MENU
alien-slots.jpg

O Princípio da Indiferença e o Desconhecido

bvb.jpg

Videntes não acertam nem mesmo no Big Brother Brasil

11 de fevereiro de 2009 Comments (12) Views: 3599 Ceticismo, Fortianismo

Um Sinal na Tragédia?

Cruz_no_Zendron

Enquanto mais de um milhão de pessoas no estado de Santa Catarina eram afetadas pelas grandes chuvas em novembro de 2008, com milhares de desabrigados, no saldo final foram contabilizadas 135 mortes, boa parte em deslizamentos de terra.

E um deslizamento foi o que afetou naquele mês um morro ao final da Rua Antônio Zendron, em Blumenau. Um deslizamento peculiar: depois que a vegetação foi levada pela água, algumas árvores e plantas permaneceram na encosta formando uma grande cruz que podia ser vista a centenas de metros de distância.

cruzemblumenau2

Muitos moradores da região sem surpresa entenderam isso como um sinal divino. “É o Fim dos Tempos, um Sinal de Deus”, vários proclamaram. Outros rapidamente associaram a formação com alienígenas, discos voadores, círculos ingleses e afins.

Embora nenhuma investigação mais cuidadosa tenha sido feita no local – havia evidentemente outras prioridades – penso que seja razoável sugerir que a cruz tenha sido apenas uma casualidade:

crosszendron

É mais fácil notar como ela não é tão bem definida, e como está relacionada também com o solo e relevo do morro. Ainda assim, é um caso bem curioso.

crosslandslide

deslizamentoquiririClaro que também podemos apontar as centenas de deslizamentos que não resultaram em nada como uma cruz, e como em meio a uma amostra tão grande não é tão extraordinário encontrar alguns casos com significado aparente.

Como a fotografia ao lado. Foi a primeira imagem clara de um deslizamento que encontrei via Google, e a utilizei para ilustrar uma versão inicial em inglês desta nota. Foi apenas ao olhar novamente para a nota já publicada com a imagem que notei que o deslizamento parece soletrar um termo de baixo calão.

Não é nada apropriado começar comentando a tragédia e as mortes no sul, e terminar com um termo chulo, mas ressalto que foi o mero acaso que me fez encontrar essa imagem e que só posteriormente a vi dessa forma. Não foi minha intenção contrapor algo assim nesta questão. Foi… mero acaso.

O que, acredito, reforce o argumento sério de que coincidências e apofenias, mensagens e significados entendidos pelo observador a partir de eventos aleatórios, não-correlacionados, são mais comuns do que costumamos presumir. Claro que minha mente suja também deva ter seu papel aqui.

Não condeno ninguém que olhe para a cruz gigantesca no morro e fique intrigado. É uma cruz gigantesca em um morro, afinal, e tudo indica surgida sem interferência humana, todavia com aparência de artificialidade. É um caso curioso.

Mas tal tipo de curiosidade não é nada sobrenatural. Como a segunda imagem bem deve indicar, em uma serendipidade não tão nobre.

– – –

Fontes das imagens:

Tags: , , , , , , , , , ,

12 Responses to Um Sinal na Tragédia?

  1. ana disse:

    confesso que não consegui ver nada de mais na segunda foto. :P
    Mas a primeira é muito interessante.

  2. martinho disse:

    O que é natural ou sobrenatural? Indagações como essas e afirmativas ao seu respeito sempre vão ser suposições. Pode-se se ser cético ou crédulo, mas pode-se ser crédulo sendo cético. Eu acredito que a filtragem e a postura indagadora e crítica é salutar, mas a rotulação sobre o que é real, fake, natural, misticismo, milagre, pareidolia ou imagem real, ao meu ver é precipitada e carece de, extensivamente, uma boa hermenêutica e de método…
    Abraços a todos

  3. Anon disse:

    Também dá pra interpretar como um simples X, mas isso não é tão MÍSTICO, né?

    Além do mais, o que isso significaria? Que após a tragédia Jesus resolveu assinar seu trabalho? Ou que ele viu (e deixou) tudo aquilo acontecer e agora aparece para tranquilizar as pessoas e mostrar que ainda está lá?

  4. marcelo disse:

    Não entrando na questão da cruz de Santa Catarina eu pergunto: Deus não pode usar a natureza que criou para produzir fenômenos sobrenaturais , ou melhor, os fenômenos sobrenaturiais tem que se opor aos mecanismos naturais ou são apenas um aspecto dessa natureza criada por Deus? Infelizmente vocês “ateus” usam a falácia de que se algo ocorre e pode ser explicado fisicamente então Deus está fora desse “algo”. Infantilidade que só engana aborrecentes.

    ri ri ri

  5. Edu disse:

    é, eu também não entendi essa última foto, parece uma mão. o que você imaginou?

  6. marcos bennert disse:

    muito impressionante, bem dificil de acreditar, mais eu acredito pois vi a cruz de perto, e isso nao pode ser coincidencia, deve ser um sinal divino para a cidade se previnir de uma possive nova tragedia.

  7. carlos disse:

    Concordo contigo Bennert sempre se ve um sinal antes durante ou depois de uma tragedia natural (se é que se pode dizer que e natural

  8. Midedaska disse:

    “Cu, em Portugal, normalmente se emprega para se referir ao ânus e eventualmente às nádegas. No Brasil, a palavra “cu” é considerada de baixo calão e é utilizada de forma popular para se referir ao ânus.”

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Cu

  9. Alvaro Rexs disse:

    Foi mal, mas você forçou a barra legal com a segunda foto! Nada a ver!

    Mori, não force provas… Um homem que não contempla está morto!

    A cruz está ali, por favor né…

  10. Dylan Ricardo disse:

     

    Engraçado…
    quando é uma cruz foi coisa de deus, quando é outra coisa foi o acaso. Interessante
    o funcionamento do cérebro dos que crêem cegamente.

    Isso
    me lembra a historia da criança que sobreviveu ao desastre de avião. Morreram 200
    pessoas, mas a criança sobreviveu. As pessoas dizem: milagre. Eu pergunto: e os
    200 passageiros? As pessoas respondem que foi acaso. Ué! E a criança não foi tb?

    • Sidneyalves disse:

      A cruz foi endeusada por alguns grupos religiosos mas não foi bem essa a origem dela. faça uma pesquisa histórica e ficará surpreso,garanto

  11. José Ricardo disse:

    Segundo o comentário extra oficial de um geólogo conhecido meu, observando as fotos nota-se que não há anormalidades no deslisamento e que a formação depende de muitíssimos fatores, inclinação, solo, vegetação, drenagem, etc. E como a área não é de interesse científico, não é possível determinar o motivo da formação da ‘figura’, se ela desceu junto com parte da encosta ou se ficou estática, teria que ser verificado se horizontalmente houve acumulo de material. Mas que normalmente é o tamanho das raízes que seguram a vegetação na encosta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *