MENU
whee200a

Motos Perpétuos: O Museu dos Dispositivos Impraticáveis

Ciência do Culto à Carga

24 de agosto de 2009 Comments (2) Views: 3092 Destaques, Fortianismo, Ufologia

O “Enigma” das Verduras Gigantes

Luis Ruiz Noguez, publicado em Perspectivas
tradução gentilmente autorizada

O Vale de Santiago, a quatro horas do Distrito Federal do México, no Estado de Guanajuato, fez-se famoso em todo mundo por suas verduras gigantes. Em meados dos anos 1970, um singelo camponês, José Carmen García Martínez, conseguiu colher acelgas, nabos, alfaces e outras verduras de enormes dimensões, em um tamanho realmente gigantesco.

Este estranho evento pôs o Vale de Santiago na mira de muitos personagens públicos relacionados ou interessados nos fenômenos insólitos. Equipes de televisão de diversos países apareceram à porta de Dom Carmen. Assim, a filha de Jack Palance transmitiu uma das reportagens de “Acredite se Quiser” (Ripley). O mesmo fez Virginia Sendel Lemetre para o programa “México mágico” da Televisa. Também chegou a senhora Carmen Romano de López Portillo, quem levou o mago Uri Geller para que este detectasse as “estranhas” emanações do lugar.

O Vale de Santiago não deixou que ser notícia e ímã para os ufólogos. Entre seus visitantes se podem contar Pedro Ferriz Santacruz, Salvador Freixedo, Juan José Benítez, Fernando Jiménez del Oso, Sixto Paz e outros.

José Carmen García conseguiu obter colheitas de acelgas do tamanho de uma pessoa (de 1.50 a 1.85 metros), couve-flores (repolhos) de 43 quilogramas, cebolas de proporções similares às da cabeça de um menino, rabanetes de 20 quilogramas, couves que só podiam ser carregados por quatro pessoas, nabos e alfaces gigantescas…

Os fenômenos, embora realmente surpreendentes, não teriam passado de uma curiosidade botânica a não ser pela aparição de Óscar Arredondo Ramírez. Este singular personagem, responsável pelo turismo do Vale de Santiago, é um fotógrafo profissional que tem seu estúdio e local de trabalho, Fotografia México, na rua do Juárez, quase na praça central do Vale de Santiago. O estúdio de fotografia de Arredondo é uma autêntica galeria do insólito. Todas as paredes e vitrines estão repletas de imagens fantásticas. Aí se mesclam, marco a marco, as fotos dos ufólogos com as de monstros antediluvianos, verduras gigantes, rostos de Cristo e OVNIs.

 

AS VERDURAS GIGANTES
Arredondo aconselhou a José Carmen para que dissesse que a “fórmula secreta” provinha dos ensinos de seres extraterrestres que lhe visitaram tempos atrás. Segundo Arredondo o método para “fabricar” essas verduras se apoiava em processos astrológicos ditados por entes de outros mundos. As verduras crescem desse tamanho porque, mediante a astrologia, escolhe-se o dia e hora mais adequados para plantar a semente. O local de plantio se determina mediante o uso de um pêndulo. A cada semente é criada uma espécie de carta astral para poder determinar as melhores condições para seu plantio. Dessa maneira temos que uma acelga poderia ser do signo de Áries, enquanto que um nabo seria de Aquário ou uma cebola poderia ser Peixes. Ridículo? Sim! E entretanto muita gente acreditou nessas tolices.

Quais eram as intenções de Arredondo? Além de contribuir com uma “prova” da realidade do fenômeno OVNI (tema que é uma obsessão para o fotógrafo), poderia atrair a atenção das autoridades para sua cidade (e sua pessoa), e criar um pólo de desenvolvimento agrícola para gerar um maior fluxo econômico na zona. Por essa razão, Óscar conseguiu estabelecer contato com personagens tão importantes como o próprio Secretário de Agricultura e Recursos Hídricos, o engenheiro Francisco Merino Rábago, com quem se reuniu em 20 de setembro de 1977 nos escritórios da própria secretaria. Nesse lugar Óscar expôs o seguinte:

Imagine o Vale de Santiago com as crateras das Luminárias infestadas de verduras e frutas gigantes; acredito que o problema da fome seria menor. Mas se eu disser como fazer as verduras gigantes, o rico se tornará mais rico”.

