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Abduções Alienígenas: Aspectos Históricos

Por que os UFOs Preferem a Noite?

20 de julho de 2009 Comments (0) Views: 937 Destaques, Ufologia

Ventosas Alienígenas

Martin S. Kottmeyer, publicado em REALL News vol.2,n.2, Fev/94

Investigadores de abdução alienígena acreditam que uma importante fonte de verificação das alegações de abduzidos reside em detalhes que os casos partilham mas não foram publicados e são desconhecidos ao público. Este é um ponto importante uma vez que investigadores em casos criminais rotineiramente retêm detalhes de casos da mídia de forma a evidenciar falsas confissões e criminosos imitadores. A repetição de detalhes não publicados age como uma forma de corroboração de que o mesmo indivíduo está envolvido nos crimes. 
Tais declarações normalmente teriam algum peso, mas céticos tendem a suspender seu julgamento porque UFOlogistas normalmente encontram semelhanças às custas de ignorar diferenças significativas. Philip J. Klass cita vários exemplos em UFOs: A Dangerous Game. No volume de 1991 do Journal of UFO Studies, John S. Carpenter revelou um destes detalhes secretos corroboradores e forneceu uma oportunidade para avaliar quanto peso dar a este argumento. 
Relatando sobre a dupla abdução de "Jennifer" e "Susan", Carpenter declara que uma delas viu "pequenas protuberâncias de sucção circulares [round suction cups] na parte inferior das pontas de seus dedos". Ele lembrou ter ouvido este mesmo detalhe em um caso relatado por Budd Hopkins em uma conferência privada de abdução privada em Aspen, Colorado, seis meses antes. Dois outros investigadores imediatamente comentaram a Carpenter que haviam encontrado estes detalhes em alguns de seus casos. Dois anos depois um abduzido que nunca tinha lido um livro sobre OVNIs também recordou protuberâncias de sucção circulares nas pontas de quatro longos dedos. A utilidade do detalhe foi finalmente comprometida quando um desenho foi publicado em UFO Crash at Roswell envolvendo autópsias de aliens levados do acidente em 1947. O desenho mostrou conjuntos de quatro círculos nas pontas de cada dedo. Os investigadores de recuperação de acidentes de OVNI não tiveram nenhuma associação direta com alegações de abdução. 
Há inúmeros problemas aqui. Primeiro, o desenho da autópsia mostra apenas círculos. Não há nenhuma anotação de que são ventosas. Eles poderiam ser protuberâncias, marcas envolvendo diferenças de pigmentação, ou pequenas elevações análogas a impressões digitais humanas. O texto também não elabora sobre o que eles são. A enfermeira que forneceu o desenho descreveu várias coisas sobre o corpo como sua fragilidade similar à de uma múmia e a ausência de polegares opositores, mas não aquele detalhe. Carpenter pode ter razão ao pensar que são ventosas de sucção, mas isso não parece uma certeza. 
Estes desenhos de autópsia são diferentes de um desenho de autópsia no relatório de 1982 de Leonard Stringfield UFO Crash/Retrievals status. Aquele estava baseado em um incidente no início dos anos 50 e mostrou um arranjo de quatro dedos sem polegar opositor. Porém, era distintamente diferente ao possuir unhas elegantemente longas que pareciam sem dúvida perigosas — isto é bem "não-frágil". Não há nenhuma menção de ventosas, e pode-se imaginar que elas não seriam executáveis junto com essas unhas parecidas com garras. 
Carpinteiro não inclui desenhos das mãos do alien de Jennifer suas protuberâncias de sucção nas pontas dos dedos. Também não há nenhum desenho das pontas de dedo com ventosas do caso privado de Hopkins ou dos outros casos mencionados. Isto impede comparação detalhada. Todos eles têm o arranjo de quatro círculos da autópsia de Roswell? As ventosas têm apenas um lóbulo? Eles protraem da ponta axial do dedo, ou são perpendiculares ao eixo e protraem dos dedos? Quão grandes ou pequenas elas são comparadas ao resto do dedo? Poderia haver diferenças significativas que alterariam uma avaliação sobre se estas pessoas estão vendo as mesmas coisas ou não. 
Outro problema está em decidir quão significante é ter um detalhe que recorre periodicamente em apenas cinco ou seis casos. Há centenas de casos de abdução. Se nós aceitarmos a suposição radical de que as pessoas estão criando cada detalhe aleatoriamente, até mesmo invenção independente deve render alguma repetição contanto que a gama de possibilidades imagináveis seja finita. Além disso, conte a probabilidade de que é provável que as pessoas peçam emprestados detalhes da cultura em que estão e a significação se torna ainda menor. 
No caso de protuberâncias ventosas alienígenas, há fontes culturais significantes donde este detalhe poderia ter sido emprestado. Carpenter pode ter razão ao dizer que este detalhe nunca apareceu na literatura OVNI antes do fim da primavera de 1991. De pronto não posso recordar ninguém mencionando isto antes, e estou bem seguro de que teria me lembrado porque teria adorado de descobrir tal exemplo. Eu digo isso porque eu amei o filme de George Pal A Guerra dos Mundos e teria reconhecido a influência imediatamente. Todo fã de filmes de ficção científica (SF) tem a imagem da mão com ventosas aproximando-se das costas de Sylvia e seu grito de terror subseqüente permanentemente cauterizada em suas recordações como uma das melhores cenas de suspense de horror já exibidas na tela. 
Há um pedaço divertido de história por trás daquela imagem. Não havia nenhuma ponta de dedo com ventosa em aliens na história original de 1898 por H.G. Wells. Os marcianos tinham se degenerado ao ponto de ter apenas uma cabeça e dois conjuntos de 8 tentáculos delicados. Eles principalmente só queriam nosso planeta porque o seu estava morrendo devido ao esfriamento a longo prazo do sol. Cecil B. DeMille planejou, em 1925, tornar a história um filme épico e fez Roy Pomeray preparar um esboço para tornar a história mais cinemática. Ele muda muito as coisas. Na novas versão os aliens não estão procurando uma casa de verão nova; o "desejo deles é encontrar mulheres bonitas com as quais eles planejam criar e propagar uma raça misturada de Marciano-terráqueos que deve povoar novamente a Terra." A fêmea encontra a Coisa amorfa de um metro de altura para seu desgosto e desprezo e ela é eventualmente capturada por uma enorme garra mecânica. 
Ao longo dos anos vários grandes diretores — Alfred Hitchcock, Sergei Eisenstein e Alexander Korda — consideraram filmar Guerra dos Mundos mas voltaram atrás quando descobriram que a propriedade estava asseguradas pela Paramount. Ao redor de 1951, com ondas de discos voadores sendo a conversa do dia, a Paramount abordou George Pal, que há pouco tinha produzido Quando Mundos Colidem para eles, com a idéia de levar às telas a sua propriedade. Pal comissionou Barre Lyndon para fazer um novo roteiro. É Lyndon que introduz as ventosas. 
Ele descreve o encontro em tons quase góticos. Um braço que não é um braço atravessa uma abertura em uma porta de vidro quebrada. Ele tem "musculatura degenerada, veias grossas", e termina "em uma forma de mão com três ventosas parecidas com dedos." Eles se seguram no ombro de Sylvia e a puxam para atrás. Ela tenta gritar mas a paralisia toma conta de sua voz. Forrester, o homem com ela, tenta matar a criatura e acaba cortando fora o braço da Coisa. Lyndon continua, "As ventosas ainda se agarram ao ombro da garota. Forrester puxa fora o braço repugnante com as ventosas rasgando parte da blusa dela fora". A função dramática das ventosas é muito evidente no roteiro de Lyndon. Se este fosse os anos oitenta a cena teria sido escrita tendo garras mortas perfurando profundamente em carne sangrando; sendo os anos cinqüenta o horror é mais
superficial. 

