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Asteróide ameaça seu cérebro novamente

“Encontros Imediatos”: Série de documentários portuguesa

20 de abril de 2008 Comments (0) Views: 882 Ceticismo, Fortianismo, Paranormal

Espiritualismo no PROCON inglês

Médiums e espiritualistas temem que mudanças em leis regulando a indústria possa deixá-los vulneráveis à ação civil maliciosa de céticos“, informa a BBC (em inglês). E não são pingüins voadores, isso é a sério. São pessoas que alegam falar com os mortos temendo serem processadas por esses malignos céticos exigindo absurdamente que eles provem o que alegam.

Como se vê, é um caso serísssimo, que pode afetar a indústria espiritualista britânica, regida desde 1951 por uma lei especial que permitia através de falhas jurídicas que médiums alegassem que o que fazem seria apenas para “entretenimento” e quaisquer taxas cobradas seriam para as despesas do estabelecimento e afins. Provar a veracidade de suas alegações não seria necessário, e em mais de meio século apenas cinco charlatães foram condenados.

Carole McEntee-Taylor, da Associação de Trabalhadores Espirituais lembrou que “[a lei antiga] protegia o médium porque significava que a pessoa recebendo a informação tomava responsabilidade pessoal. Seria preciso provar que o médium era fraudulento ou estaria concedendo conselhos que as fariam tomar decisões envolvendo dinheiro”.

Mas a partir de 26 de maio, a atividade passará a ser regulada pela Diretiva de Práticas Comerciais da União Européia. Como uma prática comercial, será responsabilidade do médium provar que não enganou consumidores vulneráveis. O que, obviamente, alarmou os médiuns, que organizaram uma reveladora petição:

“Nós … consideramos discriminatórias as implicações de escolher apenas a religião Espiritualista para ser incluída nas Leis de Proteção ao Consumidor, e não as outras religiões. Quaisquer mudanças [na lei antiga] devem ser feitas apenas depois de extensa consulta a todas as principais organizações espiritualistas”.

A petição teve mais de 2.600 signatários, e pelo menos em sua primeira parte é completamente razoável. O espiritualismo não deveria ser a única religião a estar sujeita a leis de proteção ao consumidor. Todas também deveriam.

O editor de Spitirualist News, contudo, vê as novidades com mais calma. Mas continua revelador em suas recomendações:

“Tudo que o espiritualismo precisa fazer é se assegurar de que os médiuns operem dentro da nova lei sobre serviços que envolvem transações que poderiam ser interpretadas como um ‘contrato com o consumidor’. Isto pode exigir algumas precauções como avisos verbais e possivelmente, no caso de sessões privadas, declarações de imunidade assinadas, mas são certamente algo possível a qualquer médium espiritualista”.

Lembra muito outro religioso ensinando suas técnicas. [via ricbit]

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