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Misteriosa “correnteza escura” arrasta galáxias

21 de setembro de 2008 Comments (1) Views: 915 Ciência

Vendo o primeiro Exoplaneta? E muito mais

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Cientistas da Universidade de Toronto, Canadá, anunciaram na semana passada o que pode ser a primeira imagem direta de um planeta extrasolar orbitando uma estrela semelhante ao nosso Sol. O pálido ponto laranja-amarelado está ao lado da estrela 1RXS J160929.1-210524, a 500 anos-luz da Terra, e teria um tamanho oito vezes maior que Júpiter.

Ainda não há confirmação de que o objeto esteria mesmo orbitando a estrela – se for, é além de tudo um achado intrigante devido a seu tamanho e a distância mais de dez vezes maior do que Netuno gira ao redor de nosso Sol. Teorias correntes para a formação de sistemas planetários teriam problemas para explicar esse exoplaneta. Talvez algo como o Orbitrunner?

Exoplanetas por exoplanetas, vale lembrar que já há hoje mais de 300 planetas extra-solares catalogados pelo Universo, quase todos detectados indiretamente. Mas já há outras imagens diretas do que podem ser mais planetas, indo desde o TMR-1 há dez anos, até o 2M1207b divulgado em 2004. Esta nova imagem seria o primeiro exoplaneta em uma estrela parecida com nosso Sol.

Há vinte anos, não se conhecia nenhum – nem mesmo um – planeta além de nosso sistema solar. Em 1988 astrônomos canadenses anunciaram a descoberta de um planeta ao redor de Gamma Cephei, mas os dados eram incertos, e só foram confirmados muitos anos depois. Foi apenas em 1992 que se confirmou um planeta ao redor do pulsar PSR 1257+12, e então, finalmente em 1995 Mayor e Queloz da Universidade de Genebra anunciaram a descoberta definitiva de um planeta em órbita da estrela 51 Pegasi. Desde então, repetindo, já são mais de 300 exoplanetas, e estimativas de que pelo menos 10% de todas as estrelas como o Sol que vemos no céu tenham planetas. Provavelmente muito mais.

Em outra notícia astronômica, pesquisadores do Supernova Cosmology Project, utilizando observações do telescópio espacial Hubble, relataram a descoberta de um objeto “misterioso”.

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Detectado inicialmente em fevereiro de 2006 em uma área “vazia” do céu, fora de qualquer galáxia observável, o objeto gradualmente aumentou seu brilho mais de 120 vezes ao longo de pouco mais de três meses, para então diminui-lo e sumir outra vez. Análise de seu espectro mostrou que “além de ser inconsistente com todos os tipos conhecidos de supernova, não combina com nenhum espectro do banco de dados da Sloan Digital Sky Survey”, que inclui vastos números de objetos.

“Nós sugerimos que o transiente pode ser um de uma nova classe”, dizem os astrônomos que devem ter o trabalho publicado no Astrophysical Journal. Trocando em miúdos: eles podem ter descoberto um tipo completamente novo de objeto vagando pelo espaço. Sobre o qual ninguém faz a menor idéia do que seja ou por que se comporta da maneira que o faz.

A astronomia continua sendo uma área repleta de enigmas e surpresas, proporcionadas por um conhecimento cada vez maior estendendo-se a bilhões de anos-luz. Chama a atenção, em particular, que este último planeta extra-solar pode ter sido detectado diretamente… de um observatório aqui na Terra, em particular, no Havaí!

Em uma recente discussão, a astrobióloga Jill Tarter do projeto SETI menciona a série de sinais intrigantes detectados pelo projeto, incluindo um pulso captado no ano passado, de menos de cinco milisegundos, mas com características exóticas. Comentando se ele poderia ser um sinal artificial, Tarter disse que:

“Como Jocelyn Bell com os pulsares, quando descobrimos anomalias, não devemos ignorá-las completamente. Se você não pode dizer que são buracos negros colidindo ou algum outro fenômeno, então vamos voltar a pensar sobre algum tecnólogo em algum lugar que consegue fazer isto”.

É pouco provável que o objeto detectado pelo Hubble seja artificial, e das centenas de exoplanetas detectados até hoje, nenhum é tão parecido assim com o nosso. Tampouco o SETI pôde confirmar qualquer de seus sinais anômalos.

No entanto, em todas estas questões, a resposta é apenas mais outra questão. Questão de tempo.

Referências
Direct Imaging and Spectroscopy of a Planetary Mass Candidate Companion to a Young Solar Analog;
Discovery of an Unusual Optical Transient with the Hubble Space Telescope.

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One Response to Vendo o primeiro Exoplaneta? E muito mais

  1. […] Todas elas era, contudo, de planetas orbitando estrelas de brilho tênue como anãs marrons. No fim de setembro, a primeira imagem óptica de um planeta obritando uma estrela brilhante como a n…, mas o achado ainda precisa ser […]

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