Pal mudou a cena antes da filmagem. O braço se aproxima de Sylvia por curiosidade em vez de com a finalidade de captura. Isto teve o efeito de expectativa aumentada e indubitavelmente fica melhor que a versão de Lyndon. Nós não temos o braço morto pendurado, e isso torna as ventosas um pouco supérfluas de uma perspectiva dramática. Esteticamente, empresta à mão uma foram unicamente diferente e enfatiza o caráter completamente alienígenas do marciano enquanto se aproxima de Sylvia. Ninguém discute os resultados. 
A Guerra dos Mundos de George Pal foi justamente elogiada muitas vezes ao longo dos anos e regularmente enfeita as listas de dez melhores filmes de ficção científica. Passou muitas vezes na televisão. Tão recentemente quanto 1989, inspirou uma série de longa duração de mesmo nome. (Eu não recordo se eles usaram dedos com ventosas, mas eu duvido.) A porcentagem da população exposta à imagem de dedos com ventosa desta fonte apenas não pode ser desprezível. 
E nem esta é a única fonte. Explorers (1985) tem um par de aliens meio patetas com dedos de ventosas conspícuos. Rob Bottin, o designer de maquiagem indicou que a forma deles não era nenhum acidente. O produtor, Joe Dante, queria "Dedos finos e longos do tipo de Guerra dos Mundos, e nós também fizemos isso com os pés". Trekkies lembrarão do Vampiro de sal do episódio "The Man Trap" que chupava o sal das pessoas deixando marcas redondas gigantescas em seus corpos. Eu tropecei por uma peça de publicidade da série de comédia de ficção científica virtualmente esquecida Quark que parecia ter aliens com dedos de ventosa. Não tenho nenhuma razão para duvidar que pode haver outros exemplos obscuros no enorme corpo de filmes e vídeos de ficção científica. 
Dadas estas fontes culturais, cinco ou seis casos de aliens com dedos de ventosa não parecem nada impressionantes. Eu sou tentado a dizer que isto é muito menos que se poderia esperar dadas as fontes Wellsianas detectáveis na literatura de abdução, mas as expectativas estão sujeitas a muitos fatores amorfos como efeitos de seleção por abduzidos e UFOlogistas, a influência de literatura OVNI atual e desenhos associados, a porcentagem desconhecida de fraudes conscientes relativas a empréstimo inconsciente, e assim por diante. É difícil de saber o que esperar com respeito a um assunto como ventosas em aliens. Eu considero esta uma pergunta aberta se a presença de ventosas é um ponto a favor de uma visão psicossocial do fenômeno de abdução alienígena. A ausência de desenhos novamente impede uma avaliação da natureza ou grau de influência cultural versus invenção independente. 
Um ponto é facilmente realizado; o argumento de que abduções são reais por causa de uma corroboração usando detalhes não-publicados já não se sustenta.

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