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O Paradoxo de Fermi
Kentaro Mori
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Um paradoxo é uma verdade
de pé sobre sua própria cabeça para chamar a
atenção. -
Nichollas Falleta
Reza a lenda que certo dia no
laboratório de Los Alamos, um grupo de jovens cientistas discutia animadamente a
possibilidade de vida extraterrena. Concluíram que os extraterrestres deveriam
existir, afinal, o Universo é infinito e nós não devemos ser os únicos seres
inteligentes em todo esse espaço. Seria então que o físico Enrico Fermi, que
estava ouvindo a conversa, teria se levantado em resposta e professado a célebre
frase "Então onde eles estão?". Como Fermi era brilhante e muito famoso, sendo o
inventor entre outras coisas do primeiro reator nuclear, desta simples frase
nascia o 'paradoxo de Fermi', um dos principais argumentos usados para afirmar
que nós estamos sozinhos. Segundo ele, se os ETs existem, eles já deveriam ter
pousado na frente da Casa Branca.
Há sérios problemas com essa lenda. O principal é que ela indica algo que
simplesmente não é verdade: ao contrário do que muitos pensam, Enrico Fermi de
fato acreditava na existência de vida extraterrestre. Outro problema não só com
essa lenda, mas com o conhecimento popular, é o de que o paradoxo de Fermi serve
para provar que ETs inteligentes não existem. Se este fosse o caso, o paradoxo
não existiria: ele é justamente um paradoxo porque qualquer resposta que se dê a
ele é paradoxal. Seja ela a existência ou mesmo a inexistência de vida
extraterrestre inteligente.
Uma versão mais verossímil sobre a origem do paradoxo de Fermi diz que nos anos
50, ainda em Los Alamos, Enrico Fermi estava pensando sobre a vida
extraterrestre em seu escritório no andar superior, e embora sempre tenha
simpatizado com a idéia, percebeu que as descobertas recentes cada vez mais
aceitas da cosmologia indicavam que nosso Universo teria de 8 a 18 bilhões de
anos (atualmente, estimativas mais precisas indicam 12 bilhões). Ele notou que
com tanto tempo e com tanto espaço, alguma civilização extraterrena não só
deveria ter surgido, como também já deveria ter colonizado toda Galáxia.
Frustrado com a ausência de evidências que apoiassem essa conclusão, desceu
perplexo as escadas para o refeitório lotado de cabeças brilhantes e perguntado
em voz alta: "Onde eles estão?"
E ele recebeu uma resposta. Leo Szilard teria retrucado "Eles já estão aqui. Mas
chamam a si mesmo de húngaros". Essa era uma referência a uma piada (ou não?)
corrente no departamento de física teórica segundo a qual há milhões de anos os
marcianos precisaram deixar seu planeta e pousaram no que hoje é conhecido por
Hungria. Conseguiram adaptar-se e parecer-se com os macacos falantes que
habitavam a Terra, mas três características eram muito fortes para ser
escondidas: sua vontade de viajar (húngaros estariam por todo o mundo), sua
língua (única e diferente de todas circunvizinhas) e sua inteligência (muitas
das melhores mentes de Los Alamos eram húngaras. Incluindo Szilard, Von
Neumann). Essa versão sobre a origem do paradoxo de Fermi é mesmo confirmada por
Edward Teller, tido como pai de bomba de hidrogênio, e ele mesmo um marciano,
digo, húngaro. Será que essa versão do paradoxo de Fermi é pouco conhecida
porque os húngaros-marcianos conspiram para que o vazamento do segredo a Fermi
não alcance o público? Sem dúvida, a verdade está lá fora...
Em todo caso, notar que o próprio Fermi era um simpatizante da existência de
seres inteligentes fora da Terra ilustra perfeitamente a profundidade do
paradoxo. Parece uma ironia sem sentido que um simpatizante da idéia de ETs
tenha criado um argumento usado por pessoas que não acham ETs muito atraentes,
por assim dizer. Mas entender a fundo o paradoxo pode mostrar que seria esperado
que um defensor bem-informado e genial da idéia de ETs deveria ter sido o
primeiro a enxergar a contradição. Ela é uma contradição, não uma afirmação.
