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6 de agosto de 2008 Comments (9) Views: 1121 Ceticismo

Amazing Randi e o Bad Astronomer

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O astrônomo Phil Plait, destacado por seu website Bad Astronomy, livros de divulgação e aparições na mídia, é o novo presidente da Fundação Educacional James Randi (JREF).

“Phil é um cético, um cientista e um colega, e suas idéias e vigor levarão a JREF muito longe. Estamos felizes e orgulhosos de tê-lo para tomar as rédeas”, disse James Randi, que continua como presidente da diretoria da fundação.

O “Astrônomo Mau”, que em verdade já trabalhou para a NASA e desenvolveu pesquisas com o telescópio espacial Hubble, prometeu entusiasmado que vai “continuar com a missão de JREF: educar o público. Lidar com os psíquicos, os anticientistas, aqueles que prejudiquem nosso intelecto coletivo”. Em resumo, “promover ciência de verdade”.

Além de todo seu currículo, Plait é um cético internético, possuindo um dos blogs sobre ciência mais visitados da Internet – capa do site Digg quase diariamente –, pelo que saudamos duplamente a escolha de Randi com um “digg”.

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9 Responses to Amazing Randi e o Bad Astronomer

  1. Eduardo Vianna disse:

    Alvíçaras! É reconfortante saber que o mocinho Phil Plait é o novo guardião do intelecto mundial, pronto a defender nossa inteligência (afinal, nós mesmos seríamos incapazes de fazê-lo, certo?) dos ardilosos e bem organizados “psíquicos” (?!).
    Quanto à “ciência de verdade”, é curioso que precise se reivindicar a si mesma como vítima de algum complô ou donzela a ser protegida pelo belo cavaleiro Phil. Afinal, ao ser o “de verdade”, esse paradigma newtoniano, tricentenário – que a propósito tão pouco tem a ver com as idéias e vislumbres do próprio Newton, não como fundador da ciência “certa” ou “verdadeira”, mas como um homem interessado na vida, como são ou se espera que sejam os demais homens, aliás desejoso de se dedicar às questões ditas metafísicas enquanto mais evidentemente se aproximava da morte -, não precisaria de guardiões ou “administradores”, exatamente por ser integralmente verdadeiro, ou a essência da verdade dos fatos, essência esta prevalente por si mesma. Noutras palavras: é satisfatoriamente razoável considerar que todo um repertório técnico e cultural de trezentos anos, ao ser integral, essencialmente verdadeiro, não chegaria a dias como os nossos precisando de se valer dos esforços impagáveis de campeões como o nosso “bad astronomer”, será que me faço entender?
    Infelizmente, porém, a ciência clássica (a do Ocidente, bem entendido) festeja porque necessita festejar o nosso herói, cônscio da missão de “educar o público”, contra os “anticientistas” e tantos quantos “prejudiquem o nosso intelecto coletivo”. Pois sim, seria talvez de um interesse particular ter uma conversa com o radiante branquinho Phil, figurão da NASA e homem “de boa pose” na mídia estadunidense, sobre que forças ou agentes de fato sabotam ou envenenam a sabedoria dos povos, com as mais concretas, objetivas e deploráveis conseqüências.

    Saudações.

    Eduardo.

  2. Patola disse:

    Phil Plait é tremendamente fodão. o0

    Outro muito foda é o Brian Dunning, do podcast Skeptoid. Ele produziu um programa de tevê cético chamado “The Skeptologists” e agora está tentando vender para alguma rede de televisão. Só tem estrela no programa…

  3. Patola disse:

    Eduardo,

    Não tente “relativizar” as coisas. Primeiro, citando o Carlos do Idéias Cretinas, não existem “duas ou mais epistemologias“. Segundo, ceticismo (parte integrante da ciência) não é realmente intuitivo e precisa ser exercitado, treinado, corrigido, analisado, sim, senhor. Esse papel o Phil faz muito bem.

    O que é engraçado, afinal, pois você pelo visto se coloca como “cético dos céticos”; gostaria de saber como justifica seu “metaceticismo”.

  4. Eduardo Vianna disse:

    Alô, Patola.
    Você (ou vocês, considerando que o ceticismo contemporâneo é uma corrente de opinião mais ou menos bem definida) pode não querer que eu e outros “relativizemos” as coisas, mas, mesmo sem você querer, eu ou outros podemos “relativizá-las” à vontade. E então, quem estabelece a justa medida das coisas? Com que autoridade? Quem bate o martelo sobre o bom encaminhamento do pensamento humano sobre o mundo? Exercendo que mandato, outorgado por quem?
    Minha desconfiança não é só sobre os mensageiros da verdade, una e indivisível, de todas as épocas e lugares (ao não serem possíveis duas ou mais epistemologias, como você mencionou) em relação ao paradigma científico e demais paradigmas, mas sobre os guardiões ou fiadores da justeza de pensamento que tenho tido o desprazer de conhecer ao longo de muitos anos. É o que vejo em relação às ciências ditas puras e sua divulgação, às religiões, à política e suas diversas reivindicações, aos empreendimentos econômicos, etc. Comento assim, por alto, o meu “metaceticismo” (não sei se é bem disso que se trata), não propriamente para justificá-lo.
    Se estiver interessado em minhas justificativas, como se eu devesse satisfações a você (não entendo essa sua postura científica ou cientificista, não apenas correta, mas inquestionável; se está tão certo de suas posições, aliás promovidas, naturalmente, ao status de epistemologia única, tão ao sabor dos autorirarismos tantos mais ou tanto menos vulgares de todos os tempos, que serventia poderia ter minha justificativa?), posso lhe recomendar o endereço http://www.redepsi.com.br/portal/modules/soapbox/column.php?columnID=45.
    PS
    Você gostará de saber que me agradei particularmente desse termo “metaceticismo”, não tinha me ocorrido utilizá-lo. Quanto ao sítio que você mencionou, o Idéias Cretinas, ainda não o conheço, mas vou fazer um acesso logo mais.
    Tenham todos um bom dia.
    Eduardo.

