por Rogério Chola, reproduzido
com sua gentil permissão*
Publicado na revista
UFO, edições 85 e 86
Este texto é oferecido como um ponto de vista
diferente,
frisando o ceticismo aberto
(2) O princípio da “Navalha de Occam” é uma
base de pensamento científico moderno. Nomeado
pelo filósofo William de Occam (também chamado
de Ockham), é um princípio de parcimônia. Dada
uma escolha entre duas ou mais explicações
viáveis para algum fenômeno, a “Navalha de
Occam” corta as explicações mais complexas a
favor das mais simples.
Por exemplo: durante séculos, astrônomos fizeram
tentativas para descobrir modelos mecânicos que
explicassem os complexos movimentos dos planetas
pelo espaço. Infelizmente, foram perdidos muitos
anos atrás de uma compulsão filosófica para
fazer os céus se aperfeiçoar, pois desde que
tudo no céu foi observado como indo e voltando e
movimentos circulares, era lógico pensar que
todos os movimentos deveriam ser feitos de
círculos perfeitos. Mas para fazer os modelos se
aplicares às observações, foram necessários se
colocar cada vez mais círculos nos modelos
existentes tornando-os em verdadeiros “monstros”
de complicadíssimos cálculos matemáticos, como
sendo rodas colocadas dentro de rodas e dentro
de outras rodas e assim sucessivamente. Até que
Johannes Kepler chegou com um modelo muito mais
simples e eficientes, se baseando em elipses ao
invés de círculos. Assim, os astrônomos da época
tiveram então que redefinir a noção que tinham
de simplicidade antes que pudessem aceitar as
leis de Kepler.
A “Navalha de Occam” é freqüentemente descartada
por quem deseja especular sobre a natureza das
inteligências extraterrestres. Mas parece
bastante provável que nós também tenhamos que
redefinir a nossa noção de simplicidade, talvez
muitas vezes, antes de que encontremos alguma
verdade com esta ferramenta. Pois nem sempre o
mais simples é o correto!
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