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Regina Sylvia nos enviou a série de três
belas fotos de "OVNIs disfarçados de
nuvem". Sugerimos que poderiam ser mesmo
nuvens, pedindo por mais detalhes, e ela nos
contou:
"Essa 'nuvem' foi algo muito estranho. Se
era só nuvem... sei lá, mas nesse dia
estávamos para ir aos Pirineus (em
Pirinópolis, Goiás), e estacionados na
cidade vimos a primeira nuvem. Imensa,
maravilhosa. Depois na nossa chácara, tipo
duas horas depois, vimos a MESMA NUVEM
imensa, maravilhosa, no lugar, mas não era
só uma, tinha outra, menor, mais para a
esquerda. Anoiteceu e... a nuvem apareceu em
outro lugar, iluminada como se houvesse lua
atrás".


Comentário: À primeira vista,
pensamos que fossem nuvens lenticulares,
como sugerimos a Regina. Estas nuvens se formam
na presença de fortes ventos verticais,
normalmente em regiões montanhosas. Elas também
se assemelham a nuvens capuz, formadas
mais próximas dos cumes de montanhas.
Mas
as imagens não se parecem com os retratos comuns
de nuvens lenticulares - incluindo o detalhe,
notado por Andréia Tschiedel, de que estão
acompanhadas de nuvens de um tipo diferente. A
primeira imagem exibe mesmo uma nuvem cumulus
mesclada com a enigmática nuvem semi-esférica e
translucente. Seriam
OVNIs de vórtice, ou mesmo OVNIs disfarçados
de nuvem?
Uma consulta a um meteorologista
provavelmente resolveria a questão, mas, ratos
de internet, consultamos antes o oráculo de
Google. Após várias tentativas sem sucesso,
encontramos
uma página do Laboratório de Física de
Nuvens e Mesoescala da Universidade Federal do
Ceará, e descobrimos a provável classificação
destas que devem ter sido mesmo nuvens.
São
nuvens Pileus: "Quando se observa o
desenvolvimento dos grandes cúmulos congestus,
pode-se ter a sorte de avistar os sinais da
evasiva nuvem pileus, uma nuvem pequena
com uma cúpula superior arredondada, formada
transitoriamente acima de um cúmulo em
desenvolvimento. Quando os cúmulos se elevam até
uma camada superior de ar, que tem movimento
horizontal, o ar ascendente que os precedem abre
uma pequena brecha nesta camada, antes de
penetrar completamente nela. Se o ar for
suficientemente úmido forma-se uma pequena nuvem
no momento em que o ar atinge o pico desta
brecha, mas rapidamente o topo do cúmulo chega
aí e a nuvem pileus desaparece na massa de nuvem
que se eleva".
A primeira imagem, em que a translucência de
nossa nuvem pileus está destacada, também tem
leves sinais do que poderia ser uma
irisação.
Enfim, como imagens podem valer mais do que
as palavras deste autor, encerramos com a imagem
do mês de maio de 2005 da Cloud Appreciation
Society (Sociedade de Apreciação de Nuvens),
tomada por
Justin Moore:

(fonte:
CAS Cloud of the Month, May 2005)
Confira:
-
Nuvens, Laboratório de Física de Nuvens e
Mesoescala da Universidade Federal do Ceará
-
Tipos de nuvens
-
Cloud Appreciation Society
-
Pirenópolis, Goiás, Brasil
-
Vida no cerrado, Regina Sylvia e Hartmut
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