Isso deveria ser óbvio, mas infelizmente parece não ser a muitos.
Existem duas respostas principais e óbvias ao paradoxo: ETs inteligentes existem
ou simplesmente não existem. Ambas respostas têm sérios problemas, e isso é
justamente o que leva a uma contradição, a um paradoxo. Vamos abordar primeiro a
resposta mais comum no meio ufológico.
Pois bem, suponha que ETs existam. Mais, que o Universo esteja pululando de
civilizações diferentes, com diferentes índoles, objetivos e crenças. As
respostas usuais para que nenhuma delas tenha resolvido colonizar a Terra apela
para motivações comportamentais, ou seja, algo no comportamento destas
civilizações impede que elas nos colonizem de forma óbvia. Essas respostas
comportamentais podem ser divididas em três categorias.
A primeira é a de que todas civilizações que dominam a tecnologia de viagem
espacial também dominam a tecnologia de se auto-aniquilar. E de que boa parte
delas infelizmente acaba aplicando esta última tecnologia, por diversos motivos.
A mesma seleção natural que pode ter criado vida inteligente por todo o Universo
condena esta vida a uma competição contínua, que leva à guerra, que combinada
com tecnologia leva ao apocalipse. Olhando para nossa própria civilização, vemos
que esta resposta, embora pouco atraente, parece ser a que possui mais
embasamento por experiência.
A segunda categoria, e a que parece ser mais atraente, é a de que as
civilizações que não se aniquilaram são capazes de perceber a importância da
própria vida e outras baboseiras espirituais ou motivações éticas quaisquer, e
assim se importam tanto com a vida que não querem interferir nela. Então, ou
elas resolvem não partir para a exploração do Universo e fecham-se em si mesmas
para viver em paz e felizes (algo meio zen) ou partem para explorar o Universo
mas de forma discreta, procurando sempre evitar quaisquer interferências (algo
como 'Jornada na Estrelas').
A terceira categoria é a de que ao contrário da anterior, as civilizações que
desenvolvem a tecnologia de viagem espacial acabam rapidamente tornando-se
desenvolvidas a ponto de perder completamente o interesse por seres atrasados
como nós e mesmo dos recursos que planetas como o nosso poderiam oferecer, ao
passo que sua presença acabaria tornando-se invisível devido à sua integração
com os processos naturais do Universo. Uma idéia sem dúvida muito próxima de
ficção científica - de fato, tema de algumas histórias deste gênero. Tais
civilizações acabariam 'transcendendo'. Seu processo de pensamento poderia ser
acelerado através da integração de sua biologia com sua tecnologia, e a passagem
de tempo subjetiva a eles seria mínima. O que para nós é um segundo, para eles
pareceria milênios. E não haveria a menor razão para que eles se interessassem
por nós. Eles poderiam estar resumidos à escala nano ou picoscópica, e através
de enorme otimização seu processamento de dados e manipulação de energia seria
praticamente indistinguível de flutuações quânticas aleatórias, ou simples
ruído. Um dos proponentes da resposta transcendental ao paradoxo de Fermi é Ray
Kurzweill, famoso inventor e tido como prodígio.
