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	<title>Ceticismo Aberto &#187; Destaques</title>
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	<description>Paranormal e Ufologia sem ofender sua inteligência</description>
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		<title>O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 02:13:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos de Alienígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Ufologia]]></category>
		<category><![CDATA[1 abril]]></category>
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		<description><![CDATA[“Acima, uma das mais impressionantes fotos de suposta criatura extraterrestre resgatada de UFOs acidentados. Durante muitos anos pensou-se que a foto fosse originada de um acidente nos EUA, mas recentemente descobriu-se que foi feita na Alemanha, pouco antes da 2ª ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="fbikgbssalien02   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/fbikgbssalien02.jpg" alt="fbikgbssalien02 ufologia fotos de alienigenas destaques " width="500" height="374" border="0" /></p>
<blockquote><p>“Acima, uma das mais impressionantes fotos de suposta criatura extraterrestre resgatada de UFOs acidentados. Durante muitos anos pensou-se que a foto fosse originada de um acidente nos EUA, mas recentemente descobriu-se que foi feita na Alemanha, pouco antes da 2ª Grande Guerra. Os oficiais que seguram o ser são altas-patentes da SS”. ["<em>As fotos ainda não esclarecidas de acidentes de UFOs em todo o mundo</em>", Revista UFO, n.18, p.18, Dez 1991]</p></blockquote>
<p><a href="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/001.jpg" target="_blank"><img style="background-image: none; margin: 0px 0px 0px 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: right; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="001 thumb   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/001_thumb.jpg" alt="001 thumb ufologia fotos de alienigenas destaques " width="150" height="203" align="right" border="0" /></a>A fotografia tem sido há muito uma favorita deste autor, e desde que <a href="http://www.ceticismoaberto.com/galeria/fotos-de-alienigenas/5550/o-et-do-fbi-kgb-ss" target="_blank">escrevemos sobre ela em 2009</a>, descobrimos através de <a href="http://www.isaackoi.com/alien-photos/koi-alien-photo-01.html" target="_blank"><strong>Isaac Koi</strong></a>, que já em 1982 <strong>Loren Gross</strong> havia publicado em sua série “<em>UFOs: A History</em>” a origem correta da montagem: a edição de 1 de Abril de 1950 da foto-revista alemã “<em>Neue Illustrierte</em>”. Em 2003 <strong>Achim Martin</strong> partilhou com Gross cópias do artigo original, infelizmente as publicações de Gross têm circulação muito limitada e suas reprodução são xerográficas.</p>
<p>Decidi assim obter a edição original de “<em>Neue Illustrierte</em>”, publicada em Colônia, Alemanha, e datada de 29 de março de 1950. Era uma revista semanal, e como anunciado em uma chamada vermelha logo na capa, cobria a data de 1 de abril.</p>
<h2>Os Marcianos!</h2>
<p>Ao abrir a revista, já na página 3 de <em>Neue Illustrierte</em>, o leitor descobre a fonte desta imagem icônica:</p>
<p><a href="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/ScanImage003a.jpg" target="_blank"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="ScanImage003a thumb   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/ScanImage003a_thumb.jpg" alt="ScanImage003a thumb ufologia fotos de alienigenas destaques " width="463" height="632" border="0" /></a></p>
<p>As legendas contam sobre como o disco voador foi capturado em uma fotografia do sargento americano “D. Ussel”, sendo abatido logo depois. Seres estranhos emergiram e “se moviam perdidos, planando estranhamente sem impedimento, como mergulhadores sob a água”. O agente McKerenich comenta como estava “Ciente da grandiosidade do momento, pela primeira vez na história da Humanidade um terráqueo via um visitante do espaço!”. O homem prateado estaria coberto por camadas de metal, que o observatório de Phoenix especulava ser uma proteção contra radiação.</p>
<p>Uma estranha escrita “marciana” é apresentada, e descrevendo a imagem mais famosa, descobrimos “a grande surpresa: o marciano tem… apenas 70 centímetros de altura!”. Estas seriam “as únicas imagens verdadeiras, e o leitor deve tomar cuidado com fraudes toscas circulando na imprensa mundial”.</p>
<h2>Sargento Otário</h2>
<p><a href="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/003.jpg" target="_blank"><img style="background-image: none; margin: 0px 0px 0px 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: right; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="003 thumb   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/003_thumb.jpg" alt="003 thumb ufologia fotos de alienigenas destaques " width="150" height="204" align="right" border="0" /></a>Como é típico de brincadeiras de Primeiro de Abril, há várias pistas sobre a piada, incluindo como foi criada. O sinal mais evidente já havia sido notado por Koi: o sargento da divisão anti-aérea D. Ussel é uma brincadeira com a palavra “Dussel”, que significa otário em alemão.</p>
<p>O comentário sobre como as “figuras pareciam se mover perdidas, planando estranhamente sem impedimento, como mergulhadores sob a água” é uma referência às imagens correspondentes, que são em verdade de um grupo de patinadores britânico, “The Lidstones”. Note como as poses são características de apresentações artísticas desta natureza.</p>
<p>O aviso final sobre “fraudes toscas” circulando na imprensa também é um ótimo toque.</p>
<p>Todos estes sinais foram confirmados na próxima edição de <em>Neue Illustrierte</em>, publicada em 5 de abril de 1950. Na página 43, encontramos o aviso:</p>
<p><a href="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/004.jpg" target="_blank"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="004 thumb   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/004_thumb.jpg" alt="004 thumb ufologia fotos de alienigenas destaques " width="500" height="402" border="0" /></a></p>
<blockquote><p><span style="font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Neue Illustrierte, Colônia, Alemanha; 5 de abril de 1950; p. 43<br />
<strong>Abril! Abril!</strong><br />
A </span></span><span style="font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">&#8220;Neue Illustrierte&#8221;, em sua edição de abril publicada em 29 de março, pregou algumas peças em seus leitores: o pouco de marcianos na página 3 é uma fantasia. O sargento D. Ussel (Otário) não existe. O Marciano era um artista do grupo de patinadores “The Lidstones”.</span></span></p></blockquote>
<p>Uma busca por patinadores chamados “<em>The Lidstones</em>” revela <a href="http://www.susan-a-miller.com/sm/62-apr/15.jpg" target="_blank">uma foto</a> de <strong>Susan Miller</strong> de <strong>Joan</strong> e <strong>James Lidstone</strong> publicada em 1962. O homem se assemelha ao marciano, embora não possamos estar seguros da identificação devido à baixa qualidade de ambas fontes:</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="jameslidstone martian   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/jameslidstone-martian.jpg" alt="jameslidstone martian ufologia fotos de alienigenas destaques " width="500" height="614" border="0" /></p>
<p>Um ponto interessante é que as botas do marciano parecem botas de patins. Embora na mais famosa das montagens o marciano esteja seminu, nas outras duas as figuras humanóides parecem usar trajes colantes prateados, incluindo toucas, e é possível que estes trajes tenham sido usados pelos patinadores em alguma apresentação, poupando trabalho aos autores da montagem.</p>
<p>Já com relação ao disco voador, <strong>Martin Kottmeyer</strong> já havia identificado o objeto como “uma imagem retocada do modelo de disco do Dr. <strong><a href="http://books.google.com.br/books?id=gtkDAAAAMBAJ&amp;pg=PA114&amp;lpg=PA114&amp;dq=E.W.+Kay+saucer&amp;source=bl&amp;ots=6dfuW80bbv&amp;sig=dTGAi_arsn4275yzL1ggY1FklVA&amp;hl=en&amp;ei=Rwv-SrLwFImlnQeArpHiCA&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=9&amp;ved=0CCoQ6AEwCA#v=onepage&amp;q=&amp;f=false"><strong>E.W. Kay</strong></a></strong> que apareceu na imprensa em 11 de janeiro de 1950”:</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="neue kays   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/neue-kays.jpg" alt="neue kays ufologia fotos de alienigenas destaques " width="500" height="224" border="0" /></p>
<h2>Do Primeiro de Abril para a História</h2>
<p>Devido à baixa qualidade das reproduções da imagem mais famosa, também é notável que confusões surgiram a respeito da composição da cena. Abaixo, destaquei em cores diferentes as cinco pessoas (incluindo o marciano) que aparecem na montagem:</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="marsmenschen april1   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/marsmenschen-april1.jpg" alt="marsmenschen april1 ufologia fotos de alienigenas destaques " width="500" height="591" border="0" /></p>
<p>A interpretação mais comum, refletida no pequeno brinquedo japonês no início deste texto, representa a mulher encarando a câmera (em amarelo) com as pernas afastadas. Em verdade, na fotomontagem original pode-se ver sua perna esquerda e perceber que a mulher está em verdade de lado, e as pernas no lado direito da imagem pertencem à segunda mulher (em vermelho).</p>
<p>Ainda assim, esta é uma montagem com vários problemas: a mulher em amarelo aparece na frente daquela em vermelho – sua mão direita a obstrui – e, todavia, as pernas da mulher em vermelho estão claramente à frente, uma delas em linha com o pequeno marciano. As duas mulheres provavelmente não pertenciam, ao menos nessa geometria, à mesma cena, e foram recortadas e coladas sem uma consideração apropriada ao seu arranjo espacial. O autor da fotomontagem pode ter deixado tais incoerência evidentes propositalmente, como parte da brincadeira.</p>
<p>Várias outras confusões surgiram relacionadas à imagem, a mais comum associando-a <a href="http://www.isaackoi.com/alien-photos/koi-alien-photo-08.html" target="_blank">à fraude de 1953 nos EUA envolvendo um macaco sem pêlos</a>. O corpo do marciano alemão não é o de um macaco sem pêlos, a menos que se considere um ser humano dessa forma.</p>
<p>Como mesmo <strong>Donald Keyhoe</strong> notou à época, o mote de pequenos extraterrestres de um disco acidentado derivou da <strong><a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2072/discos-voadores-e-frank-scully" target="_blank">Fraude de Aztec</a></strong> – Roswell só retornaria à Ufologia no fim da década de 1970. A fraude de Aztec também inspirou, exatamente na mesma época, e também na Alemanha, a criação de <a href="http://www.ceticismoaberto.com/galeria/fotos-de-alienigenas/370/o-et-de-1-de-abril" target="_blank">outra famosa fotografia de um extraterrestre capturado</a>.</p>
<p>Através de Koi, tomei conhecimento do livro de <strong>Jenny Randles</strong> e <strong>Peter Hough</strong> “<em>Looking for the Aliens</em>” (1991). Ele cita o trabalho de <strong>Claus Westh-Henrichsen</strong> que indicava que “<em>as posições das mãos dos ‘homens de segurança’ sugere que estavam segurando um objeto rígido. Depois de conduzir testes, ele propõe que eles estavam empurrando um carrinho de bebê!”</em>. Validando esta sugestão, criei mesmo <a href="http://www.ceticismoaberto.com/galeria/fotos-de-alienigenas/5550/o-et-do-fbi-kgb-ss" target="_blank">uma montagem para ilustrar a hipótese</a>, mas ao verificar a imagem original em melhor qualidade e observar com melhor clareza as posições das mãos dos homens, é preciso notar que a menos que estes segurassem uma parte curva, suas mãos não estão alinhadas.</p>
<p>Da mesma fonte também havia considerado a informação de “<em><strong>Han-Werner Peiniger</strong> de um grupo OVNI da Alemanha Ocidental de que esta foi outra brincadeira de 1 de abril e que os autores eram G Falscht e R Logen, o que em português é similar a Ds Mascarador e U Mafraude (de fato, traduções literais de ‘forjado’ e ‘faz-de-conta’)</em>. Entretanto, ao obter tanto a edição original da brincadeira quanto a seguinte com a clarificação, não pude encontrar qualquer referência a “<em>G Falscht</em> e <em>R Logen</em>” como autores da história.</p>
<h2>Escrita Marciana</h2>
<p>Ao ler as pistas sobre uma “enigmática escrita marciana” publicada pela revista, suspeitei que era uma mensagem em alemão, apenas invertida e espelhada:</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="ScanImage003b   O Extraterrestre do FBI/KGB/SS: Encontrado" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/ScanImage003b.jpg" alt="ScanImage003b ufologia fotos de alienigenas destaques " width="500" height="194" border="0" /></p>
<p>E, realmente, o amigo <strong>Manuel Borraz</strong> a decifrou (com algum esforço você também conseguirá lê-la):</p>
<blockquote><p>“Die Erde gefällt uns nicht.<br />
Wir möchten wieder nach Hause.”</p></blockquote>
<p>Que significa:</p>
<blockquote><p>“Não gostamos da Terra.<br />
Queremos voltar para Casa.”</p></blockquote>
<p>Esta foi uma excelente brincadeira de 1 de Abril, com todos os sinais possíveis de ser uma fantasia, e que foi esclarecida como tal na edição seguinte a qualquer leitor que ainda ficasse em dúvida. Todos pesquisadores OVNI sérios ao longo dos anos descartaram a imagem como uma fraude, embora os detalhes precisos tenham eludido a maior parte deles por décadas, com confusões estendendo-se até hoje.</p>
<p>Ao localizar e partilhar a publicação original, espero que o caso seja solucionado.</p>
<p>- &#8211; -</p>
<p><strong>Ajude a cobrir as despesas desta pesquisa, que somaram um total superior a R$350, fazendo sua doação via <em>Paypal</em>:</strong></p>
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<p>Posso enviar scans em melhor qualidade dos artigos a todos que o solicitarem em privado, embora deva notar que os originais são fotomontagens pesadamente adulteradas, e o scanner que possuo não seja profissional (com resolução nativa máxima de 600 dpi), de forma que a qualidade não será muito melhor que as versões que podem ser acessadas clicando nas imagens.</p>