  5. Patola disse:

    Eduardo, obrigado pelo URL de referência. Faz tempo que eu procurava em endereço em português onde pudesse mostrar o abuso da teoria quântica pelos misticóides e obscurantistas e agora achei. “Abuso” porque fazem induções absurdas, aplicações onde a lei não se aplica, interpretações bisonhas e afirmações fora de contexto pra tentar parecer “científico”. Ops, científico? Não é justamente a abordagem “científica” que você estava criticando? Então pra que tentar parecer com ela? Uh-oh, acho que pegamos alguém com a boca na botija. :)

    Sobre a epistemologia única, qualquer que seja, não precisa ser a minha, apenas a mais razoável e que dê melhores resultados, e isso sim está aberto ao questionamento – até agora a epistemologia que segue a racionalidade e princípios científicos tem ganhado ;). Na verdade “existirem duas ou mais epistemologias” também, só que apenas é algo muito mais facilmente inferível a partir do mundo real.

    Marcel, sua afirmação dos “super-omens” (????? Cadê o H?) é ridícula. Ter pessoas altamente capazes em algum tópico não faz essas pessoas serem super-homens ou coisa que o valha, sua conclusão é espúria. E como eu disse, ceticismo é algo que precisa ser exercitado, ensinado, corrigido… Não é algo muito fácil e por vezes é contra-intuitivo. Pessoas capazes, conhecedoras do assunto e com abordagem altamente didática como o Phil Plait são realmente necessárias. Qual é o problema aqui? Por que o problema é “ser ele”? Se fosse o próprio Randi, estaria bem? Não captei a essência de sua objeção. Ou o problema está em existirem associações céticas de qualquer tipo?

    Finalmente, respondendo aos dois “metacéticos”, no dia em que a Ciência (que é um Método, não um conjunto de disciplinas) virar algo impositivo e ditatorial não será mais Ciência, visto que um dos seus princípios é justamente testar sempre tudo o que se conhece, e nunca deixar de considerar as alternativas. Só faz sentido em pensar na Ciência como “ditatorial” se você se revoltar contra a realidade ser uma só e não dependente da “vontade do povo” (isto é, a verdade não é democrática).

  6. Eduardo Vianna disse:

    Tá bem, Patola, entendo suas posições, embora não partilhe.
    Mas deixe-me esclarecer uma coisa, para evitar uma confusão desnecessária, embora inofensiva: no sítio da Rede Psi, aparece lá um administrador chamado Eduardo. Não sou eu, no momento não tenho funções em nenhum sítio da Web. Recomendei o sítio porque sou leitor.
    Saudações.

  7. A proposta de Randi, Phil Plait e demais céticos é tão simples que não entendo como vocês podem criar tanta confusão.

    Os céticos não defendem a ciência como a ÚNICA forma de conhecimento, eles sabem muito bem que existem outras formas de conhecimento como o conhecimento popular, artístico, religioso etc. O que ocorre é que cada um desses campos tem suas características e limitações.

    O conhecimento científico se distígue dos demais porque É O ÚNICO que se auto-corrige e possui um método consagrado de distinguir fatos e ilusões.

    Exemplo disso são as mensagens de relativismo cultural que vocês consguem enviar aqui graças a “ciência ortodoxo materialista ocidental”…:-)

    O problema é quando o conhecimento não-científico é MUITAS VEZES vendido ao público como sendo científico! Ou quando um conhecimento é apresentado ao público como parte da natureza, da realidade quando na verdade faz parte da CRENÇA pessoal ou de um grupo!

    É esse o objetivo do movimento cético: exclarecer a diferença do conhecimento que passou pelo controle do método daquele que apenas fingi ter passado (pseudociência). É a isso que Randi diz (corretamente) de “verdadeira ciência”, ou seja, aquela que segue o método científico.

    Sagan: “não basta se apresentar como ciência, é precisso passar pelo rigor do método para receber o selo de aprovação científica” (Sagan)

    Façam uma visita a sites espíritas, por exemplo, e vejam como termos científicos são tomados de assalto para no final os seus autores poderem escrever: “a ciência prova a minha fé”, “o cientísta tal já provou que existe vida após-morte” etc.

    Agora só uma obs:

    Eduardo: “…a ciência clássica (a do Ocidente, bem entendido)…”

    Não existe “ciência do ocidente” e “ciência do oriente”, Eduardo. O que existe é CIENCIA. No oriente o método continua o mesmo!

  8. Nasda disse:

    “Aqueles que prejudiquem nosso intelecto coletivo”, é esse intelecto coletivo que me preocupa, me pergunto se evidências que vão contra o intelecto da coletividade especializada são descartados, porque para encaixar tal peça no quebra-cabeça teremos que desmontá-lo e iniciar do zero.

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