- A Idade do Universo é uma Função do Tempo
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Resumo: Estimativas científicas da idade da Terra e
do Universo mostram uma tendência consistente para aumentar a uma taxa
crescente com o passar do tempo. Esta relação tem sido surpreendentemente
consistente durante os últimos três séculos. As implicações disto são, é
claro, profundas porque afetam tanto o futuro quanto o passado da história
do próprio tempo.

Figura 1. A idade estimada do universo como uma função do tempo em que a
estimativa foi feita. Estimativas mais antigas que 1850 estão muito próximas do
eixo para delinear, e suas estimativas de erro não são confiáveis.
I. Introdução
A idade da Terra e do Universo são de importância crucial a
teorias cosmológicas e também de intenso interesse popular. Dados suficientes se
acumularam desde princípios do século 18 para que nós possamos agora de forma
crítica e objetiva tentar determinar se há uma relação subjacente fundamental
afetando o próprio tempo.
II. Dados
1644: O estudioso hebreu Dr. John Lightfoot (1602-1675), vice-chanceler
da Universidade de Cambridge, construiu uma cronologia da história de
genealogias Bíblicas. Ele calculou que o mundo foi criado ao equinócio em
setembro de 3298 A.C., à terceira hora do dia (9 da manhã). Ele não especificou
a longitude particular da Terra para qual este horário se aplicava.
1650: James Ussher (1581-1656), Arcebispo de Armagh e Primaz de Toda
Irlanda, cuidadosamente correlacionou histórias do Oriente Médio e Mediterrâneas
e escrituras sagradas, chegando à data de criação: Domingo, 23 de outubro de
4004 A.C. Nenhuma barra de erro é necessária quando esta data é traçada no
gráfico, uma vez que Ussher considerou-a exata na época.
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Depois disso durante vários séculos encontra-se pouca discussão científica sobre
a idade do universo, em parte por causa de falta de evidência e teoria. Mas as
pessoas estavam ponderando a questão da idade da terra, e é claro, o universo é
muito provavelmente mais antigo que a terra.
1760: Buffon (1707-88) estimou a idade da terra como 75,000 anos
calculando seu tempo de esfriamento do estado fundido.
1831: Charles Lyell (1797-1875) chegou a uma idade de 240 milhões de anos
baseado em fósseis de moluscos marinhos.
1897: William Thomson (1824-1907) usou dados mais precisos de condução de
calor e radiação para melhorar o cálculo da taxa de resfriamente da Terra,
concluindo que a terra tinha entre 20 e 400 milhões de anos de idade.
1901: John Joly (1857-1933) calculou a taxa de entrega de sal de rios
para oceanos, determinando a idade da terra como entre 90 a 100 milhões de
anos.
1905-1907: Rutherford e Boltwood determinaram a idade de pedras e
minerais a partir de medidas de decaimento radioativo. Eles encontraram idades
de 500 milhões de anos a 1.64 bilhões anos. Trabalho subseqüente encontrou
amostras de pedra tão antigas quanto 4.3 bilhões anos.
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No século 20 a atenção se volta de datar a Terra, para datar a formação do
sistema solar, e o próprio Universo.
1929: Edwin Hubble (1889-1953) interpreta a distorção para o vermelho de
estrelas e galáxias distantes como devido à expansão geral do universo. A taxa
desta expansão é chamada constante de Hubble, e se o universo estivesse se
expandindo uniformemente desde seu começo, isso nos diria o quão antigo ele é.
Extrapolando para trás reuniriam as galáxias há aproximadamente 2 bilhões anos
atrás, usando os números originais de Hubble.
1947: George Gamow (1904-68) usa os dados originais de Hubble em
luminosidade de variáveis Cefeidas para concluir que a "expansão do universo
deve ter começado aproximadamente dois ou três bilhões anos atrás." Em uma nota
de rodapé ele diz "informação mais recente conduz, porém, para uma estimativa de
períodos de tempo um pouco mais longas."
1952: Bart Jan Bok (1906-83) estima que agrupamentos galácticos devem ter
entre 1 e 10 bilhões de anos de idade.
1999: Astrônomos que trabalham em um time especial da NASA anunciaram que
o universo tem aproximadamente 12 bilhões de anos, baseados em medidas da
constante de Hubble para estrelas muito distantes.