<p>É desnecessário notar que este trabalho foi baseado na pesquisa de muitos outros indicados aqui e nas versões anteriores publicadas, em especial nas pesquisas de <strong>Luis Ruiz Noguez</strong> e <strong>Isaac Koi</strong>.</p>
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		<title>Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 16:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[deuses astronautas]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[No livro “The Gold of the Gods” (1973)*, Erich von Däniken anuncia logo no início: “Para mim esta é a mais incrível e fantástica história do século. Poderia facilmente ter vindo diretamente dos campos da Ficção Científica se eu não ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="erich von daniken 7   Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/erich_von_daniken_7.jpg" alt="erich von daniken 7 ufologia fortianismo destaques " width="600" height="442" border="0" /></p>
<p>No livro “<em>The Gold of the Gods</em>” (1973)*, <strong>Erich von Däniken</strong> anuncia logo no início:</p>
<blockquote><p>“Para mim esta é a mais incrível e fantástica história do século. Poderia facilmente ter vindo diretamente dos campos da Ficção Científica se <strong>eu não tivesse visto e fotografado a verdade pessoalmente. O que eu vi não foi produto de sonhos ou imaginação, era real e tangível</strong>. Um sistema gigantesco de túneis, com milhares de quilômetros de comprimento e criado por construtores desconhecidos em uma data desconhecida jaz a grande profundidade no continente sul-americano”. [ênfase inserida]</p></blockquote>
<p>Tão ou mais incrível que o sistema subterrâneo de milhares de quilômetros sob nossa América do Sul era o conteúdo de algumas das imensas cavernas, “<em>tão grandes quando o hangar de um avião Jumbo</em>”. Descrito em primeira pessoa, o autor suíço descreve suas aventuras adentrando uma delas e a revelação em meio ao escuro de incontáveis estátuas de material desconhecido, formando um magnífico zoológico de figuras de animais, de elefantes a leões, incluindo mesmo dinossauros, adornados por algo ainda mais inacreditável: uma miríade de placas de metal contendo inscrições com “<em>o que é provavelmente um sumário da história de uma civilização perdida … contendo a sinopse da história da humanidade, assim como um relato da origem da humanidade na Terra e informação sobre uma civilização desaparecida</em>”.</p>
<p>O descobridor desta mais incrível e fantástica história do século seria <strong>Juan Moricz</strong>, guia de Däniken na fabulosa expedição. O leitor empolgado com a descoberta, no entanto, poderá ficar intrigado com o fato de que entrada do sistema de túneis ainda deveria ser mantida secreta, “<em>guardada por índios hostis entre o triângulo formado pelas três cidades de Gualaquiza, San Antonio e Yaupi na privíncia de Morona-Santigago</em>” (no Equador). O livro contém ainda uma foto do que se entende ser o autor adentrando a caverna, com a legenda:</p>
<p align="center"><span style="font-size: xx-small;"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="metal 04   Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/metal_04.jpg" alt="metal 04 ufologia fortianismo destaques " width="400" height="300" border="0" /><br />
“<em>Dentro do sistema de túneis artificial, que é assombrado por revoadas de pássaros</em>”.</span></p>
<h2>Uma Mentira de Efeito</h2>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/2DsOjqHm-VY" frameborder="0" width="480" height="360"></iframe></p>
<p>Pouco após a publicação do livro, o próprio Moricz desmentiu Däniken. Em entrevistas aos jornais alemães, Moricz assegurou que Däniken nunca havia visto o que descreveu. “<em>Exceto se ele foi em um disco voador… se ele diz ter visto a biblioteca e as outras coisas por si mesmo então isso é uma mentira</em>”.</p>
<p>No documentário da PBS/BBC, “<em>The Case of the Ancient Astronauts</em>”, que você confere acima, ao redor dos 40 minutos o próprio Erich von Däniken admite a inverdade. Questionado se a história que publicou da visita às cavernas realmente aconteceu, Däniken responde com um cachimbo na boca:</p>
<blockquote><p>“<strong>Não, isso não aconteceu</strong>”, admite. “Mas penso que quando alguém escreve livros no meu estilo, que não são livros científicos, … são um tipo de livro popular, mas não são ficção científica. Embora os fatos existam … <strong>então um autor pode usar efeitos</strong>. Assim, pequenos detalhes como esse não são importantes realmente porque não afetam os fatos, <strong>estão apenas estimulando o leitor, e pode-se fazer isso</strong>”.</p></blockquote>
<p>Quanto à foto publicada dentro do sistema de túneis, também se pode ver Däniken explicando que a expedição teria sido feita por Juan Moricz em 1969 e que ele mesmo nunca esteve lá. “<em>Eu estive em uma entrada lateral em um local completamente diferente. Eu nunca estive aí</em>”. Apesar do que a legenda sugere no contexto da história – depois admitida como uma fantasia dramática – a fotografia publicada não mostra o autor suíço, e sim <strong>Gastón Fernández</strong>, parte da expedição de Moricz na Cueva de los Tayos em 1969.</p>
<p>“<em>Os livros de Däniken são vendidos como factuais. Como o leitor saberá se o autor está usando ‘efeitos dramáticos’ ou se está simplesmente contando mentiras?</em>”, questiona o narrador da BBC.</p>
<h2>Eram os Deuses Contadores de Histórias?</h2>
<p>Erich von Däniken já foi condenado e cumpriu penas em três ocasiões. A primeira foi já aos dezenove anos, por furto. Um psiquiatra descreveu na ocasião que ele exibia uma “<em>tendência a mentir</em>”. A segunda condenação foi por fraude relacionada a uma negociação de jóias, pela qual cumpriu nove meses de pena. A terceira também foi relacionada a fraudes, através das quais o então hoteleiro havia tomado empréstimos somando uma dívida de $130.000 enquanto viajava pelo mundo coletando material que usaria em “<em>Eram os Deuses Astronautas</em>”. Foi condenado a três anos e meio de prisão, cumprindo um ano antes de ser liberado. No julgamento, foi descrito novamente como um mentiroso e um psicopata criminal pelo psiquiatra que o avaliou.</p>
<p>Tais condenações pouco deveriam afetar a realidade de suas ideias ou evidências, não fosse o fato de que se relacionam com fraudes, falsificações e mesmo avaliações psiquiátricas que, como visto acima, parecem no mínimo parcialmente confirmadas quando o próprio autor admite se valer de “efeitos” dramáticos, ou simples mentiras. Para ele, um autor “<em>pode fazer isso</em>”.</p>
<p>O imbróglio do sistema secreto de túneis sob a América do Sul não é o único engodo do qual Däniken participou na criação ou divulgação. Ainda na América do Sul, outra fraude notória promovida nos livros de Däniken é a história muito similar de “Tatunca Nara”, um suposto índio que seria portador da fantástica “<a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/1188/indiana-jones-e-as-cronicas-de-akakor" target="_blank"><strong>Crônica de Akakor</strong></a>”, estendendo-se por tempos imemoriais de outra (ou a mesma?) civilização avançada e perdida nos subterrâneos da Amazônia. Parte desta fantasia permeou mesmo o último filme de Indiana Jones, onde Akakor foi referido como “Akator” e mesclado com <a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2225/o-mistrio-dos-crnios-de-cristal" target="_blank">crânios de cristal</a> e extraterrestres.</p>
<p><a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/1188/indiana-jones-e-as-cronicas-de-akakor" target="_blank"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="34 raiders of the lost saucerfr4w2u61   Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/34_raiders_of_the_lost_saucerfr4w2u61.jpg" alt="34 raiders of the lost saucerfr4w2u61 ufologia fortianismo destaques " width="397" height="290" border="0" /></a></p>
<p>Em verdade Tatunca é <strong>Hans Guenther Hauck</strong>, nascido na Baviera, Alemanha. Ele deixou seu país natal na década de 1960, deixando mulher e três filhos em Nuremberg e é até hoje suspeito de ter assassinado vários turistas e aventureiros em busca do mito de cidades perdidas na selva sul-americana.</p>
<p>No mesmo documentário da BBC em que Däniken admite ter inventado sua visita à câmara subterrânea, as <a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2189/o-legado-dos-flintstones" target="_blank"><strong>pedras de Ica</strong></a> também são apresentadas, ao lado de seu criador: não uma civilização perdida de homens que viviam ao lado de dinossauros e realizavam operações cardíacas, e sim o índio <strong>Basilio Uchuya</strong>, que por muitos anos tem riscado pedras que encontra com um estilo muito característico, assando-as em meio ao estrume de seu burro e então polindo-as com graxa de sapato para completar a aparência antiga.</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border: 0px;" title="Basilio Uchuya artesan   Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/Basilio-Uchuya-artesan.jpg" alt="Basilio Uchuya artesan ufologia fortianismo destaques " width="560" height="335" border="0" /></p>
<p>Mas é apenas aparência, o mesmo programa cita análise do Instituto de Geociências em Londres que conclui que os riscos na pedra são claramente recentes. Däniken admite que o próprio Uchuya lhe admitiu ter gravado as pedras, mas que <strong>Javier Cabrera</strong>, o curador do museu com as pedras de Ica, lhe assegurou que isto seria falso. O mesmo programa mostra Uchuya exibindo uma foto do museu de Cabrera, com uma dedicatória em que o próprio agredece a ajuda que Uchuya prestou em fornecer pedras ao museu. As figuras do museu são não apenas absurdas porque exibem homens ao lado de dinossauros – milhões de anos nos separam dos dinos – como em inconsistências nos próprios dinos retratados como aqueles de desenho animado, com cinco dedos e não os três que os fósseis exibem, por exemplo.</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="Banana Alien 62   Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/Banana-Alien-62.jpg" alt="Banana Alien 62 ufologia fortianismo destaques " width="500" height="496" border="0" /></p>
<p>As evidências apresentadas por Däniken são ou especulação contrariada pela evidência arqueológica, ou simples fraudes evidentes em que o autor escolheu omitir informação ou inclusive, inventá-la para “efeito” [dramático] em seu “estilo” de livros. No mesmo livro com a fantasiosa visita às fantásticas cavernas inexistentes da “história do século”, Däniken especula que bananas são um mistério que talvez seja explicado com uma origem alienígena:</p>
<blockquote><p>“… a banana é um problema. É encontrada mesmo na mais remota das ilhas do sul. Como essa planta, que é tão vital para a nutrição da humanidade, se originou? Como ela fez o caminho ao redor do mundo, visto que não possui sementes? Será que os ‘Manu’, sobre quem a saga indiana conta, a trouxe consigo de outra estrela – como um alimento completo?”</p></blockquote>
<p>Em uma cândida e demolidora entrevista concedida, onde mais, na revista <em>Playboy</em> em agosto de 1974 ao então novato jornalista <strong>Timothy Ferris</strong> – que posteriormente produziria o <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2007/12/uma-mensagem-dourada-aos-extraterrestres/" target="_blank">disco dourado enviado nas sondas Voyager</a> – após expor como mal havia lido e pesquisado boa parte das supostas provas que apresentou, concedendo que várias delas, como o <a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2238/o-pilar-de-ferro-de-delhi" target="_blank"><strong>pilar de ferro de Delhi</strong></a>, não seriam realmente um mistério “<em>e podemos esquecer sobre essa coisa</em>”, o clímax chega quando Ferris encerra:</p>
<blockquote><p>“<strong>Ferris</strong>: Uma última pergunta vem à mente porque das suas teorias, a nossa favorita é aquela em <em>Gold of the Gods</em> em que você sugere que a banana foi trazida à Terra vinda do espaço. Você estava falando sério?</p>
<p><strong>Von Daniken</strong>: <strong>Não, e poucas pessoas sacaram isso</strong>.</p>
<p><strong>Ferris</strong>: O que nos leva a perguntar a você se tudo que você escreveu é uma piada. Você diria que é, como um escritor sugeriu, ‘<em>o mais brilhante satirista do século na literatura alemã</em>’?</p>
<p><strong>Von Daniken</strong>: A resposta é sim e não. Temos um maravilhoso termo em alemão: <em>jein</em>. É uma combinação de <em>ja</em> e <em>nein</em>, sim e não. Em parte, absolutamente não; eu realmente acredito no que digo seriamente. <strong>De outras formas, eu tento fazer as pessoas rirem</strong>.</p>
<p><strong>Ferris</strong>: Bem, você teve sucesso em alcançar as duas coisas”.</p></blockquote>
<p>Podemos ter sido visitados por civilizações extraterrestres, uma ideia verdadeiramente fabulosa e fantástica. Ela foi proposta com mais propriedade e parcimônia por diversas figuras anos antes que o hoteleiro suíço condenado e preso por fraudes fizesse fortuna com seu “estilo” repleto de “efeitos” os quais se permite como autor tentando “de outras formas fazer as pessoas rirem”.</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="daniken playbint   Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/daniken_playbint.jpg" alt="daniken playbint ufologia fortianismo destaques " width="600" height="252" border="0" /></p>
<p>Infelizmente, este estilo ainda faz muito sucesso, e nem o fato de que o próprio Daniken tenha admitido imprecisões, falsidades e mesmo piadas em suas obras já há mais de duas décadas afeta muito sua popularidade.</p>
<p>- &#8211; -</p>
<table width="600" border="0" cellspacing="0" cellpadding="2" bgcolor="#eeeeee">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="600">
<h2>As Cavernas Subterrâneas e um Astronauta de Verdade</h2>
<p>Além da fantasia publicada por Däniken como realidade, admitida em frente às câmeras como um “efeito” literário, a história das cavernas sul-americanas tem outra reviravolta curiosa: participaria dela ninguém menos que o astronauta <strong>Neil Armstrong</strong>. Após ler o livro de Däniken, o escocês <a href="http://www.goldlibrary.com/" target="_blank"><strong>Stanley Hall</strong></a> ficou fascinado com a história e contatou Juan Moricz. Sua ideia era organizar uma nova expedição ao local, em uma cooperação entre os exércitos britânico e equatoriano. Em um relato a <strong>Philip Coppens</strong>, Hall conta que</p>
