estímulos que são conduzidos
por nervos e que alcançam a região ociptal do
cérebro onde são codificados numa linguagem
simbólica bioquímica e armazenados como memória
ou desprezados como lixo. Por isso é possível
para indivíduos cegos enxergarem! Só que através
da visão interna, bioquímica, e também é assim
que os cegos se orientam pelo o mundo afora. Com
o sentido da audição também não somos lá grande
coisa. Somos limitados a perceber uma estreita
faixa de frequências sonoras, além e aquém da
qual, simplesmente outras ondas não existem para
nós, apesar de existirem para muitos outros
seres vivos ou para aparelhos de captação mais
sensíveis que os nossos.
“... Nosso cérebro só processa um grupo de
sensações por vez. Se estamos tendo muitas
sensações de diversas partes, ele corta algumas
delas e se concentra nas de maior intensidade”.
“... Quem tem um mapa mais rico, se orienta
melhor no mundo. Quem tem mapa limitado fica
mais frequentemente enrolado. Tem problemas.
Fracasssa.”
DETERMINISMO: A idéia é: existe um estímulo que
produz uma resposta. Nossos comportamentos
físicos e/ou emocionais são respostas aos
estímulos. O determinismo é uma poderosa escola
psicológica, a escola determinística. Divide-se
em três sub-escolas: determinismo genético,
determinismo psicológico e determinismo
ambiental.
* O determinismo genético diz que se você hoje
tem um tipo de comportamento, a causa é genética
(culpa do avô, tio, pai, e etc...);
* O determinismo psicológico diz que se você tem
um tipo de comportamento, isto vem da infância,
provavelmente a culpa é da sua mãe;
* O determinismo ambiental fala que as atitudes
e comportamentos que você tem são resultado do
ambiente que você teve (escola, emprego,
sociedade em que vive, etc..).
Todos os três acham que não temos escolha, ou
mudar é muito demorado, complicado. O nosso
cérebro foi feito para nos ajudar. Se existe um
jeito melhor a chance é que o cérebro adote esse
jeito.
FATOS E CRENÇAS: Temos na nossa cabeça
“programas“ de computador chamados crenças.
Nosso cérebro foi fabricado com algumas crenças
que, portanto, operam desde o nosso nascimento.
Outras, a maioria vieram depois. Pois são essas
crenças que fazem o modo como você funciona na
vida, como resolve seus problemas, como se
motiva, como aprende (ou deixa de aprender),
como memoriza, como ama, como odeia, como você é
mesmo. “A chave do enigma é descobrir quais as
crenças que estão limitando a sua vida e mudar
para outras, mais estimulantes “. O problema é
que, em sua maioria, as crenças que realmente
tem importância, tanto para limitar como para
estimular nossas vidas, costumam ser
inconscientes, quer dizer, não nos damos contas
dela. Em outras palavras, para se ter o que se
quer é preciso mudar “programas” em nosso
cérebro que nós mesmos não sabemos quais são,
nem o que são, e que estão neste exato momento,
funcionando, influindo e determinando os
resultados que estamos obtendo.
O que são fatos? Fatos são como as coisas são.
São mensuráveis, testáveis, cientificamente
comprovados. Crenças são o que pensamos sobre os
fatos. Os fatos costumam ser neutros. São as
crenças que afetam nosso modo de pensar, sentir
e agir.
* Crenças Limitantes: São aquelas que costumamos
carregar em nosso cérebro, desde criança sem nos
dar conta.
1o. Exemplo: O mundo deveria ser diferente. É a
idéia que as coisas é que estão erradas, nós é
que estamos certos. É horrível quando as coisas
são diferentes do que nós gostaríamos que
fossem. Não podemos aceitar as coisas como elas
realmente são - ficamos irritados quando não
conseguimos mudar as coisas ou as pessoas para
que fiquem do jeito que nós achamos que deveriam
ficar.
CONTRA VENENO: Eu não tenho que controlar as
coisas ou as pessoas. Eu sobrevivo mesmo que as
coisas e as pessoas forem diferentes do que eu
gostaria que fossem. Eu posso aceitar as coisas
como elas são. Não preciso concordar com tudo,
não preciso aceitar disparates, não significa
ser passivo. A palavra é aceitar o que eu não
puder mudar.
UMA LEI: “Devemos ter a coragem de mudar o que
pode ser mudado, a tolerância para aceitar o que
não pode ser mudado, e a sabedoria para
distinguir as duas situações”. Em outras
palavras, eu posso ser feliz fazendo, com ações
efetivas um mundo melhor, do que ser infeliz
porque o mundo não é exatamente como eu desejo
que seja.
2o. Exemplo: Preciso de apoio: É a crença de que
para que eu possa ser alguém, ter alguma coisa,
ou fazer algo que deseje eu preciso do apoio e
da ajuda de outros. Fatores externos são
determinantes nos meus resultados. Se não houver
uma série de fatores favoráveis, eu não consigo
o que quero. Também conhecida como a síndrome do
“Olha que eu chamo o meu pai”. O apoio pode ser
de pessoas ou entidades deste ou de outros
planos e/ou dimensões. Nisso estão incluídos os
mestres, gurus, professores, mãe de santo,
videntes e etc.
