 de Donald Simanek - Traduzido com sua gentil permissão
Nunca vai funcionar! Moinho de ciclo fechado, Robert Fludd, 1618. Propostas de dispositivos moto perpétuo são freqüentemente descartadas por cientistas de forma que parece ao leigo como rejeição precipitada usando afirmações dogmáticas de que tais dispositivos estão proibidas de funcionar pelas "leis da termodinâmica". Isto não satisfaz a pessoa que conhece um pouco de física, mas considera as leis da termodinâmica um pouco misteriosas. O próprio caráter de tais leis é estranho à pessoa comum, porque têm um ar de finalidade e negatividade.
As leis da termodinâmica e leis conservação têm grande poder porque nos permitem predizer certas coisas sobre um sistema sem analisar todos os aspectos do mecanismo. Elas permitem até mesmo predições confiantes a despeito de nossa ignorância de alguns detalhes ou dificuldades experimentais em examiná-lo.
É claro que os físicos não afirmam que qualquer lei da física representa a verdade final e inalterável. O inventor do dispositivo de moto perpétuo (MP) se lança sobre isto e diz "Tais leis vão nos levar a desistir de tentar descobrir qualquer coisa nova! E se houvesse uma falha nessas leis, a qual nós poderíamos descobrir e aproveitar?"
É um fato histórico as leis da termodinâmica foram originalmente propostas para descrever o fato de que todas as tentativas prévias de alcançar movimento perpétuo tinham falhado. Nós aprendemos mais sobre as leis desde então, e temos um entendimento muito melhor delas e por que são tão poderosas em descrever o que pode e o que não pode acontecer na natureza.
Os dispositivos de MP clássicas podem ser mostradas como possuindo falhas em conceito ou execução por meios muito mais simples. O jeito óbvio é simplesmente testar o dispositivo para ver se corresponde às alegações do inventor. Afirmações fraudulentas podem por vezes ser expostas deste modo. Mas a reação habitual do inventor é dizer "Isto precisa de um pouco mais de trabalho para refinar e melhorar o projeto."
Em outro nível estão propostas que ainda não foram construídas. Tais propostas podem vir de pessoas honestas (embora talvez mal direcionadas) que conhecem um pouco de física ou engenharia (mas não o bastante). Como nós podemos determinar se essas valem o tempo e o trabalho para serem desenvolvidas? Normalmente as propostas de MPs podem ser mostradas como estando baseadas em raciocínio falacioso, ou mal entendimento ou má aplicação de leis e princípios básicos da física bem conhecidos e testados.
Este pode ser um exercício útil para os leigos interessados, e para o estudante secundário e calouros da faculdade tendo aulas de física, até mesmo antes de lhes serem expostas as leis da termodinâmica. Meu propósito, neste documento, é sujeitar algumas das propostas clássicas de dispositivos de MP a tal análise. No processo nós passaremos a entender melhor as leis físicas básicas, e entender como elas podem ser mal entendidas, mal interpretadas e mal aplicadas.
Eu me interessarei em examinar exemplos destas classes de propostas e alegações:
(1) Dispositivos que se alega que permanecem em movimento ininterrupto sem injeção de energia e sem produzir trabalho externo. Obviamente tais dispositivos exigem energia para começar a se mover, mas nada mais depois disso. Esta descrição não é nada além de uma declaração do que moto perpétuo significa. Estes dispositivos não têm nenhum outro propósito além de maravilhar os espectadores e aborrecer os físicos e engenheiros. Tais dispositivos não violam necessariamente nenhuma lei ou princípio da física. Átomos estáveis são objetos físicos cujos processos internos continuam eternamente sem perda de energia se o átomo não for perturbado. Assim eles são exemplos de "movimento perpétuo".
(2) Dispositivos que se alega que permanecem em movimento sem contribuição de energia enquanto produzem energia externa. Tais dispositivos propostos podem exigir um empurrão para começar, mas nenhuma injeção de energia depois disso. Este é o tipo de dispositivo que os inventores buscam. Às vezes o inventor recusa desconectar a bateria de ignição depois que o dispositivo está se movendo. Suspeito.
(3) Dispositivos que requerem injeção de energia para permanecer em movimento, mas se alega que produzem energia maior que a energia introduzida. Hoje em dia algumas pessoas chamam esses de dispositivos "over-unity" [sobre-unidade], porque seus inventores afirmam que têm eficiências maiores que um. Claramente tal dispositivo (se existisse) poderia ser modificada para se transformar em um dispositivo classe (2) simplesmente desviando parte da energia produzida e dirigindo-a de volta no dispositivo. Curiosamente, inventores que alegam ter feito um dispositivo de sobre-unidade resistem a qualquer sugestão de fazer isso para provar conclusivamente suas alegações sobre o dispositivo. Suspeito.
(4) Dispositivos que canalizam alguma hipotética "energia livre" universal pervasiva que os inventores imaginam que preencha todo o espaço. Costumava ser a energia do éter luminífero que estava sendo supostamente canalizada. Agora que nós já não levamos o éter a sério essas pessoas alegam estar canalizando a "energia do vácuo". De qualquer maneira, eles afirmam, está "lá fora" e livre para ser extraída. Se realmente houvesse tal fonte de energia, estes dispositivos não estariam violando qualquer lei física. Infelizmente, a fonte de energia normalmente é postulada para os propósitos do inventor, é completamente um produto da mente dele, e não é apoiada por qualquer outra evidência independente. Assim, ao observador objetivo, estes dispositivos são experimental e teoreticamente indistingüíveis das do tipo (3). Uma vez que inventores (perseguidores) de dispositivos de energia livre alegam que tais dispositivos de fato têm injeções de energia, eles rejeitam o rótulo de dispositivos de "moto perpétuo". Eles também rejeitam qualquer sugestão de que poderiam manter os dispositivos funcionando desviando um pouco da energia produzida de volta no dispositivo, dizendo que os dispositivos só são capazes de tomar energia de uma fonte de "energia livre" ou que a "energia livre" é de um caráter sutilmente diferente da energia ordinária.
Alguns autores classificam dispositivos de MP através de referência às leis da termodinâmica que vão violar. - Dispositivos de MP do primeiro tipo, que violam a primeira lei da termodinâmica. Eles produzem mais energia que recebem.
- Dispositivos de MP do segundo tipo, que violam a segunda lei de termodinâmica. Eles envolvem mudanças nulas ou negativas da entropia.
Eu não usarei muito esta classificação, porque quero evitar qualquer apelo às leis da termodinâmica neste documento. Os exemplos que pretendo descrever são aqueles aos quais é fornecida análise inadequada em livros padrão e artigos. Muitos não foram propostos originalmente como dispositivos executáveis, mas como quebra-cabeças de desafio inteligentes e paradoxos para testar a compreensão de princípios físicos. [Retornar ao início]
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