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	<title>Ceticismo Aberto &#187; Destaques</title>
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	<description>Paranormal e Ufologia sem ofender sua inteligência</description>
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		<title>Anamorfose, Constela&#231;&#245;es e Extraterrestres</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ufologia]]></category>
		<category><![CDATA[abduções alienígenas]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[extraterrestres]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="fedcomiteanamorphosis.png   Anamorfose, Constela&ccedil;&otilde;es e Extraterrestres" border="0" alt="fedcomiteanamorphosis.png destaques" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/fedcomiteanamorphosis.png.jpg" width="545" height="409" /></p>
<p>Trabalho sensacional de <a href="http://www.flickr.com/photos/fdecomite/with/5522732116/" target="_blank">fdecomite</a>: a partir de uma série de linhas redondas, cria-se um reflexo composto de linhas na esfera metálica, em um exemplo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anamorphosis" target="_blank">anamorfose</a>. Apenas através do reflexo na esfera pode-se ver a imagem deliberadamente construída e de certa forma oculta nas linhas originais.</p>
<p>Um dos primeiros exemplos de arte anamórfica foi criado por ninguém menos que <strong>Leonardo Da Vinci</strong>:</p>
<div align="center"><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/8owCtUTaMd0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Mas de certa forma o efeito de perspectiva por trás da anamorfose está em algumas das figuras mais antigas conhecidas pela humanidade, as próprias constelações.</p>
<p><a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/12/aprendendo_com_a_constelao_de/" target="_blank"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="Starlightd1   Anamorfose, Constela&ccedil;&otilde;es e Extraterrestres" border="0" alt="Starlightd1 destaques" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/Starlightd1.jpg" width="500" height="383" /></a></p>
<p>As figuras que traçamos entre as estrelas distantes só são constelações vistas a partir da Terra – e em períodos temporais específicos, dependendo da velocidade com que as estrelas se movimentam. A figura de uma constelação pode ser composta por pontos de luz distantes tridimensionalmente muitos anos-luz, e o divertido jogo acima demonstra o efeito <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/12/aprendendo_com_a_constelao_de/" target="_blank">Aprendendo com a Constelação de Homer Simpson</a>.</p>
<p>Mas onde entram os extraterrestres? Talvez você não saiba, mas aqueles extraterrestres cabeçudos, de pele cinza e grandes olhos negros, são originários de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Betty_Hill_star_map#Analyzing_the_star_map" target="_blank">Zeta Reticuli</a>, um sistema estelar binário a apenas 39 anos-luz da Terra.</p>
<p>Como sabemos disto? Em um dos mais conhecidos casos de suposto sequestro por alienígenas, em 1961 <strong>Betty Hill</strong> diz ter visto um mapa estelar exibido pelos alienígenas em um telão holográfico, indicando as principais estrelas e as rotas de viagem usadas pelos cabeçudos. Sob hipnose, Hill reproduziu os pontos e linhas.</p>
<p>Anos depois, uma professora chamada <strong>Marjorie Fish</strong> leu o relato de Hill em um livro popular e ficou fascinada com o mapa estelar. Apesar de não ser uma astrônoma, a professora mergulhou na literatura e na informação astronômica disponível à época, e montou um modelo das estrelas próximas capazes de abrigar vida, usando linhas e pequenas bolas. A partir dele, e ao longo de anos, Fish tentou descobrir quais seriam as estrelas que Betty Hill teria visto em seu mapa estelar.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="BettyHill StarMap   Anamorfose, Constela&ccedil;&otilde;es e Extraterrestres" border="0" alt="BettyHill StarMap destaques" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/BettyHill_StarMap.jpg" width="600" height="399" /></p>
<p>E foi Fish que identificou que a &#8220;combinação exata&#8221; que apontava as estrelas principais no mapa alienígena como o sistema de Zeta Reticuli. As estrelas entrariam então para a cultura popular – até Fox Mulder mencionou o fato estabelecido sobre a origem dos aliens cabeçudos.</p>
<p>É uma história fascinante: alienígenas exibem um mapa estelar, e a partir dele uma professora consegue, após muito esforço, identificar a origem de nossos visitantes no Universo. Ufólogos como <strong>Stanton Friedman</strong> utilizam este elemento como uma peça central a validar o caso de abdução dos Hill. Infelizmente, alguns erros foram cometidos.</p>
<div align="center"><embed flashVars="playerVars=autoPlay=no" src="http://www.metacafe.com/fplayer/5139769/betty_barney_hill_star_map_of_zeta_reticuli.swf" width="540" height="304" wmode="transparent" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" name="Metacafe_5139769" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash"></embed></div>
<p>Ainda que suponhamos que Betty Hill realmente foi sequestrada por alienígenas e realmente viu um mapa estelar tridimensional, podemos confiar que o esboço que ela rabiscou posteriormente realmente reproduzia de forma acurada o que (talvez) tivesse visto?</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="hill5   Anamorfose, Constela&ccedil;&otilde;es e Extraterrestres" border="0" alt="hill5 destaques" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/hill5.jpg" width="494" height="356" /></p>
<p>A resposta é que nunca nenhum pesquisador OVNI realizou este teste com Betty Hill, que já faleceu. Qualquer um pode apreciar intuitivamente que seria difícil a qualquer pessoa, sob hipnose ou não, reproduzir com exatidão um padrão com mais de uma dezena de pontos e linhas de variados tamanhos.</p>
<p>Mas ainda que suponhamos que Betty Hill realmente foi sequestrada por alienígenas, realmente viu um mapa estelar tridimensional e realmente conseguiu reproduzi-lo com precisão em seu esboço, podemos confiar que o trabalho de Marjorie Fish identifica sem ambiguidade o sistema de Zeta Reticuli como o único sistema estelar que se ajusta ao mapa?</p>
<p>A resposta é negativa. Já à época em que foi divulgado, <strong>Carl Sagan</strong> e <strong>Steven Soter</strong> – que colaborariam mais tarde na série Cosmos, onde também comentaram o caso – mostraram que o padrão de pontos no mapa de Hill, com a margem de erro que Fish se permitiu, poderia se ajustar a outros sistemas estelares e que a semelhança visual se devia primariamente às linhas desenhadas ente as estrelas. E as linhas eram em grande parte arbitrárias, como a anamorfose das constelações demonstra.</p>
<p>Desde então, falhas ainda mais fundamentais foram encontradas com a ideia de Zeta Reticuli: o próprio catálogo de Gliese de estrelas próximas utilizado como base por Fish tornou-se ultrapassado. Utilizando simplesmente os dados muito mais precisos e completos gerados pelo satélite <em>Hipparcos</em> no início da década de 1990, o astrônomo <a href="http://airminded.org/2008/11/05/goodbye-zeta-reticuli/" target="_blank"><strong>Brett Holman</strong></a> demonstrou que, aplicando os critérios de Fish, excluindo sistemas estelares incapazes de suportar vida, seis das quinze estrelas que ela escolheu devem ser removidas, destruindo a “combinação exata” encontrada. Mais de um terço dos pontos não encontra combinação, e a crítica original de Sagan e Soter sobre a arbitrariedade de traçar linhas entre pontos aleatórios contra um vasto catálogo estelar se torna ainda mais forte. O artigo de Holman tem o título de “<em>Adeus, Zeta Reticuli</em>”.</p>
<p>Como comenta <a href="http://badufos.blogspot.com/2011/08/skeptic-does-mufon-symposium-part-5-of.html" target="_blank"><strong>Robert Schaeffer</strong></a>, ufólogos como Friedman pouco se abalam com essas informações. Apesar de conceder que o catálogo estelar <em>Hipparcos</em> é com certeza mais acurado que o utilizado por Fish, Friedman não aceita a conclusão inevitável que deriva daí que a identificação de Fish deve estar incorreta. Para Friedman, Zeta Reticuli permanece sendo a “base” ainda que essa base só tenha sido apontada através de dados que ele reconhece não serem corretos.</p>
<p>Talvez o casal Hill tenha sido sequestrado por alienígenas, embora haja uma série de evidências de que seu relato – que é tudo que existe para apoiar essa alegação – <a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2016/os-olhos-que-falavam" target="_blank">contêm elementos de fantasia</a>. Talvez sejamos visitados por alienígenas. Mas é muito pouco provável que, como dizia Mulder, <a href="http://x-files.wikia.com/wiki/Reticulum" target="_blank">eles sejam de Zeta Reticuli e apreciem comer nossos fígados com cebolas</a>.</p>
<p>Incontáveis abduzidos, canalizadores e ufólogos com supostas fontes secretas ou extraterrestrenas passaram a mencionar <em>Zeta Reticuli</em> após o trabalho de Marjorie Fish, sem saber que ao fazê-lo apenas demonstravam como suas fontes são em verdade os erros e enganos muito terrestres e humanos.</p>
<p>[Confira também: <a href="http://blogs.elcorreo.com/magonia/2008/11/11/el-mapa-estelar-marjorie-fish/" target="_blank">El mapa estelar de Marjorie Fish</a>]</p>
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		<title>Resultados do concurso &#8220;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 03:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ceticismoaberto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Agradecemos a todos os participantes do concurso, recebemos dezenas de mensagens e foi uma tarefa difícil selecionar cinco ganhadores! Buscamos escolher tanto as respostas mais concisas, quanto as mais representativas de todas as enviadas. As mensagens premiadas com exemplares ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;<img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="concursoshermer   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="concursoshermer ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/concursoshermer.jpg" width="600" height="404" /></p>
<p>Agradecemos a todos os participantes do concurso, recebemos dezenas de mensagens e foi uma tarefa difícil selecionar cinco ganhadores! Buscamos escolher tanto as respostas mais concisas, quanto as mais representativas de todas as enviadas.</p>
<p>As mensagens premiadas com exemplares do livro “<a href="http://jsneditora.com/JSN_Editora/Por_que_as_pessoas_acreditam_em_coisas_estranhas.html" target="_blank"><strong>Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas</strong></a>”, do fundador da <em>Skeptics Society</em> <strong>Michael Shermer</strong>, um lançamento e cortesia da <a href="http://jsneditora.com/" target="_blank">editora JSN</a> são:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="5" width="601">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Por que se acredita em algo estranho? Creio que a necessidade de crer em algo &#8211; que a princípio seja inexplicável &#8211; reconforta-nos à medida que nos distancia do mistério. O desconhecido nos deixa sem chão, inseguros. E por mais que algo nos apresente uma explicação pouco racional, ainda assim é algo a que se apegar. </p>
<p>Até os meus oito anos de idade eu acreditava que luzes estranhas que havia visto no céu, sobre minha casa, eram discos voadores. Estranhamente, a ideia de seres alienígenas rondando meu quintal era mais reconfortante que não saber nada. Essa curiosidade e fascínio pelos alienígenas me levou a ler e procurar saber mais sobre eles. A partir daí um leque de informações sobre espaço, tecnologia e teorias da conspiração se abriu para mim. Virei um &quot;rato de biblioteca&quot;, a começar pela existente em minha casa. Esse alicerce de informações que acumulei &#8211; ainda que supostamente fantasiosas &#8211; me deram mais segurança para observar as mesmas luzes, anos depois. Ironicamente, depois de dominar o assunto sobre as &quot;luzes alienígenas&quot;, as mesmas desapareceram. Mas a lição ficou: para entender algo se deve investigá-lo, usar a curiosidade para acumular experiências. </p>
<p>As luzes no meu quintal me trouxeram uma outra luz: a do conhecimento.”              <br />- <strong>Ricardo Ferro, Bahia</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="ricardoferro   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="ricardoferro ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/ricardoferro.jpg" width="150" height="174" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Hoje tenho 24 anos e acreditei em espíritos e em mediunidade até o final da minha adolescência. </p>
<p>Com 14 anos, tempo de grandes turbulências, me fora dito que eu teria uma &quot;missão&quot; muito importante nesta vida: ser médium. Desta forma, eu deveria obrigatoriamente exercitar minha mediunidade a fim de me livrar dos transtornos mentais que me afligiam naquela época. A partir daí, iniciei um curso de disciplina mediúnica até ser capaz de incorporar entidades “do além“. </p>
<p>Por conta dos trabalhos mediúnicos na casa espírita, eu acreditava que poderia ajudar os espíritos sofredores a encontrarem o caminho da luz no plano espiritual. Acreditei em tudo isso devido ao que aprendi sobre Espiritismo Kardecista, religião predominante na minha família desde a época dos meus bisavós.</p>
<p>A crença de estar em contato com espíritos e poder ajudá-los trazia conforto e me distanciava da realidade, fazendo sentir-me útil, especial e diferente. Quaisquer problemas, como uma doença ou uma sensação ruim, eram considerados de origem espiritual, não sendo necessário lidar com eles diretamente, já que “doutrinar” o espírito que incomodava era o suficiente.</p>
<p>Eu não tinha identidade própria, nem tive uma adolescência normal. Eu vivia em delírio, e não sabia.”              <br />- <strong>Patrícia Bueno, São Paulo</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="patricia 010   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="patricia 010 ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/patricia-010.jpg" width="150" height="196" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Um dia, antes dos meus dez anos de idade, eu estava brincando sob o sol no quintal com alguns objetos, dentre eles uma bacia, uma mangueira jorrando água e um pequeno espelho (o que uma criança estava fazendo com isso? Não lembro).              </p>
<p>Por acaso, descobri que ao mergulhar o espelho dentro da bacia com água o reflexo da luz do sol criado por esse conjunto não era um reflexo ao qual eu estava habituado a ver. Apontei o reflexo para dentro de casa, através da janela, deixei a bacia posicionada no chão e corri para dentro ver o que estava se formando. Fiquei admirado com o que vi: um pedaço de arco-íris na parede da sala, tremulando ao ritmo das ondas provocadas pelo vento na água da bacia lá fora. Chamei minha mãe para ver.               </p>
<p>Ela veio, olhou espantada e ordenou que eu retirasse aquilo, pois trazia “mau agouro” para dentro de casa. Desmanchei o aparato sem questionar.               </p>
<p>Muito tempo depois resolvi perguntar à minha mãe o porquê daquilo trazer o tal “mau agouro”. Ela respondeu que não sabia, e que por achar estranha aquela imagem dentro de casa, concluiu que não era algo bom. Passei anos até repetir aquela experiência simplesmente porque imaginava que aquilo trazia má sorte, e a única razão para pensar assim foi porque alguém havia dito isso.”               <br />- <strong>Renato Uchôa Brandão, Tocantins</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="renatouchoa   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="renatouchoa ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/renatouchoa.jpg" width="150" height="118" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Quando eu era pequena, acreditava que a palavra ‘laranja’ era palavrão. Isso mesmo! Palavrão!              <br />Por quê? Sempre me perguntei isso, mas me lembro que tinha medo de falar a palavra, por achar que era palavrão de fato.</p>
<p>Às vezes acreditamos em algo estranho por não compreender do que se trata, por simplesmente se tratar do desconhecido.&#160; O simples fato da coisa não ter explicação já tem aquele ar mágico, inexplicável.</p>
<p>Há também a questão do livre arbítrio&#8230; As pessoas escolhem no que acreditar, por vários motivos. A escolha por acreditar em Papai Noel, Maomé ou no fim do mundo em 2012 nos faz, meros seres humanos, pessoas incríveis, justamente por ter o poder de escolha, motivado pela insegurança ou medo do desconhecido.”              <br />- <strong>Talita Nieps, São Paulo</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="talitanieps   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="talitanieps ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/talitanieps.jpg" width="150" height="137" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Eu confesso: eu acreditava em Chico Xavier.              </p>
<p>Acreditava porque minha mãe sempre falou dele como uma pessoa de bem. Acreditava porque milhares de familiares se diziam consolados por suas cartas. Acreditava porque, tendo eu nascido em 1980, a força de seu mito no Brasil já estava mais do que consolidada, tendo ele sido eleito “o mineiro do século”, superando nomes como o de Alberto Santos Dumont.               </p>
