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A incomum fotografia foi
tomada por uma aeronave oficial de
mapeamento do governo da Costa Rica, que
voava a 10.000 pés de altitude sobre o Lago
de Cote, região de Arenal. As fotografias de
mapeamento eram tomadas automaticamente, e
os quatro tripulantes, incluindo um
especialista em fotografia aérea, um
geógrafo, um topógrafo e mais o piloto, não
perceberam nada de incomum na ocasião. O
aparente objeto discóide sobre o lago só foi
notado na imagem depois da revelação. O
filme, preto-e-branco, especial para tais
tarefas, é enorme, medindo 23 cm x 23 cm, o
que permitiu uma clareza extraordinária.
Segundo Jacques Valleé, um dos que
analisaram o caso, "podem-se ver vacas no
campo".
Comentário: De pronto, é um caso
fotográfico inexplicado até o momento,
envolvendo um OVNI real. Ou não. A fotografia
chegou a público nos anos 80, por iniciativa de
um dos tripulantes do vôo, que contatou o
ufólogo costa-riquenho Ricardo Vilchez. Em 1985,
um negativo de segunda geração chegou às mãos do
ufólogo Jacques Valleé, que, em conjunto com
Richard Haines, realizou uma análise da
fotografia, publicada em 1989 no Journal of
Scientific Exploration. Os ufólogos também
tiveram à sua disposição cópias dos negativos
adjacentes ao negativo com o OVNI -- lembrando,
as imagens foram tomadas por um sistema de
mapeamento automatizado. Nessas imagens
adjacentes, tomadas 20 segundos antes e 20
segundos depois, não há nada de incomum.
O caso fotográfico é praticamente perfeito. A
possibilidade de fraude é pequena, dada a fonte
oficial. Conhecem-se a hora e local precisos, e
além de tudo, o negativo é de altíssima
qualidade. Valleé e Haines analisaram a
geometria do cenário, e estimaram que o tamanho
máximo do disco, supondo um objeto real na
altura do solo, seria de 210 metros. Suas
análises também contaram com processamento
computadorizado da imagem, algo ainda raro na
época. Sua conclusão:
"Em resumo, nossas análises sugeriram
que um objeto aéreo opaco não-identificado
foi capturado em filme a uma distância
máxima de 10.000 pés. Não há meios visíveis
de ascensão ou propulsão e nenhuma marca de
superfície além das regiões escuras que
parecem não ser aleatórias. Este caso deve
permanecer 'aberto' até que maiores
informações estejam disponíveis".
Em uma atitude extremamente louvável, o paper
da análise contou com a publicação de uma
revisão por uma referee, Marilyn E.
Bruner, cientista do Laboratório de Pesquisas
Lockheed Palo Alto. Avaliações por pares é uma
prática científica comum.
"Enquanto eu concordo que a imagem
[do disco] é muito sugestiva, minha
impressão é de que provavelmente não
representa um objeto físico", avaliou
Bruner. Notando diversas inconsistências, a
referee opinou que "a imagem oval
é mais provavelmente um artefato como uma
marca de pressão [sobre o filme], e
não a imagem fotográfica de um objeto
físico. Tal marca poderia ter sido causada
por uma partícula presa entre duas camadas
de filme no rolo".
Em
fevereiro de 1990, Valleé e Haines finalmente
obtiveram acesso ao negativo original, e
realizaram uma nova análise. Eles puderam
confirmar suas avaliações anteriores, sem
detectar sinais de fraude no negativo.
Igualmente importante, avaliaram a sugestão de
Bruner de que o disco fosse um problema no
negativo. Segundo eles, como o negativo original
não possuía qualquer protusão ou depressão, a
hipótese de que o disco fosse produto do dano
causado por uma partícula falhava em obter
apoio.
A nova análise conclui: "A sorte na
obtenção do negativo original resultou na
confirmação de nossa especulação anterior de que
o disco aéreo é certamente anômalo. Embora possa
não ser inexplicável, é ao menos
não-identificado".
De fato, permanece não-identificado. Poderia
ser um disco real de mais de 200 metros de
tamanho surgindo do Lago de Cote? Seria
realmente algo extremamente anômalo, por
diversos motivos.
As fotografias tomadas segundos antes e
segundos depois não mostram nenhum OVNI. Supondo
que o disco não tenha sido fotografado nessas
outras imagens por ter se deslocado rapidamente
para fora do enquadramento, pode-se estimar sua
velocidade mínima. Valleé e Haines mesmo fizeram
a estimativa, e o disco deveria ter se deslocado
no mínimo a 2.300 Km/h. Saindo de dentro de lago
e disparando em tal velocidade, esperaríamos que
criasse um estrondo sônico, mas os tripulantes
do avião nada notaram.
As fotografias adjacentes não apenas não
mostram nenhum disco. Elas também não mostram
nenhuma agitação na água do lago. Somando-se
isso a certas inconsistências na imagem do OVNI,
ele pode ser realmente um problema no filme, e
não um objeto físico real, como notou Bruner.
Ou não.
Confira:
Photo Analyses of an Aerial Disc Over Costa Rica
(em inglês)
E também:
Photo Analysis of an Aerial Disc Over Costa
Rica: New Evidence (em inglês)
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