<blockquote><p>“<em>a expedição precisava de uma figura honorária, e o nome do príncipe Charles, que havia recebido um diploma em arqueologia, foi proposto, mas eu sabia que [o astronauta] Neil Armstrong tinha conexões escocesas. Minha mãe era uma Armstrong e através de outro Armstrong em Langholm, onde Neil Armstrong se tornou um cidadão honorário, eu fiz contato. Meses depois, recebi a resposta de que Neil Armstrong estava bem disposto a se juntar a nós nesta missão. Foi quando a expedição se tornou o desafio de uma vida</em>”.</p></blockquote>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="metal 03   Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/metal_03.jpg" alt="metal 03 ufologia fortianismo destaques " width="350" height="388" border="0" /></p>
<p>O primeiro homem a pisar na Lua pisou no sistema de túneis em 3 de agosto de 1976 como parte de uma das mais elaboradas expedições espeleológicas, contando com inúmeros profissionais e militares de apoio. Pode-se conferir as fotos de Neil Armstrong na expedição, incluindo a acima, na galeria de imagens de Hall. A despeito de extensa pesquisa, não se descobriu nenhum sistema de milhares de quilômetros de túneis, não se descobriu nenhum zoológico milenar de animais de metal desconhecido, tampouco o maior tesouro de todos, a biblioteca de plaquetas com a história da humanidade desde seus primórdios em civilizações perdidas.</p>
<p>O que se descobriu foram 400 novas espécies de plantas assim como uma câmara de sepultamento cerimonial na Cueva de los Tayos, com um corpo sentado, datada a 1.500 AC. Para muitos este seria o fim da história e o desmentido, se é que seria necessário após a negação de Moricz e a confissão do próprio Däniken. Para outros, contudo, a crença jamais morreria. Moricz faleceu em 1991 sem jamais revelar onde estaria a “verdadeira” entrada para o sistema de túneis, mas segundo Coppens e ao próprio Stan Hall, que jamais deixaram de acreditar na realidade das cavernas subterrâneas, a figura-chave seria <strong>Petronio Jaramillo</strong>. De fato Moricz sempre reconheceu que havia sido outra pessoa a lhe indicar a descoberta, e desde o início havia várias conexões entre Moricz e Jaramillo.</p>
<p>Ainda que Jaramillo fosse a fonte original, lamentavelmente como Moricz e Däniken, ele contou ter testemunhado as cavernas e seus tesouros, e como eles, deu desculpas variadas para não revelar onde estaria a entrada – o mundo ainda não estaria preparado para a revelação (!) – ou para não ter coletado nenhuma evidência física – segundo Jaramillo, os livros da biblioteca eram muito pesados e não podiam ser levados para fora – ou ainda para não ter sequer tomado fotografias – “<em>elas não provariam nada</em>”. Desculpas absurdas, e uma figura que morreria assassinada em 1998, após um assalto.</p>
<p>Jaramillo não revelou o local exato para a entrada, mas com o auxílio de seu filho e uma enorme persistência, Stan Hall diz ter descoberto em maio de 2000 a lendária entrada, ou ao menos, o melhor que ele e o filho da figura-chave puderam encontrar combinando as descrições daqueles que dizem ter visitado a caverna. Em 17 de janeiro de 2005, com 69 anos e antevendo não poder concluir sua busca, Hall apontou ao governo equatoriano o local da caverna que deveria ser o foco de uma nova expedição: <a href="http://g.co/maps/zk4yv" target="_blank">77º 47&#8242; 34&#8243; W, 1º 56&#8242; 00&#8243; S</a>.</p>
<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="Hall por el rio Pastazad   Erich von Daniken: mentiras, fraudes e bananas" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/04/Hall-por-el-rio-Pastazad.jpg" alt="Hall por el rio Pastazad ufologia fortianismo destaques " width="500" height="357" border="0" /></p>
<p>Seria esta a verdadeira entrada? Um detalhe é que segundo Hall e outros encantados pela fantástica história, a verdadeira entrada não só não estaria na Cueva de los Tayos, como estaria submersa em água. Ainda que nada se encontre lá – como outras expedições em outros locais “promissores” nada encontraram – os eternos fiéis na história apenas concluirão que a “verdadeira” entrada está em outro local.</p>
<p>É mais uma versão da mítica e sempre inalcançável El Dorado.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Leia também</h2>
<ul>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2662/eram-os-deuses-astronautas" target="_blank">Eram os Deuses Astronautas?</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2192/os-dogon-e-o-mistrio-de-srio" target="_blank">Os Dogon e o mistério de Sírio</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2242/mapa-de-piri-reis" target="_blank">Mapa de Piri Reis</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2229/o-pssaro-de-saqqara" target="_blank">O Pássaro de Saqqara</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2213/fergana-bom-demais-para-ser-verdade" target="_blank">Fergana: Bom demais para ser verdade</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2207/acabando-com-o-mistrio-das-esferas-de-pedra" target="_blank">Desmistificando o &#8220;Mistério&#8221; das Esferas de Pedra</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2197/o-mistrio-de-baalbek" target="_blank">O Mistério de Baalbek</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2191/dendera-lmpadas-eltricas-faranicas" target="_blank">Dendera: lâmpadas elétricas faraônicas?</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2008/notas-sobre-a-viso-de-ezequiel" target="_blank">Notas sobre a Visão de Ezequiel</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2002/arte-e-ovnis-no-obrigado-s-arte" target="_blank">Arte e OVNIs? Não, obrigado, só arte…</a></li>
<li><a href="http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/1982/avioes-a-jato-pre-colombianos" target="_blank">Aviões a jato Pré-colombianos?</a></li>
</ul>
<p><span style="font-size: xx-small;">* O livro “Ouro dos Deuses” de Erich von Däniken publicado no Brasil pela editora Melhoramentos, apesar de seu título, não é uma tradução de “The Gold of the Gods”, e sim de outro livro do autor, “Trude von Laschan Solstein Arneitz”. A fantasia das cavernas de Moricz e a falsa visita de Däniken, bem como o que ele reconheceu posteriormente como uma piada sobre bananas, não são citadas nessa versão.</span></p>
<p>[Com agradecimentos a <strong>Carlos “APODman” Bella</strong> pela sugestão]</p>
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		</item>
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		<title>Anamorfose, Constela&#231;&#245;es e Extraterrestres</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 03:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ufologia]]></category>
		<category><![CDATA[abduções alienígenas]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[extraterrestres]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalho sensacional de fdecomite: a partir de uma série de linhas redondas, cria-se um reflexo composto de linhas na esfera metálica, em um exemplo de anamorfose. Apenas através do reflexo na esfera pode-se ver a imagem deliberadamente construída e de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="fedcomiteanamorphosis.png   Anamorfose, Constela&ccedil;&otilde;es e Extraterrestres" border="0" alt="fedcomiteanamorphosis.png ufologia destaques " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/fedcomiteanamorphosis.png.jpg" width="545" height="409" /></p>
<p>Trabalho sensacional de <a href="http://www.flickr.com/photos/fdecomite/with/5522732116/" target="_blank">fdecomite</a>: a partir de uma série de linhas redondas, cria-se um reflexo composto de linhas na esfera metálica, em um exemplo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anamorphosis" target="_blank">anamorfose</a>. Apenas através do reflexo na esfera pode-se ver a imagem deliberadamente construída e de certa forma oculta nas linhas originais.</p>
<p>Um dos primeiros exemplos de arte anamórfica foi criado por ninguém menos que <strong>Leonardo Da Vinci</strong>:</p>
<div align="center"><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/8owCtUTaMd0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Mas de certa forma o efeito de perspectiva por trás da anamorfose está em algumas das figuras mais antigas conhecidas pela humanidade, as próprias constelações.</p>
<p><a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/12/aprendendo_com_a_constelao_de/" target="_blank"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="Starlightd1   Anamorfose, Constela&ccedil;&otilde;es e Extraterrestres" border="0" alt="Starlightd1 ufologia destaques " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/Starlightd1.jpg" width="500" height="383" /></a></p>
<p>As figuras que traçamos entre as estrelas distantes só são constelações vistas a partir da Terra – e em períodos temporais específicos, dependendo da velocidade com que as estrelas se movimentam. A figura de uma constelação pode ser composta por pontos de luz distantes tridimensionalmente muitos anos-luz, e o divertido jogo acima demonstra o efeito <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/12/aprendendo_com_a_constelao_de/" target="_blank">Aprendendo com a Constelação de Homer Simpson</a>.</p>
<p>Mas onde entram os extraterrestres? Talvez você não saiba, mas aqueles extraterrestres cabeçudos, de pele cinza e grandes olhos negros, são originários de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Betty_Hill_star_map#Analyzing_the_star_map" target="_blank">Zeta Reticuli</a>, um sistema estelar binário a apenas 39 anos-luz da Terra.</p>
<p>Como sabemos disto? Em um dos mais conhecidos casos de suposto sequestro por alienígenas, em 1961 <strong>Betty Hill</strong> diz ter visto um mapa estelar exibido pelos alienígenas em um telão holográfico, indicando as principais estrelas e as rotas de viagem usadas pelos cabeçudos. Sob hipnose, Hill reproduziu os pontos e linhas.</p>
<p>Anos depois, uma professora chamada <strong>Marjorie Fish</strong> leu o relato de Hill em um livro popular e ficou fascinada com o mapa estelar. Apesar de não ser uma astrônoma, a professora mergulhou na literatura e na informação astronômica disponível à época, e montou um modelo das estrelas próximas capazes de abrigar vida, usando linhas e pequenas bolas. A partir dele, e ao longo de anos, Fish tentou descobrir quais seriam as estrelas que Betty Hill teria visto em seu mapa estelar.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="BettyHill StarMap   Anamorfose, Constela&ccedil;&otilde;es e Extraterrestres" border="0" alt="BettyHill StarMap ufologia destaques " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/BettyHill_StarMap.jpg" width="600" height="399" /></p>
<p>E foi Fish que identificou que a &#8220;combinação exata&#8221; que apontava as estrelas principais no mapa alienígena como o sistema de Zeta Reticuli. As estrelas entrariam então para a cultura popular – até Fox Mulder mencionou o fato estabelecido sobre a origem dos aliens cabeçudos.</p>
<p>É uma história fascinante: alienígenas exibem um mapa estelar, e a partir dele uma professora consegue, após muito esforço, identificar a origem de nossos visitantes no Universo. Ufólogos como <strong>Stanton Friedman</strong> utilizam este elemento como uma peça central a validar o caso de abdução dos Hill. Infelizmente, alguns erros foram cometidos.</p>
<div align="center"><embed flashVars="playerVars=autoPlay=no" src="http://www.metacafe.com/fplayer/5139769/betty_barney_hill_star_map_of_zeta_reticuli.swf" width="540" height="304" wmode="transparent" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" name="Metacafe_5139769" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash"></embed></div>
<p>Ainda que suponhamos que Betty Hill realmente foi sequestrada por alienígenas e realmente viu um mapa estelar tridimensional, podemos confiar que o esboço que ela rabiscou posteriormente realmente reproduzia de forma acurada o que (talvez) tivesse visto?</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="hill5   Anamorfose, Constela&ccedil;&otilde;es e Extraterrestres" border="0" alt="hill5 ufologia destaques " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/hill5.jpg" width="494" height="356" /></p>
<p>A resposta é que nunca nenhum pesquisador OVNI realizou este teste com Betty Hill, que já faleceu. Qualquer um pode apreciar intuitivamente que seria difícil a qualquer pessoa, sob hipnose ou não, reproduzir com exatidão um padrão com mais de uma dezena de pontos e linhas de variados tamanhos.</p>
<p>Mas ainda que suponhamos que Betty Hill realmente foi sequestrada por alienígenas, realmente viu um mapa estelar tridimensional e realmente conseguiu reproduzi-lo com precisão em seu esboço, podemos confiar que o trabalho de Marjorie Fish identifica sem ambiguidade o sistema de Zeta Reticuli como o único sistema estelar que se ajusta ao mapa?</p>
<p>A resposta é negativa. Já à época em que foi divulgado, <strong>Carl Sagan</strong> e <strong>Steven Soter</strong> – que colaborariam mais tarde na série Cosmos, onde também comentaram o caso – mostraram que o padrão de pontos no mapa de Hill, com a margem de erro que Fish se permitiu, poderia se ajustar a outros sistemas estelares e que a semelhança visual se devia primariamente às linhas desenhadas ente as estrelas. E as linhas eram em grande parte arbitrárias, como a anamorfose das constelações demonstra.</p>
<p>Desde então, falhas ainda mais fundamentais foram encontradas com a ideia de Zeta Reticuli: o próprio catálogo de Gliese de estrelas próximas utilizado como base por Fish tornou-se ultrapassado. Utilizando simplesmente os dados muito mais precisos e completos gerados pelo satélite <em>Hipparcos</em> no início da década de 1990, o astrônomo <a href="http://airminded.org/2008/11/05/goodbye-zeta-reticuli/" target="_blank"><strong>Brett Holman</strong></a> demonstrou que, aplicando os critérios de Fish, excluindo sistemas estelares incapazes de suportar vida, seis das quinze estrelas que ela escolheu devem ser removidas, destruindo a “combinação exata” encontrada. Mais de um terço dos pontos não encontra combinação, e a crítica original de Sagan e Soter sobre a arbitrariedade de traçar linhas entre pontos aleatórios contra um vasto catálogo estelar se torna ainda mais forte. O artigo de Holman tem o título de “<em>Adeus, Zeta Reticuli</em>”.</p>