<p>Mas mudei. Essa mudança foi gradativa. Primeiro vieram as fotos de materializações com a médium Otilia Diogo, uma fraude em que Chico estava envolvido. Porém, como ele não era o médium principal do caso, ainda se podia alegar que o maior médium do país havia sido ingênuo. Mas pouco depois descobri que seu guia espiritual, Emmanuel, que se dizia um senador romano dos tempos de Cristo chamado Públio Lentulus, jamais havia existido na vida real.&#160; O próprio nome da entidade era incoerente,misturando português (Públio) com latim (Lentulus). E soube ainda que tal entidade havia se materializado pelo próprio Chico! Já não era mais possível arranjar desculpas para sustentar minha crença em Chico como médium legítimo. Resolvi ir a fundo nos seus escritos, realizando pesquisa própria, e descobri que suas psicografias não passavam de plágios! Plágios e mais plágios de dezenas de livros. Nem o mito de que ele era semi-analfabeto se sustentava. Seus próprios amigos, como Waldo Vieira, acusaram-no de fraude anos depois de sua morte.</p>
<p>Hoje só sinto vergonha. Vergonha de um dia ter acreditado nele.”              <br />- <strong>Vitor Moura, Rio de Janeiro</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="vitormoura   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="vitormoura ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/vitormoura.jpg" width="150" height="99" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Muitos dos participantes também autorizaram gentilmente a reprodução de suas mensagens. Por que você acreditava em uma coisa estranha?</p>
<p>“Após recomeçar este parágrafo umas 15 vezes percebi que não poderia responder à pergunta acima, pois mesmo depois de rejeitar Deus, OVNIs, etc, eu ainda acredito em coisas estranhas. Acredito, por exemplo, que vivo em um universo de 13 bilhões de anos com mais de 100 bilhões de estrelas. Acredito que este mesmo universo foi formado a partir de uma flutuação quântica no nada, no princípio da incerteza e na não localidade. Acredito ainda que sou feito basicamente de espaço vazio e que chimpanzés são meus parentes mais próximos. Assim, se não pela estranheza, por que não levo mais aquelas hipóteses a sério? Bom, não as rejeitei por serem estranhas, mas sim por que não encontrei nenhuma evidência que as corroborassem. Uma vez que decidi que o conforto que uma idéia traz não nos diz nada sobre seu valor de verdade, não tinha nenhum motivo para continuar acreditando. Mas por que acreditei algum dia? Talvez o principal motivo seja que o universo não é de forma alguma um lugar normal, e nossa curiosidade nos impele a tentar entendê-lo. E todas estas crenças estranhas como Deus e espíritos ainda podem nos parecer mais plausíveis que as alternativas científicas, principalmente quando buscamos sentido e auto-importância. Em um primeiro momento a realidade parece estranha demais para ser verdade e sem um pensamento cético, que custei a desenvolver, somos tentados, parafraseando Sagan, às respostas fáceis e não às perguntas difíceis.”   <br />- <strong>Gabriel Félix</strong>, Membro do Grupo <a href="http://www.evolucaoemfoco.com.br/" target="_blank">Evolução em Foco</a></p>
<p>“Eu acreditava em muitas coisas estranhas, tais como o sobrenatural, discos voadores, homeopatia, teorias da conspiração e astrologia. quando não temos conhecimento, elas nos explicam muito sem que tenhamos que pensar, explico melhor: quando vemos uma luz estranha no céu, é muito mais fácil pensar que é um disco voador do que pensar que aquilo que vimos é um efeito natural incomum, pois precisaríamos pesquisar e ler para entendê-lo melhor. É muito mais fácil aceitar a homeopatia como verdade do que pesquisar sua origem e seus verdadeiros efeitos (ou falta deles). Acreditei em astrologia por um bom tempo, fazia parte do meio em que eu vivia, quase todas as pessoas que eu conhecia eram ligadas a astrologia.Antes de descobrir que ela é uma pseudo-ciência, eu lia horóscopo diariamente, era uma necessidade e um alívio, a visão de que tudo acontece por um motivo é animadora. Sintetizando os meus porquês de ter acreditado em uma coisa estranha: a influência de quem é próximo a mim; a falta de questionamento que nos é as vezes imposto por pais, professores e religião; a acomodação intelectual e principalmente, a falta de informação. Me tornei cético depois que comecei a ler, estudar e pesquisar mais, me tornei curioso e aprendi que devo questionar o máximo possível antes de acreditar em algo, principalmente que não pareça lógico. Outra versão para eu ter me tornado cético é: eu conheci o site ceticismo aberto&#8230;”   <br />- <strong>V.S.</strong></p>
<p>“Na verdade eu ainda acredito em uma coisa estranha: que eu não acredito em nenhuma coisa estranha. Isso por causa de diversos processos mentais que intereferem na cognição como seleção de indícios, preconcepções, instintos, emoções&#8230; Assim, tudo em que eu acredito me parece absolutamente natural e normal &#8211; mesmo quando indícios sólidos contrariam fortemente.”   <br />- <strong>Roberto Takata</strong></p>
<p>“Creio que todos nós acreditamos no que nos ensinam quando crianças. Assim, em nós, os conceitos são formados de acordo com as informações que nos são transmitidas pelo meio em que vivemos. Na medida em que o tempo passa, com a maturidade, surgem os questionamentos a respeito de tudo o que aprendemos e com eles a aceitação definitiva ou a rejeição do que até então para nós era considerado uma verdade. Foi isto o que aconteceu comigo, na atualidade me considero cético em relação a quase tudo o que me cerca ou em relação às informações recebidas no passado. Isto me preocupa um pouco porque ainda não assumi definitivamente, o meu ceticismo, que,no entanto, acho lógico e racional.”   <br />- <strong>José Luiz Britto Bastos</strong></p>
<p>“Lá pelo final da década de80, quando eu ainda era um fedelho, uma tia minha, entusiasta da ficção científica, tentou me explicar sua interpretação do filme 2001: uma odisséia no espaço. Ela contou sobre os antigos hominídeos, que após encontrarem um “pedaço de vida” iniciaram sua jornada evolutiva rumo à racionalidade. Mas eu escutei mal, e ainda me lembro de ter entendido “pedaço de vidro”, e sendo o filme baseado em fatos científicos, por muito tempo, imaginei a grande importância desse material, que além de nos ser útil na fabricação de copos e janelas, também proporcionou aos nossos ancestrais um considerável aumento de inteligência. Pensava que talvez o simples fato de tocar em objetos de vidro poderia me ajudar a “evoluir”, aguçando minha inteligência, permitindo que eu vencesse facilmente os grandes desafios da vida! Não me lembro muito bem quando descobri minha falha de compreensão, talvez um dia, já mais maduro, percebi que não podia ser isso. De qualquer maneira, achei perfeitamente compreensível ter sustentado esta “crença estranha”, uma vez que a realidade, de um modo geral, é estranha, ainda mais numa fase da vida em que estamos descobrindo o mundo. A própria teoria evolutiva, a mecânica quântica e a moderna cosmologia são exemplos de “coisas estranhas”, sob certo ponto de vista. Logo, não devemos nos repreender por acreditarmos em coisas estranhas, mas sim buscarmos separar as que são corroboradas pelas evidências daquelas que não são.”   <br />- <strong>Aldo R. Fernandes Nt</strong></p>
<p>“Sempre olhei para o céu com uma sensação de medo e reverência. O brilho de estrelas, planetas, satélites e todos os orbes possíveis e imagináveis, ao mesmo tempo que me tirava o sono, em profunda reflexão, me fazia sentir feliz por, de alguma forma, saber que, com toda aquela vastidão, não poderíamos estar sozinhos. O interesse por astronomia, a científica, a acadêmica, surgiu antes da ufologia em si. Eu lia Arhtur C.Clarke, Isaac Asimov, e, embora todas aquelas maravilhas pudessem ser possíveis, não cria em fenômenos como o dos UFOs nos visitando. Porém, a adolescência veio e com ela a dúvida que, uma vez iniciada em todos os seres humanos, dificilmente é respondida. Os UFOs tinham de existir. Os homenzinhos verdes estavam entre nós.Havia uma conspiração governamental mundial para encobrir tudo. O assunto parecia mais interessante que as nebulosas, galáxias, quarks, nêutrons, etc. Durante muito tempo, acreditei nessas visitas. Embora sempre fosse leitora de divulgação científica, o método científico em si nunca me havia sido apresentado. Falha na educação desse país – sempre estudei em escolas públicas – ou falha minha. O caso é que, quando conheci um dos maiores manuais de pensamento científico, O Mundo Assombrado pelos Demônios, de Carl Sagan, percebi o quanto as pessoas acreditam apenas no que querem acreditar. Essa a importância do pensamento científico: a possibilidade de não transformar nossos conhecimento sem dogmas.”   <br />- <strong>Valdirene Kerschner</strong></p>
<p>“Eu provavelmente já acreditei em várias coisas estranhas por diferentes motivos. Algumas crenças têm relação com as crenças valorizadas pelos meus familiares e conhecidos que acabaram me influenciando (religião, superstições). Outras me fisgaram por oferecerem uma realidade improvável, mas inspiradora, inebriante e excitante (o segredo, teorias conspiratórias, pseudociências). Por algum tempo também me faltou incentivo e até mesmo instrução para ter um pensamento cético e questionador de ideias. Especialmente no Brasil, às vezes somos implicitamente levados a pensar que pode ser inconveniente criticar as ideias de outras pessoas e aprendemos a olhar com maus olhos aqueles que questionam – uma política da boa vizinhança para lidar com a sensibilidade a críticas que se enraizou por aqui. Isso pode ser muito ruim, pois não podemos empreender avanços no conhecimento humano sem o confronto honesto e embasado de ideias e sem a contínua renovação de ideias. Acontece que é confortador e conveniente para muitas pessoas permanecerem estagnados aonde suas ideias se encontram, pois seus interesses e necessidades já são atendidos. O grande problema da política da boa vizinhança radical é que corremos o risco de cair em um círculo vicioso onde ninguém critica as ideias de ninguém, não averiguamos se nossas crenças são estranhas e não saímos do lugar.”   <br />- <a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/" target="_blank"><strong>André Rabelo</strong></a></p>
<p>“É até meio simples dizer por que eu acreditava em uma coisa estranha. Acreditava simplesmente porque fui condicionado a isso através do medo. Minha avó e minha mãe me contavam (quando eu tinha uns 5, 6 anos, por aí&#8230;) sobre histórias que elas “presenciaram” &#8211; tudo balela delas para nos assustar. Como de um garoto que comeu uma fruta amaldiçoada e seu estômago explodiu, e uma senhora que assumiu ter feito uma “macumba” para ele no enterro do menino. Não é de se estranhar que eu não só acreditava, como também temia macumba, não? Outro exemplo foi um “peixe preparado” que meu bisavô comeu, enlouqueceu e morreu. Bom, o fato de o peixe ter sido guardado por dias em uma gaveta certamente não tem nada a ver com isso, claro. Mas com certeza o melhor foi quando eu era obrigado a freqüentar uma determinada igreja que me assustava para caramba! Sim, me assustava porque todos lá fingiam que recebiam o Espírito Santo, ficavam rodando e pulando. Eu sempre os considerei loucos, e pessoas loucas me assustam. Enfim, eles eram muito fortemente contra a macumba e viviam contando “causos” sobre macumbeiros que largaram tal prática após verem satã, e coisas assim. Engraçado é como eles se portavam de maneira exatamente igual à dos “macumbeiros”, com giros, falas estranhas e gritos&#8230;”   <br />- <strong>Danilo Silva</strong></p>
<p>“Eu acreditava por que era mais simples simplesmente acreditar. Perguntar, pesquisar, contestar, duvidar, poderiam me levar a um mundo desconhecido que eu considerava ameaçador. O mundo da fantasia era mais simples e belo. Ao decidir tomar a pílula vermelha, a realidade que surgiu à minha frente fez-me sentir derrotado, vazio e com a sensação de que parte importante de mim sempre fora uma ilusão. Mas estranhamente senti-me muito mais leve sem as correntes da ignorância. A sensação de que não seria mais manipulado, de que não sabia tudo, é verdade, mas de que poderia procurar as respostas sem medo de decepcionar-se, isso me confortava. Com o tempo aqueles absurdos foram ficando em minha lembrança como parte de meu passado, e que agora teria uma missão, oferecer também a pílula vermelha do conhecimento aos que tivessem a coragem de tomá-la.”   <br />- <strong>Julio Moura</strong></p>
<p>“Por medo de contrariar a sociedade.   <br />Por medo de ter que aceitar que, pessoas que você ama, possam estar erradas    <br />Por medo de aceitar que nem tudo lhe é conveniente    <br />Por medo de estar certo e se deparar com uma realidade não tão agradável.    <br />Por medo de estar errado e sofrer retaliações de pessoas mesquinhas.    <br />Por medo de expandir sua mente a um tamanho irreversível.    <br />Por medo de abrir mão do conforto da fantasia.    <br />Por medo de sofrer preconceito.    <br />Por medo de ter que ser coerente e maduro.    <br />Por medo de ter que enfrentar qualquer pessoa sozinho para defender seu ponto de vista.    <br />Pelo simples medo de ter medo.”    <br />- <strong>Lucas K-prA</strong> </p>
<p>“Quando nos aproximávamos do ano 2000, no alto de meus 12 anos eu acreditava ingenuamente na boataria de que o mundo dava seus últimos suspiros. O ano novo chegou e não só o mundo não acabou como continuou exatamente como sempre foi: as pessoas seguiam suas vidas normalmente e a natureza não tinha entrado em colapso. Por que acreditei em algo tão estranho? Simplesmente porque era mais fácil seguir o desespero coletivo, entrar na inércia da crença pela crença, da vontade de fazer parte daquele momento de mistério e dúvida. Eu era uma criança, sim, mas aprendi muitas coisas com o episódio. Se o pensamento raso fazia pessoas acreditarem em mundos que terminam sem motivo era também essa a razão pela qual acreditavam em fantasmas, demônios, fadas, contatos com alienígenas, chupacabras e coisas que o valham. Comecei a duvidar. E duvidar foi essencial para me fazer enxergar o mundo como realmente é, sem mistérios nebulosos e eventos duvidosos.”   <br />- <strong>Di Spagnuelo</strong></p>
<p>“Até agora não sei como pude ser tão ingênuo por cerca de 23 anos. Fui criado desde meu nascimento em uma família espírita muito praticante, e participei ativamente do chamado &quot;movimento espírita&quot; pela minha adolescência e juventude. Acreditava em muitas coisas estranhas como espíritos, reencarnação, mediunidade e aquelas baboseiras de &quot;energia&quot; como telepatia ou sintonia espiritual. Acreditei também em homeopatia, que é uma coisa muito, mas muito sem nexo mesmo. Acho que a coisa mais absurda que já cheguei a acreditar um dia foi a existência de deus, &quot;algo tão complexo que não temos entendimento suficiente para compreender&quot;. Mas respondendo à pergunta, me parece que o porquê de tudo isso foi realmente um grande ingenuidade. Para a maioria das pessoas, imagino que a fraqueza emocional é que seja a culpada, mas eu não fui buscar a religião, ela já estava na minha família. Mas fui muito ingênuo ao confundir a pseudociência (o espiritismo prega ser ciência, filosofia e religião ao mesmo tempo) com ciência. Infelizmente acho que essa linha pseudocientífica das religiões é o &quot;falso profeta&quot; dito tanto nas bíblias. Ela induz verdade onde não há. Hoje em dia tenho mais repúdio a esta linha que à fé fanática e cega.”   <br />- <strong>J.H.S.R.</strong></p>
<p>“Durante vários meses quando estava na quarta série, minha professora (que deveria ser muito supersticiosa) contou sobre casos de alienígenas que levavam as pessoas. Realmente não sei o que ela tinha na cabeça quando nos contou isso (visto que éramos crianças) mas me lembro perfeitamente que ficava com muito medo (principalmente à noite) já que ela nos informou que eles (os ETs) preferem pessoas do interior (por serem mais limpas dos poluentes). Acontece que eu era do interior. Com o passar dos anos e lendo bons livros e blogs, vi que nada disso era real. Melhor pra mim&#8230;”   <br />- <strong>Wesley Santos</strong></p>
<p>“Porque torna mais fácil a vida&#8230; Nem sempre temos resposta pra todas as coisas&#8230; e a ilusão se torna um caminho menos doloroso.”   <br />- <strong>Fernando Sylva</strong></p>
<p>“Porque eu tinha medo ou preguiça do desconhecido&#160; e uma explicação&#160; sobrenatural que desafia a lógica do mundo em que vivemos é sempre mais interessante do que escutar um cientista &quot;chato&quot; com sua explicação &quot;chata&quot;.”   <br />- <strong>Rodrigo Ramalho</strong></p>
<p>“Dizer que eu acreditava em uma coisa estranha porque minha espécie evoluiu com a curiosidade atenuada é uma resposta generalizada e óbvia, hoje confesso que acreditava porque eu queria acreditar e aprendi que buscar a verdade, independente de minhas expectativas, é o que me torna, de fato, mais humano.”   <br />- <strong>Fabrício Bass</strong></p>
<p>“Eu acreditava em homeopatia. Acreditava porque desde pequenininha um monte de gente na minha família tomava as bolinhas, e elas eram tão docinhas&#8230; Conforme fui ficando mais velha, percebi que essa é uma lenda que ainda se perpetua por muitos lugares e entre pessoas por ai. E tem muita gente muito mais inteligente que eu que ainda acredita. E na verdade, esse mito comprovadamente falso é tão grande, que mesmo hoje eu me peguei comprando um daqueles frasquinhos que já vêm prontos na farmácia; o efeito prometido é acabar com a ansiedade. Mesmo sabendo que é um grande placebo alcoólico, tomo as gotinhas na hora de estresse, mais para ter um tempo para respirar do que qualquer outra coisa. Tem coisas que mesmo quando a gente sabe que é mentira, continua carregando pela vida&#8230;”   <br />- <strong>Gabriela Hesz</strong></p>