O problema com todas respostas comportamentais é que elas deveriam se aplicar a
todas as civilizações, sem absolutamente nenhuma exceção. É possível imaginar
que a maioria das civilizações se aniquile, que boa parte transcenda, e que o
resto resolva aderir até mesmo a uma benigna 'Federação dos Planetas' que siga à
risca uma 'Primeira Diretriz'. Mas com tanto espaço, com tanto tempo, é difícil
imaginar que nenhuma civilização tenha ao mesmo tempo desenvolvido tecnologia e
vontade de colonizar a Galáxia. Olhando para nós mesmos, o único exemplo de
civilização que conhecemos, esse parece ser nosso caminho. Por que não o de
outras, de incontáveis outras civilizações? Isso inclui a idéia ingênua de que
os ETs estão aqui e se escondem com a ajuda dos governos. Alguns ETs poderiam
aderir à idéia mesmo que ela fosse praticável, mas todos, sem exceção, é algo
estranho. E uma presença óbvia deveria ser realmente óbvia, não apenas visível
aos que simplesmente acreditam.
Uma idéia é a de que uma benigna Federação dos Planetas resolva impedir aqueles
que tentem a empreitada de colonizar a Galáxia. Mas isso apenas leva à idéia de
guerras espaciais! Seria possível que, como nos filmes, o bem sempre vença?
Outro problema: não seria o próprio ato de impedir uma civilização de colonizar
outros planetas uma interferência com o curso normal dela? Seria isso o 'bem'? A
ética de tal 'Federação dos Planetas' é posta à prova, e sinceramente, não
parece ser muito consistente.
O paradigma mais vigente entre cientistas, ainda simpatizantes da idéia de que
seres extraterrestres inteligentes existam, é o de que a viagem espacial é muito
dispendiosa. Um notável adepto deste paradigma foi Carl Sagan. Essa idéia
explica porque ele defendeu por toda a vida a possibilidade de existência de
vida extraterrestre, ao mesmo tempo em que mostrou-se cético com relação à
alegações de que OVNIs seriam naves extraterrestres. Isso também justifica sua
defesa apaixonada - e com sucesso - do SETI. Se os ETs não viajam, eles ainda
podem se comunicar - o que é relativamente pouco dispendioso - e não custa muito
tentar ouvir.
Mas mesmo a idéia defendida por Sagan tem problemas, e problemas sérios. O que
freqüentemente se fala, principalmente entre ufólogos, é que dizer que a viagem
espacial é excessivamente dispendiosa é limitar o avanço de eventuais
civilizações ETs ao nosso próprio estado atual. Além disso, nada indica que
nosso estado atual de tecnologia seja definitivo. Incrivelmente, estes são
argumentos razoáveis, mesmo a demonstrações de quanta energia seria utilizada em
tais viagens. Hoje em dia nós usamos mais energia em um ano do que nossos
antepassados usariam em toda uma vida. Mas há um argumento ainda mais decisivo
contra a idéia de que a viagem espacial não seria prática.
Já em 1970, o astrônomo Michael Hart argumentou que mesmo a 0,1c (um décimo da
velocidade luz, ou 30.000Km/s) seria possível cruzar toda Galáxia em poucos
milhões de anos. No ano passado, outro astrônomo, Ian Crawford, publicou na
Scientific American um artigo ainda mais incisivo: com nossa tecnologia atual,
poderíamos alcançar a estrela mais próxima de nós, Alfa do Centauro, em 100
anos. Supondo que quando chegássemos lá levássemos 400 anos para criar uma
segunda onda de colonização com duas naves para outras duas estrelas próximas e
assim sucessivamente - estimando assim um período de 500 anos para cada onda de
colonização - levaríamos de 5 a 50 milhões de anos para colonizar toda a
Galáxia. Ou seja, com nossa tecnologia atual e muito esforço já poderíamos nos
fazer notar por toda Galáxia em um piscar de olhos - em termos astronômicos, com
um Universo de 12 bilhões de anos de idade. A viagem espacial pode ser
dispendiosa, mas é difícil imaginar que isto limite uma civilização à
proximidade de seu planeta por tempo indefinido, ainda mais quando sabemos que
as estrelas não têm vida eterna. Algo dispendioso não é algo impossível.