Em dita reunião Óscar e Carmen García ofereceram entregar a fórmula em troca de que se cumprissem duas condições: A criação de um parque nacional na cidade do Vale de Santiago e a construção no local de uma escola de agricultura, precisamente no interior da cratera chamada A Jóia das Flores.

Arredondo propôs levar a cabo um experimento entre os técnicos da secretaria e os camponeses vallenses (1). Ambos semeariam diversas hortaliças em um terreno neutro do Tangasneque, perto de Tampico, Tamaulipas. O experimento se fez em 1977. Dividiu-se o campo em duas partes iguais, de aproximadamente 20 hectares cada uma. Os engenheiros agrônomos semearam as hortaliças utilizando técnicas convencionais e usando fertilizantes, de acordo com os métodos aprendidos na Universidade de Chapingo. Os camponeses, “parede com parede” (segundo as próprias palavras de Arredondo), utilizaram seus próprios procedimentos, “segundo seu saber e entender secretos”. Ambos os grupos se vigiavam mutuamente.

Em abril de 1978 chegou o momento da colheita. Os camponeses obtiveram cinco a oito toneladas por hectare, enquanto que os agrônomos transbordaram facilmente as 100 (107 para ser exatos). Ao saber dos resultados, Merino correu ao fotógrafo e não quis saber mais dele.

Mas Óscar conta a história de maneira diferente. Para ele quem resultou vencedores foram eles, enquanto que os derrotados foram os engenheiros. Mas se isso tivesse sido verdade duvido muito que Merino Rábago tivesse deixado ir a oportunidade de converter-se no salvador da pátria (e talvez do mundo), ao mostrar urbi et orbi as benesses de um novo método de colheita que eliminaria pela raiz os problemas de alimentação da Terra. O secretário de Agricultura se esqueceu do assunto porque, além de obter uma colheita imensamente mais pobre, os frutos que se conseguiam pelo método astrológico-rabdomante-extraterrestre eram quase pura água. Em efeito, o grande volume se conseguia pela grande acumulação de água nos tubérculos, de tal maneira que uma enorme couve de 45 quilogramas tinha o mesmo valor nutritivo que uma couve normal. Alguém que se alimentasse dessas verduras morreria de fome (embora não de sede).

 

VERDURAS GIGANTES EM OUTRAS PARTES DO MUNDO
Qual era o argumento de Arredo
ndo para explicar o rechaço do governo mexicano a seus métodos? Segundo ele tudo se devia à inveja de “uns quantos medíocres engenheirinhos” mesquinhos e ciumentos. E esse argumento tão pueril continuam acreditando os seguidores dos temas ocultos, como Benítez, quem escreveu a respeito “sinceramente, de não havê-lo visto com meus próprios olhos, dificilmente o teria aceito”.

A realidade é que Benítez nunca viu as verduras gigantes mais que em fotografias. Quando de sua chegada, em 1989, já se tinham deixado de colher.

As fotografias que vende Óscar em seu negócio, como souvenir, mostram verduras gigantes e mais. Há algumas fotos nas que se podem ver cravos de tamanho descomunal. Mas recordemos que Óscar é fotógrafo. As fotografias dos cravos, entre outras, são um truque fotográfico. Estas mostram um cacho de cravos que dão a aparência de ser uma única flor gigante, ao compará-la com uma flor original. Várias de suas outras fotografias de hortaliças gigantes também foram trucadas.

Por outra parte, as verduras podem crescer até dimensões assombrosas sem a ajuda da astrologia. Isso não é nada extraordinário nem de “outro mundo”. Em diversos lugares do planeta se encontram exemplos similares. Em Jerusalém, por exemplo, dão-se limões de oito quilogramas. Nos Estados Unidos se obtêm couves de 38 quilogramas, e na Inglaterra se levam a cabo concursos de hortaliças gigantes. No povoado do Spalding, em Lincolnshire, obtiveram-se abóboras de 209 quilogramas, rabanetes de 5.5 quilogramas, couves de 53 quilogramas e beterrabas de 18 quilogramas. Em Yorkshire se outorgam prêmios de até mil libras esterlinas nestes concursos. Os exemplares que levaram o dinheiro foram umas cebolas de sete quilogramas e abóboras de 187 quilogramas.

