Roda em queda
constante

A roda maior tende a cair
rolando para a esquerda, em sentido
anti-horário. A roda menor na parte superior
previne isto, transformando a tendência de
queda em um giro permanente.
Resposta: Este lembra uma roda
desequilibrada, e aqui a roda maior de fato
tende a cair para um lado. Na vida real
contudo, colocar uma roda para impedir a
queda não a transformará em um movimento de
giro. Ao impedir a queda, a roda maior
permanece simplesmente parada.
Bomba d´água de Capilaridade

Líquidos podem subir
espontaneamente através de tubos finos,
através da chamada “ação capilar”. Temos um
tubo no qual a água sobe 10 cm através da
ação capilar. Que tal fazer um furo a uma
altura de 5 cm e assistir à água jorrar
continuamente sem qualquer fonte de energia?
Resposta:
A ação capilar se dá por causa da tensão
superficial e as forças de atração das
moléculas do líquido em contato com as
paredes do tubo. Um furo feito no tubo será
sempre menor que a abertura que ele já tem,
e a mesma força de adesão que fazia o
líquido subir contra a gravidade manterá o
líquido em seu lugar, contra a gravidade.
Motor de Flutuação

Temos um recipiente
preenchido com água até o topo. Através dele
passa uma corda de material leve, capaz de
flutuar. Seu fundo é devidamente selado,
deixando a corda correr livremente mas
impedindo a saída de água. Temos então um
lado da corda sujeito à força da gravidade e
o outro imerso em água que deve flutuar. Ou
não?
Resposta: Sem dúvida, um dos lados está
sujeito à força da gravidade, não que o
outro também não esteja. Mas pensar que o
outro lado deva flutuar é esquecer de onde
vem a força de flutuação. É preciso que haja
água abaixo da corda para que possa haver
uma força vertical para cima, que seria
resultado da diferença de forças entre o
peso da corda e a pressão aplicada pela
água.
Motor de
Flutuação com Tambor

Temos um tambor cheio de
líquido, e dentro dele há bastões
deslizantes (vedados sem atrito e sem
vazamentos) com bóias e pesos nas
extremidades. Este moto perpétuo deve
funcionar em quatro tempos:

No primeiro tempo, a bóia
flutua e consegue elevar o peso, deixando-o
distante do tambor. Com um pequeno empurrão
à esquerda, há um giro no sentido
anti-horário que deve tomar impulso já que o
peso está mais distante do eixo e tem maior
torque. No terceiro tempo, a bóia novamente
flutua, desta vez levando o peso para perto
do tambor. O impulso ganho no segundo tempo
deve ser suficiente para elevar o peso que
está agora com menor torque, e ainda deve
restar impulso para um novo ciclo. É uma boa
idéia inserir um freio para impedir que o
tambor gire rápido demais?
Resposta: A questão é saber se o torque
no sentido anti-horário no segundo tempo é
realmente maior que o torque no sentido
contrário no quarto tempo. Como o peso está
a uma distância maior do eixo, isso
certamente parece verdade, mas não podemos
nos esquecer de que a bóia está do mesmo
lado que o peso no segundo tempo para estar
no lado oposto no quarto. Outro detalhe é
que o peso não pode ser maior do que o que a
água ocuparia no lugar da bóia, do contrário
a bóia será incapaz de levantá-lo no
primeiro tempo. Estas duas limitações fazem
com que seja impossível ter um peso capaz
tanto de ter maior torque no segundo tempo
como de ser elevado pela bóia no primeiro
tempo. A falha aqui é esquecer que a bóia
também desloca água e peso dentro do tambor
enquanto se move.
Roda
Magnética Desequilibrada

Aqui está um belo moto
perpétuo: combina a idéia da roda
desequilibrada com graciosos ímãs. O ímã
fixo ao centro movimenta os ímãs livres para
deslizar na roda externa, assegurando que
haja sempre maior torque gravitacional de um
dos lados da roda.
Resposta:
Um ímã ao centro capaz de puxar os ímãs
menores para cima também está puxando os
ímãs acima de si para baixo. Adicione a isto
que o outro pólo do imã repele ímãs contra a
gravidade, e o resultado é que a roda não
irá girar, pois o desequilíbrio de peso é
mantido mas também compensado pelos ímãs.
Somando as forças gravitacional e magnética
em ação, a roda já está em equilíbrio.
Motor
Magnético

Há um ímã no centro
dentro de uma armadura de blindagem
magnética, com duas aberturas nos pólos de
um lado. A blindagem não precisa ser
perfeita, apenas o suficiente para garantir
que o ímã possa se mover primariamente com a
influência magnética das partes sem a
blindagem. O pólo Sul sem blindagem do ímã é
sempre atraído pelos pólos Norte mais
próximos, e o inverso ocorre com o pólo
Norte, que é repelido. Movimento perpétuo?
Resposta:
O maior problema desta idéia reside na
blindagem magnética. Existem materiais de
blindagem magnética, mas ainda que nenhum
seja perfeito, mesmo um que o fosse ainda
não giraria este motor magnético. A
blindagem magnética deve cancelar as forças
magnéticas reagindo a elas de alguma forma,
através da lei de ação e reação. E resulta
que a reação exercida pela blindagem anula
as forças capazes de fazer o sistema girar.