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Usando Estatística para desmascarar a Astrologia

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Demônio capturado no México?

14 de maio de 2009 Comments (4) Views: 3664 Ceticismo, Fortianismo

Se

O poema original de Rudyard Kipling, “If”, em inglês é tão espetacularmente perfeito, e esta leitura por Robert Morley tão apropriada… e, no entanto, só pode ser entendida por quem compreenda essa língua estrangeira.

Se este não for seu caso, não tema. Há várias versões traduzidas ao português, e delas, a abaixo de Guilherme de Almeida me pareceu uma muito boa. Inspire-se:

“Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar—sem que a isso só te atires,
de sonhar—sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e—o que ainda é muito mais—és um Homem, meu filho!”

[Vídeo via Richard Wiseman’s Blog]

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4 Responses to Se

  1. marcelo disse:

    Já virou praxe no mundo ocidental babar o ovo de maçons. Quando são “artistas” então o baba-ovismo é estratosférico.

    Não há nada demais nesse “poema” bobo.

    Mas, é claro os maçons precisam ser promovidos por críticos maçons e a plebe, através desses críticos, deve ser educada a aceitar a supremacia maçonica em todos os nichos culturais, sejam eles os quadrinhos ou literatura.

    Malditos maçons.

  2. Eduardo Vianna disse:

    Cacetada, Mori, que bonito esse seu post. E veja como a gente tem oportunidade pra ser besta: eu nunca fui de ler o Kipling por causa das posições políticas dele, e, bobagem é espirrar na farofa, isso aí é burrice pura. E que bacana ocasião para lembrar o Guilherme de Almeida, tristemente esquecido mesmo aqui em Sampa.

    Abraços. Gostei muito desse poema.

  3. Lucas disse:

    Bom, gostei. Meio budista.

  4. Eduardo Vianna disse:

    Pode crer, é meio budista sim. Eu li uma resenha segundo a qual o poeta era influenciado pelo extremo oriente, mesmo sendo um doido de um racista britânico. Como as coisas podem ser contraditórias, hein, gente?

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