Sem ir tão longe, no México há outro lugar aonde se cultivam exemplares similares. No rancho “Ojo de Agua”, no município de Chapa de Mota, a 113 quilômetros do D.F., as abóboras chegam a ter o tamanho de uma melancia, as couves pesam entre cinco e dez quilogramas, as acelgas são de mais de um metro de comprimento e as cebolas são de dois quilogramas.

Este rancho é administrado pela Associação Eubiótica Vida Sana de México A. C. e foi fundada por Bergit Flore Grass, uma química alemã de 53 anos. No cultivo destas hortaliças não se usam fórmulas secretas nem fertilizantes mágicos, só compostagem (um triturado de refugos orgânicos, principalmente sobras de comida), para enriquecer a terra, e água abundante.


Mary e John Evans, do Alasca – Alaska Giant

 

O CHAC: O NESSIE MEXICANO
E é precisamente a água a que dá origem a outro dos supostos mistérios do Vale de Santiago. Trata-se de outra lenda que Óscar Arredondo tem feito circular: a existência na cratera-lago La Alberca de um monstro antediluviano parecido ao do lago Ness.

Segundo Arredondo La Alberca não tem fundo. Diz que está habitada por um poderoso animal de seis metros de comprimento e cabeça similar a de um bezerro. trata-se, segundo a descrição, de um plesiossauro. O fotógrafo afirma que durante séculos as lendas sobre o monstro passaram de pais a filhos. Eu entrevistei a vários anciões da localidade e ninguém faz referência ao monstro.

Quem sim acreditou no monstro foi o Cavaleiro de Tróia, ou seja Benítez. Mas não só isso, também acreditou que naquele lugar os astecas celebravam sacrifícios rituais de donzelas para aplacar a ira do Chac (2). O ufólogo espanhol engoliu tudo e junto ao doutor Jiménez del Oso gravou uma dessas cerimônias. O filme pode ser efetivo para o público espanhol médio, que não sabe que o lugar não foi habitado pelos astecas, e que desconhece que nunca se celebraram sacrifícios humanos nesses vulcões. O público de Benítez e Del Oso foi enganado deliberadamente, pois se fez vestir roupagens indígenas a alguns atores circunstanciais para que representassem cerimônias apócrifas. Benítez escreveu em seus livros:

E tanto é assim que todo mês de setembro, há séculos ou milênios, os homens e mulheres da região sobem em sagrada peregrinação até o alto da boca da cratera, oferendando ao monstro os primeiros frutos da terra e suplicando seu amparo e benevolência”.

Mas, verdadeiramente existe um animal pré-histórico na cratera La Alberca? A cratera tem um diâmetro de apenas 700 metros, e não é tão profunda, por isso seu volume de água é relativamente pequeno. Este não é problema para os criadores de mitos. Segundo eles os animais se escapulem através de certas passagens que conectam a todos os vulcões da região. De acordo com o que menciona o ufólogo espanhol, “entre 15 e 20 metros se percebem umas fortes correntes –do oeste a leste– que põem de manifesta a existência de um ou vários canais subterrâneos que pudessem pôr em comunicação a lagoa do Chac com o resto dos vulcões”.

Segundo ele, foram feitas experiências envolvendo lançar troncos no lago de Rincón de Parangueo, e logo viu-se que emergiam na superfície de La Alberca. Isto explicaria por que não se pôde apanhar ao monstro, posto que o misterioso animal se desloca de uma a outra cratera.

A verdade é outra. Não existe comunicação entre as crateras. As águas de Rincón de Parangueo são alcalinas, enquanto que as de La Alberca são sulfurosas. Se houvesse uma interconexão entre as crateras, ambos acúmulos de água teriam as mesmas propriedades químicas.

As águas de Rincón de Parangueo são tão salgadas que os corpos flutuam facilmente. Seria difícil que um tronco afundasse para logo reaparecer em outra cratera.