<p>“Estranho era Papai Noel, dava presentes sem nada em troca, exigia que eu me comportasse ao longo do ano, nem sempre isso ocorria, e mesmo assim eu era presenteado. Enfim, eu acreditava, pois eram evidentes os fatos, eu ganhava presentes, logo ele existia! Assim também foi com o Coelho da Páscoa. Mas um dia flagrei meus pais depositando os presentes sob a árvore de Natal, então começaram as minhas inquietações. Será que o coelho da Páscoa também não existe? Faz sentido, ovo de chocolate é muito estranho, que animal produz ovos de chocolate?! Pois bem, comecei a desconfiar de tudo e de todos. No colégio de freiras me diziam para ir à igreja para pedir coisas para o Papai do céu &#8211; isso sim é muito estranho, é mais estranho que Papai Noel – que nunca me deu nada, então passei a não acreditar nesta coisa estranha! Acreditar em coisas estranhas é uma mescla de imaginação com poder de ignorância! Temos que criar correlações estapafúrdias e fechar os olhos para os fatos que provam o contrário. Quando eu estava na fase de troca de dentes existia &#8211; eu juro! &#8211; a fada do dente! Eu colocava meu dente debaixo de uma pedra e em poucos minutos surgiam alguns trocados. Era fantástico! Só fiquei frustrado ao perceber que o número de dentes em minha boca era finito. Simplesmente eu acreditava em coisas estranhas, pois não tinha capacidade para propor uma hipótese alternativa e nem queria, pois me eram bastante oportunas. A lástima hoje é que nada adianta eu acreditar em coisas estranhas!”   <br />- <strong>Fernando Dornelles</strong></p>
<p>“Até alguns anos atrás, acreditava piamente em um Deus pessoal, monitorando cada vida no universo, realizando milagres, e punindo infiéis. Logo cedo, a religião foi moldando minha personalidade (deixando resquícios duradouros).Cheguei a primeira comunhão aos dez anos. Aos poucos fui me afastando da igreja, até deixar de ir, definitivamente. Acho que, no fundo, só queria saber o gosto da hóstia. Sonho antigo. Uma vez alcançado, a igreja tornou-se desinteressante. Fato é que, mesmo após o afastamento, algumas ideias cristãs permearam minha mente por mais algum tempo. Eu não lutava contra esse sentimento. Aquilo,de alguma forma me confortava. A existência de um Deus, só me traria vantagens, como por exemplo, por exemplo&#8230; Bem, a partir daí os questionamentos começaram. Vida eterna! Ah… Uma ideia interessante, não? Basta seguir os ensinamentos bíblicos, e adorarmos, adorarmos e adorarmos ao Senhor até a exaustão. É um investimento arriscado. Dedicar uma vida inteira por nada? Aliás,adorar ao Senhor deve tornar-se um hábito, pois estamos destinados a realizar essa tarefa durante Toda a Eternidade. Conforme as dúvidas apareciam, minha crença ia se dissipando, até não sobrar mais nada. Por um momento da minha vida, senti raiva de Deus, por seu sarcasmo, egoísmo e sua necessidade de auto-promoção, tudo relatado na bíblia sagrada. Ainda bem, e para o nosso bem, que provavelmente não existe um Deus pessoal, monitorando cada vida no universo, realizando milagres, e punindo infiéis.”   <br />- <strong>Felipe Pantoja</strong></p>
<p>“Meu nome é Leonardo e sim, eu acreditava em coisas realmente estranhas. Estranhas e excêntricas como o Coelhinho da Páscoa, Jesus Cristo e Papai Noel. Atualmente eu acredito que todas as personas anteriores não passem de invenções saídas de mentes muito criativas, apesar de eu não possuir meios para provar que o Coelhinho da Páscoa realmente não exista, porquanto também não existem provas históricas confiáveis que sustentem o contrário. Em meio a esse ceticismo todo, eu insisto em acreditar em algumas coisas muito estranhas, como a física quântica e abiogênese, por exemplo. Explico &#8211; eu não posso dizer que entendo a física quântica, mas eu ainda assim acredito em sua existência. Eu sei que não existe uma prova concreta sobre a origem da vida a partir de elementos não biológicos, mas eu ainda assim acredito que ela tenha ocorrido ao menos uma vez em uma época remota. Com o passar do tempo, questionei o motivo da minha crença inicial em coisas estranhas. Existe o fator da verdade anciã, que na infância é muito forte. Também existe o simples fato das festividades envolvidas oferecerem uma oportunidade de reunião familiar tão apreciada e ultimamente rara. Mas podemos também simplificar e generalizar a equação: Acredito simplesmente porque me é conveniente. No final, a derradeira conclusão é que não há uma única variável responsável pela crença das pessoas em coisas tão excêntricas como as encontradas neste portal.”   <br />- <strong>Leonardo Vegini</strong></p>
<p>“Eu acreditava que os animais falassem, mas como nos filmes e gibis, preferissem esconder isso dos humanos pela própria segurança. Eu acreditava que fantasmas existiam em casa, pois diversas vezes ouvi sons de passos, talheres mexendo, móveis saindo do lugar, e mesmo dos sons de Super Mario pouco antes de virarmos a chave e entrar em casa. Eu acreditava que certa vez eu e minha irmã flutuamos ligeiramente acima do chão sobre a sala para chegar à cozinha, para não pisar no piso que a empregada tinha acabado de passar pano. Eu acreditava em espíritos malévolos que conversavam conosco e provocavam acidentes inexplicáveis quando brincávamos de jogo do copo, compasso ou outros derivados de ouija. E eu acreditava nisso porque experimentei: eu vi, ouvi, senti e lembro disso tudo acontecendo. Nenhuma outra memória ou explicação sobrepôs esses fatos, a maioria corroborados pela minha irmã, que sempre esteve junto. Contudo, eu aprendi o quanto a memória é falha, como nossos sentidos nos enganam, como coincidências acontecem todo o tempo e somos levados a crer que são especiais. Eu aprendi a aceitar que por ser humano, coisas estranhas aconteceram e vão continuar a acontecer ao meu redor. Acreditava em coisas estranhas pela experiência, mas aprendi que com razão e pensamento crítico, eu posso desacreditá-las.”   <br />- <strong>Bruno Kim Medeiros Cesar</strong></p>
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		<title>Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&#225;?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/2nrODP4FHZM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p>“O fenômeno ocorreu no dia 7 de novembro de 2011. A foto foi tirada por um celular de uma das fieis da igreja Batista Renovada &#8211; Missão da Fé &#8211; na avenida Mauá, em Maringá, Paraná. A entrevista foi concedida ao programa de Oséias Miranda da TV Maringá, Rede Bandeirantes”.</p>
</blockquote>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="anjofotomaringa   Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&aacute;?" border="0" alt="anjofotomaringa ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/anjofotomaringa.jpg" width="500" height="368" /></p>
<p>Capturada dentro de uma igreja por uma fiel, não é surpresa que a figura luminosa tenha sido interpretada como uma “criatura celestial”. Há no entanto uma explicação muito simples à imagem: a “criatura celestial” é apenas uma pessoa iluminada por uma fonte de luz próxima do teto, saturando o sensor da câmera de baixa qualidade do celular.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="anjoluz321   Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&aacute;?" border="0" alt="anjoluz321 ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/anjoluz321.jpg" width="500" height="366" /></p>
<p>Na imagem filtrada acima, vemos como a luz de maior intensidade que banha a pessoa se estende até o fundo, vindo da direção superior esquerda até a inferior direita. Provavelmente seria a luz de uma janela ou clarabóia próxima do teto.</p>
<p>Temos <a href="http://www.ceticismoaberto.com/galeria/fotos-de-fantasmas/5480/fotografia-transcendental" target="_blank">aqui em CeticismoAberto</a> um outro exemplo do efeito, capturado mesmo por uma câmera convencional na cidade de Socorro, em um almoço com professores.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Fotografia Transcendental    Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&aacute;?" border="0" alt="Fotografia Transcendental  ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/Fotografia-Transcendental-.jpg" width="600" height="405" /></p>
<p>Seria um outro anjo? Em uma reunião de professores? Dado o contexto, o efeito não foi confundido com um anjo, mas com uma aparição ou fantasma. Mas era apenas outro objeto, outra pessoa, iluminada intensamente e saturando a câmera. O mesmo ocorre, de forma ainda mais clara, no “<a href="http://tachiportal.wordpress.com/2009/08/11/resolvamos-un-misterio/" target="_blank">Mistério dos seres de luz em Ongamira</a>”, uma fotografia capturada por <strong>Mônica Coll</strong> na Argentina em 2007:</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="seresdeluzzv71 thumb   Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&aacute;?" border="0" alt="seresdeluzzv71 thumb ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/seresdeluzzv71_thumb.jpg" width="500" height="755" /></p>
<p>Apesar de ter sido promovida por ufólogos e afins, e desta forma interpretada como “seres dimensionais”, a imagem deixa muito mais claro o facho de luz que banha as duas pessoas. Não há mistério, apenas uma câmera ajustada para pouca luminosidade sendo saturada pelo brilho intenso de uma parte da cena.</p>
<p>Em nenhum dos três casos abordados aqui, onde os “seres luminosos” foram interpretados como anjos, fantasmas ou criaturas dimensionais, o flash foi disparado. Em todos a cena possui baixa luminosidade, com exceção de uma pequena área banhada por luz mais intensa, geralmente do Sol. Com o uso do flash da câmera, <a href="http://www.ceticismoaberto.com/galeria/fotos-de-fantasmas/5502/seria-um-anjo" target="_blank">efeitos mais curiosos podem ser obtidos</a>.</p>
<p>Com a luz certa, qualquer um pode ser um anjo – ou um fantasma, ou uma criatura dimensional. E se a suposta “<em>criatura celestial</em>” promovida pelo pastor possui explicação prosaica tão elementar, podemos na mesma medida duvidar de suas extraordinárias alegações sobre milagres, como pessoas cancerosas que teriam sido curadas ao simplesmente pisar em sua igreja. Ele afirma que a fiel autora da fotografia não teria nenhum interesse em se promover, o que bem deve ser verdade dado que desconhecemos seu nome. Mas o nome do próprio pastor, bem como o da Igreja, são promovidos com bastante destaque. [Com agradecimentos a <strong>Daniel Sottomaior</strong> pela dica]</p>
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		<title>Areia Colorida Vibrante, Tigelas Budistas Cantantes e Megalitos em Levita&#231;&#227;o</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 01:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Abaixe o volume e aprecie o artista japonês Kenichi Kanazawa fazendo areia colorida danças em belos padrões geométricos. Mágica? Talvez, mas nada sobrenatural. Esta é uma versão do que é melhor conhecido como Disco de Chladni. O tampo da mesa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><iframe height="307" src="http://www.youtube.com/embed/Oz53w_k_j_A" frameborder="0" width="545" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Abaixe o volume e aprecie o artista japonês <strong>Kenichi Kanazawa</strong> fazendo areia colorida danças em belos padrões geométricos. Mágica? Talvez, mas nada sobrenatural.</p>
<p>Esta é uma versão do que é melhor conhecido como <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Chladni+plates" target="_blank">Disco de Chladni</a>. O tampo da mesa é feito de metal, que vibra em ressonância quando o artista esfrega uma bola de borracha em sua beirada, em um efeito similar a esfregar o dedo contra a borda molhada de um copo de cristal. A mesa vibrando faz a areia saltar e se acumular em padrões nodais, estudados pela <a href="http://www.cymatics.org/" target="_blank">cimática</a>.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="cimatica3   Areia Colorida Vibrante, Tigelas Budistas Cantantes e Megalitos em Levita&ccedil;&atilde;o" border="0" alt="cimatica3 ciencia" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/12/cimatica3.jpg" width="600" height="416" /></p>
<h2>Tigelas Cantantes</h2>
<p>O que é a oportunidade perfeita para apresentar outro fenômeno não exatamente mágico, mas extremamente fascinante. São as tigelas tibetanas cantantes, datando de mais de quatro milênios, e que podem fazer a água ferver quase instantaneamente!</p>
<p align="center"><iframe height="307" src="http://www.youtube.com/embed/9DrXGLetZF8" frameborder="0" width="545" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Exceto que não fervem a água de verdade, não se pode preparar um macarrão instantâneo com essa tigela. De forma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7dK6ZYGP_Qw" target="_blank">similar a Discos Chladni</a>, e como o <a href="http://blogs.nature.com/news/2011/07/cool_videos_how_tibetan_singin.html" target="_blank"><em>Nature News Blog</em> explica</a> (em inglês), o que a tigela está fazendo é se comportar mais como um sino, vibrando em ressonância e assim agitando e criando ondas na água em seu interior. Em um frequência crítica as ondas formam pequenas gotas que se separam e chegam a pular sobre o resto da água, criando um efeito que faz <em>parecer</em> que a água está fervendo. Mas a sua temperatura continua a mesma.</p>
<p>Veja o vídeo em detalhe e câmera lenta abaixo, cortesia de <strong>Denis Terwagne</strong> e <strong>John Bush</strong>:</p>
<p align="center"><iframe height="399" src="http://www.youtube.com/embed/X94sEhSiTs4" frameborder="0" width="545" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O fenômeno é um tanto complexo, não-linear, e aos aficcionados da série de TV “Lost”, tem um nome que deve soar familiar. É a <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Faraday+instability" target="_blank">instabilidade Faraday</a>, em nome de seu descobridor, o próprio <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2007/11/em-busca-da-verdade/" target="_blank"><strong>Michael Faraday</strong></a>, um dos grandes nomes da ciência e que já chegou à cultura popular como lenda enigmática.</p>
<p>E falando de lendas enigmáticas, vibrações e monges budistas, chegamos ao último nexo deste artigo: a levitação acústica de pedras, na lenda da construção de monastérios com os segredos milenares mais bem guardados do Tibete.</p>
<p>&#160;</p>
<h2>Megalitos que Levitam</h2>
<p>Em 1959 o projetista sueco <strong>Henry Kjellson</strong> publicou um curioso relato&#160; em uma revista alemã. Dizia ele que seu amigo, o Dr. <strong>Jarl</strong>, estudava em Oxford e fez amizade com um jovem estudante tibetano. Algum tempo depois, enquanto o Dr. Jarl estava no Egito em uma viagem para a Sociedade Científica Inglesa, um mensageiro de seu amigo tibetano o chamou urgentemente para ir ao Tibete para cuidar de um Lama.</p>
<p>Depois de conseguir uma licença e viajar, de avião e mesmo <em>yaks</em> até um monastério isolado a sudoeste de Lhasa, o Dr. Jarl ficou surpreso ao descobrir que o Lama era seu próprio amigo tibetano de Oxford. Tudo correu bem, e por causa de sua amizade, o Dr. Jarl pôde aprender muitas coisas que outros forasteiros não tinham chance de sequer observar.</p>
<p>Foi assim que ele presenciou com seus próprios olhos algo fantástico, um conhecimento derivado diretamente dos antigos egípcios. Os monges mostraram como erguiam blocos de toneladas ao topo de um desfiladeiro com altura de mais de 250 metros usando… tambores e trompetes. Kjellson relata:</p>
<blockquote><p>“No meio do local estava uma base de pedra polida com uma pequena cavidade no centro. Ela tinha o diâmetro de um metro e uma profundidade de 15 centímetros. Um bloco de pedra era manobrado para a cavidade. Então, 19 instrumentos musicais eram disposto em um arco com 90 graus a uma distância de 63 metros da base ao centro. Os instrumentos consistiam de 13 tambores e seis trompetes (Ragdons). Oito tambores tinham uma seção de um metro e um comprimento entre um e 1,5 metro. O único tambor pequeno tinha uma seção de 0,2 metros e comprimento de 0,3 metros. Todos os trompetes tinham o mesmo tamanho, 3,12 metros e uma abertura de 0,3 metros.</p>
</blockquote>
<blockquote><p>Os tambores grandes eram feito de folhas de ferro de 3 mm, e tinham um peso de 150 Kg. Todos tinham um lado aberto, enquanto o outro tinha um fundo de metal, que os monges batiam com grandes bastões com couro. [Enquanto batiam nos tambores e tocavam os trompetes], todos os monges estavam cantando e entoando um cântico, lentamente aumentando o tempo deste barulho ensurdecedor.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="antigravitywg106   Areia Colorida Vibrante, Tigelas Budistas Cantantes e Megalitos em Levita&ccedil;&atilde;o" border="0" alt="antigravitywg106 ciencia" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/12/antigravitywg106.gif" width="400" height="284" /></p>
</blockquote>
<blockquote><p>Pelos primeiros quatro minutos nada aconteceu, mas enquanto a velocidade dos tambores aumentou, a grande pedra começou a se mexer e subitamente ergueu-se no ar com uma velocidade crescente na direção da plataforma em frente do buraco da caverna a 250 metros de altura. Continuamente eles traziam novos blocos, e usando este método, transportaram 5 a 6 blocos por hora em um vôo parabólico de aproximadamente 500 metros de distância. De vez em quando o bloco em vôo se quebrava, e os monges retiravam as pedras quebradas. Uma tarefa inacreditável”.</p>
</blockquote>
