por Rogério Chola, reproduzido
com sua gentil permissão*
Publicado na revista
UFO, edições 85 e 86
Este texto é oferecido como um ponto de vista
diferente,
frisando o ceticismo aberto
(4) A telepatia é um fenômeno estudado pela
Parapsicologia e está enquadrado na categoria de
PES (Percepção Extra Sensorial) ou mais
tecnicamente de PSI-GAMA. É fácil e simples
comprovar a existência deste fenômeno o difícil
é controla-lo e reproduzi-lo com eficácia, daí a
ser visto com certo ceticismo mas, quando
agências de inteligência como a CIA e outras
possuem agentes PSI em seus quadros ou
institutos de pesquisa como o SRI, MIT ou NASA
pesquisam a sério o fenômeno, a situação é
outra. Não se trata do eterno degladiar entre
acreditar ou não acreditar. É preciso crescer e
amadurecer. Trata-se de simplesmente pesquisar
um fenômeno natural que ainda é desconhecido em
sua totalidade. Frutos do desenvolvimento de uma
civilização. Não somos “atrasados” ou
“primitivos” como pregam alguns e sim,
párticipes de um momento evolutivo deste
Planeta.
O que se conseguiu coletar até agora sobre o
este fenômeno é que toda experiência telepática
implica numa transferência de informação de uma
mente para outra, ou de um acontecimento para
uma pessoa. Essa transferência implica sempre
numa deformação da informacão, sem exceção,
maior ou menor conforme as condições do momento,
tanto do ambiente como do receptor, tais como
barulhos e agitação externos, agitação mental,
cansaço e inúmeros outros fatores. Esta
possibilidade de transmissão de um pensamento de
forma direta de pessoa para pessoa, de mente
para mente, ocorreria sem uso da palavra falada.
Esta transmissão de pensamentos, idéias ou
conceitos são decodificados pela mente receptora
que os coloca em palavras. Este fenômeno
pressupõe então a participação de dois agentes
no canal de comunicação, o transmissor e o
receptor. A telepatia pode ocorrer de forma
consciente ou inconsciente (onírica ou através
de sonhos). Na ex-URSS foram realizadas várias
experiências, em 1966, com Karl Nikolaiev como
receptor e várias pessoas como transmissoras.
Algumas conclusões foram interessantes: se o
transmissor hesita ou tem dúvidas, a recepção se
torna vaga e nebulosa; o eletroencefalograma
registrou a recepção cinco segundos antes de
Nikolaiev tê-la registrado conscientemente; se a
transmissão era visual (isto é o transmissor
estava vendo um objeto à sua frente e
transmitindo a imagem desse objeto) o
eletroencefalograma fazia o registro na área
occipital do cérebro de Nikolaiev (o centro das
impressões visuais) e se era um som, o
eletroencefalograma registrava na região atrás
das têmporas (centro das impressões sonoras).
Uma enorme dificuldade consiste na realização
destes fenômenos em laboratório e principalmente
em registro, devido à sua natureza mais sutil,
pois nossos aparelhos geralmente não têm
sensibilidade para captar o universo do
“invisível” ou que parece não existir mas, que
causa interação física por onde passa, assim
como os neutrinos a as partículas virtuais, da
física quântica.
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