Além disso, um animal de seis metros de comprimento não poderia viver nessas águas, já que não existem outras espécies para sustentá-lo (3). Muito menos poderia viver toda uma família, necessária para perpetuar a espécie desde tempos pré-históricos.

Por outra parte, suponhamos que a família do Chac estivesse composta por 20 exemplares. Assumamos, além disso, que possuem uma grande capacidade torá
cica e que só precisam sair à superfície a cada duas horas, para respirar. Isto nos dá um total de 240 saídas ao dia. Eu passei vários dias, com suas noites, de guarda na cratera e nunca tive a sorte de ver o animal. Igual destino tiveram os habitantes do Vale de Santiago. Os relatos do Chac são escassos e todos estão relacionados com Arredondo e seus amigos.

 

O “MAR MORTO” DA BAIXADA MEXICANA
Dissemos que as águas de Rincón de Parangueo são alcalinas ao extremo. Em 1976 se realizou a primeira análise conhecida desta água. Os resultados se mostram neste relatório:

Secretaria de Recursos Hídricos. Unidades de Risco para o Desenvolvimento Rural.
Data de amostragem: 2 de junho de 1976.
Sítio da amostragem: Rincón de Parangueo, Vale de Santiago, Guanajuato.
Eng Albino Hernández
No. Lab. 627

pH 9.3
Condutibilidade elétrica em micromhos/cm 15000
CA++ meq/litro 16.59
Mg++ meq/litro 3.16
Na+ meq/litro 126.50
K+ meq/litro 1.28
Soma de cátions meq/litro 147.53
CO3= meq/litro 26.20
HCO3- meq/litro 42.80
Cloretos p.p.m. 2878.54
SOU4= meq/litro 2.00
Soma de ânions meq/litro 152.20
Salinidade efetiva meq/litro 81.00
Salinidade potencial meq/litro 82.20
Relação de absorção de Sódio RAS 40.00
Na2CO3 residual meq/litro 49.25
Porcentagem de Sódio possível PSP 156.17

Condutibilidade elétrica: Fora de classificação

Celaya, Gto. 16 de junho 1976
TLQ. MA. Guadalupe Almanza Núñez
Encarregada do Laboratório

Um plesiosaurio não poderia viver neste meio. Talvez em La Alberca. Óscar mandou fazer “um retrato falado do Chac” (uma pintura), aonde se vê um monstro muito semelhante ao do lago Ness nadando na cratera de La Alberca.

La ALberca é um local ideal para praticar natação e mergulho. Mas as coisas estão mudando, pois a cratera está secando. No meio do lago começam a aparecer pequenas ilhotas. A profundidade atual é de pouco menos de 25 metros. Ao secar-se, morrerá La Alberca, e com ela também morrerá o mito do Chac.

 

AZTLÁN ERA UMA ANTIGA BASE DE EXTRATERRESTRES
Outro mais dos mitos disseminados por Arredondo é que a colina de Culiacán, no Estado do Guanajuato, é uma base extraterrestre.

“Os anciões desta localidade –informa Arredondo–, transmitiram relatos orais que assinalam que a colina de Culiacán era um vulcão que ao apagar ficou tão oco como um cone de papel invertido, aonde vivia gente e, além disso, continha um grande lago.

A boca deste vulcão, dentro da colina, conduz a uma enorme cidade habitada aproximadamente a 16 quilômetros de profundidade. Essas construções são tão grandes que desembocam ao mar aberto.

Por dentro tem forma de uma esfera, mas quero esclarecer que se qualquer cientista interessado entrasse, só chegaria ao centro da colina onde se encontra a pirâmide que se destaca no mapa.

Estranhos acontecimentos que acontecem nas saias da colina, aonde se vêem, ouvem-se fenômenos inexplicáveis e se diz que até se viu gente que aparece e desaparece rapidamente”.