<p>Inacreditável? Talvez porque, embora o Dr. Jarl tenha filmado todo o evento, a <em>Sociedade Científica Inglesa</em> – à qual ele estava submetido – tenha confiscado os dois filmes. Nunca foram vistos publicamente.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Acoustic+levitation" target="_blank">A levitação acústica em si é real</a>, e os grãos de areia bem como as gotículas de água pululando são fenômenos relacionados. Pode-se conferir abaixo um experimento da NASA levitando pequenos pedaços de isopor.</p>
<p align="center"><iframe width="545" height="399" src="http://www.youtube.com/embed/94KzmB2bI7s" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Dado que monges budistas conheciam tigelas cantantes que lidavam com a ressonância, poderiam eles ter levitado grandes pedras com nada menos que tambores?</p>
<p>Infelizmente, sabemos por certo que não. Há um limite físico na quantidade de energia que uma onda de som pode conter, além da qual o som se torna uma onda de choque e quanto mais energia, mais ela se dissipa simplesmente como calor.</p>
<p>Assim, e ironicamente, podem-se criar ondas de choque poderosas que fervem água de verdade, ao contrário da mera aparência de fervura das tigelas cantantes. Mas seria uma forma muito inconveniente de cozinhar macarrão.</p>
<p>É impossível que o puro ar em ondas de som ressonante possa levitar uma pedra pesada. É verdade que uma onda de choque pode mover grandes rochas, porém isso não é algo que se faz com tambores, e sim com explosivos &#8212; e isso é algo que se faz em pedreiras muito longe do Tibete a todo o momento.</p>
<p>Bem, espero que as maravilhas reais que vimos aqui compensem o fim de uma boa lenda sobre pedras levitando!</p>
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		<title>Ganhe o livro &#8220;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&#8221; de Michael Shermer!</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 01:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ceticismoaberto]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[michael shermer]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das mais importantes obras de divulgação do pensamento crítico acaba de ser publicada em português. Saiba como concorrer a cinco exemplares! É “Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas”, o primeiro livro do historiador de ciência Michael Shermer ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="shermer coisas estranhas2   Ganhe o livro &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo; de Michael Shermer!" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/12/shermer-coisas-estranhas2.jpg" alt="shermer coisas estranhas2 ceticismo" width="600" height="404" border="0" /></p>
<p>Uma das mais importantes obras de divulgação do pensamento crítico acaba de ser publicada em português. Saiba como concorrer a cinco exemplares!</p>
<p>É “<em><a href="http://jsneditora.com/JSN_Editora/Por_que_as_pessoas_acreditam_em_coisas_estranhas.html" target="_blank"><strong>Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas</strong></a></em>”, o primeiro livro do historiador de ciência <strong>Michael Shermer</strong> já à frente da <em>Skeptics Society</em>, mergulhando na “<em>pseudociência, superstição e outras confusões de nossos tempos</em>”, em um espectro indo de extraterrestres e discos voadores a espíritos e profecias, passando mesmo por temas particularmente espinhosos como a negação do Holocausto e cultos suicidas.</p>
<p>Com uma abordagem rigorosa mas acima de tudo humana e compassiva, Shermer demonstra de forma prática o “poder positivo do ceticismo” defendido no prefácio por <strong>Stephen Jay Gould</strong>. Um exercício que vai além da mera derrubada de falsas crenças, promovendo o modelo alternativo da “própria racionalidade, associada à decência moral – o instrumento conjunto mais eficaz para o bem que o nosso planeta já conheceu”.</p>
<p>“<em>Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas</em>” foi publicado logo após o falecimento de <strong>Carl Sagan</strong>, e é dedicado à sua memória. Ao lado de “<em>O Mundo Assombrado pelos Demônios</em>” é uma leitura essencial de introdução ao ceticismo, e uma que escolhe o caminho de se aprofundar e destrinchar em detalhes práticos cada uma das aventuras e pesquisas que colocaram o historiador de ciência e líder cético muitas vezes frente à frente com supostos paranormais ou líderes muito reais de movimentos um tanto duvidosos.</p>
<p>Em todo este contato direto com as confusões de nossos tempos à frente de uma Sociedade de Céticos, em nenhum momento aqueles que acreditam em coisas estranhas são menosprezados, afinal, o próprio Shermer assim como todos nós acreditamos vez por outras em coisas estranhas.</p>
<p>E é este o mote para concorrer a um livro desta edição revisada e expandida em português, em um lançamento cortesia da <em><a href="http://jsneditora.com" target="_blank">JSN editora</a></em>. Basta responder à pergunta:</p>
<h3>“<strong>Por que você acreditava em uma coisa estranha?</strong>”</h3>
<p>Contando em até 1.500 caracteres (com espaços) os quês e porquês de uma coisa estranha em que você acreditava. Envie sua resposta ao e-mail <a href="mailto:ceticismoaberto@gmail.com?subject=Por que eu acreditava em uma coisa estranha" target="_blank"><strong>ceticismoaberto</strong>@gmail.com</a><strong></strong> com o assunto “<em>Por que eu acreditava em uma coisa estranha</em>” até o final do dia 16/12 (sexta-feira).</p>
<p>As cinco melhores serão selecionadas e publicadas aqui em <em>Ceticismo Aberto</em>, e seus autores receberão um exemplar cada, enviados antes do solstício mais conhecido como Natal. Participe!</p>
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		<title>O Papa-Asno e os OVNIs de Nuremberg</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 15:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Fortianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ufologia]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[deuses astronautas]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[ovnis]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado em Damn Data, traduzido por colaboração de Vitor Moura Em 1523, o reformador Martinho Lutero publicou um panfleto inflamatório chamado Of Two Wonderful Popish Monsters [Sobre Dois Maravilhosos Montros Papistas, em tradução livre]. O panfleto descrevia o aparecimento recente ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="papaasno nuremberg   O Papa Asno e os OVNIs de Nuremberg" border="0" alt="papaasno nuremberg destaques" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/11/papaasno-nuremberg.jpg" width="640" height="438" /></p>
<p>Publicado em <a href="http://www.wunderkabinett.co.uk/damndata/index.php?/archives/920-Best-Evidence-The-Pope-Ass-and-the-Nuremberg-Spheres.html" target="_blank"><em><strong>Damn Data</strong></em></a>, traduzido por colaboração de Vitor Moura</p>
<p>Em 1523, o reformador <strong>Martinho Lutero</strong> publicou um panfleto inflamatório chamado <em>Of Two Wonderful Popish Monsters</em> [Sobre Dois Maravilhosos Montros Papistas, em tradução livre]. O panfleto descrevia o aparecimento recente de duas criaturas bizarras: o <em>Papa-Asno</em> e o <em>Monge-Bezerro</em>. Ambos tinham sido criados por Deus para demonstrar através de uma alegoria viva o seu descontentamento com a Igreja Católica. O Papa-Asno (com um corpo humano mas uma cabeça de asno) mostrava a ira de Deus pela Igreja ter o Papa como líder. O Monge Bezerro (uma monstruosidade gorda com orelhas enormes) demonstrava o descontentamento de Deus com a prática de ouvir confissões.</p>
<p align="center"><font size="1"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="papasno mongebezerro lutero 1523   O Papa Asno e os OVNIs de Nuremberg" border="0" alt="papasno mongebezerro lutero 1523 destaques" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/11/papasno-mongebezerro-lutero-1523.jpg" width="500" height="372" /></font></p>
<p align="center"><font size="1">O Papa-Asno e o Monge-Bezerro. De Martinho Lutero e Philip Melancthon, &#8216;Deuttung der cwo grewlichen Figuren&#8217; (Wittenberg, 1523)</font></p>
<p>De que forma Lutero esperava que o seu público tomasse esses monstros híbridos? Provavelmente, ele sabia que, enquanto os leitores bem-educados os veriam como metáforas, a classe camponesa, provavelmente, acreditaria neles literalmente. Uma tradução inglesa de 1579 do folheto adverte o leitor contra tomar os monstros como “<em>meras fábulas</em>”. Pelo contrário, devem “<em>tremer de medo ao ver tais monstros prodigiosos</em>”, que são sinais evidentes da “<em>ira e da fúria de Deus</em>”.</p>
<p>Talvez seja apenas uma questão de tempo antes que algum ufólogo ansioso sugira que o Papa-Asno e o Monge-Bezerro fossem na verdade extraterrestres caídos na Terra. Afinal, um recente documentário chamado <em>Best Evidence: Top 10 UFO Sightings</em> [A Melhor Evidência: Os 10 Melhores Avistamentos de OVNIS, em tradução livre] promove o conto de 1561 das esferas de Nuremberg como fornecendo uma prova convincente de que os OVNIs já nos visitavam há séculos.</p>
<p align="center"><font size="1"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="nuremberg 1561   O Papa Asno e os OVNIs de Nuremberg" border="0" alt="nuremberg 1561 destaques" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/11/nuremberg-1561.jpg" width="500" height="511" />      <br />“Fenômeno no céu em Nuremberg em 14 de abril de 1561”, Hans Glaser (<em>Digitale Bibliothek: The Yorck Project 9)</em></font></p>
<p>Antes de considerar as esferas em si, vale a pena fazer uma rápida revisão histórica geral. Em 1561, Lutero só estava morto há 20 anos, e o choque da Reforma tinha criado uma onda de paranóia apocalíptica entre a população européia semi-faminta infestada de doenças. Os teólogos protestantes declararam que a Igreja Católica era a Besta descrita no Livro do Apocalipse, cujos mil anos de reinado seriam seguidos pela batalha final entre o bem e o mal, enquanto que para muitos católicos, o próprio Lutero era o Anticristo, que teria precipitado o conflito final.</p>
<p>Ambos os lados se aproveitaram da imprensa, recentemente inventada, para bombardear o povo com propaganda na forma de panfletos e cartazes sensacionalistas. O poder do Diabo sobre o mundo estava crescendo, eles proclamavam em voz alta. As comunidades rurais estavam infestadas com bruxas ansiosas para fazer a vontade de Satanás. E sinais e prodígios apareciam diariamente – uma prova segura de que o fim dos tempos estavam próximo.</p>
<p>Entre os panfletos falando do nascimento de bezerros de duas cabeças e de bruxas que afligiam a Terra havia um alegando que um “<em>espetáculo medonho</em>” tinha sido visto nos céus de Nuremberg. Um grupo de esferas coloridas, aparentemente, surgiu de dois tubos e se engajavam numa batalha uma contra a outra. Também foram vistas uma enorme lança preta e várias cruzes voadoras cor de sangue. Depois de pinotear suspensos durante uma hora, os objetos voaram para o Sol, embora alguns caíssem na Terra e evaporassem.</p>
<p>O autor do panfleto interpreta a batalha aérea como um sinal da ira de Deus, e exorta os seus leitores a “<em>endireitarem suas vidas</em>” e rezar para que Deus “<em>afaste a sua ira</em>”. Ele também menciona outras maravilhas vistas no céu naquele ano, incluindo um crucifixo, “<em>ataúdes e caixões com homens negros ao lado deles</em>”, e “<em>varas e chicotes</em>”. Os ufólogos, naturalmente, ignoram completamente os caixões, os crucifixos, as cruzes sangrentas, os chicotes e os homens negros. Para eles, o panfleto simplesmente descreve a aparição de um par de naves-mãe e uma flotilha de espaçonaves esféricas.</p>
<p>Seletivos? Bem, sim – apenas um pouco.</p>
<p>Talvez os alienígenas realmente tenham sobrevoado Nuremberg no século XVI por nenhuma razão melhor do que a de confundir a população. E talvez eles realmente se parecessem com o Papa-Asno e Monge-Bezerro do panfleto anterior de Lutero. Ou talvez, em vez disso, devêssemos ser cautelosos ao interpretar textos de 500 anos de idade sem ao menos considerar brevemente o contexto da sua publicação original.</p>
<p>- &#8211; -</p>
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		<title>Podcast &#8220;Vis&#227;o Hist&#243;rica&#8221; aborda Discos Voadores, Extraterrestres e Ufologia</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 12:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ufologia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Comandada pelos historiadores Gabriel Perboni e Pedro Ferrari, a mais nova edição do podcast com “a missão de despertar o interesse por personagens, eventos e períodos históricos e fomentar sua pesquisa em qualquer nível” adentra o mundo dos discos voadores! ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="banner 25historica   Podcast &ldquo;Vis&atilde;o Hist&oacute;rica&rdquo; aborda Discos Voadores, Extraterrestres e Ufologia" border="0" alt="banner 25historica destaques" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/10/banner-25historica.jpg" width="600" height="155" /></p>
<p>Comandada pelos historiadores <strong>Gabriel Perboni</strong> e <strong>Pedro Ferrari</strong>, a mais nova edição do podcast com “<em>a missão de despertar o interesse por personagens, eventos e períodos históricos e fomentar sua pesquisa em qualquer nível</em>” adentra o mundo dos discos voadores!</p>
<p>Viaje pela abordagem histórica indo da ficção sobre extraterrestres aos supostos contatos reais com estes seres coincidentemente humanóides, com a participação deste que escreve aqui e também do amigo e historiador <strong>Rodolpho Gauthier</strong>, que desenvolveu sua tese sobre os primórdios dos discos voadores na mídia brasileira:</p>
<p><strong>Visão Histórica 25</strong>: <a href="http://historica.com.br/podcast/visao-historica/025-ja-chegou-o-disco-voador" target="_blank">Já chegou o disco voador?</a></p>
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		<title>Teorias de Conspira&#231;&#227;o s&#227;o Naturais</title>
		<link>http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/6282/teorias-de-conspirao-so-naturais</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 03:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Fortianismo]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[teorias de conspiração]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; artigo de Douglas T. Kenrick, publicado em Psychology Today tradução cortesia de André Rabelo Que tipo de pessoa teria tão pouca confiança em seus companheiros para acreditar que o presidente dos E.U.A e a CIA conspiraram para forjar a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="osama obama   Teorias de Conspira&ccedil;&atilde;o s&atilde;o Naturais" border="0" alt="osama obama ceticismo" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/osama_obama.jpg" width="600" height="448" />&#160;</p>
<p>artigo de <strong>Douglas T. Kenrick</strong>, publicado em <a href="http://www.psychologytoday.com/blog/sex-murder-and-the-meaning-life/201107/conspiracy-theories-come-naturally" target="_blank">Psychology Today</a>     <br />tradução cortesia de <strong><a href="http://cienciaumavelanoescuro.haaan.com/" target="_blank">André Rabelo</a></strong></p>
<p>Que tipo de pessoa teria tão pouca confiança em seus companheiros para acreditar que o presidente dos E.U.A e a CIA conspiraram para forjar a morte de <strong>Osama Bin Laden</strong>, ou que a imprensa é rigidamente controlada por um grupo poderoso de extremistas ricos? Se você examinar a literatura em psicologia sobre a crença em teorias da conspiração, ou leu comentários políticos sobre o tópico, vai ouvir falar muito sobre paranóia, alienação e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anomie" target="_blank">anomia</a>. Você vai aprender que pessoas que acreditam em uma teoria da conspiração bizarra também são propensas a acreditar em outras (está tudo conectado com os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Illuminati" target="_blank">illuminati</a> e os assassinatos dos Kennedy, afinal de contas). Você descobrirá que crenças em conspirações têm sido relacionadas com ser pobre, ser membro de uma minoria oprimida, ter a sensação generalizada de que a vida é controlada por fatores externos e outras circunstâncias lamentáveis.</p>
<p>Mas existe outra perspectiva que decorre do pensamento sobre a história evolutiva de nossa espécie: o cérebro humano foi moldado para teorias da conspiração. Nesta perspectiva, somos todos teóricos da conspiração &#8211; você, eu e sua tia Ginger de Iowa.</p>
<p>Vamos desconsiderar os detalhes da teoria de conspiração excêntrica <em>du jour</em>, e considerar isso: Algumas alegadas conspirações se mostraram posteriormente bem reais &#8211; a <em>Al Qaeda</em>, a CIA, a KGB e a Máfia envolveram pessoas reais se juntando para planejar ações reais e nefastas. Só porque você é paranóico não significa que eles não estejam atrás de você. Teóricos evolucionistas como <strong>Robert Trivers</strong> e <strong>Bill von Hippel</strong> observaram: um aspecto ruim da comunicação é que ela abre as portas para o engano (Isso é uma deliciosa minhoca ou uma armadilha de pescador para peixes? O pássaro está realmente machucado ou fingindo?). Seres humanos são comunicadores especialmente talentosos e ótimos enganadores também. Pesquisadores que estudam a psicologia da mentira descobriram não apenas que a pessoa comum mente sobre alguma coisa todos os dias, mas também que não nos saímos muito melhor que o mero acaso ao distinguir uma afirmação verdadeira de uma mentira deliberada.</p>