<p>Como comenta <a href="http://badufos.blogspot.com/2011/08/skeptic-does-mufon-symposium-part-5-of.html" target="_blank"><strong>Robert Schaeffer</strong></a>, ufólogos como Friedman pouco se abalam com essas informações. Apesar de conceder que o catálogo estelar <em>Hipparcos</em> é com certeza mais acurado que o utilizado por Fish, Friedman não aceita a conclusão inevitável que deriva daí que a identificação de Fish deve estar incorreta. Para Friedman, Zeta Reticuli permanece sendo a “base” ainda que essa base só tenha sido apontada através de dados que ele reconhece não serem corretos.</p>
<p>Talvez o casal Hill tenha sido sequestrado por alienígenas, embora haja uma série de evidências de que seu relato – que é tudo que existe para apoiar essa alegação – <a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2016/os-olhos-que-falavam" target="_blank">contêm elementos de fantasia</a>. Talvez sejamos visitados por alienígenas. Mas é muito pouco provável que, como dizia Mulder, <a href="http://x-files.wikia.com/wiki/Reticulum" target="_blank">eles sejam de Zeta Reticuli e apreciem comer nossos fígados com cebolas</a>.</p>
<p>Incontáveis abduzidos, canalizadores e ufólogos com supostas fontes secretas ou extraterrestrenas passaram a mencionar <em>Zeta Reticuli</em> após o trabalho de Marjorie Fish, sem saber que ao fazê-lo apenas demonstravam como suas fontes são em verdade os erros e enganos muito terrestres e humanos.</p>
<p>[Confira também: <a href="http://blogs.elcorreo.com/magonia/2008/11/11/el-mapa-estelar-marjorie-fish/" target="_blank">El mapa estelar de Marjorie Fish</a>]</p>
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		<item>
		<title>Resultados do concurso &#8220;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&#8221;</title>
		<link>http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/7680/resultados-do-concurso-por-que-as-pessoas-acreditam-em-coisas-estranhas</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 03:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ceticismoaberto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Agradecemos a todos os participantes do concurso, recebemos dezenas de mensagens e foi uma tarefa difícil selecionar cinco ganhadores! Buscamos escolher tanto as respostas mais concisas, quanto as mais representativas de todas as enviadas. As mensagens premiadas com exemplares ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;<img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="concursoshermer   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="concursoshermer destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/concursoshermer.jpg" width="600" height="404" /></p>
<p>Agradecemos a todos os participantes do concurso, recebemos dezenas de mensagens e foi uma tarefa difícil selecionar cinco ganhadores! Buscamos escolher tanto as respostas mais concisas, quanto as mais representativas de todas as enviadas.</p>
<p>As mensagens premiadas com exemplares do livro “<a href="http://jsneditora.com/JSN_Editora/Por_que_as_pessoas_acreditam_em_coisas_estranhas.html" target="_blank"><strong>Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas</strong></a>”, do fundador da <em>Skeptics Society</em> <strong>Michael Shermer</strong>, um lançamento e cortesia da <a href="http://jsneditora.com/" target="_blank">editora JSN</a> são:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="5" width="601">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Por que se acredita em algo estranho? Creio que a necessidade de crer em algo &#8211; que a princípio seja inexplicável &#8211; reconforta-nos à medida que nos distancia do mistério. O desconhecido nos deixa sem chão, inseguros. E por mais que algo nos apresente uma explicação pouco racional, ainda assim é algo a que se apegar. </p>
<p>Até os meus oito anos de idade eu acreditava que luzes estranhas que havia visto no céu, sobre minha casa, eram discos voadores. Estranhamente, a ideia de seres alienígenas rondando meu quintal era mais reconfortante que não saber nada. Essa curiosidade e fascínio pelos alienígenas me levou a ler e procurar saber mais sobre eles. A partir daí um leque de informações sobre espaço, tecnologia e teorias da conspiração se abriu para mim. Virei um &quot;rato de biblioteca&quot;, a começar pela existente em minha casa. Esse alicerce de informações que acumulei &#8211; ainda que supostamente fantasiosas &#8211; me deram mais segurança para observar as mesmas luzes, anos depois. Ironicamente, depois de dominar o assunto sobre as &quot;luzes alienígenas&quot;, as mesmas desapareceram. Mas a lição ficou: para entender algo se deve investigá-lo, usar a curiosidade para acumular experiências. </p>
<p>As luzes no meu quintal me trouxeram uma outra luz: a do conhecimento.”              <br />- <strong>Ricardo Ferro, Bahia</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="ricardoferro   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="ricardoferro destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/ricardoferro.jpg" width="150" height="174" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Hoje tenho 24 anos e acreditei em espíritos e em mediunidade até o final da minha adolescência. </p>
<p>Com 14 anos, tempo de grandes turbulências, me fora dito que eu teria uma &quot;missão&quot; muito importante nesta vida: ser médium. Desta forma, eu deveria obrigatoriamente exercitar minha mediunidade a fim de me livrar dos transtornos mentais que me afligiam naquela época. A partir daí, iniciei um curso de disciplina mediúnica até ser capaz de incorporar entidades “do além“. </p>
<p>Por conta dos trabalhos mediúnicos na casa espírita, eu acreditava que poderia ajudar os espíritos sofredores a encontrarem o caminho da luz no plano espiritual. Acreditei em tudo isso devido ao que aprendi sobre Espiritismo Kardecista, religião predominante na minha família desde a época dos meus bisavós.</p>
<p>A crença de estar em contato com espíritos e poder ajudá-los trazia conforto e me distanciava da realidade, fazendo sentir-me útil, especial e diferente. Quaisquer problemas, como uma doença ou uma sensação ruim, eram considerados de origem espiritual, não sendo necessário lidar com eles diretamente, já que “doutrinar” o espírito que incomodava era o suficiente.</p>
<p>Eu não tinha identidade própria, nem tive uma adolescência normal. Eu vivia em delírio, e não sabia.”              <br />- <strong>Patrícia Bueno, São Paulo</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="patricia 010   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="patricia 010 destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/patricia-010.jpg" width="150" height="196" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Um dia, antes dos meus dez anos de idade, eu estava brincando sob o sol no quintal com alguns objetos, dentre eles uma bacia, uma mangueira jorrando água e um pequeno espelho (o que uma criança estava fazendo com isso? Não lembro).              </p>
<p>Por acaso, descobri que ao mergulhar o espelho dentro da bacia com água o reflexo da luz do sol criado por esse conjunto não era um reflexo ao qual eu estava habituado a ver. Apontei o reflexo para dentro de casa, através da janela, deixei a bacia posicionada no chão e corri para dentro ver o que estava se formando. Fiquei admirado com o que vi: um pedaço de arco-íris na parede da sala, tremulando ao ritmo das ondas provocadas pelo vento na água da bacia lá fora. Chamei minha mãe para ver.               </p>
<p>Ela veio, olhou espantada e ordenou que eu retirasse aquilo, pois trazia “mau agouro” para dentro de casa. Desmanchei o aparato sem questionar.               </p>
<p>Muito tempo depois resolvi perguntar à minha mãe o porquê daquilo trazer o tal “mau agouro”. Ela respondeu que não sabia, e que por achar estranha aquela imagem dentro de casa, concluiu que não era algo bom. Passei anos até repetir aquela experiência simplesmente porque imaginava que aquilo trazia má sorte, e a única razão para pensar assim foi porque alguém havia dito isso.”               <br />- <strong>Renato Uchôa Brandão, Tocantins</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="renatouchoa   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="renatouchoa destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/renatouchoa.jpg" width="150" height="118" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Quando eu era pequena, acreditava que a palavra ‘laranja’ era palavrão. Isso mesmo! Palavrão!              <br />Por quê? Sempre me perguntei isso, mas me lembro que tinha medo de falar a palavra, por achar que era palavrão de fato.</p>
<p>Às vezes acreditamos em algo estranho por não compreender do que se trata, por simplesmente se tratar do desconhecido.&#160; O simples fato da coisa não ter explicação já tem aquele ar mágico, inexplicável.</p>
<p>Há também a questão do livre arbítrio&#8230; As pessoas escolhem no que acreditar, por vários motivos. A escolha por acreditar em Papai Noel, Maomé ou no fim do mundo em 2012 nos faz, meros seres humanos, pessoas incríveis, justamente por ter o poder de escolha, motivado pela insegurança ou medo do desconhecido.”              <br />- <strong>Talita Nieps, São Paulo</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="talitanieps   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="talitanieps destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/talitanieps.jpg" width="150" height="137" /></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="449">
<blockquote>
<p>“Eu confesso: eu acreditava em Chico Xavier.              </p>
<p>Acreditava porque minha mãe sempre falou dele como uma pessoa de bem. Acreditava porque milhares de familiares se diziam consolados por suas cartas. Acreditava porque, tendo eu nascido em 1980, a força de seu mito no Brasil já estava mais do que consolidada, tendo ele sido eleito “o mineiro do século”, superando nomes como o de Alberto Santos Dumont.               </p>
<p>Mas mudei. Essa mudança foi gradativa. Primeiro vieram as fotos de materializações com a médium Otilia Diogo, uma fraude em que Chico estava envolvido. Porém, como ele não era o médium principal do caso, ainda se podia alegar que o maior médium do país havia sido ingênuo. Mas pouco depois descobri que seu guia espiritual, Emmanuel, que se dizia um senador romano dos tempos de Cristo chamado Públio Lentulus, jamais havia existido na vida real.&#160; O próprio nome da entidade era incoerente,misturando português (Públio) com latim (Lentulus). E soube ainda que tal entidade havia se materializado pelo próprio Chico! Já não era mais possível arranjar desculpas para sustentar minha crença em Chico como médium legítimo. Resolvi ir a fundo nos seus escritos, realizando pesquisa própria, e descobri que suas psicografias não passavam de plágios! Plágios e mais plágios de dezenas de livros. Nem o mito de que ele era semi-analfabeto se sustentava. Seus próprios amigos, como Waldo Vieira, acusaram-no de fraude anos depois de sua morte.</p>
<p>Hoje só sinto vergonha. Vergonha de um dia ter acreditado nele.”              <br />- <strong>Vitor Moura, Rio de Janeiro</strong></p>
</blockquote>
</td>
<td valign="top" width="150"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="vitormoura   Resultados do concurso &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo;" border="0" alt="vitormoura destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/vitormoura.jpg" width="150" height="99" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Muitos dos participantes também autorizaram gentilmente a reprodução de suas mensagens. Por que você acreditava em uma coisa estranha?</p>
<p>“Após recomeçar este parágrafo umas 15 vezes percebi que não poderia responder à pergunta acima, pois mesmo depois de rejeitar Deus, OVNIs, etc, eu ainda acredito em coisas estranhas. Acredito, por exemplo, que vivo em um universo de 13 bilhões de anos com mais de 100 bilhões de estrelas. Acredito que este mesmo universo foi formado a partir de uma flutuação quântica no nada, no princípio da incerteza e na não localidade. Acredito ainda que sou feito basicamente de espaço vazio e que chimpanzés são meus parentes mais próximos. Assim, se não pela estranheza, por que não levo mais aquelas hipóteses a sério? Bom, não as rejeitei por serem estranhas, mas sim por que não encontrei nenhuma evidência que as corroborassem. Uma vez que decidi que o conforto que uma idéia traz não nos diz nada sobre seu valor de verdade, não tinha nenhum motivo para continuar acreditando. Mas por que acreditei algum dia? Talvez o principal motivo seja que o universo não é de forma alguma um lugar normal, e nossa curiosidade nos impele a tentar entendê-lo. E todas estas crenças estranhas como Deus e espíritos ainda podem nos parecer mais plausíveis que as alternativas científicas, principalmente quando buscamos sentido e auto-importância. Em um primeiro momento a realidade parece estranha demais para ser verdade e sem um pensamento cético, que custei a desenvolver, somos tentados, parafraseando Sagan, às respostas fáceis e não às perguntas difíceis.”   <br />- <strong>Gabriel Félix</strong>, Membro do Grupo <a href="http://www.evolucaoemfoco.com.br/" target="_blank">Evolução em Foco</a></p>