Segundo Arredondo, as tradições diziam que daí provinham a sabedoria, saía o sol e a gente recebia iluminação dos deuses ou cósmica. Tudo isto é uma estranha mescla de uma má leitura da obra de Paul Kirchoff, um dos primeiros investigadores das culturas precolombinas. Arredondo afirma que a colina de Culiacán é o mesmíssimo Chicomostoc, e que a lagoa de Yuriria, ao lado da colina, era a mítica Aztlán. Mas deixemos que seja o mesmo Óscar quem nos conte sua versão.

“No livro de História Tolteca-Chichimeca, de Paul Kirchoff, analisa-se um códice náhuatl, cujo original está na França, que relata as migrações chichimecas de Chicomostoc. A capa do dito livro apresenta a reprodução de uma antiga gravura aonde claramente se apreciam as ‘sete covas’ e as sete raças que as habitam a Mesoamérica, que um dia foi sede das sete culturas, das sete raças, era a chamada montanha dos sete mistérios e se afirma que era a mítica torre de Babel. Ao centro da mesma se pode ver um par de anciões com um fogo ao centro, que segundo a lenda representava a terra e a sabedoria, mas a qual só podiam entrar os iniciados”.


Cópia de uma ilustração do livro de Kirchoff
em que se mostra Chicomostoc, o lugar das 7 covas.

Este gráfico é muito similar, segundo Óscar, a um mapa plasmado em uma pedra encontrada na colina de Culiacán, em cujo achado se mescla o casual e o místico, já que assegura Arredondo, um camponês (4) caminhava pelas ladeiras da colina, quando lhe apareceu um ser, que lhe informou sobre o mundo paralelo que existe dentro do vulcão.

“Disse ser sobrevivente das sete esplendorosas raças que em um passado remoto deram conhecimento ao mundo e continuaram se manifestando através de diversos atos (…) Em dita rocha existe uma série de linhas e curvas que comparadas com o desenho do livro mencionado, pode ser apreciada com claridade a semelhança existente, inclusive se podem ver até os guias que semelham aos pés que conduziam à entrada do Chicomostoc”.

Entre os que estudaram o mapa para entrar na base extraterrestre se encontra Salvador Freixedo, quem não teve êxito. Correu com melhor sorte Sixto Paz, quem visitou o lugar em 1994 e disse ter descoberto a entrada à colina aonde se diz existe uma supercivilização.

A verdade é que o mencionado mapa nada tem a ver com os códices antigos, nem com os extraterrestres. Trata-se de uma pedra gravada com uma navalha pelo mesmo Uriel, quem afirma ser um híbrido entre os humanos e os extraterrestres. A este respeito foram tecidas vária
s outras lendas. Alguns jornalistas chegados a Óscar afirmavam que os OVNIs baixavam todos os dias às 2:30 am em um lugar próximo ao Vale de Santiago. O local era muito particular já que estava habitado por meninos híbridos. Estes repórteres asseguravam que mantinham contato com ditos meninos. Ao lhes pedir que nos levassem ao lugar, trocaram sua versão. Agora os OVNIs baixavam entre 12:00 e 2:00 (5); eles nunca os tinham visto, mas “as pessoas contavam”; tampouco conheciam os meninos híbridos, e muito menos nos podiam acompanhar ao lugar.

Quanto aos OVNIs, uma das poucas “provas” apresentadas é uma fotografia, obviamente trucada, tirada pelo mesmo Óscar Arredondo, aonde se pode ver um grupo de patos dentro de La Alberca e, a sua direita, um disco voador desenhado sobre o papel fotográfico. Essas são as prodigiosas naves intergalácticas que penetram a colina do Culiacán, para o interior da Terra oca. Provas tão “contundentes” nos fazem recordar aquela frase que dizia que a hipótese da Terra oca tinha nascido em uma cabeça oca.

– – –

NOTAS
(1) Em outra versão, o mesmo Arredondo diz que foi o próprio secretário de Agricultura quem lhes pediu para fazer o experimento. Eles aceitaram o desafio sempre e quando a zona aonde se cultivasse fora fechada hermeticamente dos olhares curiosos. Óscar costuma ir trocando suas versões. Com o passar do tempo, esquecem de suas mentiras e ele as reinventa.
(2) Nome com que foi batizado por Arredondo. Recentemente seu nome foi trocado para Chan.
(3) Só há pequenos charales que seriam uma comida muito escassa para tamanho dinossauro.
(4) Trata-se de Uriel, um contatado, grande amigo de Óscar.
(5) Em questão de pseudociências sempre é melhor ser ambíguo
 

BIBLIOGRAFÍA 

– Aguirre, Alejandrina. “Las súper verduras de Chapa de Mota”. “Contenido”. No. 377. México. Noviembre de 1994. página 77.