<p>Nossos ancestrais tinham que se preocupar com conspirações de membros de seu próprio grupo, bem como conspirações de membros de outros grupos (que tinham ainda menos o que perder e mais a ganhar ao prejudicá-los). Psicólogos evolucionistas como <strong>Pascal Boyer</strong> e <strong>Ara Norenzayan</strong> têm notado que o cérebro humano possui mecanismos poderosos para buscar causas complexas e escondidas. A popularidade de Sherlock Holmes, James Bond e Harry Potter se deve em grande parte aos talentos de seus autores para exercitar estes mecanismos causais em seus leitores.</p>
<p>E como os psicólogos evolucionistas <strong>Randy Nesse</strong> e <strong>Martie Haselton</strong> têm argumentado, a mente é moldada como um detector de fumaça, pronta para acionar o alerta vermelho a qualquer possível sinal de ameaça no ambiente (ao invés de esperar até que a evidência seja tão esmagadora que seja muito tarde para apagar o fogo). Uma vez que tenhamos aceitado uma crença, possuímos uma série de mecanismos cognitivos projetados para nos enviesar contra a rejeição desta crença. Um dos meus estudos favoritos dessa natureza foi realizado pelos psicólogos de Stanford <strong>Charlie Lord</strong>, <strong>Lee Ross</strong> e <strong>Mark Lepper</strong>.</p>
<p>Eles apresentaram aos seus brilhantes alunos um cuidadoso balanço de evidências científicas a favor e contra os benefícios da pena de morte. Depois de ouvir as evidências balanceadas, os estudantes que favoreceram inicialmente a pena de morte estavam ainda mais convencidos de que estavam certos, enquanto os que eram contra se tornaram ainda mais convencidos na direção oposta. O que aconteceu foi que os estudantes se lembraram seletivamente das fraquezas no argumento do outro lado e dos pontos fortes das evidências favorecendo o seu próprio lado. Parece familiar? (e lembre-se, estes eram estudantes de Stanford, não membros de um grupo extremista entrincheirado ao redor de Two Dot, Montana).</p>
<p>E quanto à pesquisa que mostra que os indivíduos pertencentes a grupos oprimidos são mais propensos a crenças conspiratórias do que aqueles de nós lendo o <em>New York Times</em> em algum subúrbio de classe média-alta? Esses dados assinalam para outro aspecto da nossa psicologia evoluída &#8211; nossos cérebros amplificam o volume dos nossos sistemas de perigo quando estamos sob ameaça. Pesquisas de nossos laboratórios têm demonstrado que pessoas que estejam tenham despertado seu sentido de auto-proteção (depois de assistir um filme assustador) estão mais propensas a projetar raiva nas faces de homens desconhecidos de outros grupos, e as pesquisas de <strong>Mark Schaller</strong> e seus colaboradores demonstraram que estar em um quarto escuro amplifica tipos específicos de estereótipos (aqueles envolvendo a periculosidade de americanos árabes ou africanos). Na mesmo medida em que a vida envolve ameaças e perigos diários, é provável que estejamos atentos a sinais de perigo à espreita.</p>
<p>Ao afirmar que o cérebro humano é moldado para estar alerta a conspirações e que sempre houveram conspirações reais pelo mundo afora, estaria eu querendo dizer que não há nada que possamos fazer para evitar acreditar na próxima história que escutarmos sobre a conspiração envolvendo Obama, a AMA e a Igreja Católica Romana? Não. <strong>Charlie Lord</strong> e seus colaboradores demonstraram que estudantes de Stanford poderiam ser um pouco mais objetivos se perguntassem primeiro para si mesmos a simples questão: &quot;<em>Como eu me sentiria se essa mesma evidência corroborasse a conclusão exatamente oposta?</em>&quot;.</p>
<p>O sociólogo de Rutgers <strong>Ted Goertzel</strong> tem estudado crenças em teorias conspiratórias por duas décadas, e ele tem alguns conselhos adicionais para aqueles que desejam &quot;<em>distinguir entre os excêntricos engraçados, os honestamente equivocados, os litigantes avarentos e os céticos sérios, questionando um consenso prematuro</em>&quot;. Primeiro, procure pela &quot;<em>cascata lógica</em>&quot; – um raciocínio que exige que crentes incluam mais e mais pessoas na conspiração sempre que alguém relate evidências contra suas afirmações (<em>arrá, eles fazem parte dela também!</em>). Segundo, seja cético quanto a afirmações que exigem quantidades irreais de poder e controle por parte dos conspiradores.</p>
<p>Goertzel dá o exemplo da suposta conspiração para forjar o pouso na Lua, que teria demandado cumplicidade completa de milhares de cientistas e técnicos trabalhando no projeto, assim como toda a mídia cobrindo os eventos e até mesmo os cientistas em outros países (incluindo a Rússia) que acompanharam os eventos.</p>
<p>Mas é claro, é possível que a CIA tenha financiado este artigo e eu esteja dizendo tudo isso para despistá-lo.</p>
<p>- &#8211; -</p>
<p><strong>Douglas T. Kenrick</strong> é o autor de <a href="http://www.amazon.com/Sex-Murder-Meaning-Life-Revolutionizing/dp/0465020445">Sex, Murder, and the Meaning of Life: A psychologist investigates how evolution, cognition, and complexity are revolutionizing our view of human nature</a>.&#160; O livro foi recentemente escolhido como uma seleção mensal pela <a href="http://www.sciambookclub.com/biology-books/cognitive-science-books/sex-murder-and-the-meaning-of-life-by-douglas-t-kenrick-1071326626.html">Scientific American Book Club</a>.&#160; Ele afirma não ter qualquer conexões com a illuminati.</p>
<h3>Referências</h3>
<blockquote><p>Abalakina-Paap, M., Stephan, W. G., Craig,T., &amp; Gregory, W. L. (1999). Beliefs inconspiracies. Political Psychology, 20,637–647.</p>
<p>Atran , S. , &amp; Norenzayan , A. ( 2004 ). Religion’s evolutionary landscape: Counterintuition, commitment, compassion, communion . Behavioral and Brain Sciences, 27 , 713 –770.</p>
<p>Boyer, P. (2003). Religious thought and behavior as by-products of brain function.&#160; Trends in Cognitive Science, 7, 119-124.</p>
<p>Nesse, R. M. (2005). Evolutionary psychology and mental health. In D. Buss (Ed.), Handbook of evolutionary psychology (pp. 903–930). Hoboken, NJ: Wiley.</p>
<p>Haselton, M. G., &amp; Nettle D. (2006). The paranoid optimist: An integrative evolutionary model of cognitive biases. Personality and social psychology Review, 10, 47–66.</p>
<p>Lord, C. G., Lepper, M. R., &amp; Preston, E. (1984). Considering the opposite: A corrective strategy for social judgment. Journal of Personality and Social Psychology, 47, 1231–1243.</p>
<p>Lord, C. G., Ross, L., &amp; Lepper, M. R. (1979). Biased assimilation and attitude polarization. Journal of Personality and Social Psychology, 37, 2098–2109.</p>
<p>Schaller, M., Park, J. H., &amp; Mueller, A. (2003). Fear of the dark: Interactive effects of beliefs about danger and ambient darkness on ethnic stereotypes. Personality &amp; Social Psychology Bulletin, 29, 637–649.</p>
<p>Goertzel, T. (2010). Conspiracy theories in science.&#160; EMBO reports, 11, 493-499.</p>
<p>von Hippel, W. &amp; Trivers, R. (2011). The evolution and psychology of self- deception. Behavioral and Brain Sciences, 34, 1-16.</p>
<p><a href="http://chicagoist.com/2008/12/08/take_the_obama_conspiracy_quiz.php">Responda ao Quiz da Teoria da Conspiração de Obama</a>.</p>
</blockquote>
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		<title>O &#8220;Mist&#233;rio&#8221; das Esferas de Klerksdorp</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 20:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Fortianismo]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Pequenas pedras esféricas e discóides encontradas em minas da África do Sul , próximas da cidade de Klerksdorp, têm sido promovidas como grandes mistérios inexplicáveis pela ciência por grupos variados de defensores de teorias alternativas. Todo tipo de características e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="esferas klerksdorp   O &ldquo;Mist&eacute;rio&rdquo; das Esferas de Klerksdorp" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/esferas-klerksdorp.jpg" border="0" alt="esferas klerksdorp destaques" width="600" height="396" /></p>
<p>Pequenas pedras esféricas e discóides encontradas em minas da África do Sul , próximas da cidade de Klerksdorp, têm sido promovidas como grandes mistérios inexplicáveis pela ciência por grupos variados de defensores de teorias alternativas. Todo tipo de características e atributos quase mágicos foram atribuídos aos objetos, incluindo:</p>
<ul>
<li>Uma composição de materiais, incluindo uma “<em>liga de níquel e aço não encontrada na natureza</em>”, ou ainda não encontrada no planeta Terra;</li>
<li>Resistência extraordinária, igual ou superior ao aço;</li>
<li>Não obstante, quando “abertas”, revelam um frágil material interno “esponjoso” que se transforma em pó;</li>
<li>Grande precisão em suas dimensões, com elementos perfeitamente esféricos, “<em>perfeitamente equilibrados, excedendo os limites de precisão dos instrumentos de medida</em>” em uma análise do Instituto Espacial da Califórnia, que fabrica giroscópios para a NASA;</li>
<li>Um número variado de ranhuras próximas do centro, ou “perfeitamente” centralizadas;</li>
<li>A capacidade inexplicável de girar espontaneamente, o que pôde ser observado nos espécimes exibidos em mostradores selados do museu de Klerksdorp;</li>
</ul>
<p>E, no que completaria o mistério, o principal detalhe:</p>
<ul>
<li>As esferas foram encontradas nas minas de Wonderstone, sendo datadas em <strong>aproximadamente 3 bilhões de anos de idade</strong>.</li>
</ul>
<p>Incrivelmente, esta última característica é verdadeira. Contudo, é também uma das únicas características verdadeiras entre todas as histórias circuladas a respeito das esferas.</p>
<h3>Comédia de Erros</h3>
<p>As rochas não são originárias realmente de Klerksdorp, e sim da cidade vizinha de Ottosdal, onde ficam as <a href="http://www.miningweekly.com/article/new-horizons-for-wonderstone-2004-12-03" target="_blank">minas <em>Wonderstone</em></a>. Seria um mero detalhe, mas que praticamente todas as fontes alternativas o ignorem ou mesmo misturem este simples fato básico já é um sinal de problemas. As minas em que foram encontradas também já foram incorretamente denominadas como de prata, quando em verdade são depósitos de pirofilita. Este é um detalhe importante, como veremos adiante.</p>
<p>As esferas foram atribuídas a Klerksdorp simplesmente devido ao <a href="http://web.archive.org/web/20030126160357/http://klerksdorp.org/navigation/30.htm" target="_blank">museu da cidade vizinha</a> que as exibe e chegou mesmo a promover algo de seu mistério. Os erros apenas começam aí.</p>
<p>Ao contrário do promovido, as esferas foram descritas e estudadas academicamente tanto antes quanto depois que passassem a fazer parte do arsenal de vendedores de mistérios. Destas investigações acadêmicas se destaca o trabalho do geólogo e arqueólogo <a href="http://members.cox.net/pyrophyllite/" target="_blank"><strong>Paul V. Heinrich</strong></a>, da Universidade de Louisiana.</p>
<p>Heinrich analisou a literatura acadêmica bem como a alternativa e testou as muitas características extraordinárias atribuídas às esferas sul-africanas. Em <a href="http://ncse.com/rncse/28/1/mysterious-spheres-ottosdal-south-africa" target="_blank">um artigo publicado pelo <em>National Center for Science Education</em></a>, o geólogo que também estudou cinco espécimes diretamente pôde concluir que praticamente todas as alegações alternativas são falsas. Um bom sinal de que Heinrich realmente sabia do que estava falando é que seu artigo é intitulado “<a href="http://ncse.com/rncse/28/1/mysterious-spheres-ottosdal-south-africa" target="_blank">As Misteriosas ‘Esferas’ de Ottosdal, África do Sul</a>”, atribuindo corretamente a origem dos objetos.</p>
<p>Nenhum dos espécimes examinados possuía dureza maior do que 5 na escala Mohs – sendo que o aço tipicamente alcança durezas de 7-8.</p>
<p>Cortando espécimes ao meio, não se descobriu um material que virava pó. Tampouco uma liga de níquel-aço sobrenatural. Análises por técnicas de difração por raio-X, bem como exames petrográficos conduzidos também no departamento de geociências da Universidade do Nebraska, revelaram que são compostos de dois minerais: hematita, uma forma comum e muito natural de óxido de ferro, e wollastonita, outro mineral metamórfico comum.</p>
<p>A alegação sobre a perfeição das esferas e de suas ranhuras é ainda outro sinal do quão falaciosas são as histórias contadas por vendedores de falsos mistérios. Uma simples vista às imagens que costumam acompanhar seus artigos basta para notar as muitas imperfeições em todos os espécimes apresentados. Heinrich nota como estes autores de fato se contradizem, ora alegando que os objetos são “<em>perfeitamente esféricos</em>”, ora que são apenas “<em>esféricos</em>” ou por vezes concedendo que alguns são “<em>esferóides</em>”, “<em>discóides</em>” ou “<em>oblongos</em>”.</p>
<p>Os espécimes analisados diretamente por Heinrich incluíam “<em>três espécimes aproximadamente esféricos, mas que definitivamente não eram ‘</em>perfeitamente redondos<em>’ como muitos autores alternativos alegam</em>”, notou.</p>
<p>Mas e quanto às análises do Instituto Espacial da Califórnia sobre a perfeição dos… esferóides? Esta é a origem do suposto envolvimento da NASA neste mistério. Os resultados chegaram mesmo a ser publicados pelo Museu de Klerksdorp.</p>
<p>Detalhe: as conclusões do “técnico da NASA” não foram descritas diretamente, e sim em uma carta enviada ao museu por um certo <strong>John Hund</strong>, que as teria ouvido. Heinrich consultou o Instituto Especial diretamente, e um funcionário lembrou ter examinado uma esfera de Ottosdal enviada por Hund.</p>
<blockquote><p>“No entanto, [o funcionário] negou que qualquer de seus colegas tenha dito a Hund que o objeto possuía as propriedades extraordinárias descritas na carta e citadas pelo Museu de Klerksdorp. Ele sugeriu que teria havido ‘algum erro de transmissão’ e que Hund havia entendido de forma completamente errada o que lhe havia sido explicado. Além disso, [o funcionário] notou que a afirmação de Hund de que o Instituto Espacial da Califórnia fabrica giroscópios para a NASA é completamente falsa”.</p></blockquote>
<p>Nem NASA, nem Instituto Espacial da Califórnia. Uma simples olhada às imagens das esferas basta para perceber que estão muito longe de serem esferas perfeitas.</p>
<p>Finalmente, e quanto ao inexplicável poder de girarem sozinhas? Heinrich traçou a origem da história a <strong>Roelf Marx</strong>, curador do Museu de Klerksdorp. Mas aqui está outro “<em>detalhe</em>”:</p>
<blockquote><p>“Marx declarou que um repórter havia citado erroneamente o que ele havia dito sobre a rotação dos objetos. De acordo com ele, é verdade que os objetos de Ottosdal haviam girado em seus mostradores no museu. Contudo, ele declarou enfaticamente que a história contada por <strong>Barritt</strong> (1979, 1982) de que os mostradores do Museu de Klerksdorp estão livres de vibrações externas é completamente falsa. De acordo com sua correspondência, Marx disse claramente ao repórter que as vibrações de explosões subterrâneas em minas de ouro locais faziam os mostradores vibrarem regularmente, fazendo com que os objetos de Ottosdal girassem. A julgar pelos relatos em primeira mão de Marx, é evidente que a alegação de que esses objetos giram por força própria é completamente falsa”.</p></blockquote>
<p>Uma comédia de erros. Porém, se a história vendida por muitos é falsa, como explicar estes objetos?</p>
<h3>Geologia</h3>
<p>As esferas são parte de uma grande gama de fenômenos naturais que produzem uma enorme variedade de formas, dentre as quais as mais simétricas são geralmente selecionadas e exibidas como “inexplicáveis”.</p>
<p>No caso aqui, o fenômeno natural é a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Concretion" target="_blank"><strong>concreção</strong></a>, uma precipitação de minerais em torno de um núcleo em meio a rocha que pode selar os poros existentes ou mesmo substituir a rocha circundante. Um aspecto fascinante é que o núcleo que dá origem à concreção pode ser um pedaço de galho ou folha em meio à rocha sedimentar, e que devido ao seu carbono pode atrair minerais carregados negativamente. Um objeto orgânico irregular dando origem a uma rocha inorgânica esférica. A concreção literalmente cresce ao seu redor, sendo assim comum que adquira formas esféricas ou discóides.</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border: 0px;" title="553px SchoharieC2   O &ldquo;Mist&eacute;rio&rdquo; das Esferas de Klerksdorp" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/553px-SchoharieC2.jpg" border="0" alt="553px SchoharieC2 destaques" width="300" height="325" /></p>
<p>Heinrich cortou os espécimes que analisou, e notou como:</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border: 0px;" title="ottosdal cut   O &ldquo;Mist&eacute;rio&rdquo; das Esferas de Klerksdorp" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/ottosdal-cut.jpg" border="0" alt="ottosdal cut destaques" width="299" height="236" /></p>
<blockquote><p>“A secção de uma concreção de Ottosdal mostra uma estrutura interna radial típica destes objetos. Como outras concreções de Ottosdal, este espécime consiste de duas concreções crescendo em conjunto”.</p></blockquote>
<p>A estrutura radial deixa claro como o objeto “cresceu” a partir de um núcleo, por vezes em mais de uma concreção simultânea. A imagem também permite ver como as ranhuras que surgem na face exterior das esferas não são gravadas apenas em sua superfície, sendo sim parte da estrutura interna da concreção, refletindo as camadas de sedimentos em que cresceram.</p>