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IDADE DA TERRA
| Pessoa |
Ano
E.C. |
Ano
A (abs) |
E = Est Idade (anos) |
Método |
| Lightfoot |
1644 |
5648 |
3298 |
Genealogias Bíblicas |
| Ussher |
1650 |
5654 |
4004 |
Genealogias Bíblicas |
| Buffon |
1760 |
5764 |
75000 |
Taxa de resfriamento Terra |
| Lyell |
1831 |
5835 |
240000000 |
Idade de fósseis mais antigos |
| Kelvin |
1897 |
5901 |
210000000 |
Taxa de resfriamento Terra |
| Joly |
1890 |
5894 |
100000000 |
Liberação sal de rios para oceanos |
| Boltwood |
1907 |
5911 |
2.2E+09 |
Decaimento radioativo de rochas |
IDADE DO UNIVERSO
| Hubble |
1929 |
5933 |
2E+09 |
Desvio para o vermelho de estrelas e galáxias |
| Gamow |
1947 |
5951 |
2.5E+09 |
Desvio para o vermelho de estrelas e galáxias |
| Bok |
1952 |
5956 |
5E+09 |
Agrupamentos Galácticos |
| NASA |
1999 |
6003 |
1.35E+10 |
Expansão de universo |
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III. Análise
A Fig. 1 sugere fortemente que uma real e fundamental relação esteja
por trás destes dados. A pessoa pode reclamar que este gráfico simplificado
reúne dados da idade da terra e da idade do universo. Uma análise de regressão
foi executada separadamente nos dois grupos de dados. Descobre-se que os dados
da idade da terra (antes de 1929) se ajustam a uma curva na forma E=FAk
onde E é a estimativa de idade e A é a idade absoluta da terra na época em que a
estimativa foi feita (A=Y+4004) onde Y é o ano do calendário. O ajuste é melhor
com F=3015x104 e k=0.0075. O desvio padrão deste ajuste é de
aproximadamente 2.5%.
As estimativas da idade do universo (de 1929 até o presente) se ajustam a uma
curva da mesma forma, E=FAk com F=2910x104 e k=0.009. O
desvio padrão do ajuste sendo menor que 0.5%. A qualidade deste ajuste é muito
melhor que a dos dados da idade da Terra. Isto não deveria ser surpreendente,
considerando que estimativas mais antigas da idade da terra eram em grande parte
conjeturas baseadas em metodologia ruim, enquanto as mais recentes estimativas
da idade do universo foram conjeturas científicas baseadas em técnicas e
instrumentação avançadas.
A Tabela 1 dá os dados que o leitor pode usar para conferir estes
resultados. Estas duas linhas de regressão extrapolam atrás no tempo ao mesmo
ponto, 4004 A.E.C. Isto deveria encorajar criacionistas e outros literalistas
Bíblicos a aderir àquela data, e não comprometer suas convicções com uma data
anterior.
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IV. Conclusão
Físicos têm há muito tratado o tempo como uma variável, contudo eles não
perceberam todas as implicações desse fato. Se estas estimativas de idade forem
levadas seriamente não se pode escapar da conclusão que com o passar do tempo a
idade de universo não só aumenta, mas o faz a uma taxa cada vez maior.
Considerando que estes resultados, no momento, são fundados completamente em
dados do passado, este aumento de idade deve ter estado acontecendo no passado.
Portanto, o ponto no tempo que representa o nascimento do universo, o "Big
Bang", pode estar se movendo atrás no tempo a uma taxa sempre crescente.
A tendência rapidamente ascendente da curva de idade (Fig. 1) sugere fortemente
que em algum tempo finito no futuro a idade estimada do universo será infinita.
Isto terá várias conseqüências importantes:
(1) Todas as perguntas relativas às circunstâncias tendo lugar na hora do começo
do universo (o Big Bang) serão relegadas à história.
(2) Toda especulação sobre o que havia antes do Big Bang será igualmente vista
como obviamente sem sentido.
Alguns teoristas sugerem uma conclusão alternativa. Eles dizem que a tendência
de estimativas de idade resulta de uma falha no próprio tempo. Talvez a expansão
universal do espaço seja acompanhada por uma expansão universal do período de
tempo no qual tudo isto acontece. Ou talvez a expansão espacial seja apenas uma
ilusão causada pela expansão do tempo. Seus críticos dizem que estes teoristas
simplesmente têm tempo demais para gastar.
FIM
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Aviso: Os dados e fatos
históricos na sátira acima são reais, e nenhuma pré-disposição influenciou sua
escolha, além da omissão de algumas estimativas de idade obviamente erradas que
não se ajustavam bem à curva. A análise de regressão é, porém, sem sentido. Foi
usada como um exercício para ilustrar algumas armadilhas de tal análise. A
equação tem A elevado à potência aproximada de 1/100. Esta potência é tão
pequena que o resultado deve ser inevitavelmente muito próximo de um, para uma
gama extensa de valores de A. Vendo de outro modo, A é proporcional a E100,
e então a incerteza em A é 100 vezes a de E. Quando são feitas extrapolações
sobre uma gama grande de alguns pontos de dados espalhados em uma gama muito
pequena, o resultado tem uma incerteza enorme. A moral é que através de métodos
como estes, uma pessoa pode parecer ajustar quase quaisquer dados a quase
qualquer conclusão preconcebida. A moral para estudantes: faça a análise de erro
corretamente.
Também, o ponto de partida da escala de idade, 4004, foi arbitrariamente
escolhida para a análise, e então usada para apoiar a conclusão de que os dados
predisseram aquela data. Somando aos crimes, a própria noção de usar estimativas
de idade como evidência de que a própria escala de idade está mudando com o
tempo representa lógica absurdamente circular e auto-referente.
O fato de que as conclusões não são nem mesmo apoiadas pela falsa análise prévia
é, na luz destas observações, completamente irrelevante a qualquer coisa.
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Este material é © 2001 pelo
The Institute of Physics Publishing e aparece na coletânea de humor na
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