<p>“Eu acreditava em muitas coisas estranhas, tais como o sobrenatural, discos voadores, homeopatia, teorias da conspiração e astrologia. quando não temos conhecimento, elas nos explicam muito sem que tenhamos que pensar, explico melhor: quando vemos uma luz estranha no céu, é muito mais fácil pensar que é um disco voador do que pensar que aquilo que vimos é um efeito natural incomum, pois precisaríamos pesquisar e ler para entendê-lo melhor. É muito mais fácil aceitar a homeopatia como verdade do que pesquisar sua origem e seus verdadeiros efeitos (ou falta deles). Acreditei em astrologia por um bom tempo, fazia parte do meio em que eu vivia, quase todas as pessoas que eu conhecia eram ligadas a astrologia.Antes de descobrir que ela é uma pseudo-ciência, eu lia horóscopo diariamente, era uma necessidade e um alívio, a visão de que tudo acontece por um motivo é animadora. Sintetizando os meus porquês de ter acreditado em uma coisa estranha: a influência de quem é próximo a mim; a falta de questionamento que nos é as vezes imposto por pais, professores e religião; a acomodação intelectual e principalmente, a falta de informação. Me tornei cético depois que comecei a ler, estudar e pesquisar mais, me tornei curioso e aprendi que devo questionar o máximo possível antes de acreditar em algo, principalmente que não pareça lógico. Outra versão para eu ter me tornado cético é: eu conheci o site ceticismo aberto&#8230;”   <br />- <strong>V.S.</strong></p>
<p>“Na verdade eu ainda acredito em uma coisa estranha: que eu não acredito em nenhuma coisa estranha. Isso por causa de diversos processos mentais que intereferem na cognição como seleção de indícios, preconcepções, instintos, emoções&#8230; Assim, tudo em que eu acredito me parece absolutamente natural e normal &#8211; mesmo quando indícios sólidos contrariam fortemente.”   <br />- <strong>Roberto Takata</strong></p>
<p>“Creio que todos nós acreditamos no que nos ensinam quando crianças. Assim, em nós, os conceitos são formados de acordo com as informações que nos são transmitidas pelo meio em que vivemos. Na medida em que o tempo passa, com a maturidade, surgem os questionamentos a respeito de tudo o que aprendemos e com eles a aceitação definitiva ou a rejeição do que até então para nós era considerado uma verdade. Foi isto o que aconteceu comigo, na atualidade me considero cético em relação a quase tudo o que me cerca ou em relação às informações recebidas no passado. Isto me preocupa um pouco porque ainda não assumi definitivamente, o meu ceticismo, que,no entanto, acho lógico e racional.”   <br />- <strong>José Luiz Britto Bastos</strong></p>
<p>“Lá pelo final da década de80, quando eu ainda era um fedelho, uma tia minha, entusiasta da ficção científica, tentou me explicar sua interpretação do filme 2001: uma odisséia no espaço. Ela contou sobre os antigos hominídeos, que após encontrarem um “pedaço de vida” iniciaram sua jornada evolutiva rumo à racionalidade. Mas eu escutei mal, e ainda me lembro de ter entendido “pedaço de vidro”, e sendo o filme baseado em fatos científicos, por muito tempo, imaginei a grande importância desse material, que além de nos ser útil na fabricação de copos e janelas, também proporcionou aos nossos ancestrais um considerável aumento de inteligência. Pensava que talvez o simples fato de tocar em objetos de vidro poderia me ajudar a “evoluir”, aguçando minha inteligência, permitindo que eu vencesse facilmente os grandes desafios da vida! Não me lembro muito bem quando descobri minha falha de compreensão, talvez um dia, já mais maduro, percebi que não podia ser isso. De qualquer maneira, achei perfeitamente compreensível ter sustentado esta “crença estranha”, uma vez que a realidade, de um modo geral, é estranha, ainda mais numa fase da vida em que estamos descobrindo o mundo. A própria teoria evolutiva, a mecânica quântica e a moderna cosmologia são exemplos de “coisas estranhas”, sob certo ponto de vista. Logo, não devemos nos repreender por acreditarmos em coisas estranhas, mas sim buscarmos separar as que são corroboradas pelas evidências daquelas que não são.”   <br />- <strong>Aldo R. Fernandes Nt</strong></p>
<p>“Sempre olhei para o céu com uma sensação de medo e reverência. O brilho de estrelas, planetas, satélites e todos os orbes possíveis e imagináveis, ao mesmo tempo que me tirava o sono, em profunda reflexão, me fazia sentir feliz por, de alguma forma, saber que, com toda aquela vastidão, não poderíamos estar sozinhos. O interesse por astronomia, a científica, a acadêmica, surgiu antes da ufologia em si. Eu lia Arhtur C.Clarke, Isaac Asimov, e, embora todas aquelas maravilhas pudessem ser possíveis, não cria em fenômenos como o dos UFOs nos visitando. Porém, a adolescência veio e com ela a dúvida que, uma vez iniciada em todos os seres humanos, dificilmente é respondida. Os UFOs tinham de existir. Os homenzinhos verdes estavam entre nós.Havia uma conspiração governamental mundial para encobrir tudo. O assunto parecia mais interessante que as nebulosas, galáxias, quarks, nêutrons, etc. Durante muito tempo, acreditei nessas visitas. Embora sempre fosse leitora de divulgação científica, o método científico em si nunca me havia sido apresentado. Falha na educação desse país – sempre estudei em escolas públicas – ou falha minha. O caso é que, quando conheci um dos maiores manuais de pensamento científico, O Mundo Assombrado pelos Demônios, de Carl Sagan, percebi o quanto as pessoas acreditam apenas no que querem acreditar. Essa a importância do pensamento científico: a possibilidade de não transformar nossos conhecimento sem dogmas.”   <br />- <strong>Valdirene Kerschner</strong></p>
<p>“Eu provavelmente já acreditei em várias coisas estranhas por diferentes motivos. Algumas crenças têm relação com as crenças valorizadas pelos meus familiares e conhecidos que acabaram me influenciando (religião, superstições). Outras me fisgaram por oferecerem uma realidade improvável, mas inspiradora, inebriante e excitante (o segredo, teorias conspiratórias, pseudociências). Por algum tempo também me faltou incentivo e até mesmo instrução para ter um pensamento cético e questionador de ideias. Especialmente no Brasil, às vezes somos implicitamente levados a pensar que pode ser inconveniente criticar as ideias de outras pessoas e aprendemos a olhar com maus olhos aqueles que questionam – uma política da boa vizinhança para lidar com a sensibilidade a críticas que se enraizou por aqui. Isso pode ser muito ruim, pois não podemos empreender avanços no conhecimento humano sem o confronto honesto e embasado de ideias e sem a contínua renovação de ideias. Acontece que é confortador e conveniente para muitas pessoas permanecerem estagnados aonde suas ideias se encontram, pois seus interesses e necessidades já são atendidos. O grande problema da política da boa vizinhança radical é que corremos o risco de cair em um círculo vicioso onde ninguém critica as ideias de ninguém, não averiguamos se nossas crenças são estranhas e não saímos do lugar.”   <br />- <a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/" target="_blank"><strong>André Rabelo</strong></a></p>
<p>“É até meio simples dizer por que eu acreditava em uma coisa estranha. Acreditava simplesmente porque fui condicionado a isso através do medo. Minha avó e minha mãe me contavam (quando eu tinha uns 5, 6 anos, por aí&#8230;) sobre histórias que elas “presenciaram” &#8211; tudo balela delas para nos assustar. Como de um garoto que comeu uma fruta amaldiçoada e seu estômago explodiu, e uma senhora que assumiu ter feito uma “macumba” para ele no enterro do menino. Não é de se estranhar que eu não só acreditava, como também temia macumba, não? Outro exemplo foi um “peixe preparado” que meu bisavô comeu, enlouqueceu e morreu. Bom, o fato de o peixe ter sido guardado por dias em uma gaveta certamente não tem nada a ver com isso, claro. Mas com certeza o melhor foi quando eu era obrigado a freqüentar uma determinada igreja que me assustava para caramba! Sim, me assustava porque todos lá fingiam que recebiam o Espírito Santo, ficavam rodando e pulando. Eu sempre os considerei loucos, e pessoas loucas me assustam. Enfim, eles eram muito fortemente contra a macumba e viviam contando “causos” sobre macumbeiros que largaram tal prática após verem satã, e coisas assim. Engraçado é como eles se portavam de maneira exatamente igual à dos “macumbeiros”, com giros, falas estranhas e gritos&#8230;”   <br />- <strong>Danilo Silva</strong></p>
<p>“Eu acreditava por que era mais simples simplesmente acreditar. Perguntar, pesquisar, contestar, duvidar, poderiam me levar a um mundo desconhecido que eu considerava ameaçador. O mundo da fantasia era mais simples e belo. Ao decidir tomar a pílula vermelha, a realidade que surgiu à minha frente fez-me sentir derrotado, vazio e com a sensação de que parte importante de mim sempre fora uma ilusão. Mas estranhamente senti-me muito mais leve sem as correntes da ignorância. A sensação de que não seria mais manipulado, de que não sabia tudo, é verdade, mas de que poderia procurar as respostas sem medo de decepcionar-se, isso me confortava. Com o tempo aqueles absurdos foram ficando em minha lembrança como parte de meu passado, e que agora teria uma missão, oferecer também a pílula vermelha do conhecimento aos que tivessem a coragem de tomá-la.”   <br />- <strong>Julio Moura</strong></p>
<p>“Por medo de contrariar a sociedade.   <br />Por medo de ter que aceitar que, pessoas que você ama, possam estar erradas    <br />Por medo de aceitar que nem tudo lhe é conveniente    <br />Por medo de estar certo e se deparar com uma realidade não tão agradável.    <br />Por medo de estar errado e sofrer retaliações de pessoas mesquinhas.    <br />Por medo de expandir sua mente a um tamanho irreversível.    <br />Por medo de abrir mão do conforto da fantasia.    <br />Por medo de sofrer preconceito.    <br />Por medo de ter que ser coerente e maduro.    <br />Por medo de ter que enfrentar qualquer pessoa sozinho para defender seu ponto de vista.    <br />Pelo simples medo de ter medo.”    <br />- <strong>Lucas K-prA</strong> </p>
<p>“Quando nos aproximávamos do ano 2000, no alto de meus 12 anos eu acreditava ingenuamente na boataria de que o mundo dava seus últimos suspiros. O ano novo chegou e não só o mundo não acabou como continuou exatamente como sempre foi: as pessoas seguiam suas vidas normalmente e a natureza não tinha entrado em colapso. Por que acreditei em algo tão estranho? Simplesmente porque era mais fácil seguir o desespero coletivo, entrar na inércia da crença pela crença, da vontade de fazer parte daquele momento de mistério e dúvida. Eu era uma criança, sim, mas aprendi muitas coisas com o episódio. Se o pensamento raso fazia pessoas acreditarem em mundos que terminam sem motivo era também essa a razão pela qual acreditavam em fantasmas, demônios, fadas, contatos com alienígenas, chupacabras e coisas que o valham. Comecei a duvidar. E duvidar foi essencial para me fazer enxergar o mundo como realmente é, sem mistérios nebulosos e eventos duvidosos.”   <br />- <strong>Di Spagnuelo</strong></p>
<p>“Até agora não sei como pude ser tão ingênuo por cerca de 23 anos. Fui criado desde meu nascimento em uma família espírita muito praticante, e participei ativamente do chamado &quot;movimento espírita&quot; pela minha adolescência e juventude. Acreditava em muitas coisas estranhas como espíritos, reencarnação, mediunidade e aquelas baboseiras de &quot;energia&quot; como telepatia ou sintonia espiritual. Acreditei também em homeopatia, que é uma coisa muito, mas muito sem nexo mesmo. Acho que a coisa mais absurda que já cheguei a acreditar um dia foi a existência de deus, &quot;algo tão complexo que não temos entendimento suficiente para compreender&quot;. Mas respondendo à pergunta, me parece que o porquê de tudo isso foi realmente um grande ingenuidade. Para a maioria das pessoas, imagino que a fraqueza emocional é que seja a culpada, mas eu não fui buscar a religião, ela já estava na minha família. Mas fui muito ingênuo ao confundir a pseudociência (o espiritismo prega ser ciência, filosofia e religião ao mesmo tempo) com ciência. Infelizmente acho que essa linha pseudocientífica das religiões é o &quot;falso profeta&quot; dito tanto nas bíblias. Ela induz verdade onde não há. Hoje em dia tenho mais repúdio a esta linha que à fé fanática e cega.”   <br />- <strong>J.H.S.R.</strong></p>
<p>“Durante vários meses quando estava na quarta série, minha professora (que deveria ser muito supersticiosa) contou sobre casos de alienígenas que levavam as pessoas. Realmente não sei o que ela tinha na cabeça quando nos contou isso (visto que éramos crianças) mas me lembro perfeitamente que ficava com muito medo (principalmente à noite) já que ela nos informou que eles (os ETs) preferem pessoas do interior (por serem mais limpas dos poluentes). Acontece que eu era do interior. Com o passar dos anos e lendo bons livros e blogs, vi que nada disso era real. Melhor pra mim&#8230;”   <br />- <strong>Wesley Santos</strong></p>
<p>“Porque torna mais fácil a vida&#8230; Nem sempre temos resposta pra todas as coisas&#8230; e a ilusão se torna um caminho menos doloroso.”   <br />- <strong>Fernando Sylva</strong></p>
<p>“Porque eu tinha medo ou preguiça do desconhecido&#160; e uma explicação&#160; sobrenatural que desafia a lógica do mundo em que vivemos é sempre mais interessante do que escutar um cientista &quot;chato&quot; com sua explicação &quot;chata&quot;.”   <br />- <strong>Rodrigo Ramalho</strong></p>
<p>“Dizer que eu acreditava em uma coisa estranha porque minha espécie evoluiu com a curiosidade atenuada é uma resposta generalizada e óbvia, hoje confesso que acreditava porque eu queria acreditar e aprendi que buscar a verdade, independente de minhas expectativas, é o que me torna, de fato, mais humano.”   <br />- <strong>Fabrício Bass</strong></p>
<p>“Eu acreditava em homeopatia. Acreditava porque desde pequenininha um monte de gente na minha família tomava as bolinhas, e elas eram tão docinhas&#8230; Conforme fui ficando mais velha, percebi que essa é uma lenda que ainda se perpetua por muitos lugares e entre pessoas por ai. E tem muita gente muito mais inteligente que eu que ainda acredita. E na verdade, esse mito comprovadamente falso é tão grande, que mesmo hoje eu me peguei comprando um daqueles frasquinhos que já vêm prontos na farmácia; o efeito prometido é acabar com a ansiedade. Mesmo sabendo que é um grande placebo alcoólico, tomo as gotinhas na hora de estresse, mais para ter um tempo para respirar do que qualquer outra coisa. Tem coisas que mesmo quando a gente sabe que é mentira, continua carregando pela vida&#8230;”   <br />- <strong>Gabriela Hesz</strong></p>