Uma classe diferente de resposta é o 'Grande Filtro', que situa-se no limiar de
afirmar que ETs não existem. Eles existem, ou teriam existido, e espalhado por
todo Universo máquinas destinadas a exterminar qualquer civilização que se faça
muito notada ou que resolva colonizar a Galáxia. Qual o objetivo deste 'Grande
Filtro'? Não se sabe ao certo, e em verdade, não importa. A civilização que
criou este 'Grande Filtro' pode ter uma lógica e motivações próprias,
incompreensíveis a nós, mas com efeitos claros e decisivos sobre todos que
resolvam se fazer notar por toda Galáxia. Mas, e quanto à civilização que criou
o 'Grande Filtro'? Onde ela está? Talvez ela mesma tenha se extinguido, e suas
máquinas continuem funcionando. Não se sabe, porém embora pareça muito estranha,
a idéia do Grande Filtro é uma das que mais fazem sentido para explicar o Grande
Silêncio. O Grande Problema com o 'Grande Filtro' é que não parece funcionar
muito: nós já podemos nos fazer notar razoavelmente bem, estamos prestes a
colonizar outros planetas, e nada apareceu para nos aniquilar. Até o momento,
pelo menos.
Enfim, não há nenhuma resposta completamente satisfatória que explique porque,
se os extraterrestres existem, nós não os notemos de forma óbvia. Podemos
cogitar sobre o comportamento de tais ETs, mas é inviável imaginar que não
exista nenhuma exceção. Podemos ainda imaginar um Grande Filtro, mas ele ainda
não nos filtrou. Podemos constatar o quanto é difícil viajar entre as estrelas,
mas isso certamente não é algo impossível. O paradoxo de Fermi revela sua
profundidade: Se eles existem, onde eles estão?
Muitas vozes se levantam agora e dizem: 'Eles não estão em lugar algum'. Esta é
uma resposta simples, muito aceita por pessoas bem-informadas e razoavelmente
satisfatória. Seres extraterrestres inteligentes podem simplesmente não existir.
É preciso lembrar entretanto que ela também tem sérios problemas, porque é uma
conclusão que dificilmente pode ser provada, e nada indica sequer decisivamente
para ela até o momento.
O paradoxo de Fermi é um paradoxo justamente porque 'eles' deveriam existir
segundo nosso conhecimento científico, que o próprio Fermi conhecia bem assim
que a ciência tornou-se suficientemente sólida para permitir pensamentos sobre o
tema e incrivelmente, continua a apoiar a idéia até hoje, cinco décadas depois.
Não sabemos de nada que impeça a existência de outras civilizações, e como
sempre foi regra, o que não é impossível geralmente acaba ocorrendo na natureza,
mesmo que seja um tanto improvável. Mas talvez ocorra apenas uma vez se for algo
excessivamente improvável. E nós seríamos esta única vez.
Há algumas décadas, a maioria dos que advogavam a raridade de inteligência no
Universo acreditava que sistemas solares seriam raros, formados por processos
talvez mesmo catastróficos, como por exemplo uma estrela passando perto ou -
pasmem - chocando-se com outra. As chances de que isso ocorra são ínfimas, e se
os sistemas planetários tivessem origem catastrófica, deveriam ser de fato
raríssimos. Mas recentemente, a detecção de planetas extrasolares tornou-se
possível e mesmo comum, e nós conhecemos mais planetas fora de nosso sistema
solar do que dentro dele. Isto é algo histórico: uma grande evidência a favor do
princípio de Copérnico, segundo o qual nós não somos extraordinariamente
especiais, o que deve incluir nossa inteligência. A descoberta de diversos
planetas extrasolares praticamente aniquilou a idéia de formação catastrófica
dos sistemas planetários, e hoje em dia hipóteses evolutivas de formação, como
uma própria conseqüência da formação de estrelas são dominantes. Devem existir
quase tantos sistemas planetários na Galáxia quanto existem estrelas, e existem
centenas de bilhões de estrelas em nossa Galáxia.
