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Fantasma no Vaticano?

“Desclassificação” chilena?

9 de abril de 2008 Comments (0) Views: 1121 Ceticismo, Ufologia

Comunhão alien em contradição

O escritor de sucesso Whitley Strieber, talvez mais conhecido hoje como autor da história original do filme “O Dia Depois de Amanhã”, mas imortalizado na ufologia como o suposto abduzido autor de “Communion”, foi pego em contradição. E em seus próprios livros, supostamente “reais”. Não, não “baseados em fatos reais”. Seus livros sobre abduções são vendidos como “histórias verdadeiras”. Sempre desconfie de livros que precisam ser rotulados como histórias verdadeiras.

O ufólogo DM Duncan, do Keyhoe Report, confronta duas versões de uma mesma história contada por Strieber sobre seu contato com um certo doutor Robert Sarbacher

Em “Communion”, de 1987, ficamos sabendo que Sarbacher fez revelações bombásticas em uma carta reservada a um pesquisador. Strieber conta que infelizmente só ficou sabendo da carta, e do próprio Sarbacher, depois que este havia falecido. Não pôde assim entrevistá-lo. Strieber é claro: “Só soube a respeito do Dr. Sarbacher e sua carta em 9 de agosto de 1986“. Sarbacher faleceu em 26 de julho do mesmo ano, pouco mais de uma semana antes. Esta versão é repetida mais de uma vez no best-seller.

Mas em seu livro subesqüente de 1995, “Breakthrough“, o escritor conta uma história bem diferente:

Em 1986 eu procurei pelo dr. Sarbacher e conversei com ele pelo telefone“.

E se estende para detalhar como conversou com o doutor que oito anos antes supostamente já estaria morto. Strieber ainda não alega falar com os mortos. A contradição é irreconciliável, e evidencia que Strieber não se importou em verificar o que ele mesmo escreveu como “história verdadeira” antes de publicar uma seqüência. Pelo menos um dos livros, neste ponto em particular, não corresponde à verdade.

DM Duncan toma cuidado para não acusar Strieber de simplesmente mentir. Para o ufólogo, Strieber poderia estar apenas confabulando, de maneira inconsciente. Sua versão nova de 1995 é… intrigante. O doutor fala por telefone com o escritor sobre segredos governamentais inomináveis. Strieber envia então um pacote para o bom doutor, mas a companhia de entregas lhe avisa dias depois que o doutor havia acabado de “cair de um barco e se afogado”. Intrigante.

Na versão original de 1987, lembrando, o escritor simplesmente toma conhecimento de uma carta mas não pode checá-la com seu autor porque ele já havia falecido. Entediante. Hollywood, e talvez a memória do escritor, teria uma preferência clara pela versão mais dramática.

“Mesmo supondo que algumas coisas inexplicáveis tenham acontecido com Whitley, como é razoável e estou disposto a fazer, elas aconteceram a um homem que confabula”, adverte Duncan. Em comentários no blog de Mac Tonnies a história é dissecada mais a fundo, e descobrimos que o doutor Sarbacher em verdade não tinha revelações tão bombásticas assim, tendo baseado toda sua história em rumores ouvidos de terceiros, sem contato direto com os segredos de que falava.

“Communion” já foi adaptado a um filme por Hollywood. Christopher Walken fez o papel de Strieber.

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