<p>“Estranho era Papai Noel, dava presentes sem nada em troca, exigia que eu me comportasse ao longo do ano, nem sempre isso ocorria, e mesmo assim eu era presenteado. Enfim, eu acreditava, pois eram evidentes os fatos, eu ganhava presentes, logo ele existia! Assim também foi com o Coelho da Páscoa. Mas um dia flagrei meus pais depositando os presentes sob a árvore de Natal, então começaram as minhas inquietações. Será que o coelho da Páscoa também não existe? Faz sentido, ovo de chocolate é muito estranho, que animal produz ovos de chocolate?! Pois bem, comecei a desconfiar de tudo e de todos. No colégio de freiras me diziam para ir à igreja para pedir coisas para o Papai do céu &#8211; isso sim é muito estranho, é mais estranho que Papai Noel – que nunca me deu nada, então passei a não acreditar nesta coisa estranha! Acreditar em coisas estranhas é uma mescla de imaginação com poder de ignorância! Temos que criar correlações estapafúrdias e fechar os olhos para os fatos que provam o contrário. Quando eu estava na fase de troca de dentes existia &#8211; eu juro! &#8211; a fada do dente! Eu colocava meu dente debaixo de uma pedra e em poucos minutos surgiam alguns trocados. Era fantástico! Só fiquei frustrado ao perceber que o número de dentes em minha boca era finito. Simplesmente eu acreditava em coisas estranhas, pois não tinha capacidade para propor uma hipótese alternativa e nem queria, pois me eram bastante oportunas. A lástima hoje é que nada adianta eu acreditar em coisas estranhas!”   <br />- <strong>Fernando Dornelles</strong></p>
<p>“Até alguns anos atrás, acreditava piamente em um Deus pessoal, monitorando cada vida no universo, realizando milagres, e punindo infiéis. Logo cedo, a religião foi moldando minha personalidade (deixando resquícios duradouros).Cheguei a primeira comunhão aos dez anos. Aos poucos fui me afastando da igreja, até deixar de ir, definitivamente. Acho que, no fundo, só queria saber o gosto da hóstia. Sonho antigo. Uma vez alcançado, a igreja tornou-se desinteressante. Fato é que, mesmo após o afastamento, algumas ideias cristãs permearam minha mente por mais algum tempo. Eu não lutava contra esse sentimento. Aquilo,de alguma forma me confortava. A existência de um Deus, só me traria vantagens, como por exemplo, por exemplo&#8230; Bem, a partir daí os questionamentos começaram. Vida eterna! Ah… Uma ideia interessante, não? Basta seguir os ensinamentos bíblicos, e adorarmos, adorarmos e adorarmos ao Senhor até a exaustão. É um investimento arriscado. Dedicar uma vida inteira por nada? Aliás,adorar ao Senhor deve tornar-se um hábito, pois estamos destinados a realizar essa tarefa durante Toda a Eternidade. Conforme as dúvidas apareciam, minha crença ia se dissipando, até não sobrar mais nada. Por um momento da minha vida, senti raiva de Deus, por seu sarcasmo, egoísmo e sua necessidade de auto-promoção, tudo relatado na bíblia sagrada. Ainda bem, e para o nosso bem, que provavelmente não existe um Deus pessoal, monitorando cada vida no universo, realizando milagres, e punindo infiéis.”   <br />- <strong>Felipe Pantoja</strong></p>
<p>“Meu nome é Leonardo e sim, eu acreditava em coisas realmente estranhas. Estranhas e excêntricas como o Coelhinho da Páscoa, Jesus Cristo e Papai Noel. Atualmente eu acredito que todas as personas anteriores não passem de invenções saídas de mentes muito criativas, apesar de eu não possuir meios para provar que o Coelhinho da Páscoa realmente não exista, porquanto também não existem provas históricas confiáveis que sustentem o contrário. Em meio a esse ceticismo todo, eu insisto em acreditar em algumas coisas muito estranhas, como a física quântica e abiogênese, por exemplo. Explico &#8211; eu não posso dizer que entendo a física quântica, mas eu ainda assim acredito em sua existência. Eu sei que não existe uma prova concreta sobre a origem da vida a partir de elementos não biológicos, mas eu ainda assim acredito que ela tenha ocorrido ao menos uma vez em uma época remota. Com o passar do tempo, questionei o motivo da minha crença inicial em coisas estranhas. Existe o fator da verdade anciã, que na infância é muito forte. Também existe o simples fato das festividades envolvidas oferecerem uma oportunidade de reunião familiar tão apreciada e ultimamente rara. Mas podemos também simplificar e generalizar a equação: Acredito simplesmente porque me é conveniente. No final, a derradeira conclusão é que não há uma única variável responsável pela crença das pessoas em coisas tão excêntricas como as encontradas neste portal.”   <br />- <strong>Leonardo Vegini</strong></p>
<p>“Eu acreditava que os animais falassem, mas como nos filmes e gibis, preferissem esconder isso dos humanos pela própria segurança. Eu acreditava que fantasmas existiam em casa, pois diversas vezes ouvi sons de passos, talheres mexendo, móveis saindo do lugar, e mesmo dos sons de Super Mario pouco antes de virarmos a chave e entrar em casa. Eu acreditava que certa vez eu e minha irmã flutuamos ligeiramente acima do chão sobre a sala para chegar à cozinha, para não pisar no piso que a empregada tinha acabado de passar pano. Eu acreditava em espíritos malévolos que conversavam conosco e provocavam acidentes inexplicáveis quando brincávamos de jogo do copo, compasso ou outros derivados de ouija. E eu acreditava nisso porque experimentei: eu vi, ouvi, senti e lembro disso tudo acontecendo. Nenhuma outra memória ou explicação sobrepôs esses fatos, a maioria corroborados pela minha irmã, que sempre esteve junto. Contudo, eu aprendi o quanto a memória é falha, como nossos sentidos nos enganam, como coincidências acontecem todo o tempo e somos levados a crer que são especiais. Eu aprendi a aceitar que por ser humano, coisas estranhas aconteceram e vão continuar a acontecer ao meu redor. Acreditava em coisas estranhas pela experiência, mas aprendi que com razão e pensamento crítico, eu posso desacreditá-las.”   <br />- <strong>Bruno Kim Medeiros Cesar</strong></p>
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		<title>Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&#225;?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos de Fantasmas]]></category>
		<category><![CDATA[anjo]]></category>
		<category><![CDATA[extraterrestres]]></category>
		<category><![CDATA[fotografias]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[“O fenômeno ocorreu no dia 7 de novembro de 2011. A foto foi tirada por um celular de uma das fieis da igreja Batista Renovada &#8211; Missão da Fé &#8211; na avenida Mauá, em Maringá, Paraná. A entrevista foi concedida ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/2nrODP4FHZM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p>“O fenômeno ocorreu no dia 7 de novembro de 2011. A foto foi tirada por um celular de uma das fieis da igreja Batista Renovada &#8211; Missão da Fé &#8211; na avenida Mauá, em Maringá, Paraná. A entrevista foi concedida ao programa de Oséias Miranda da TV Maringá, Rede Bandeirantes”.</p>
</blockquote>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="anjofotomaringa   Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&aacute;?" border="0" alt="anjofotomaringa fotos de fantasmas destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/anjofotomaringa.jpg" width="500" height="368" /></p>
<p>Capturada dentro de uma igreja por uma fiel, não é surpresa que a figura luminosa tenha sido interpretada como uma “criatura celestial”. Há no entanto uma explicação muito simples à imagem: a “criatura celestial” é apenas uma pessoa iluminada por uma fonte de luz próxima do teto, saturando o sensor da câmera de baixa qualidade do celular.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="anjoluz321   Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&aacute;?" border="0" alt="anjoluz321 fotos de fantasmas destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/anjoluz321.jpg" width="500" height="366" /></p>
<p>Na imagem filtrada acima, vemos como a luz de maior intensidade que banha a pessoa se estende até o fundo, vindo da direção superior esquerda até a inferior direita. Provavelmente seria a luz de uma janela ou clarabóia próxima do teto.</p>
<p>Temos <a href="http://www.ceticismoaberto.com/galeria/fotos-de-fantasmas/5480/fotografia-transcendental" target="_blank">aqui em CeticismoAberto</a> um outro exemplo do efeito, capturado mesmo por uma câmera convencional na cidade de Socorro, em um almoço com professores.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Fotografia Transcendental    Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&aacute;?" border="0" alt="Fotografia Transcendental  fotos de fantasmas destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/Fotografia-Transcendental-.jpg" width="600" height="405" /></p>
<p>Seria um outro anjo? Em uma reunião de professores? Dado o contexto, o efeito não foi confundido com um anjo, mas com uma aparição ou fantasma. Mas era apenas outro objeto, outra pessoa, iluminada intensamente e saturando a câmera. O mesmo ocorre, de forma ainda mais clara, no “<a href="http://tachiportal.wordpress.com/2009/08/11/resolvamos-un-misterio/" target="_blank">Mistério dos seres de luz em Ongamira</a>”, uma fotografia capturada por <strong>Mônica Coll</strong> na Argentina em 2007:</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="seresdeluzzv71 thumb   Anjo surge em Fotografia em uma Igreja de Maring&aacute;?" border="0" alt="seresdeluzzv71 thumb fotos de fantasmas destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2012/01/seresdeluzzv71_thumb.jpg" width="500" height="755" /></p>
<p>Apesar de ter sido promovida por ufólogos e afins, e desta forma interpretada como “seres dimensionais”, a imagem deixa muito mais claro o facho de luz que banha as duas pessoas. Não há mistério, apenas uma câmera ajustada para pouca luminosidade sendo saturada pelo brilho intenso de uma parte da cena.</p>
<p>Em nenhum dos três casos abordados aqui, onde os “seres luminosos” foram interpretados como anjos, fantasmas ou criaturas dimensionais, o flash foi disparado. Em todos a cena possui baixa luminosidade, com exceção de uma pequena área banhada por luz mais intensa, geralmente do Sol. Com o uso do flash da câmera, <a href="http://www.ceticismoaberto.com/galeria/fotos-de-fantasmas/5502/seria-um-anjo" target="_blank">efeitos mais curiosos podem ser obtidos</a>.</p>
<p>Com a luz certa, qualquer um pode ser um anjo – ou um fantasma, ou uma criatura dimensional. E se a suposta “<em>criatura celestial</em>” promovida pelo pastor possui explicação prosaica tão elementar, podemos na mesma medida duvidar de suas extraordinárias alegações sobre milagres, como pessoas cancerosas que teriam sido curadas ao simplesmente pisar em sua igreja. Ele afirma que a fiel autora da fotografia não teria nenhum interesse em se promover, o que bem deve ser verdade dado que desconhecemos seu nome. Mas o nome do próprio pastor, bem como o da Igreja, são promovidos com bastante destaque. [Com agradecimentos a <strong>Daniel Sottomaior</strong> pela dica]</p>
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		<title>Areia Colorida Vibrante, Tigelas Budistas Cantantes e Megalitos em Levita&#231;&#227;o</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 01:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
		<category><![CDATA[Fortianismo]]></category>
		<category><![CDATA[lendas]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Abaixe o volume e aprecie o artista japonês Kenichi Kanazawa fazendo areia colorida danças em belos padrões geométricos. Mágica? Talvez, mas nada sobrenatural. Esta é uma versão do que é melhor conhecido como Disco de Chladni. O tampo da mesa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><iframe height="307" src="http://www.youtube.com/embed/Oz53w_k_j_A" frameborder="0" width="545" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Abaixe o volume e aprecie o artista japonês <strong>Kenichi Kanazawa</strong> fazendo areia colorida danças em belos padrões geométricos. Mágica? Talvez, mas nada sobrenatural.</p>
<p>Esta é uma versão do que é melhor conhecido como <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Chladni+plates" target="_blank">Disco de Chladni</a>. O tampo da mesa é feito de metal, que vibra em ressonância quando o artista esfrega uma bola de borracha em sua beirada, em um efeito similar a esfregar o dedo contra a borda molhada de um copo de cristal. A mesa vibrando faz a areia saltar e se acumular em padrões nodais, estudados pela <a href="http://www.cymatics.org/" target="_blank">cimática</a>.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="cimatica3   Areia Colorida Vibrante, Tigelas Budistas Cantantes e Megalitos em Levita&ccedil;&atilde;o" border="0" alt="cimatica3 destaques ciencia " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/12/cimatica3.jpg" width="600" height="416" /></p>
<h2>Tigelas Cantantes</h2>
<p>O que é a oportunidade perfeita para apresentar outro fenômeno não exatamente mágico, mas extremamente fascinante. São as tigelas tibetanas cantantes, datando de mais de quatro milênios, e que podem fazer a água ferver quase instantaneamente!</p>
<p align="center"><iframe height="307" src="http://www.youtube.com/embed/9DrXGLetZF8" frameborder="0" width="545" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Exceto que não fervem a água de verdade, não se pode preparar um macarrão instantâneo com essa tigela. De forma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7dK6ZYGP_Qw" target="_blank">similar a Discos Chladni</a>, e como o <a href="http://blogs.nature.com/news/2011/07/cool_videos_how_tibetan_singin.html" target="_blank"><em>Nature News Blog</em> explica</a> (em inglês), o que a tigela está fazendo é se comportar mais como um sino, vibrando em ressonância e assim agitando e criando ondas na água em seu interior. Em um frequência crítica as ondas formam pequenas gotas que se separam e chegam a pular sobre o resto da água, criando um efeito que faz <em>parecer</em> que a água está fervendo. Mas a sua temperatura continua a mesma.</p>
<p>Veja o vídeo em detalhe e câmera lenta abaixo, cortesia de <strong>Denis Terwagne</strong> e <strong>John Bush</strong>:</p>
