por Rogério Chola, reproduzido
com sua gentil permissão*
Publicado na revista
UFO, edições 85 e 86
Este texto é oferecido como um ponto de vista
diferente,
frisando o ceticismo aberto
(8) O termo “entrante” ou “walk-in” é
utilizado por alguns pesquisadores que acreditam
que entidades extraterrestres possam tomar o
controle de corpos de seres-humanos que morrem
clinicamente ou que “perdem” o direito de
continuar vivos. O termo, na verdade, seria
similar e importado de certas culturas e
religiões, aonde é conhecido por “transmigração”
ou pela Parapsicologia pelos termos
“mentempsicose” ou “palingenésia”. O termo
“transmigração” que significa o transporte de
uma alma de um corpo para outro, é baseado em
doutrina filosófica de origem indiana,
transportada para o Egito, de onde mais tarde
Pitágoras a importou para a Grécia. Os
discípulos desse filósofo ensinavam ser possível
uma mesma alma, depois de um período mais ou
menos longo no império dos mortos, voltar a
animar outros corpos de homens ou de animais,
até que transcorra o tempo de sua purificação e
possa retornar à fonte da vida. Existiria uma
diferença capital entre a metempsicose e a
doutrina da reencarnação: em primeiro lugar, a
metempsicose admite a transmigração da alma para
o corpo de animais, o que seria uma degradação;
em segundo lugar, esta transmigração não se
opera senão na Terra. A doutrina espírita
leciona o contrário, que a reencarnação é um
progresso constante, que o homem é um ser cuja
alma nada tem de comum com a dos animais, que as
diferentes existências podem realizar-se, quer
na Terra, quer, por uma lei progressiva, em
mundos de ordem superior, até que se torne um
“espírito purificado”. O “walk-inismo” se tornou
popular no início dos movimentos da “nova era”
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