<p><a href="http://members.cox.net/pyrophyllite/geofact.html" target="_blank"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border: 0px;" title="Item1A   O &ldquo;Mist&eacute;rio&rdquo; das Esferas de Klerksdorp" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/Item1A.jpg" border="0" alt="Item1A destaques" width="300" height="313" /></a></p>
<p>Concreções variam largamente em tamanho, de alguns milímetros a mais se seis metros!</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="Koutu boulder11   O &ldquo;Mist&eacute;rio&rdquo; das Esferas de Klerksdorp" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/Koutu_boulder11.jpg" border="0" alt="Koutu boulder11 destaques" width="600" height="338" /></p>
<p>Acima, uma enorme concreção parte das “<em>Bolas de Koutu</em>”, na Nova Zelândia. O fenômeno geológico em si é relativamente comum, ocorrendo por todo o planeta e sendo comumente associadas ao folclore local.</p>
<p>Nos Estados Unidos, concreções de óxido de ferro fazem parte das tradições Hopi, e são conhecidas como “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Navajo_Sandstone#Iron_oxide_concretions_.28Moqui_marbles.29" target="_blank">pedras Moqui</a>”, devido à tribo local. Abaixo, exemplos de pedras Moqui destacam sua similaridade com as esferas sul-africanas:</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="33450870   O &ldquo;Mist&eacute;rio&rdquo; das Esferas de Klerksdorp" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/33450870.jpg" border="0" alt="33450870 destaques" width="600" height="451" /></p>
<p>No vídeo abaixo, ainda que não se entenda chinês, é fácil compreender que há mistério sendo promovido pelo que tudo indica serem apenas mais exemplos de concreções:</p>
<div align="center"><iframe width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/embed/o9y4ExVVmk8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Mesmo no Brasil, em anos mais recentes, um grupo que vende terrenos para contatos com discos voadores e se tornou mais conhecido por um suposto “<em>extraterrestre adolescente</em>” que aconselhava a “<em>buscar conhecimento</em>” também tem promovido concreções esféricas e discóides como “<em>sondas </em>[extraterrestres] <em>cuja capacidade energética foi esgotada </em>… [e] <em>se solidificam de acordo com as composições dos minerais que as abasteciam</em>”.</p>
<p>São rochas comuns entendidas pela geologia há muito, com uma explicação que envolve a passagem de milhares, ou processos por até bilhões de anos envolvendo de cargas elétricas e mesmo núcleos orgânicos dando origem a rochas inorgânicas de formas quase perfeitas. Evidências do fenômeno de concreção de hematita são mesmo uma das explicações propostas para as <a href="http://www.thunderbolts.info/tpod/2005/arch05/050325blueberries.htm" target="_blank">pequenas esferas marcianas</a>.</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="050325blueberries   O &ldquo;Mist&eacute;rio&rdquo; das Esferas de Klerksdorp" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/050325blueberries.jpg" border="0" alt="050325blueberries destaques" width="600" height="347" /></p>
<p>Embora como estas esferas podem ter se formado na geologia do planeta vermelho ainda permaneça em discussão.</p>
<p>Infelizmente, a educação científica não chega a todos, e os mitos do passado se misturam com o do presente, a ponto de algumas histórias a respeito de concreções esféricas lembrarem mesmo lendas modernas como as esferas do seriado de desenho animado “<em>Dragon Ball Z</em>”.</p>
<p>A natureza sim é capaz de criar estas formas, e entender como o faz e os mistérios verdadeiros que se estendem pelo sistema solar é participar do enorme conhecimento acumulado pela civilização em que vivemos agora mesmo.</p>
<p>- &#8211; -</p>
<p>Heinrich, PV, “<a href="http://ncse.com/rncse/28/1/mysterious-spheres-ottosdal-south-africa" target="_blank">The Mysterious &#8220;Spheres&#8221; of Ottosdal, South Africa</a>”, Reports of the National Center for Science Education, Vol, 28, 1, pp. 28-33, 2008</p>
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		<item>
		<title>O Mais Antigo Debate do Ceticismo: Uma Pré-História de “Não Seja um Cretino” (1838-2010)</title>
		<link>http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/6254/nao-seja-um-cretino</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 05:27:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[carl sagan]]></category>
		<category><![CDATA[personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[por Daniel Loxton, publicado no SkepticBlog Tradução gentilmente autorizada, colaboração de Vitor Moura A conferência “The Amazing Meeting 9” – o maior, mais amplo e mais importante encontro de mentes do ceticismo organizado – está chegando. Parece um bom momento ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-6253" title="cet maos   O Mais Antigo Debate do Ceticismo: Uma Pré História de “Não Seja um Cretino” (1838 2010)" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/07/cet_maos.jpg" alt="cet maos ceticismo" width="610" height="342" /></p>
<p>por <strong>Daniel Loxton</strong>, publicado no <a href="http://skepticblog.org/2011/06/21/a-prehistory-of-dbad/" target="_blank">SkepticBlog</a><br />
Tradução gentilmente autorizada, colaboração de Vitor Moura</p>
<p>A conferência “<a href="http://www.amazingmeeting.com/">The Amazing Meeting 9</a>” – o maior, mais amplo e mais importante encontro de mentes do ceticismo organizado – está chegando. Parece um bom momento para relembrar a apresentação mais debatida da TAM no ano passado: o discurso do astrônomo <strong>Phil Plait</strong> “<em>Não seja um Cretino</em>” (<a href="http://vimeo.com/13704095">vídeo em inglês</a>) pedindo menos xingamentos<a name="_ftnref1_8546" href="$">[1]</a> e mais civilidade na diligência cética:</p>
<blockquote><p>“A melhor idéia já concebida na história da humanidade é <em>inútil</em> a menos que alguém a comunique. Ela vai morrer no tubo de ensaio. E no nosso caso, o que nós estamos aqui comunicando para as pessoas não é necessariamente algo que elas querem ouvir. E assim, a nossa atitude – <em>como</em> passamos esta mensagem – assume uma importância crucial”.</p></blockquote>
<p>Como alguns leitores devem saber, o discurso “NSC” de Plait desencadeou uma <a href="http://skepticblog.org/2010/08/27/war-over-nice/">tempestade online</a> que se estende até hoje.</p>
<p>Eu exploro <a href="http://skepticblog.org/2010/09/10/further-thoughts-on-the-ethics-of-skepticism/">a ética do ceticismo</a> bastante freqüentemente<a name="_ftnref2_8546" href="$-0">[2]</a> (essa é uma das principais razões pelas quais blogo além de escrever livros e artigos para a revista <a href="http://www.skeptic.com/"><em>Skeptic</em></a>), mas hoje eu gostaria de me voltar para algo mais simples e mais concreto. Vamos explorar uma pergunta histórica direta:</p>
<p>Seria o pedido de Plait por civilidade algo <em>novo</em> para o ceticismo?</p>
<p>Acontece que a resposta é: “Não, nem de longe”. (<strong>Por favor, note: Este é <em>longo</em> um artigo, com mais de 4500 palavras</strong>)</p>
<h3>O Mais Antigo Debate Interno do Ceticismo</h3>
<p>Imediatamente após o discurso de Plait, eu comecei a ouvir sugestões de que na verdade o discurso era uma tentativa velada de proteger a religião, e que poderia até estar relacionado a algumas então recentes controvérsias no mundo ateu (controvérsias que eu nem vou fingir ser capaz de acompanhar).</p>
<p>Mas chamados similares por um ceticismo mais gentil, mais cuidadoso, pré-datam a blogosfera ateísta <em>por quase 200 anos</em> (<a href="http://skepticblog.org/2011/06/21/a-prehistory-of-dbad/#unwise">como veremos</a>) e provavelmente muito mais. Eles são <em>sobre</em> o ceticismo baseado na ciência – e durante os anos 1980 e 1990, eles eram uma linha dominante definindo o que fazemos.</p>
<p>Por que os pedidos por uma maior civilidade são tão persistentes? Isso é uma conseqüência inevitável da tensão entre dois dos papéis fundamentais do ceticismo: a <em>crítica</em> (que é inerentemente conflituosa, pelo menos em algum grau) e o <em>alcance educacional</em> (que deve, por sua natureza, <em>alcançar</em> as pessoas). O resultado é que os pedidos por “Mais ação! Arregacem as mangas!” têm sempre sido alternados com pedidos por uma abordagem mais empática e ciente de nossos objetivos.</p>
<p>Mas vamos deixar a análise do “por quê” para outro dia. Por agora, é suficiente nos voltarmos para uma pequena seleção de séculos de discussões no ceticismo sobre o “tom” do que fazemos.</p>
<p>Antes de começarmos, devo observar de passagem que eu rufei os tambores da civilidade durante anos. (Para exemplos recentes, considere a minha <a href="http://media.libsyn.com/media/skepchick/loxton.mp3">discussão em 2009 sobre civilidade</a> com <strong>Maria Walters</strong> e <strong>Blake Smith</strong> do <em>MonsterTalk</em> no podcast <em>Skepchick</em>, ou a seção “Não xingue as pessoas” do meu painel de ativismo <a href="http://www.skeptic.com/downloads/WhatDoIDoNext.pdf"><em>O que devo fazer em seguida?</em></a> em PDF. Essas foram lições aprendidas duramente do meu trabalho de criticar a criptozoologia e as alegações paranormais, e não tinha nada a ver com religião.)</p>
<p>Mas você já sabia que <em>eu </em>promovo essas coisas. Vejamos o que outros têm dito.</p>
<p><em>Perceba que isso não é de forma alguma uma revisão exaustiva da literatura</em>. Esses são apenas alguns dos primeiros exemplos que me vêm à mente. Mesmo assim, estou passando direto por alguns dos mais recentes trabalhos relacionados ao tema, incluindo a apresentação de 2010 “<a href="http://youtu.be/ktezbfBhdyE">Não Seja um Cretino: Etiqueta para Ateístas e Céticos</a>” de <strong>Rebecca Watson</strong> (na qual ela conclama: “<em>Faça o que for preciso para lembrar que a pessoa com quem você está falando é um ser humano!</em>” e o podcast de curta duração <a href="http://www.actuallyspeaking.com/"><em>Actually Speaking</em></a> (que tenta explorar “O Lado Humano do Ceticismo”). Além disso, note que esta é explicitamente concebida como uma introdução para uma escola de pensamento proeminente dentro do ceticismo científico; o outro lado do pêndulo vai ter que esperar por outro post. Finalmente, note que estou deixando de lado discussões semelhantes em muitas outras esferas (como o ateísmo, política, <a href="http://wilwheaton.typepad.com/wwdnbackup/2007/08/pax-ftw.html">jogos online</a> e <a href="http://martinfowler.com/bliki/NetNastiness.html">a blogosfera como um todo</a>).</p>
<h3>Apelos Céticos à Civilidade Antes de NSC</h3>
<h3>2010</h3>
<p>O paralelo mais divertidamente exato de “Não Seja um Cretino” deve ser <a href="http://www.skepticnorth.com/2010/01/dont-be-a-jerk/">“Não seja um Idiota!”</a> – um artigo que <strong>Jonathan Abrams</strong>, presidente dos Céticos de Ottawa escreveu poucos meses antes do discurso de Plait. “<em>Quando contrariar uma alegação</em>”, Abrams alertou, “<em>faça o possível para evitar o desentendimento pessoal. Seja humilde, admita que você possa estar errado também, mas o mais importante: não seja um idiota</em>”.</p>
<h3>2008</h3>
<p>Abrams, por sua vez foi inspirado pelo próprio <em>Skepticblog</em> de ​​<strong>Brian Dunning</strong>, que em 2008 explorou o assunto “<a href="http://skeptoid.com/episodes/4116">Como Ser um Cético e ainda ter amigos</a>.”</p>
<blockquote><p>“Disseminar o pensamento crítico envolvendo-se em conversas com seus amigos deve ser uma maneira de criar laços, não feridas. Se você quiser extrair o essencial deste podcast, é exatamente isso. Concentre-se no que vocês concordam. Eu descobri que isso converteu as pessoas que me viam como um inimigo e vinham desafiar-me com novas alegações em amigos que procuram a minha opinião sobre as histórias que lhes parecem improváveis”.</p></blockquote>
<h3>2004</h3>
<p>Um marco importante foi um artigo da <em>Skeptical Inquirer</em> em 2004 chamado “<a href="http://www.csicop.org/si/show/bridging_the_chasm_between_two_cultures/">Cruzando o Abismo entre as Duas Culturas</a>”. Escrito por uma autora chamada <strong>Karla McLaren</strong> que fazia parte do movimento da <em>Nova Era</em> que acabou se envolvendo com a comunidade cética,<a name="_ftnref3_8546" href="$-1">[3]</a> este trabalho comovente compartilhou uma perspectiva da audiência que os céticos precisavam ouvir.</p>
<blockquote><p>“Por que eu tenho que digitar a palavra “charlatão” quando quero um comentário cético sobre as escolhas que faço nos serviços de saúde? E por que eu tenho que gastar tanto tempo traduzindo nos sites céticos que visito – ou apenas pulando palavras como <em>golpista</em>, <em>impostor</em>, <em>charlatão</em>, <em>fraude</em>, <em>crente</em> e <em>tolo</em>? Por que eu (o tipo de pessoa que realmente <em>precisa</em> de informações céticas) tenho de me ver descrita em termos ofensivos e abaixar minha cabeça cheia de vergonha antes que possa realmente acessar as informações disponíveis em sua cultura?”</p></blockquote>
<p>Boa pergunta. Fiquei comovido com este artigo.</p>
<p>McLaren destacou uma falha crítica e sistemática na divulgação cética e na mídia cética: ela é criada por céticos, e seu sucesso é medido pela aprovação de outros céticos. Nossas informações que por vezes salvam vidas parecem quase intencionalmente voltadas para atingir a pequena minoria de pessoas que não precisa dela – e para repelir a maioria,<a name="_ftnref4_8546" href="$-2">[4]</a> que o faz. (Como o discurso NSUC de Phil Plait diz: “Olhe, nós temos que admitir que a nossa reputação entre a maioria da população não é exatamente uma maravilha.”)</p>
<p>Lembrando <strong>Carl Sagan</strong> de forma profunda, McLaren enfatizou que “<em>a busca da verdade, a preocupação com o bem-estar dos outros, a necessidade de ser tratado com respeito e a necessidade de ser acolhido em uma cultura – essas são coisas que a minha turma compartilha com vocês</em>.” Ela implorou pela <em>construção de</em> <em>pontes</em>: tentativas inteligentes, acolhedoras de genuinamente comunicar-se com aqueles que mais precisam.</p>
<p>Mas nada disso era novo para os anos 2000. Absolutamente.</p>
<h3>1999</h3>
<p>Considere o movimento como foi descrito no artigo da folclorista <strong>Stephanie Hall</strong> em 1999, <a href="http://www.temple.edu/english/isllc/newfolk/skeptics.html">“O Folclore e o Surgimento da Moderação Entre os Céticos Organizados.”</a> Sua análise do movimento naquele momento soa muito diferente da situação de hoje, mas é consistente com as minhas próprias lembranças. Durante a década de 1990, o “ceticismo científico” de escopo limitado era dominante entre os grupos céticos locais, regionais e nacionais e, graças à influência do astrônomo Carl Sagan (quase certamente a mais amplamente admirada voz pública pelo ceticismo científico) a tendência foi levar os céticos para mais longe da retórica exaltada, hostil, autoritária.</p>
<h3>Os Argumentos NSUC de Sagan</h3>
<h3>1996</h3>
<p>Carl Sagan esteve envolvido com o primeiro grupo cético norte-americano de sucesso (CSICOP, agora chamado CSI) desde a sua formação em 1976. Mas o seu envolvimento com o ativismo cético retrocede além dessa data – e, ironicamente, <em>o seu primeiro ato foi o de se opor ao “tom” de um projeto cético</em>.</p>
<p>Foi um caso que significou tanto para ele que ele ainda estava falando sobre isso 20 anos depois. Como lembrou Sagan no livro de 1996 <em>O Mundo Assombrado pelos Demônios </em>(na minha opinião, o melhor livro cético já escrito),</p>
<blockquote><p>“Na metade dos anos 70, um astrônomo que admiro redigiu um manifesto modesto chamado “Objeções à astrologia”, e me pediu que o endossasse. Lutei com o seu fraseado, e por fim me vi incapaz de assinar – não porque achasse que a astrologia tem alguma validade, mas porque sentia (e ainda sinto) que o tom do discurso era autoritário”.<a name="_ftnref5_8546" href="$-3">[5]</a></p></blockquote>
<p>Convido você a ler <a href="http://psychicinvestigator.com/demo/AstroSkc2.htm">“Objeções à Astrologia”</a> antes de continuarmos. (É curto. Vamos te esperar.) Você vai notar que ele é leve para os padrões da blogosfera, e não muito diferente de projetos céticos atuais (como a <a href="http://www.1023.org.uk/">campanha “10:23”</a> contra a homeopatia). Então, qual era o problema de Sagan com a declaração, que foi, afinal de contas, assinada por vários vencedores do Prêmio Nobel?</p>
<p>A declaração denunciava o que chamava de “as afirmações pretensiosas dos charlatães astrológicos”, mas não conseguiu fazer uma investigação séria, um caso baseado na ciência para apoiar esta opinião. “Eu teria endossado”, refletiu Sagan, “uma declaração que descrevesse e refutasse os principais dogmas da crença astrológica.”</p>
<p>Em vez disso, ele sentiu, este “rejeição arrogante por um grupo de cientistas”, simplesmente decretou que a astrologia é estúpida. “Ele criticava a astrologia”, Sagan observou, “por ter origens encobertas na superstição” – mas o mesmo acontece com muitas ciências legítimas. E daí? A pergunta é <em>se isto funciona</em>. Sagan continuou:</p>
<blockquote><p>“E então havia especulação sobre as motivações psicológicas daqueles que acreditam na astrologia. Esses motivos – por exemplo, o sentimento de impotência num mundo complexo, penoso e imprevisível – poderiam explicar por que a astrologia não é geralmente submetida ao exame cético que merece, mas ficam à margem da questão que é de saber se ela funciona.</p>
<p>A declaração enfatizava ser impensável um mecanismo pelo qual a astrologia pudesse funcionar. Esse ponto é decerto relevante, mas por si só não é convincente”.</p></blockquote>