<p align="center"><iframe height="399" src="http://www.youtube.com/embed/X94sEhSiTs4" frameborder="0" width="545" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O fenômeno é um tanto complexo, não-linear, e aos aficcionados da série de TV “Lost”, tem um nome que deve soar familiar. É a <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Faraday+instability" target="_blank">instabilidade Faraday</a>, em nome de seu descobridor, o próprio <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2007/11/em-busca-da-verdade/" target="_blank"><strong>Michael Faraday</strong></a>, um dos grandes nomes da ciência e que já chegou à cultura popular como lenda enigmática.</p>
<p>E falando de lendas enigmáticas, vibrações e monges budistas, chegamos ao último nexo deste artigo: a levitação acústica de pedras, na lenda da construção de monastérios com os segredos milenares mais bem guardados do Tibete.</p>
<p>&#160;</p>
<h2>Megalitos que Levitam</h2>
<p>Em 1959 o projetista sueco <strong>Henry Kjellson</strong> publicou um curioso relato&#160; em uma revista alemã. Dizia ele que seu amigo, o Dr. <strong>Jarl</strong>, estudava em Oxford e fez amizade com um jovem estudante tibetano. Algum tempo depois, enquanto o Dr. Jarl estava no Egito em uma viagem para a Sociedade Científica Inglesa, um mensageiro de seu amigo tibetano o chamou urgentemente para ir ao Tibete para cuidar de um Lama.</p>
<p>Depois de conseguir uma licença e viajar, de avião e mesmo <em>yaks</em> até um monastério isolado a sudoeste de Lhasa, o Dr. Jarl ficou surpreso ao descobrir que o Lama era seu próprio amigo tibetano de Oxford. Tudo correu bem, e por causa de sua amizade, o Dr. Jarl pôde aprender muitas coisas que outros forasteiros não tinham chance de sequer observar.</p>
<p>Foi assim que ele presenciou com seus próprios olhos algo fantástico, um conhecimento derivado diretamente dos antigos egípcios. Os monges mostraram como erguiam blocos de toneladas ao topo de um desfiladeiro com altura de mais de 250 metros usando… tambores e trompetes. Kjellson relata:</p>
<blockquote><p>“No meio do local estava uma base de pedra polida com uma pequena cavidade no centro. Ela tinha o diâmetro de um metro e uma profundidade de 15 centímetros. Um bloco de pedra era manobrado para a cavidade. Então, 19 instrumentos musicais eram disposto em um arco com 90 graus a uma distância de 63 metros da base ao centro. Os instrumentos consistiam de 13 tambores e seis trompetes (Ragdons). Oito tambores tinham uma seção de um metro e um comprimento entre um e 1,5 metro. O único tambor pequeno tinha uma seção de 0,2 metros e comprimento de 0,3 metros. Todos os trompetes tinham o mesmo tamanho, 3,12 metros e uma abertura de 0,3 metros.</p>
</blockquote>
<blockquote><p>Os tambores grandes eram feito de folhas de ferro de 3 mm, e tinham um peso de 150 Kg. Todos tinham um lado aberto, enquanto o outro tinha um fundo de metal, que os monges batiam com grandes bastões com couro. [Enquanto batiam nos tambores e tocavam os trompetes], todos os monges estavam cantando e entoando um cântico, lentamente aumentando o tempo deste barulho ensurdecedor.</p>
<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="antigravitywg106   Areia Colorida Vibrante, Tigelas Budistas Cantantes e Megalitos em Levita&ccedil;&atilde;o" border="0" alt="antigravitywg106 destaques ciencia " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/12/antigravitywg106.gif" width="400" height="284" /></p>
</blockquote>
<blockquote><p>Pelos primeiros quatro minutos nada aconteceu, mas enquanto a velocidade dos tambores aumentou, a grande pedra começou a se mexer e subitamente ergueu-se no ar com uma velocidade crescente na direção da plataforma em frente do buraco da caverna a 250 metros de altura. Continuamente eles traziam novos blocos, e usando este método, transportaram 5 a 6 blocos por hora em um vôo parabólico de aproximadamente 500 metros de distância. De vez em quando o bloco em vôo se quebrava, e os monges retiravam as pedras quebradas. Uma tarefa inacreditável”.</p>
</blockquote>
<p>Inacreditável? Talvez porque, embora o Dr. Jarl tenha filmado todo o evento, a <em>Sociedade Científica Inglesa</em> – à qual ele estava submetido – tenha confiscado os dois filmes. Nunca foram vistos publicamente.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Acoustic+levitation" target="_blank">A levitação acústica em si é real</a>, e os grãos de areia bem como as gotículas de água pululando são fenômenos relacionados. Pode-se conferir abaixo um experimento da NASA levitando pequenos pedaços de isopor.</p>
<p align="center"><iframe width="545" height="399" src="http://www.youtube.com/embed/94KzmB2bI7s" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Dado que monges budistas conheciam tigelas cantantes que lidavam com a ressonância, poderiam eles ter levitado grandes pedras com nada menos que tambores?</p>
<p>Infelizmente, sabemos por certo que não. Há um limite físico na quantidade de energia que uma onda de som pode conter, além da qual o som se torna uma onda de choque e quanto mais energia, mais ela se dissipa simplesmente como calor.</p>
<p>Assim, e ironicamente, podem-se criar ondas de choque poderosas que fervem água de verdade, ao contrário da mera aparência de fervura das tigelas cantantes. Mas seria uma forma muito inconveniente de cozinhar macarrão.</p>
<p>É impossível que o puro ar em ondas de som ressonante possa levitar uma pedra pesada. É verdade que uma onda de choque pode mover grandes rochas, porém isso não é algo que se faz com tambores, e sim com explosivos &#8212; e isso é algo que se faz em pedreiras muito longe do Tibete a todo o momento.</p>
<p>Bem, espero que as maravilhas reais que vimos aqui compensem o fim de uma boa lenda sobre pedras levitando!</p>
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		<title>Ganhe o livro &#8220;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&#8221; de Michael Shermer!</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 01:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
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		<category><![CDATA[livros]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das mais importantes obras de divulgação do pensamento crítico acaba de ser publicada em português. Saiba como concorrer a cinco exemplares! É “Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas”, o primeiro livro do historiador de ciência Michael Shermer ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="shermer coisas estranhas2   Ganhe o livro &ldquo;Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas&rdquo; de Michael Shermer!" src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/12/shermer-coisas-estranhas2.jpg" alt="shermer coisas estranhas2 destaques ceticismo " width="600" height="404" border="0" /></p>
<p>Uma das mais importantes obras de divulgação do pensamento crítico acaba de ser publicada em português. Saiba como concorrer a cinco exemplares!</p>
<p>É “<em><a href="http://jsneditora.com/JSN_Editora/Por_que_as_pessoas_acreditam_em_coisas_estranhas.html" target="_blank"><strong>Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas</strong></a></em>”, o primeiro livro do historiador de ciência <strong>Michael Shermer</strong> já à frente da <em>Skeptics Society</em>, mergulhando na “<em>pseudociência, superstição e outras confusões de nossos tempos</em>”, em um espectro indo de extraterrestres e discos voadores a espíritos e profecias, passando mesmo por temas particularmente espinhosos como a negação do Holocausto e cultos suicidas.</p>
<p>Com uma abordagem rigorosa mas acima de tudo humana e compassiva, Shermer demonstra de forma prática o “poder positivo do ceticismo” defendido no prefácio por <strong>Stephen Jay Gould</strong>. Um exercício que vai além da mera derrubada de falsas crenças, promovendo o modelo alternativo da “própria racionalidade, associada à decência moral – o instrumento conjunto mais eficaz para o bem que o nosso planeta já conheceu”.</p>
<p>“<em>Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas</em>” foi publicado logo após o falecimento de <strong>Carl Sagan</strong>, e é dedicado à sua memória. Ao lado de “<em>O Mundo Assombrado pelos Demônios</em>” é uma leitura essencial de introdução ao ceticismo, e uma que escolhe o caminho de se aprofundar e destrinchar em detalhes práticos cada uma das aventuras e pesquisas que colocaram o historiador de ciência e líder cético muitas vezes frente à frente com supostos paranormais ou líderes muito reais de movimentos um tanto duvidosos.</p>
<p>Em todo este contato direto com as confusões de nossos tempos à frente de uma Sociedade de Céticos, em nenhum momento aqueles que acreditam em coisas estranhas são menosprezados, afinal, o próprio Shermer assim como todos nós acreditamos vez por outras em coisas estranhas.</p>
<p>E é este o mote para concorrer a um livro desta edição revisada e expandida em português, em um lançamento cortesia da <em><a href="http://jsneditora.com" target="_blank">JSN editora</a></em>. Basta responder à pergunta:</p>
<h3>“<strong>Por que você acreditava em uma coisa estranha?</strong>”</h3>
<p>Contando em até 1.500 caracteres (com espaços) os quês e porquês de uma coisa estranha em que você acreditava. Envie sua resposta ao e-mail <a href="mailto:ceticismoaberto@gmail.com?subject=Por que eu acreditava em uma coisa estranha" target="_blank"><strong>ceticismoaberto</strong>@gmail.com</a><strong></strong> com o assunto “<em>Por que eu acreditava em uma coisa estranha</em>” até o final do dia 16/12 (sexta-feira).</p>
<p>As cinco melhores serão selecionadas e publicadas aqui em <em>Ceticismo Aberto</em>, e seus autores receberão um exemplar cada, enviados antes do solstício mais conhecido como Natal. Participe!</p>
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		<title>O Papa-Asno e os OVNIs de Nuremberg</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 15:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Fortianismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado em Damn Data, traduzido por colaboração de Vitor Moura Em 1523, o reformador Martinho Lutero publicou um panfleto inflamatório chamado Of Two Wonderful Popish Monsters [Sobre Dois Maravilhosos Montros Papistas, em tradução livre]. O panfleto descrevia o aparecimento recente ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="papaasno nuremberg   O Papa Asno e os OVNIs de Nuremberg" border="0" alt="papaasno nuremberg ufologia fortianismo destaques " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/11/papaasno-nuremberg.jpg" width="640" height="438" /></p>
<p>Publicado em <a href="http://www.wunderkabinett.co.uk/damndata/index.php?/archives/920-Best-Evidence-The-Pope-Ass-and-the-Nuremberg-Spheres.html" target="_blank"><em><strong>Damn Data</strong></em></a>, traduzido por colaboração de Vitor Moura</p>
<p>Em 1523, o reformador <strong>Martinho Lutero</strong> publicou um panfleto inflamatório chamado <em>Of Two Wonderful Popish Monsters</em> [Sobre Dois Maravilhosos Montros Papistas, em tradução livre]. O panfleto descrevia o aparecimento recente de duas criaturas bizarras: o <em>Papa-Asno</em> e o <em>Monge-Bezerro</em>. Ambos tinham sido criados por Deus para demonstrar através de uma alegoria viva o seu descontentamento com a Igreja Católica. O Papa-Asno (com um corpo humano mas uma cabeça de asno) mostrava a ira de Deus pela Igreja ter o Papa como líder. O Monge Bezerro (uma monstruosidade gorda com orelhas enormes) demonstrava o descontentamento de Deus com a prática de ouvir confissões.</p>
<p align="center"><font size="1"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="papasno mongebezerro lutero 1523   O Papa Asno e os OVNIs de Nuremberg" border="0" alt="papasno mongebezerro lutero 1523 ufologia fortianismo destaques " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/11/papasno-mongebezerro-lutero-1523.jpg" width="500" height="372" /></font></p>
<p align="center"><font size="1">O Papa-Asno e o Monge-Bezerro. De Martinho Lutero e Philip Melancthon, &#8216;Deuttung der cwo grewlichen Figuren&#8217; (Wittenberg, 1523)</font></p>
<p>De que forma Lutero esperava que o seu público tomasse esses monstros híbridos? Provavelmente, ele sabia que, enquanto os leitores bem-educados os veriam como metáforas, a classe camponesa, provavelmente, acreditaria neles literalmente. Uma tradução inglesa de 1579 do folheto adverte o leitor contra tomar os monstros como “<em>meras fábulas</em>”. Pelo contrário, devem “<em>tremer de medo ao ver tais monstros prodigiosos</em>”, que são sinais evidentes da “<em>ira e da fúria de Deus</em>”.</p>
<p>Talvez seja apenas uma questão de tempo antes que algum ufólogo ansioso sugira que o Papa-Asno e o Monge-Bezerro fossem na verdade extraterrestres caídos na Terra. Afinal, um recente documentário chamado <em>Best Evidence: Top 10 UFO Sightings</em> [A Melhor Evidência: Os 10 Melhores Avistamentos de OVNIS, em tradução livre] promove o conto de 1561 das esferas de Nuremberg como fornecendo uma prova convincente de que os OVNIs já nos visitavam há séculos.</p>
<p align="center"><font size="1"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="nuremberg 1561   O Papa Asno e os OVNIs de Nuremberg" border="0" alt="nuremberg 1561 ufologia fortianismo destaques " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/11/nuremberg-1561.jpg" width="500" height="511" />      <br />“Fenômeno no céu em Nuremberg em 14 de abril de 1561”, Hans Glaser (<em>Digitale Bibliothek: The Yorck Project 9)</em></font></p>
<p>Antes de considerar as esferas em si, vale a pena fazer uma rápida revisão histórica geral. Em 1561, Lutero só estava morto há 20 anos, e o choque da Reforma tinha criado uma onda de paranóia apocalíptica entre a população européia semi-faminta infestada de doenças. Os teólogos protestantes declararam que a Igreja Católica era a Besta descrita no Livro do Apocalipse, cujos mil anos de reinado seriam seguidos pela batalha final entre o bem e o mal, enquanto que para muitos católicos, o próprio Lutero era o Anticristo, que teria precipitado o conflito final.</p>
<p>Ambos os lados se aproveitaram da imprensa, recentemente inventada, para bombardear o povo com propaganda na forma de panfletos e cartazes sensacionalistas. O poder do Diabo sobre o mundo estava crescendo, eles proclamavam em voz alta. As comunidades rurais estavam infestadas com bruxas ansiosas para fazer a vontade de Satanás. E sinais e prodígios apareciam diariamente – uma prova segura de que o fim dos tempos estavam próximo.</p>