Assim, um dos principais argumentos sobre nossa singularidade passou a ser nossa
Lua. Hoje acredita-se que nossa Lua formou-se não só por um processo
catastrófico - o choque de um meteoro com a Terra - mas de um processo com
características determinadas extremamente limitadas, e portanto algo raríssimo.
De fato, nosso sistema Terra-Lua mal pode ser chamado de um planeta e um
satélite, pois está próximo de algo que realmente deve ser muito raro: um
sistema de planetas duplo, que ainda por cima situa-se na ecosfera de uma
estrela.
Se a colisão que teria formado nossa Lua tivesse sido levemente diferente, a Lua
poderia ter escapado ou boa parte dela teria caído de novo na Terra e ela seria
bem menor. Ou poderiam existir várias luas menores. Nenhum outro planeta de
nosso sistema solar tem um satélite que pode ser comparado ao que a Lua é para a
Terra.
E a Lua é importantíssima para a vida como nós a conhecemos. Ela estabiliza o
eixo de rotação de nosso planeta, impedindo que os pólos gélidos tornem-se
equadores quentes a todo momento. Ela é a grande responsável pelas marés
intensas que temos, que podem ter sido decisivas para a passagem da vida do mar
para a terra. Ela levou a dose exata de massa da Terra para que nosso planeta
tivesse placas tectônicas que se movem com relativa rapidez, o que contribui - e
muito - para que tenhamos grandes continentes e grandes mares, que se movimentam
e aceleram grandemente o processo de evolução. Existem incontáveis outros
fatores pelos quais devemos à Lua nossa existência, e talvez os povos antigos
estivessem certos ao venerá-la. Muitos cientistas acreditam que a Lua é a grande
responsável por nossa existência. E se a formação da Lua foi fruto de um enorme
acaso, algo raríssimo, então vida inteligente como nós deve ser igualmente
raríssima.
Poderíamos nos estender sobre os diversos aspectos que podem nos fazer únicos,
mas a maioria deles deve mudar com o tempo, à medida que novas descobertas sejam
feitas. Isso não indica que são inválidos, nós devemos ser realmente especiais,
mas é de toda forma praticamente impossível provar que a vida extraterrestre
inteligente não existe. Podemos observar que não há prova de que ela existe a
despeito de intensas buscas neste sentido, e podemos descobrir o quão raras
foram as condições que permitiram o nosso surgimento.
Mas como Sagan imortalizou em uma célebre máxima, "Se nós estamos sozinhos, o
Universo seria um grande desperdício de espaço". O Universo é muito imenso,
mesmo nossa Galáxia já é muito imensa, e existiu há tanto tempo para que mesmo
uma possibilidade ínfima leve a dezenas, talvez centenas de civilizações a
existir. Mesmo limitando o conceito de civilização a algo próximo de nós mesmos.
Isso pode ser criticado como uma brincadeira com números grandes, mas quando
falamos de nosso Universo, essa brincadeira deve ser levada a sério. Nosso
Universo é muito grande, e é muito velho - em termos biológicos. A despeito de
novas descobertas relativas à nossa singularidade, e a despeito das que possam
surgir, a descoberta recente a respeito da quase onipresença de sistemas
planetários contrabalança o que parecia um jogo ganho. Em verdade, no momento o
jogo deve estar pendendo justamente para o lado oposto.
Os extraterrestres deveriam existir. Mas se eles existem, eles deveriam estar
aqui de forma óbvia. Eles não estão aqui de forma óbvia. Entender a perplexidade
que levou Fermi a perguntar "Onde eles estão?", perplexidade que resiste a
inúmeras descobertas e mesmo revoluções em diversos campos da ciência
relacionados nestas cinco décadas, é entender o que deve ser um dos maiores
enigmas que a ciência do século XX nos deixou. Um paradoxo ao qual qualquer
resposta tem sérios problemas, e ao qual a resposta verdadeira deve portanto ser
histórica e em si uma enorme revolução sobre nossa posição no Universo. Afinal,
"onde eles estão?"
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