<p>(Sabíamos que muitas coisas eram verdade muito antes de sabermos <em>por que </em>eram verdade).</p>
<p>Os argumentos de Sagan sobre o tom foram amplamente aceitos, e ajudaram a definir o ceticismo da década de 1990. Em particular, seria difícil exagerar a influência de “O Mundo Assombrado pelos Demônios”, que explicitamente reconheceu o problema do tom:</p>
<blockquote><p>“Já ouvi um cético falar de modo superior e desdenhoso? Certamente. Às vezes até escutei, para minha posterior consternação, esse tom desagradável na minha própria voz. &#8230; Pela forma como o ceticismo é às vezes aplicado a questões de interesse público, <em>há</em> uma tendência para apequenar os opositores, tratá-los com ar de superioridade, ignorar o fato de que, iludidos ou não, os adeptos da superstição e da pseudociência são seres humanos com sentimentos reais que, como os céticos, tentam compreender como o mundo funciona e qual poderia ser o nosso papel nele. Em muitos casos, seus motivos se harmonizam com a ciência. Se a sua cultura não lhes deu todas as ferramentas necessárias para levar adiante essa grande busca, vamos moderar as nossas críticas com bondade. Nenhum de nós nasce plenamente equipado”.<a name="_ftnref6_8546" href="$-4">[6]</a></p></blockquote>
<p>Note que a crítica de Sagan foi em todos os sentidos idêntica aos argumentos do discurso NSC de Plait. Sagan escreveu,</p>
<blockquote><p>“Entretanto, a principal deficiência que vejo no movimento cético está na sua polarização: Nós versus Eles – o sentimento de que <em>nós</em> temos o monopólio da verdade; de que as outras pessoas que acreditam em todas essas doutrinas estúpidas são imbecis; de que, se forem sensatas, elas vão nos escutar; e de que, se não o fizerem, estão fora do alcance da redenção. Isso não é construtivo. Não consegue transmitir a mensagem. Condena os céticos a um permanente status de minoria; ao passo que uma abordagem compassiva, que desde o início reconhecesse as raízes humanas da pseudociência e da superstição, poderia ser aceita por muito mais gente”.<a name="_ftnref7_8546" href="$-5">[7]</a></p></blockquote>
<h3>O Bom e Velho Senso Comum</h3>
<h3>1992</h3>
<p>Algumas vezes se diz que o ceticismo não tem um manual; mas a <em>investigação</em> cética, ao menos, tem mais de um. Estes incluem <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0879757299/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;tag=skepticblog04-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=217153&amp;creative=399349&amp;creativeASIN=0879757299">Peças Faltantes — Como Investigar Fantasmas, OVNIs, Psíquicos, &amp; Outros Mistérios</a>, por <strong>Robert Baker</strong> e <strong>Joe Nickell</strong>; e o recente <a href="http://www.skeptic.com/productlink/b142PB">Investigação Científica do Paranormal: Como Resolver Mistérios Inexplicados</a> de <strong>Ben Radford</strong>.</p>
<p>Como um guia prático, o livro de 1992 de Nickell e Baker está, naturalmente, repleto de conselhos práticos. Empatia e cortesia são enfatizadas por todo o livro como as melhores práticas. Esta passagem (sob o cabeçalho da seção “Algumas Questões Éticas”) é particularmente contundente.</p>
<blockquote><p>“Você pode evitar dilemas éticos na maioria das vezes usando o seu bom e velho senso comum e o bom senso. Se você faria mais mal para as pessoas ridicularizando as suas crenças religiosas em vez de permitir-lhes mantê-las e ainda ajudá-las a resolver os seus problemas imediatos, você esqueça as crenças delas e as ajude a resolver os seus problemas urgentes. Esta é a <em>única</em> coisa ética a fazer. O fanatismo, quer por parte de um cético, quer por parte de um psíquico, é igualmente deplorável”.<a name="_ftnref8_8546" href="$-6">[8]</a></p></blockquote>
<p>Essa reserva nem era simplesmente uma questão de compaixão, de acordo com <em>Peças Faltantes</em>, mas de responsabilidade.</p>
<blockquote><p>“Infelizmente, muitas vezes nos últimos anos, os céticos zelosos exibiram frequentemente mais emoção do que lógica, fizeram acusações violentas de que a evidência falhou em dar apoio, não conseguiram comprovar as suas afirmações e, geralmente, não fez o que era necessário para tornar os seus desafios credíveis. Tais críticas irrefletidas podem fazer muito mais mal do que bem”.<a name="_ftnref9_8546" href="$-7">[9]</a></p></blockquote>
<p>Os conselhos deles? Sigam os passos descritos pelo psicólogo <strong>Ray Hyman</strong>, em seu artigo “A crítica adequada” (que nós abordaremos <a href="http://skepticblog.org/2011/06/21/a-prehistory-of-dbad/#propercriticism">brevemente</a>) – especialmente “O princípio da caridade.”</p>
<h3>Não se Deve Escarnecer das Ações Humanas, Mas Compreendê-las</h3>
<h3>1992</h3>
<p>Fundada em 1992, a revista Skeptic foi inspirada no exemplo de Carl Sagan – e tem sido um projeto explicitamente consciente de seu tom desde o primeiro dia. <strong>Michael Shermer</strong> é bem conhecido por sua exploração de <a href="http://www.michaelshermer.com/2002/09/smart-people-believe-weird-things/">por que as pessoas inteligentes acreditam em coisas estranhas</a> (um tema que ele aborda, mais uma vez, em seu livro lançado em 2011 <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0805091254/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;tag=skepticcom-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=217153&amp;creative=399349&amp;creativeASIN=0805091254"><em>O Cérebro Crente</em></a>); não é nenhuma surpresa que ele e <strong>Pat Linse</strong> decidiram promover esta máxima de Spinoza como a mensagem no coração da <a href="http://www.skeptic.com/about_us/">Sociedade de Céticos</a>:</p>
<blockquote><p>“Eu fiz um esforço incessante para não ridicularizar, não lamentar, não desprezar as ações humanas, mas para compreendê-las”.</p></blockquote>
<p>Refletindo sobre este lema, Pat Linse, co-editor da <em>Skeptic</em>, recorda,</p>
<blockquote><p>“Quando eu trabalhei em uma caixa registradora, um dos melhores indícios de que eu estava prestes a receber um cheque sem fundos era uma atitude agressiva por parte do cliente. É o mesmo com uma discussão. Um dos melhores indicadores de um argumento fraco é a agressão por parte da pessoa que faz isso”.<a name="_ftnref10_8546" href="$-8">[10]</a></p></blockquote>
<p>Além disso, como Michael Shermer enfatiza,</p>
<blockquote><p>“Se você começar uma conversa com as pessoas lhes dizendo que as suas crenças mais queridas e enraizadas são um total absurdo e ridículas, você encerrou a conversa antes mesmo de ela começar – e fechou a porta a qualquer outra comunicação sobre as virtudes do ceticismo”.<a name="_ftnref11_8546" href="$-9">[11]</a></p></blockquote>
<p>Esses sentimentos são construídos em suas palestras, e não são só conversa. Shermer manteve-se firme na abordagem calma, de busca da verdade, mesmo diante de uma pressão enorme, e mesmo quando a tentação possa ter sido julgar primeiro e entender depois.</p>
<p>Em 14 de março de 1994, Shermer apareceu no <em>The Phil Donahue Show</em> (uma fábrica de audiência pioneira do gênero de entrevistas diárias depois dominado por Oprah<a name="_ftnref12_8546" href="$-10">*</a>) para refutar as alegações dos negadores do Holocausto <strong>Bradley Smith</strong> e <strong>David Cole</strong>. (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=muyRvoVje-g" target="_blank">Vídeo</a>) Shermer lembrou o que aconteceu durante um intervalo comercial entre os segmentos do debate:</p>
<blockquote><p>“Pensando que eu tinha me saído bem em analisar as metodologias dos negadores, eu estava confortavelmente à espera do próximo segmento, quando o produtor veio correndo para mim. “Shermer, o que você está fazendo? <em>O que você está fazendo?</em> Você precisa ser mais agressivo. Meu chefe está furioso. Vamos lá!” Eu fiquei chocado. Aparentemente ou Donahue acreditava que os negadores do Holocausto poderiam ser refutados em questão de minutos, ou ele estava esperando que eu iria apenas chamá-los de anti-semitas como ele fez e encerrado o assunto”.<a name="_ftnref13_8546" href="$-11">[12]</a></p></blockquote>
<p>Shermer certamente defendeu a história legítima, e ele criticou os argumentos dos revisionistas; mas ele não passou para os ataques pessoais. Em vez disso, ele realmente concordou diante da câmera com algumas das reivindicações feitas pelos negadores do Holocausto – porque aquelas afirmações <em>particulares</em> por acaso eram verdadeiras. Algum palpite sobre se ele gostava de estar nessa posição? A resposta é que não importa: Shermer é um cético e historiador. A verdade deve vir em primeiro lugar.</p>
<p>Pesquisando para o seu livro de 2000, <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0520260988/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;tag=skepticblog04-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=0520260988"><em>Negando a História</em></a>, os co-autores Michael Shermer e <strong>Alex Grobman</strong> rejeitaram críticas profissionais de que era impróprio que eles tivessem encontros cordiais com negadores do Holocausto.</p>
<blockquote><p>“Ao lidar com as reivindicações dos negadores do Holocausto, acreditamos que não é o suficiente sermos acadêmicos numa torre de marfim, tentando alcançar a objetividade com a distância, quando os sujeitos que fazem essas alegações são amigáveis, ansiosos para conversar, e estão a apenas um telefonema ou vôo de distância. &#8230;</p>
<p>As fontes primárias são a ferramenta mais importante do historiador, e o que poderia ser mais primário em escrever um livro sobre a negação do Holocausto do que reunir-se com os próprios negadores, ver seus escritórios, fazer-lhes perguntas, ler a sua literatura, e, em geral, tentar entrar em suas mentes?”<a name="_ftnref14_8546" href="$-12">[13]</a></p></blockquote>
<p>Este é um aspecto pouco apreciado para a questão do tom: a vantagem de pesquisa da colegialidade. Quando os céticos tratam os adversários com cortesia, estamos melhor posicionados para adquirir a compreensão que precisamos para sermos críticos bem informados e eficazes.<a name="_ftnref15_8546" href="$-13">[14]</a> Durante a aventura de Shermer no <em>Donahue</em>, o anfitrião logo se viu em apuros,<a name="_ftnref16_8546" href="$-14">*</a> porque lhe faltava o conhecimento específico sobre o revisionismo do Holocausto. Isso pode acontecer facilmente para os céticos que se negam a ter conversas em profundidade através de divisões ideológicas profundas.</p>
<h3>O Lado Negro do Ridículo</h3>
<p>Os críticos freqüentemente emolduram os debates de civilidade como uma dicotomia: seja comedido <em>ou</em> seja honesto. Mas os céticos há muito tempo aprenderam que a escolha é freqüentemente entre <em>comedimento honesto</em> e <em>inventar coisas</em>. Isso é, a incivilidade às vezes vai de mãos dadas com o exagero, imprecisão factual e responsabilidade legal. (Considere frases céticas comuns tais como “Ele é uma fraude”. Essa frase sempre insulta, mas só de vez em quando é verdadeira).</p>
<h3>1991</h3>
<p>O cético <strong>Jim Lippard</strong> abordou isso em seu artigo de 1991, “<a href="http://www.discord.org/~lippard/hnta.html">Como não discutir com Criacionistas</a>”, publicado no jornal <em>Criação/Evolução</em> do Centro nacional para Educação Científica. De acordo com Lippard, “os oponentes do criacionismo na Austrália envolveram-se em táticas que levaram ao pedido de desculpas públicas aos criacionistas por rádio e mídia impressa, a crítica por outros opositores do criacionismo, e até mesmo ação judicial.” Ele forneceu vários estudos de caso detalhados, que eu convido os céticos a lerem.</p>
<p>Por exemplo, Lippard criticou o que chamou de “falsas declarações” de <strong>Ian Plimer</strong>, que estava entre os adversários mais contundentes do criacionismo. (Plimer é mais conhecido aos céticos de hoje por seus ataques <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VBQCsMJm3Zg">muito controversos</a> contra a ciência do clima). Lippard citou casos em que Plimer fez graves acusações sobre irregularidades financeiras por parte de organizações criacionistas – alegações pelas quais a Companhia de Radiodifusão da Austrália e o jornal <em>Media Information Australia<a name="_ftnref17_8546" href="$-15"><strong>[15]</strong></a></em> mais tarde pediram desculpas.</p>
<p>Lippard também citou uma carta na qual Plimer escreveu sobre “um grupo de jovens (principalmente meninos) acompanhando o [criacionista Duane] Gish os quais continuamente o tocavam. Isso é igual ao testemunho de outras fontes que lançam luz sobre a vida pessoal de Gish e que faz com que <strong>Jimmy Swaggart</strong> pareça um guardião moral da fé.” Lippard concluiu que essa alegação era uma “insinuação <em>ad hominem</em> sem base.” (O próprio Gish chamou de “uma escandalosa falsidade caluniosa”, dizendo “Eu desafio Plimer a produzir um pingo de evidência para apoiar a acusação acima.”)</p>
<p>Note que os argumentos de Lippard por “um estilo mais cuidadoso de debate e disputa” foram pragmáticos:</p>
<blockquote><p>“Ian Plimer e outros têm defendido seu estilo com o fundamento de que o criacionismo é um movimento político ao invés de científico. A minha impressão é que eles acham que o criacionismo deve ser detido a qualquer custo, por quase todos os meios disponíveis. &#8230; Enquanto o estilo mão de ferro poderia convencer algumas pessoas de que o criacionismo é ridículo e que não vale a pena ser considerado seriamente pelos cientistas, deturpações certamente virão à luz (como têm vindo). Quando isso ocorre, todos os ganhos de curto prazo e mais são perdidos.</p>
<p>Não devemos perder de vista o fato de que não importa quão tolo o criacionismo pareça de uma perspectiva informada, aqueles que aderem a ele são seres humanos. &#8230; O ridículo e o abuso simplesmente confirmam as suas suspeitas sobre os malignos evolucionistas conspiratórios que estão tentando suprimir o ponto de vista criacionista”.<a name="_ftnref18_8546" href="$-16">[16]</a></p></blockquote>
<p>Lippard não foi, aliás, o primeiro advogado da ciência a expressar preocupação sobre a abordagem de Plimer. Em 1989, <strong>David Suzuki</strong> utilizou Plimer como um exemplo para sua crítica que “alguns evolucionistas se tornaram fanáticos em sua busca da verdade, sendo tão rancorosos quanto seus alvos.”<a name="_ftnref19_8546" href="$-17">[17]</a></p>
<p><a href="http://www.talkorigins.org/faqs/how-not-to-argue.html" target="_blank">Revendo a questão</a>, Lippard ofereceu uma simples conclusão: “Os opositores do criacionismo não devem usar a mesma tática que os criacionistas costumam usar; eles devem ser cuidadosos, honestos e acurados.”</p>
<p>(Não está diretamente relacionado, mas Plimer mais tarde levou a sua batalha contra o criacionismo ao tribunal – e <a href="http://www.timeshighereducation.co.uk/story.asp?storyCode=100407&amp;sectioncode=26" target="_blank">diz-se</a> acabou tendo que pagar meio milhão de dólares em custos judiciais.)</p>
<h3>Crítica Apropriada</h3>
<h3>1987</h3>
<p>Isto nos leva ao que pode ser o argumento mais conciso e valioso já defendido para o comedimento cético: um artigo de 1987 chamado “<a href="http://www.csicop.org/si/show/proper_criticism/">A crítica adequada</a>”, escrito pelo psicólogo <strong>Ray Hyman</strong> (outro fundador do CSICOP). De acordo com o diretor executivo do CSI, <strong>Barry Karr</strong>, “A crítica adequada” de Hyman é “provavelmente o item mais reimpresso e amplamente divulgado que já apareceu na <em>Skeptical Inquirer</em> ou na <em>Skeptical Briefs</em>”, sendo amplamente adotado e reproduzido por organizações céticas em todo os Estados Unidos – e em todo o mundo.<a name="_ftnref20_8546" href="$-18">[18]</a></p>
<p>“A crítica adequada” veio no final da infância do movimento cético, depois de uma década passada aprendendo a dura lição de que, como Hyman, “a tarefa do crítico, se é para ser realizada adequadamente, é ao mesmo tempo desafiadora e cheia de perigos imprevistos.”</p>
<p>Que perigos? Processos estavam na lista de Hyman (não sem razão: James Randi e o CSICOP logo acabaram enfrentando um processo de difamação de $15 milhões de dólares – uma ameaça sempre presente que <a href="http://business.timesonline.co.uk/tol/business/law/article7098157.ece">pode levar os céticos à ruína</a> hoje). Desperdícios era outro:</p>
<blockquote><p>“Durante a primeira década de existência do CSICOP, os membros do Conselho Executivo, muitas vezes viram-se dedicando a maior parte do tempo disponível para controlar os danos – gerado pelos comentários descuidados de colegas céticos – em vez de para a causa comum de explicar a agenda cética”.<a name="_ftnref21_8546" href="$-19">[19]</a></p></blockquote>
<p>Mas Hyman estava mais preocupado quanto à integridade:</p>
<blockquote><p>“Nós podemos fazer melhorias enormes em nossos esforços coletivos e individuais, por simplesmente tentar aderir a esses padrões que nós professamos admirar e que acreditamos que muitos dos vendedores ambulantes do paranormal violam. Se nós próprios nos vemos como os defensores da racionalidade, da ciência e da objetividade, então devemos mostrar essas mesmas qualidades em nossas críticas. Apenas por tentar falar e escrever no espírito de precisão, ciência, lógica e racionalidade &#8230; elevaríamos a qualidade de nossas críticas por pelo menos uma ordem de magnitude”.</p></blockquote>
<p>Hyman tinha sugestões concretas sobre como realizar isso, discutidas nestes subtítulos:</p>
<blockquote><p>1. Esteja preparado.</p>
<p>2. Esclareça os seus objetivos.</p>
<p>3. Faça seu dever de casa.</p>
<p>4. Não vá além do seu nível de competência.</p>
<p>5. Deixe que os fatos falem por si.</p>