<p>Entre os panfletos falando do nascimento de bezerros de duas cabeças e de bruxas que afligiam a Terra havia um alegando que um “<em>espetáculo medonho</em>” tinha sido visto nos céus de Nuremberg. Um grupo de esferas coloridas, aparentemente, surgiu de dois tubos e se engajavam numa batalha uma contra a outra. Também foram vistas uma enorme lança preta e várias cruzes voadoras cor de sangue. Depois de pinotear suspensos durante uma hora, os objetos voaram para o Sol, embora alguns caíssem na Terra e evaporassem.</p>
<p>O autor do panfleto interpreta a batalha aérea como um sinal da ira de Deus, e exorta os seus leitores a “<em>endireitarem suas vidas</em>” e rezar para que Deus “<em>afaste a sua ira</em>”. Ele também menciona outras maravilhas vistas no céu naquele ano, incluindo um crucifixo, “<em>ataúdes e caixões com homens negros ao lado deles</em>”, e “<em>varas e chicotes</em>”. Os ufólogos, naturalmente, ignoram completamente os caixões, os crucifixos, as cruzes sangrentas, os chicotes e os homens negros. Para eles, o panfleto simplesmente descreve a aparição de um par de naves-mãe e uma flotilha de espaçonaves esféricas.</p>
<p>Seletivos? Bem, sim – apenas um pouco.</p>
<p>Talvez os alienígenas realmente tenham sobrevoado Nuremberg no século XVI por nenhuma razão melhor do que a de confundir a população. E talvez eles realmente se parecessem com o Papa-Asno e Monge-Bezerro do panfleto anterior de Lutero. Ou talvez, em vez disso, devêssemos ser cautelosos ao interpretar textos de 500 anos de idade sem ao menos considerar brevemente o contexto da sua publicação original.</p>
<p>- &#8211; -</p>
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		<title>Podcast &#8220;Vis&#227;o Hist&#243;rica&#8221; aborda Discos Voadores, Extraterrestres e Ufologia</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 12:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ufologia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Comandada pelos historiadores Gabriel Perboni e Pedro Ferrari, a mais nova edição do podcast com “a missão de despertar o interesse por personagens, eventos e períodos históricos e fomentar sua pesquisa em qualquer nível” adentra o mundo dos discos voadores! ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="banner 25historica   Podcast &ldquo;Vis&atilde;o Hist&oacute;rica&rdquo; aborda Discos Voadores, Extraterrestres e Ufologia" border="0" alt="banner 25historica ufologia destaques " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/10/banner-25historica.jpg" width="600" height="155" /></p>
<p>Comandada pelos historiadores <strong>Gabriel Perboni</strong> e <strong>Pedro Ferrari</strong>, a mais nova edição do podcast com “<em>a missão de despertar o interesse por personagens, eventos e períodos históricos e fomentar sua pesquisa em qualquer nível</em>” adentra o mundo dos discos voadores!</p>
<p>Viaje pela abordagem histórica indo da ficção sobre extraterrestres aos supostos contatos reais com estes seres coincidentemente humanóides, com a participação deste que escreve aqui e também do amigo e historiador <strong>Rodolpho Gauthier</strong>, que desenvolveu sua tese sobre os primórdios dos discos voadores na mídia brasileira:</p>
<p><strong>Visão Histórica 25</strong>: <a href="http://historica.com.br/podcast/visao-historica/025-ja-chegou-o-disco-voador" target="_blank">Já chegou o disco voador?</a></p>
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		<title>Teorias de Conspira&#231;&#227;o s&#227;o Naturais</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 03:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mori</dc:creator>
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		<category><![CDATA[teorias de conspiração]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; artigo de Douglas T. Kenrick, publicado em Psychology Today tradução cortesia de André Rabelo Que tipo de pessoa teria tão pouca confiança em seus companheiros para acreditar que o presidente dos E.U.A e a CIA conspiraram para forjar a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="osama obama   Teorias de Conspira&ccedil;&atilde;o s&atilde;o Naturais" border="0" alt="osama obama fortianismo destaques ceticismo " src="http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2011/08/osama_obama.jpg" width="600" height="448" />&#160;</p>
<p>artigo de <strong>Douglas T. Kenrick</strong>, publicado em <a href="http://www.psychologytoday.com/blog/sex-murder-and-the-meaning-life/201107/conspiracy-theories-come-naturally" target="_blank">Psychology Today</a>     <br />tradução cortesia de <strong><a href="http://cienciaumavelanoescuro.haaan.com/" target="_blank">André Rabelo</a></strong></p>
<p>Que tipo de pessoa teria tão pouca confiança em seus companheiros para acreditar que o presidente dos E.U.A e a CIA conspiraram para forjar a morte de <strong>Osama Bin Laden</strong>, ou que a imprensa é rigidamente controlada por um grupo poderoso de extremistas ricos? Se você examinar a literatura em psicologia sobre a crença em teorias da conspiração, ou leu comentários políticos sobre o tópico, vai ouvir falar muito sobre paranóia, alienação e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anomie" target="_blank">anomia</a>. Você vai aprender que pessoas que acreditam em uma teoria da conspiração bizarra também são propensas a acreditar em outras (está tudo conectado com os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Illuminati" target="_blank">illuminati</a> e os assassinatos dos Kennedy, afinal de contas). Você descobrirá que crenças em conspirações têm sido relacionadas com ser pobre, ser membro de uma minoria oprimida, ter a sensação generalizada de que a vida é controlada por fatores externos e outras circunstâncias lamentáveis.</p>
<p>Mas existe outra perspectiva que decorre do pensamento sobre a história evolutiva de nossa espécie: o cérebro humano foi moldado para teorias da conspiração. Nesta perspectiva, somos todos teóricos da conspiração &#8211; você, eu e sua tia Ginger de Iowa.</p>
<p>Vamos desconsiderar os detalhes da teoria de conspiração excêntrica <em>du jour</em>, e considerar isso: Algumas alegadas conspirações se mostraram posteriormente bem reais &#8211; a <em>Al Qaeda</em>, a CIA, a KGB e a Máfia envolveram pessoas reais se juntando para planejar ações reais e nefastas. Só porque você é paranóico não significa que eles não estejam atrás de você. Teóricos evolucionistas como <strong>Robert Trivers</strong> e <strong>Bill von Hippel</strong> observaram: um aspecto ruim da comunicação é que ela abre as portas para o engano (Isso é uma deliciosa minhoca ou uma armadilha de pescador para peixes? O pássaro está realmente machucado ou fingindo?). Seres humanos são comunicadores especialmente talentosos e ótimos enganadores também. Pesquisadores que estudam a psicologia da mentira descobriram não apenas que a pessoa comum mente sobre alguma coisa todos os dias, mas também que não nos saímos muito melhor que o mero acaso ao distinguir uma afirmação verdadeira de uma mentira deliberada.</p>
<p>Nossos ancestrais tinham que se preocupar com conspirações de membros de seu próprio grupo, bem como conspirações de membros de outros grupos (que tinham ainda menos o que perder e mais a ganhar ao prejudicá-los). Psicólogos evolucionistas como <strong>Pascal Boyer</strong> e <strong>Ara Norenzayan</strong> têm notado que o cérebro humano possui mecanismos poderosos para buscar causas complexas e escondidas. A popularidade de Sherlock Holmes, James Bond e Harry Potter se deve em grande parte aos talentos de seus autores para exercitar estes mecanismos causais em seus leitores.</p>
<p>E como os psicólogos evolucionistas <strong>Randy Nesse</strong> e <strong>Martie Haselton</strong> têm argumentado, a mente é moldada como um detector de fumaça, pronta para acionar o alerta vermelho a qualquer possível sinal de ameaça no ambiente (ao invés de esperar até que a evidência seja tão esmagadora que seja muito tarde para apagar o fogo). Uma vez que tenhamos aceitado uma crença, possuímos uma série de mecanismos cognitivos projetados para nos enviesar contra a rejeição desta crença. Um dos meus estudos favoritos dessa natureza foi realizado pelos psicólogos de Stanford <strong>Charlie Lord</strong>, <strong>Lee Ross</strong> e <strong>Mark Lepper</strong>.</p>
<p>Eles apresentaram aos seus brilhantes alunos um cuidadoso balanço de evidências científicas a favor e contra os benefícios da pena de morte. Depois de ouvir as evidências balanceadas, os estudantes que favoreceram inicialmente a pena de morte estavam ainda mais convencidos de que estavam certos, enquanto os que eram contra se tornaram ainda mais convencidos na direção oposta. O que aconteceu foi que os estudantes se lembraram seletivamente das fraquezas no argumento do outro lado e dos pontos fortes das evidências favorecendo o seu próprio lado. Parece familiar? (e lembre-se, estes eram estudantes de Stanford, não membros de um grupo extremista entrincheirado ao redor de Two Dot, Montana).</p>
<p>E quanto à pesquisa que mostra que os indivíduos pertencentes a grupos oprimidos são mais propensos a crenças conspiratórias do que aqueles de nós lendo o <em>New York Times</em> em algum subúrbio de classe média-alta? Esses dados assinalam para outro aspecto da nossa psicologia evoluída &#8211; nossos cérebros amplificam o volume dos nossos sistemas de perigo quando estamos sob ameaça. Pesquisas de nossos laboratórios têm demonstrado que pessoas que estejam tenham despertado seu sentido de auto-proteção (depois de assistir um filme assustador) estão mais propensas a projetar raiva nas faces de homens desconhecidos de outros grupos, e as pesquisas de <strong>Mark Schaller</strong> e seus colaboradores demonstraram que estar em um quarto escuro amplifica tipos específicos de estereótipos (aqueles envolvendo a periculosidade de americanos árabes ou africanos). Na mesmo medida em que a vida envolve ameaças e perigos diários, é provável que estejamos atentos a sinais de perigo à espreita.</p>
<p>Ao afirmar que o cérebro humano é moldado para estar alerta a conspirações e que sempre houveram conspirações reais pelo mundo afora, estaria eu querendo dizer que não há nada que possamos fazer para evitar acreditar na próxima história que escutarmos sobre a conspiração envolvendo Obama, a AMA e a Igreja Católica Romana? Não. <strong>Charlie Lord</strong> e seus colaboradores demonstraram que estudantes de Stanford poderiam ser um pouco mais objetivos se perguntassem primeiro para si mesmos a simples questão: &quot;<em>Como eu me sentiria se essa mesma evidência corroborasse a conclusão exatamente oposta?</em>&quot;.</p>
<p>O sociólogo de Rutgers <strong>Ted Goertzel</strong> tem estudado crenças em teorias conspiratórias por duas décadas, e ele tem alguns conselhos adicionais para aqueles que desejam &quot;<em>distinguir entre os excêntricos engraçados, os honestamente equivocados, os litigantes avarentos e os céticos sérios, questionando um consenso prematuro</em>&quot;. Primeiro, procure pela &quot;<em>cascata lógica</em>&quot; – um raciocínio que exige que crentes incluam mais e mais pessoas na conspiração sempre que alguém relate evidências contra suas afirmações (<em>arrá, eles fazem parte dela também!</em>). Segundo, seja cético quanto a afirmações que exigem quantidades irreais de poder e controle por parte dos conspiradores.</p>
<p>Goertzel dá o exemplo da suposta conspiração para forjar o pouso na Lua, que teria demandado cumplicidade completa de milhares de cientistas e técnicos trabalhando no projeto, assim como toda a mídia cobrindo os eventos e até mesmo os cientistas em outros países (incluindo a Rússia) que acompanharam os eventos.</p>
<p>Mas é claro, é possível que a CIA tenha financiado este artigo e eu esteja dizendo tudo isso para despistá-lo.</p>
<p>- &#8211; -</p>
<p><strong>Douglas T. Kenrick</strong> é o autor de <a href="http://www.amazon.com/Sex-Murder-Meaning-Life-Revolutionizing/dp/0465020445">Sex, Murder, and the Meaning of Life: A psychologist investigates how evolution, cognition, and complexity are revolutionizing our view of human nature</a>.&#160; O livro foi recentemente escolhido como uma seleção mensal pela <a href="http://www.sciambookclub.com/biology-books/cognitive-science-books/sex-murder-and-the-meaning-of-life-by-douglas-t-kenrick-1071326626.html">Scientific American Book Club</a>.&#160; Ele afirma não ter qualquer conexões com a illuminati.</p>
<h3>Referências</h3>
<blockquote><p>Abalakina-Paap, M., Stephan, W. G., Craig,T., &amp; Gregory, W. L. (1999). Beliefs inconspiracies. Political Psychology, 20,637–647.</p>
<p>Atran , S. , &amp; Norenzayan , A. ( 2004 ). Religion’s evolutionary landscape: Counterintuition, commitment, compassion, communion . Behavioral and Brain Sciences, 27 , 713 –770.</p>
<p>Boyer, P. (2003). Religious thought and behavior as by-products of brain function.&#160; Trends in Cognitive Science, 7, 119-124.</p>
<p>Nesse, R. M. (2005). Evolutionary psychology and mental health. In D. Buss (Ed.), Handbook of evolutionary psychology (pp. 903–930). Hoboken, NJ: Wiley.</p>
<p>Haselton, M. G., &amp; Nettle D. (2006). The paranoid optimist: An integrative evolutionary model of cognitive biases. Personality and social psychology Review, 10, 47–66.</p>
<p>Lord, C. G., Lepper, M. R., &amp; Preston, E. (1984). Considering the opposite: A corrective strategy for social judgment. Journal of Personality and Social Psychology, 47, 1231–1243.</p>
<p>Lord, C. G., Ross, L., &amp; Lepper, M. R. (1979). Biased assimilation and attitude polarization. Journal of Personality and Social Psychology, 37, 2098–2109.</p>
<p>Schaller, M., Park, J. H., &amp; Mueller, A. (2003). Fear of the dark: Interactive effects of beliefs about danger and ambient darkness on ethnic stereotypes. Personality &amp; Social Psychology Bulletin, 29, 637–649.</p>
<p>Goertzel, T. (2010). Conspiracy theories in science.&#160; EMBO reports, 11, 493-499.</p>
<p>von Hippel, W. &amp; Trivers, R. (2011). The evolution and psychology of self- deception. Behavioral and Brain Sciences, 34, 1-16.</p>
<p><a href="http://chicagoist.com/2008/12/08/take_the_obama_conspiracy_quiz.php">Responda ao Quiz da Teoria da Conspiração de Obama</a>.</p>
</blockquote>
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