CONTRA VENENO: Eu sou responsável pela minha
vida, não é responsabilidade de ninguém mudar
para que eu possa ficar bem. Sou eu que estou
encarregada da minha vida.
O que interessa é perceber o processo, tomar
para nós a responsabilidade do que entra e o que
não entra na nossa cabeça e decidir qual crença
queremos ter, quando e para que. Nós precisamos
delas, sem elas não funcionamos. O problema é:
que crenças queremos ter?
Então, cada indivíduo se comunica de uma forma
particular, a sua. E vê a realidade também de
forma diferente. Dentro dessa divisão temos 3
tipos básicos: VISUAL - IMAGENS; AUDITIVO -
SONS; CINESTÉSICO - SENSAÇÕES.
O VISUAL: Para ele o mais importante é a imagem,
é o que ele vê. Então ele vai falar de cores.
Ele vai estar ao telefone e vai dizer: Olha, eu
quero que você veja. A pessoa que é do tipo
visual é; organizada, quieta, move mais as mãos
que outras partes do corpo, cuida bastante de
sua aparência ex: cabelos, unhas, corpo; tem boa
ortografia, quer as coisas claras, quando pensa,
aponta os olhos para cima, e quando se despede
diz: Te vejo mais tarde, ou, a gente se vê!
O AUDITIVO: É mais ligado aos sons. Ele vai
dizer, escuta só, ou, isto não me soa bem. Este
tipo de pessoa costuma fazer tudo com uma trilha
sonora, pois gosta muito de música. Vai dizer
também, sou todos ouvidos. Esta pessoa costuma
falar consigo própria, é a pessoa que fala
sozinha. Você não me da ouvidos. Quando pensa
aponta os olhos para os lados (dos ouvidos), e
quando se despede diz, a gente se fala.
O CINESTÉSICO: A palavra cinestésico vem de
sentimentos, sensações. Então esta pessoa se
comunica mais através das sensações,
sentimentos. Ela vai falar: eu estou sentindo
uma agonia, vai falar em maciez, dureza
apertado. E também, não esquenta. Ela se
expressa muito através de gestos com o corpo.
Gosta de tocar as coisas, seu tom de voz é
baixo. Quando pensa, olha para baixo como que
para interiorizar-se, quando se despede diz:
Mantenha contato.
AUTO-CONHECIMENTO: Onde tudo isso, o que eu
falei até agora, onde pode nos ajudar? Serve
para sabermos quem somos e nos conhecermos. Cabe
a nós, dentro de uma profunda auto análise,
buscar o auto conhecimento. O projeto amar é
acima de tudo, uma busca deste
auto-conhecimento. O trabalho em grupo nos
proporcionará o encontro com nós mesmos, e com
nossas emoções, saber quem realmente somos, para
podermos operar mudanças definitivas em nós e na
sociedade. necessitamos conhecer-nos
profundamente. Ter consciência do que devemos e
queremos mudar em nós. Encarar a nós mesmos de
frente. Procurar quais são nossas programações
negativas, para só assim, podermos promover a
quebra de padrões de crenças e valores
distorcidos.
COMO FUNCIONA O NOSSO CÉREBRO:
* O PRIMEIRO CÉREBRO: Esta ligado a
sobrevivência. Os centros respiratórios de
controle térmico, dos batimentos cardíacos,
estão nesta parte do sistema nervoso. Esse
cérebro é burro, porém muito potente. Faz com
que a pessoa detone uma ação ou reação apenas
por reflexo ou instinto de sobrevivência. É o
que primeiro dá as respostas.
* O SEGUNDO CÉREBRO: É o sistema límbico. Ali
são processadas as nossas emoções. é no sistema
límbico que são criadas e fermentadas as raivas,
as paixões, os medos, as tristezas, as fobias,
as ansiedades, as angústias, a busca do prazer e
o afastar-se da dor. ë o vulcão das emoções.
Podemos dizer que situações de risco moderado
são a que frequentemente ativam este sistema.
Assim, se estamos num lugar escuro e arrioscado,
a noite, numa cidade qualquer, o coração bate
mais depressa, começamos a suar e a respiração
se altera. Temos uma série de respostas
fisiológicas que nós conhecemos como medo e/ou
ansiedade. Da mesma forma se noa apaixonamos por
alguém ficamos literalmente bobos. Fazemos e
dizemos bobagens. É irracional. Para o sistema
límbico não há diferença entre o real e o
imaginário. Ele responde com emoções tanto aos
estímulos do mundo exterior como aos da nossa
mente.
* O TERCEIRO CÉREBRO: Ele processa as
informações, o conteúdo das mensagens, a
mensagem em si, as implicações lógicas - as
teorias, os conceitos. É organizado e
detalhista.
* O QUARTO CÉREBRO: São as meta-mensagens, sons,
é onde está a nossa intuição. Sonha, cria,
imagina.
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