<p>6. Seja preciso.</p>
<p>7. Use o princípio da caridade.</p>
<p>8. Evite palavras carregadas e sensacionalismo.</p></blockquote>
<p>(Você notará que esta lista de um quarto de século de idade cobre exatamente o mesmo terreno que os dois discursos mais desafiadores na conferência de 2010 da TAM8: o discurso NSC de Plait e o alerta de <strong>Massimo Pigliucci</strong> para os céticos sobre a arrogância de opinar fora de nossa competência.)</p>
<p>Destes princípios, Hyman antecipou que o “princípio da caridade” pode ser o mais controverso.</p>
<blockquote><p>“Sei que muitos de meus colegas críticos acharão este princípio intragável. Para alguns, os crentes no paranormal são o “inimigo”, e parece inconsistente dar-lhes o benefício da dúvida.<a name="_ftnref22_8546" href="$-20">*</a> Mas ser caridoso com as alegações paranormais é simplesmente o outro lado de ser honesto e justo”.</p></blockquote>
<p>Isto é funcionalmente equivalente ao “<a href="http://skepticblog.org/2011/05/09/a-failure-to-engage/">engajamento justo</a>” de <strong>Steven Novella</strong>, ou à “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Assume_good_faith">Suposição de boa-fé</a>” da Wikipédia: <em>faça</em> um esforço genuíno para entender o melhor ponto do seu oponente, e prossiga nisso; <em>não</em> assuma motivos ímpios que não estão em evidência. Como Hyman continuou,</p>
<blockquote><p>“Nós freqüentemente podemos questionar a precisão ou a validade de uma dada afirmação paranormal. Mas raramente estamos em posição de saber se aquele que a defende está deliberadamente mentindo ou está auto-iludido. Além disso, muitas vezes temos uma escolha em como interpretar ou retratar os argumentos de um oponente. O princípio nos diz para retratar a posição do adversário de um modo objetivo, imparcial e não emocional”.</p></blockquote>
<p>Isto, diz Barry Karr, “nos fornece um lembrete necessário de que estamos no ramo de examinar as alegações e de criticar as idéias, não a pessoa. Sim, nós podemos ser firmes em nossas objeções, mas acima de tudo temos de ser justos e honestos na nossa abordagem.”</p>
<p>O Conselho Executivo do CSI continua a lutar com questões éticas espinhosas, em que Hyman e o seu pensamento permanecem como luzes orientadoras. Como <strong>Kendrick Frazier</strong> (Editor da <em>Skeptical Inquirer</em> nos últimos 34 anos) explica,</p>
<blockquote><p>“A crítica adequada” é e tem sido um dos principais guias éticos e estratégicos para os céticos. É especialmente importante que a nova geração de céticos a leia e adote. Ela fornece uma noção das disputas antigas pelas quais céticos passaram, como evitá-las e, mais importante, como ser eficaz.<a name="_ftnref23_8546" href="$-21">[20]</a></p></blockquote>
<h3>Uma Cisma Inicial</h3>
<h3>1977</h3>
<p>O sociólogo <strong>Marcello Truzzi</strong> foi um membro fundador do CSICOP (de fato, o CSICOP foi criado a partir de um grupo novato que Truzzi iniciou em 1975), e o primeiro editor de seu periódico, <em>The Zetetic</em> (agora chamado <em>Skeptical Inquirer</em>). Ele renunciou a esse cargo depois de apenas duas edições alegando diferenças de princípio – incluindo as questões ligadas a tom e abertura.</p>
<p>Comentando sobre a renúncia de Truzzi, o jornal <em>Science</em> resumiu a discordância:</p>
<blockquote><p>“Há, portanto, um espectro de opinião sobre o comitê dentre aqueles que tendem a favorecer uma linha mais dura, desmascarando o tratamento do paranormal e aqueles que tendem para uma avaliação cética, mas de mente aberta das alegações paranormais. Os “céticos” desejam implantar todo o poder do método científico contra crenças paranormais; os “céticos” consideram que tal prejulgamento das alegações paranormais é tão anti-científico como algumas das próprias alegações podem ser”.<a name="_ftnref24_8546" href="$-22">[21]</a></p></blockquote>
<p>Ray Hyman é citado neste mesmo artigo da <em>Science</em>, expressando um sentimento que prenuncia o seu artigo “A crítica adequada” 10 anos depois:</p>
<blockquote><p>“Pessoas com um passado em mágica &#8230; tendem a ver isto como uma cruzada pela mente das pessoas, na qual devemos usar fogo contra fogo, e não sermos muito sutis ou eruditos ou vamos perder por omissão. Acredito que seria mais eficaz sermos mais eruditos e construir a nossa credibilidade”.</p></blockquote>
<p>Truzzi passou a escrever décadas de críticas do ceticismo organizado, e fez alguns acertos notáveis. (Seu artigo de 1987 “<a href="http://www.anomalist.com/commentaries/pseudo.html">Sobre o Pseudo-ceticismo</a>” é essencialmente idêntico em conteúdo ao meu recente “<a href="http://skepticblog.org/2010/10/22/burden-of-proof/">Escalando o Monte Heinlein</a>”). Ainda assim, continuo não persuadido pelo seu desdém geral para o estilo de ceticismo do CSICOP. Um advogado do diabo, afinal, diz apenas a metade de toda a história. De qualquer maneira, Truzzi foi uma figura fundamental na criação do movimento cético da língua inglesa: ele ajudou a criar os primeiros grupos céticos norte-americanos, ele foi o editor original da primeira publicação cética norte-americana, e ele recebe o crédito por ter cunhado a frase “uma alegação extraordinária exige provas extraordinárias” (mais famosa na forma modificada usada posteriormente por Sagan, embora o sentimento anteceda ambos).<a name="_ftnref25_8546" href="$-23">[22]</a></p>
<p>E lá no início: a batalha sobre o tom.</p>
<h3>Sem Lágrimas, Sem Honras, Sem Cânticos</h3>
<h3>1838</h3>
<p>E, no entanto, os argumentos sobre o tom do ceticismo antecedem mesmo a fundação das primeiras organizações céticas. Eles são anteriores à televisão, aviões e lâmpadas elétricas.</p>
<p>Muito antes da invenção do Pé Grande, ou dos discos voadores, ou de quiropratas, ou do espiritualismo, ou da “pesquisa psíquica”, os céticos estavam fazendo apelos fervorosos para outros céticos sobre o tom.</p>
<p>Vou encerrar hoje com uma longa citação do livro de 1838 <a href="http://books.google.ca/books?id=2dERAAAAYAAJ&amp;lpg=PA15&amp;ots=0DAFUf5yLI&amp;dq=%22Unhappily%2C%20however%2C%20those%20who%20have%20buckled%20on%20the%20armour%22&amp;pg=PA15#v=onepage&amp;q=%22Unhappily,%20however,%20those%20who%20have%20buckled%20on%20the%20armour%22&amp;f="><em>Impostores de Nova Iorque</em></a>.</p>
<p>Ela realmente diz tudo.</p>
<p>“Infelizmente, no entanto, aqueles que têm se vestido com a armadura contra as loucuras dos tempos, têm sido muitas vezes imprudentes e indiscretos no caráter e no espírito de suas ações. Desgostosos com a estupidez das vítimas da ilusão, e provocados por sua adesão obstinada ao erro, eles as atacaram de forma pessoal, em vez de atacar a falsa filosofia e a pseudo-filantropia que lhes foram impostas, e assim eles criaram um show de intolerância que tem sido fatal para o seu sucesso. &#8230;</p>
<p>A perseguição só serve para propagar novas teorias, sejam da filosofia ou da religião, como a história do mundo demonstra; e isso nunca falhou, fossem essas teorias verdadeiras ou falsas. Elas adquirem um vigor novo sob os golpes da intolerância, e como insetos vivazes parecem se multiplicar por dissecção. Assim, todas as tentativas para acabar com os impostores, ou os entusiastas, pela censura e pela injúria, dirigida contra eles pessoalmente, por causa de suas loucuras ou de seus crimes, jamais foi vencida. Eles próprios são tão sensíveis que a oposição deste tipo promove a sua causa, de forma que eles desejam, convidam, e até mesmo provocam isso. De fato, algumas das loucuras populares atuais se devem apenas às perseguições alegadas ou reais que sofreram, não só aos seus devotos, mas mesmo à sua existência presente; não fosse por isso há muito teriam descido para o túmulo dos Capuletos, “sem lágrimas, sem honras, sem cânticos.”<a name="_ftnref26_8546" href="$-24">[23]</a></p>
<hr size="1" />
<blockquote><p><a name="_ftn1_8546" href="$-25"><span style="font-size: xx-small;">[1]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Plait pegou emprestada a frase “não seja um cretino” de uma máxima existente na internet, a Lei Wheaton, e a incluiu perto do fim do seu discurso como um floreio retórico. Seu argumento poderia ter sido feito sem ele (como, aliás, Carl Sagan fez em 1996). Era previsível que “Phil está nos chamando de cretinos!” iria dominar a discussão, em muitos casos, deixando-se de lado os argumentos de Plait? Provavelmente. É lamentável que este tenha sido o resultado, mas isso demonstra o que Plait queria dizer. Quando as pessoas se sentem insultadas, o insulto torna-se a discussão.</span></p>
<p><a name="_ftn2_8546" href="$-26"><span style="font-size: xx-small;">[2]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Veja meus posts (entre outros): </span><a href="http://skepticblog.org/2011/05/24/horse-laughs/"><span style="font-size: xx-small;">“Horse-Laughs, the Rapture, and Ticking Bombs”</span></a><span style="font-size: xx-small;">;</span><a href="http://skepticblog.org/2010/09/19/skeptics-as-model-train-lovers-2/"><span style="font-size: xx-small;">“Skeptics as Model Train Lovers (Part II)”</span></a><span style="font-size: xx-small;">; </span><a href="http://skepticblog.org/2010/07/26/the-reasonableness-of-weird-things/"><span style="font-size: xx-small;">“The Reasonableness of Weird Things”</span></a><span style="font-size: xx-small;">; ou,</span><a href="http://skepticblog.org/2010/07/02/science-of-honey-and-vinegar/"><span style="font-size: xx-small;">“Bring on the Science of Honey and Vinegar.”</span></a></p>
<p><a name="_ftn3_8546" href="$-27"><span style="font-size: xx-small;">[3]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> “Eu não sou apenas um membro da comunidade da Nova Era”, enfatizou McLaren. “Eu também tenho sido uma fonte de muitas das coisas com as quais a comunidade cética se preocupa. Eu estive envolvida na metafísica e na Nova Era por mais de 30 anos, eu escrevi quatro livros e gravei cinco cds sobre a matéria, e eu era considerada uma das líderes no campo.” Seus livros anteriores incluem títulos tais como Sua Aura e Seus Chakras: Manual do Proprietário. (Seu recente livro A Linguagem das Emoções enfatiza a ciência social, continuando em uma veia de auto-ajuda.) Muito tem se falado sobre a sua jornada em direção ao ceticismo, mas é a sua visão sobre a cultura da Nova Era que é útil a este “tom” da discussão.</span></p>
<p><a name="_ftn4_8546" href="$-28"><span style="font-size: xx-small;">[4]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Como observa Michael Shermer em seu post “</span><a href="http://skepticblog.org/2011/05/31/demographics-of-belief/"><span style="font-size: xx-small;">A Demografia da Crença</span></a><span style="font-size: xx-small;">”, “Embora os percentuais específicos da crença no sobrenatural e no paranormal entre os países e as décadas variem um pouco, os números permanecem bastante consistentes de que a maioria das pessoas tem algum tipo de crença paranormal ou sobrenatural.”</span></p>
<p><a name="_ftn5_8546" href="$-29"><span style="font-size: xx-small;">[5]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Sagan, Carl. The Demon-Haunted World. (Random House: New York, 1996.) p. 302</span></p>
<p><a name="_ftn6_8546" href="$-30"><span style="font-size: xx-small;">[6]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> ibid. p. 297–298</span></p>
<p><a name="_ftn7_8546" href="$-31"><span style="font-size: xx-small;">[7]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> ibid. p. 300</span></p>
<p><a name="_ftn8_8546" href="$-32"><span style="font-size: xx-small;">[8]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Baker, Robert and Joe Nickell. Missing Pieces: How to Investigate Ghosts, UFOs, Psychics, &amp; Other Mysteries. (Prometheus Books: Buffalo, New York, 1992.) p. 298</span></p>
<p><a name="_ftn9_8546" href="$-33"><span style="font-size: xx-small;">[9]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> ibid. p. 286. Esta passagem foi extraída com pouca modificação do artigo de Ray Hyman que eles estavam discutindo.</span></p>
<p><a name="_ftn10_8546" href="$-34"><span style="font-size: xx-small;">[10]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Comunicação pessoal de Pat Linse. 16 de junho de 2011</span></p>
<p><a name="_ftn11_8546" href="$-35"><span style="font-size: xx-small;">[11]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Comunicação pessoal de Michael Shermer. 20 de junho de 2011.</span></p>
<p><a name="_ftn12_8546" href="$-36"><span style="font-size: xx-small;">*</span></a><span style="font-size: xx-small;"> a ratings powerhouse that pioneered the daytime talk genre later dominated by Oprah</span></p>
<p><a name="_ftn13_8546" href="$-37"><span style="font-size: xx-small;">[12]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Shermer, Michael. <em>Why People Believe Weird Things</em>. (W.H. Freeman and Company: New York, 1997.) p. 179</span></p>
<p><a name="_ftn14_8546" href="$-38"><span style="font-size: xx-small;">[13]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Shermer, Michael, and Alex Grobman. Denying History. (University of California Press: California, 2002.) p. 2</span></p>
<p><a name="_ftn15_8546" href="$-39"><span style="font-size: xx-small;">[14]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Um caso clássico no ceticismo é a “familiaridade agradável” entre Harry Houdini (um defraudador implacável de médiuns espíritas) e Ira Davenport (a metade sobrevivente de “Os Irmãos Davenport”, que foram pioneiros superstar da mediunidade de espíritos). Davenport revelou a Houdini “muito de valor histórico sobre os irmãos, que nunca apareceu na imprensa” – ou seja, <em>exatamente como eles o faziam</em>. Enquanto todos os registros anteriores dos irmãos tinham sido “vagos, especulativos, superficiais”, Houdini foi o único investigador a obter a “confissão de um coração aberto” de Ira. Houdini, Harry. <em>A Magician Among the Spiritis</em>. (Fredonia Livros:. Amsterdam, 2002) p. 17-37</span></p>
<p><a name="_ftn16_8546" href="$-40"><span style="font-size: xx-small;">*</span></a><span style="font-size: xx-small;"> During Shermer’s Donahue adventure, the host soon found himself in over his head</span></p>
<p><a name="_ftn17_8546" href="$-41"><span style="font-size: xx-small;">[15]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> “Apology to Creation Science Foundation Ltd.” <em>Media Information Australia</em>. N º 55. Fevereiro de 1990. p. 64. “&#8230; <em>Media Information Australia</em> deseja comunicar que as opiniões e as alegações contidas no artigo acima são do Professor Plimer e não são adotadas ou compartilhadas pela Escola de Cinema, Televisão e Rádio Australiana, seus diretores, empregados e agentes ou os editores e outros envolvidos com a publicação da Media lnformation Australia. Qualquer dano que tenha sido sofrido pela Creation Science Foundation Ltd e seus diretores e outros oficiais e membros e T Duane Gish pedimos desculpas e lamentamos”.</span></p>
<p><a name="_ftn18_8546" href="$-42"><span style="font-size: xx-small;">[16]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Lippard, Jim. “How Not to Argue With Creationists.” Creation/Evolution. Vol. 11, No. 2 (Winter 1991–1992.) p. 9–21. </span><a href="http://ncse.com/webfm_send/1159"><span style="font-size: xx-small;">Full issue PDF</span></a><span style="font-size: xx-small;">. Acessado em 11 de junho de 2011.</span></p>
<p><a name="_ftn19_8546" href="$-43"><span style="font-size: xx-small;">[17]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Suzuki, David. “Creationism Flourishes in North America.” The Lethbridge Herald, Dec 16, 1989. p. 6</span></p>
<p><a name="_ftn20_8546" href="$-44"><span style="font-size: xx-small;">[18]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Comunicação pessoal de Barry Karr. 20 de junho de 2011</span></p>
<p><a name="_ftn21_8546" href="$-45"><span style="font-size: xx-small;">[19]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Hyman, Ray. “Proper Criticism.” <em>Skeptical Inquirer</em>, Vol. 25, No. 4. July / August 2001. p. 53–55.</span></p>
<p><a name="_ftn22_8546" href="$-46"><span style="font-size: xx-small;">*</span></a><span style="font-size: xx-small;"> To some, the paranormalists are the “enemy,” and it seems inconsistent to lean over backward to give them the benefit of the doubt</span></p>
<p><a name="_ftn23_8546" href="$-47"><span style="font-size: xx-small;">[20]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Comunicação pessoal de Kendrick Frazier. 20 de junho de 2011.</span></p>
<p><a name="_ftn24_8546" href="$-48"><span style="font-size: xx-small;">[21]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Wade, Nicholas. “Schism Among Psychic-Watchers.” <em>Science</em> 197. 1977. p. 1344</span></p>
<p><a name="_ftn25_8546" href="$-49"><span style="font-size: xx-small;">[22]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Articulações anteriores deste sentido também existem; por exemplo, a máxima de David Hume, “Um homem sábio, portanto, proporciona a sua crença à evidência.” Hume, David. <em>An Enquiry Concerning Human Understanding</em>. (Open Court Publishing Company:. Peru, Illinois, 1993) p. 144</span></p>
<p><a name="_ftn26_8546" href="$-50"><span style="font-size: xx-small;">[23]</span></a><span style="font-size: xx-small;"> Reese, David Meredith. <em>Humbugs of New York: being a remonstrance against popular delusion</em>. (New York: 1838.) p. 14–16.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-size: xx-small;">[imagem inicial: <a href="http://www.sxc.hu/photo/911615" target="_blank">sxc.hu/bluegum</a>]</span></p>
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