– Andrade, Jorge. “¿Encuentros cercanos del tercer tipo en Valle?”. “El Sol de Salamanca”. Domingo 24 de julio de 1994.

– Andrade, Jorge. “El señor cura Francisco Bombella Ayala revisó en forma minuciosa la figura del ropero. Sacerdotes se reunirán”. “El Sol de Irapuato”. Jueves 1 de octubre de 1992.

– Andrade, Jorge. “Para Óscar Arredondo propietario del ropero es un misterio; su casa abierta al público”. “El Sol de Salamanca”. Miércoles 30 de septiembre de 1992.

– Andrade, Jorge. “Viejo ropero hacer creer a la población católica que es un milagro; otros piensan que es charlatanería”. “El Sol De Salamanca”. Miércoles 30 de septiembre de 1992.

– Anónimo. “¡Extraterrestres en Guanajuato!”. “¡Cuestión Policíaca!”. No 106. México. 3 al 9 de noviembre de 1992. Páginas 2-3 y 30.

– Anónimo. “¡Fotografían a un extraterrestre!”. “¡Cuestión Policíaca!”. No. 104. México. 20 al 26 de octubre de 1992. Páginas 2-3.

– Anónimo. “¿Predijo ‘La Joyita’ el terremoto de Japón?”. “El Sol de Salamanca”. Miércoles 18 de enero de 1995.

– Anónimo. “Afirman que vive una supercivilización”. “El Centro”. Valle de Santiago. Miércoles 6 de julio de 1994.

– Anónimo. “Analiza el clero el rostro divino”. “El Sol de Irapuato”. Jueves 1 de octubre de 1992.

– Anónimo. “Aparece la imagen de Jesucristo”. “Día Siete”. Valle de Santiago. Lunes 12 de octubre de 1992.

– Anónimo. “Asegura a una investigadora haber hablado con un extraterrestre”. “¡Cuestión Policíaca!”. No. 109. México. 24 al 30 de noviembre de 1992. Páginas 2-3.

– Anónimo. “Aún agonizando La Alberca ofrece una belleza que estaba oculta bajo el agua”. “El Centro”. Valle de Santiago. Miércoles 6 de julio de 1994.

– Anónimo. “El rostro de Jesús se apareció en un ropero”. “El Sol de Salamanca”. Miércoles 30 de septiembre de 1992.

– Anónimo. “Opinan investigadores sobre el extraterrestre”. “¡Cuestión Policíaca!”. No. 110. México. 1 al 7 de diciembre de 1992. Página 26.

– Anónimo. “Se sumergió en la laguna y desapareció el extraterrestre”. “¡Cuestión Policíaca!”. No. 107. México. 10 al 16 de noviembre de 1992. Páginas 2-3.

– Benítez, Juan José. “El valle de las luminarias”. “Espacio Tiempo”. España. Abril de 1991. Páginas 52-59.

– Benítez, Juan José. “Mis enigmas favoritos”. Plaza & Janés. Barcelona. 1993.

– Kirchoff, Paul. “Historia Tolteca Chichimeca”. Instituto Nacional de Antropología e Historia. México. 1974.

– Pulido, Jesús; Aguilar Marcial. “La Tierra se está saliendo de su eje, me dijo el extraterrestre”. “¡Cuestión Policíaca!”. No. 110. México. 1 al 7 de diciembre de 1992. Páginas 24-26.

– Sendel, Virginia. “México mágico”. Editorial Diana. México. 1990.

Tags: , , , ,

2 Responses to O “Enigma” das Verduras Gigantes

  1. luiza disse:

    muito legal esse segredo das verduras gigantes muito interresante para quem gosta de plantar assim como eu!!

  2. Arion disse:

    Adorei, eu que sou vegetariano ia economizar um monte.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *