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“Gauche Encounters”: Filmes B e o mito OVNI
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A ciência, Jacques Barzun disse uma
vez, é um glorioso entretenimento. Longe de ser
um mero empreendimento pragmático, é um drama
vasto e estético. Chame-a de busca, o esforço
mais nobre do gênero humano. É a aventura para
encontrar a verdade universal. Não é um esforço
calculado por melhores padrões de vida ou
chances de sobrevivência. Ao invés, é um reflexo
de ambições criativas e uma expressão de desejos
humanos profundos.
O estético explorado na ciência é elitista e
nitidamente discriminativo em seus ideais. As
idéias não nascem todas iguais. A ciência boa
deve ser separada da ciência ruim. Padrões
críticos são aplicados em uma revisão
obrigatória por pares e só o que é bom é
permitido na 'literatura'. O ruim vai se abrigar
em tablóides e talk shows.
Enquanto o debate sobre vida extraterrestre é um
dos esteios de especulação filosófica e um
tópico aceitável em periódicos astronômicos, o
tema da ufologia foi exilado ao efêmero da
cultura popular. É ciência ruim. Cientistas têm
uma desconfiança intuitiva do assunto. A
ufologia viola teorias aceitas postulando
vontades arbitrárias. Seu dados são pouco
sólidos, anedóticos e irreproduzíveis. Há uma
aura de sensacionalismo em polêmicas OVNI. O
desejo de supostas formas de vida de se esconder
é a priori pouco provável. É uma situação em
geral incômoda.
Além das preocupações da ciência, a arte do
fenômeno OVNI é arcaicamente falsa. Os aliens
são uma mistura indigesta de chauvinismos
humanos. Aliens bons são sempre ideais de raça
arianos de pele branca. Aliens ruins são um
pot-pourri de clichês de filmes de horror - os
Homens de Preto, Cérebros Grandes, Insetos
Grandes, múmias, reptóides, olhos
fantasmagóricos. Embora os aliens supostamente
possuam uma tecnologia séculos à frente da
nossa, parecem freqüentemente atrasados e
incrivelmente estúpidos. Ainda precisam
descobrir drogas que apaguem memória a curto
prazo; algo que os terráqueos já fizeram. Há um
caso de uma abduzida capturada por um braço
mecânico que parece uma bugiganga inventada por
um fã de Buck Rogers com Alzheimer. Cirurgiões
amadores em campo de batalha freqüentemente
ultrapassam os super-veterinários do fenômeno
OVNI. Os aliens nem mesmo atualizam seu
equipamento. No caso de Schirmer, aliens estão
usando computadores com rolos de fita. Ao invés
de sondas robóticas nanotecnológicas e scanners
de mão inteligentes, eles ainda usam agulhas,
bisturis e pesadas máquinas de laboratório. Em
vez de programadores de genes, eles ainda têm
que colher óvulos e esperma como ladrões de
corpos de estilo gótico juntando partes para
experiências malucas estilo Frankenstein. Sua
incompetência se estende a ter restrições tão
ruins que um espécime, Travis Walton, consegue
escapar e ganhar acesso à sala de controle do
disco.
A fuga de Walton lembra muito as fugas
absurdamente fáceis vistas comumente em filmes
de aventura. Realmente muito do fenômeno OVNI
tem o ar da licença dramática. Há perseguições,
seqüestros, batidas e explosões demais para ser
levado a sério. Há uma mentalidade criativa
"vale-tudo" por trás do fenômeno que toma
descaradamente emprestado recursos que se
originaram na ficção científica como
anti-gravidade e motores magnéticos, raios da
mente, campos de força, invisibilidade e
interpenetração de matéria. Escritores de ficção
científica contudo apreciam que são só recursos
e que são provavelmente impossíveis.
É tentador considerar o fenômeno OVNI como um
exercício em teatro de improvisação. Talvez até
mesmo seja um campo projetado especialmente para
o fã de filmes ruins. Certo, a ciência ruim
também é. Ainda é estranhamente divertido. Ainda
são produtos criativos vindos diretamente do id.
Crus, puros e imaculados pela lógica, eles têm
uma autenticidade e poder emocional que
trabalhos de ficção trabalhados não alcançariam
porque eles não lhe pediriam que acreditasse no
impossível.
Aqueles que experimentam encontros OVNI
admitirão às vezes que suas histórias parecem
incrivelmente toscas até mesmo para eles mesmos.
Quando Tom Snyder entrevistou o abduzido autor
do best-seller autobiográfico, Comunhão, Whitley
Strieber, Snyder observou que seus aliens tinham
um tom como o da ficção científica embrionária
ou dos primeiros filmes de ficção científica.
Longe de ser surpreendido, Strieber concordou:
"Bem,
talvez sejam. A experiência inteira tem esse
tipo de qualidade. A coisa inteira não - A
história que eu há pouco lhe contei parece
algo fora do que eu vejo naqueles cartazes
antigos de filmes de ficção científica - que
você veria em um filme de ficção científica
de 1953. Não é nem mesmo ficção científica
muito boa."
Como um escritor, o julgamento de Strieber não
pode ser condenado. Ele escreveu livros de
horror best-seller e realmente não há nenhuma
comparação no senso de que Communion é
relativamente tosco tendo enormes buracos em
lógica e falhando em remover na edição materiais
que não funcionam. É até mesmo derivado de
outros trabalhos. A cena onde Strieber nota como
o quarto parece imundo justamente enquanto uma
agulha será fincada em seu belo cérebro é uma
cena roubada do romance de espiões paranormais
de Strieber "Black Magic". Naquele livro
uma mulher comenta como o lugar é imundo
justamente enquanto seus atormentadores perfuram
um buraco em sua cabeça para implantar uma
agulha eletrificada.
Mas a acusação de ser derivado de outras obras é
uma falha geral do fenômeno OVNI. Seqüestros
OVNI só se tornaram populares uma década depois
dos filmes de invasão alienígena. Há um
empréstimo visível de convenções incluindo
névoas, vestimentas metálicas de corpo inteiro,
mundos agonizantes e aliens sem emoções. Não há
nada no fenômeno OVNI que não apareceu primeiro
de alguma forma na ficção científica como
Bertrand Méheust, um francês, detalhou em um
pequeno tesouro acadêmico desconhecido
intitulado Science Fiction et Soucoupes
Volantes.
Defensores do caráter alienígena do fenômeno
OVNI negaram repetidamente que haja qualquer
influência cultural dessa natureza. O raciocínio
é bastante curioso. Jenny Randles, que se tornou
uma autoridade no campo de abduções, achou
significante que Spock nunca apareceu em um
relato de abdução. Deixando de lado a
incongruência de caráter implicada em Spock
seqüestrar humanos inocentes, é uma expectativa
fácil porque nenhum investigador escreveria
sobre um caso assim para um periódico OVNI.
James Harder, investigador de abduções pioneiro,
por exemplo, se encontrou uma vez com uma
referência a um disco ser impulsionado por
cristais de lítio. Ele reconheceu prontamente a
influência dos cristais de dilítio de Jornada
nas Estrelas e assim descartou essa parte da
história do abduzido.
De forma similar, Allan Hendry ouviu a respeito
de um abduzido em uma nave que viu estrelas
passando rapidamente na maneira das convenções
visuais de Jornada nas Estrelas e pensou que era
um indicador provável da origem mental da
experiência. As únicas influências de Jornada
nas Estrelas que passam pela peneira do
escrutínio serão aquelas enigmáticas ou
ambíguas. Isto parece ter acontecido no caso do
sargento Charles Moody, um conto de abdução
semi-popular do meio dos anos 1970. Em um certo
ponto os aliens de Moody usam a expressão, "você
foi absorvido." Isto lembra um episódio de
Jornada nas Estrelas chamado "O Retorno
dos Archons" em que as pessoas falam sobre ser
"absorvidas", isto é, dominadas pelo Corpo. Nós
poderíamos descartar isto talvez como uma
coincidência de alguma variedade exótica não
fosse pelo fato de que Moody parece ter
emprestado algo mais de "Retorno dos Archons."
Ufólogos acharam intrigante a qualidade
luminescente das paredes do disco de Moody, com
uma ausência de fonte luminosa. Um Trekkie não
estaria intrigado. Um personagem tira uma folha
de metal luminescente que leva Spock a concluir
sobre a presença de uma tecnologia no planeta
muito mais avançada do que era geralmente
aparente. Claramente o detalhe foi emprestado
para provar a natureza avançada da tecnologia do
disco. É um detalhe pequeno, um adorno, e um que
só um Trekkie notaria. Nenhuma surpresa, então,
que os ufólogos não o notaram.

Direita: Cabeçudos Talosianos de “The
Menagerie”/ “The Cage”
[Star Trek – The Magazine, Fev 2001, p. 66]
Esquerda: Extraterrestres de Travis Walton e
Charles Moody
[Budd Hopkins, Missing Time / Richard Marek,
1981, pp. 162-3]
Outras discussões de ficção científica e
ufologia por ufólogos expõem erros idênticos.
Eles falam sobre como as experiências OVNI são
diferentes de grandes sucessos como Guerra
dos Mundos e O Dia em que a Terra Parou,
mas ignoram o efeito de rejeição de relatos por
investigadores, sem contar a rejeição pelas
próprias pessoas que teriam tal experiência em
primeiro lugar. Nenhum relato apareceu em uma
história de extraterrestres entre nós contada em
uma conferência MUFON em St. Louis em 1985,
porque a audiência notou que ela tinha sua
gênese um uma esquete do programa Saturday
Night Live, "Coneheads". Apenas quando as
influências vêm de fontes esotéricas ou
esquecidas o material cultural se infiltra na
literatura OVNI. O fã de filmes ruins tem assim
uma vantagem em reconhecer as fontes de certos
detalhes de experiências OVNI.
O caso mais importante de abdução OVNI na
história da controvérsia OVNI deve ser a
história de Betty e Barney Hill. Recebeu atenção
nacional na revista Look, foi descrita em
detalhes em um livro de John Fuller e foi
adaptada para a TV no filme The UFO Incident.
Todos admitem a influência seminal do caso Hill
na geração de relatos de abdução subseqüentes.
Na noite de 19-20 de setembro de 1961 os Hill
viram e ficaram amedrontados por um OVNI
enquanto voltavam para sua casa em New
Hampshire. Várias noites depois, Betty teve uma
série de pesadelos sobre ser seqüestrada por
extraterrestres e sujeita a um procedimento
médico incomum envolvendo uma agulha sendo
introduzida em seu umbigo. Finalmente os Hill
foram colocadas sob hipnose pelo doutor Benjamim
Simon para investigar a angústia emocional
associada com o incidente. Embora o Dr Simon
considerasse as histórias contadas sob hipnose
como fantasia, os Hill e certos ufólogos
passaram a acreditar que os pesadelos de Betty
representavam um incidente real de abdução que
tinha acontecido na noite do avistamento do
OVNI, mas que tinha sido empurrado para a
memória inconsciente.
As dúvidas de Simon são bem fundadas já que
pesadelos raramente consistem em recordações
revividas eideticamente. Às vezes ocorre que as
pessoas que passaram semanas em combate entre os
horrores indizíveis da guerra têm sonhos
traumáticos de choque em que revivem ocorrências
verdadeiras, mas a regra geral é que pesadelos
apenas misturam resíduos de recordações recentes
e constroem cadeias de associações criativas
indo mais fundo à medida que o sonho progride.
Adicionalmente, o material em sonhos de trauma
de choque são relembrados conscientemente, de
fato são horrores obsessivamente inesquecíveis e
não eventos perdidos e enterrados cobertos por
uma amnésia de tempo perdido. Os pesadelos de
Betty parecem derivar claramente de resíduos da
memória de seu avistamento OVNI, sua ansiedade
ao ver como seu marido estava apavorado durante
o avistamento do OVNI e seus ocupantes; e seus
medos de ter sido exposta à radiação. Nós
sabemos que ela leu o livro de Donald Keyhoe
The Flying Saucer Conspiracy depois do
avistamento, mas antes dos pesadelos. O livro de
Keyhoe leva a sério alguns incidentes
venezuelanos que incluem; primeiro, uma pessoa
que é arrastada a um OVNI brilhante por quatro
homens pequenos e, depois, um homem que foi
encontrado inconsciente depois de ser levado por
um anão peludo. O sonho de Betty de ser
arrastada por quatro homens pequenos enquanto
estava quase inconsciente pode ser uma montagem
destas duas histórias. Os aliens de Betty se
comportam de uma forma consistente com as
especulações de Keyhoe sobre marcianos que fazem
um estudo científico de nosso planeta por
'curiosidade neutra' ou como um prelúdio para um
pouso em massa.
O resto dos pesadelos de Betty parece envolver
distorções do filme clássico de invasão
alienígena Invasores de Marte. Em seu
sonho original, Betty compara os narizes de seus
captores aos de Jimmy Durante. Um relance ao
cartaz do filme confirmará rapidamente que os
mutantes no filme tinham narizes que rivalizam
os de Durante. Betty descreve seus captores como
Mongolóides, em si mesmos uma mutação genética.
Há alguns testes preliminares e então Betty se
deita em uma mesa de exames. A abduzida em
Invasores de Marte também se encontra em uma
mesa de exames. Agulhas são colocadas em várias
partes do corpo de Betty Hill, incluindo na
parte de trás do pescoço. Algumas mechas de
cabelo também são tomadas de sua nuca. Em
Invasores de Marte, uma agulha é usada
para tentar implantar um dispositivo na parte de
trás do pescoço da abduzida. Betty Hill então vê
uma agulha mais longa que qualquer outra que viu
antes. É colocada em seu umbigo. Ela experimenta
grande dor. O examinador põe suas mãos sobre
seus olhos, esfrega, e a dor pára. Em Invasores
de Marte, a abduzida luta primeiro quando
colocada na mesa de exames e então uma luz é
jogada em seus olhos e ela se acalma, ficando
inconsciente. Então uma imagem curiosa aparece
na tela do filme. Tem um caráter ambíguo.
Corretamente interpretada, é uma visão de cima
do teatro cirúrgico extraterrestre que revela
algo da arquitetura do disco. Dominante na
imagem está uma viga tubular grande que conecta
o teto ao chão. Possui uma semelhança
estilística marcante com a agulha usada na
operação de implante. Uma confusão é sugerida. A
viga tubular e sua envoltura de plástico assumem
a aparência da agulha hipodérmica. A iluminação
do chão do disco dá a ilusão da curvatura de um
abdômen. O lugar onde o chão e a viga se
encontram é claramente rodeado por um entalhe
circular. É o umbigo. Esta, eu acredito, é a
origem da bizarra imagem de Betty da agulha no
umbigo. Ou ela confundiu isto ao assistir ao
filme, provavelmente em uma TV em preto e
branco, ou sua consciência criou essa
interpretação alternativa ao construir o
pesadelo.

Após a cena de operações, Betty Hill tem uma
conferência com seus captores durante a qual lhe
mostram um mapa estelar. Os abduzidos em
Invasores de Marte não têm uma conferência com
os extraterrestres, porém há uma conferência
mais cedo no filme na qual os protagonistas vêem
um grande mapa estelar. Isto acontece na cena do
observatório quando eles conhecem o Dr Kelston.
Kelston aponta para o mapa enquanto discute a
proximidade de Marte com a Terra. A parte mais
notável desta discussão para o fã de filmes
ruins é que Kelston está blefando na cena. Não
há nada lá quando ele aponta para a Terra.
O mapa de Betty tem os dois planetas que
faltavam no mapa de Kelston. Mas quando o alien
pergunta a Betty se ela sabe onde a Terra está
no mapa, ela revive sua perplexidade como
espectadora de filmes. Ela, novamente, não tem
nenhuma idéia de onde está. Talvez seja bom
notar que há semelhanças marginais entre o
esboço de mapa estelar de Betty e o campo de
estrelas retratado abaixo dos créditos do filme
- planetas de mesmo tamanho, mesma iluminação de
corpos, arranjos sem eclipses, densidade de
estrelas semelhante. Há porém uma grande
diferença: não há linhas de trajeto conectando
os planetas e estrelas no retrato dos créditos.
Isto provavelmente representa uma combinação com
outra memória relativa a mapas: uma
possibilidade especulativa é que as quatro
linhas que conectam os dois planetas maiores são
derivadas de quatro linhas conectando Concord e
Manchester perto do local da casa dos Hill em
Portsmouth: Rt. 3, Rt. 3A, uma estrada de
pedágio e o rio Merrimack. Têm aproximadamente o
mesmo ângulo entre si que os planetas no mapa
estelar. A pequena ramificação à direita seria a
Rt. 4 para Portsmouth. As outras linhas no mapa
estelar estão sujeitas a possibilidades
múltiplas e são difíceis de discutir
convincentemente. Muito provavelmente nunca
saberemos se isto é certo, mas indica o fato de
que alternativas para a aceitação literal são
facilmente imagináveis.
Poderia ser contestado que seguramente um sonho
favoreceria recordações mais vívidas e imagens
como os cortes repetidos para o implante
ameaçadoramente impelido para o pescoço da
abduzida que a transformaria em uma espiã
extraterrestre (como a propósito ocorreu na
abdução de Raymond Shearer em 1978) ou a cabeça
sem corpo da Mente Marciana em um Globo (como a
propósito aconteceu no encontro da senhora
Everett Steward em 1966), mas essa não é uma
característica fiel dos sonhos. Eles apanham
estímulos triviais e incongruentes tão
prontamente quanto imagens vívidas. Também
poderia ser discutido que estes pontos de
semelhança são acidentais e exagerados. Assista
filmes o bastante e você eventualmente achará
algo que lembre o caso Hill. Para que conste, eu
não inspecionei dúzias de filmes procurando uma
fonte para a história dos Hill. Um amigo me deu
a dica da imagem da agulha neste filme. O resto
das semelhanças emergiu quando eu adquiri um
vídeo do filme. Retrospectivamente, Invasores
de Marte parece uma fonte previsível de
material associativo dadas as idéias de Keyhoe
sobre Marte ser o lar dos discos voadores.
Poderia ser realmente um acidente que os aliens
de Betty compartilham com este filme uma série
de correspondências como narizes de Durante;
mesas de exame; agulhas; técnicas de pacificação
ópticas e mapas estelares?
A versão de Barney Hill dos eventos não combina
com a de Betty em todos os particulares. Uma
característica que ele enfatiza nas sessões de
hipnose é que os extraterrestres têm olhos
"oblíquos" se estendendo ao longo da cabeça. A
fonte desta característica apareceu uma noite
por acaso diante de mim enquanto assistia a
reprises de A Quinta Dimensão [The Outer
Limits] na estação PBS local. Tendo recentemente
examinado os conjuntos de desenhos de aliens dos
Hill, reconheci imediatamente que o
extraterrestre do episódio 'O Escudo Bellero'
tinha que ser a inspiração para o alien de
Barney. Eu percebi simultaneamente que era um
absurdo já que os eventos da Viagem Interrompida
pertenciam a 1961 e A Quinta Dimensão foi
ao ar em meados dos anos 1960. O paradoxo foi
rapidamente solucionado depois de alguma
pesquisa. Barney não disse ou desenhou nada
sobre "olhos oblíquos" até uma sessão de hipnose
datada de 22 de fevereiro de 1964. 'O Escudo
Bellero' foi ao ar no dia 10 de fevereiro de
1964. Corroboração adicional da ligação emergiu
ao descobrir que Barney declarou "os olhos
estão falando comigo". Descartando
telepatia, o extraterrestre do Escudo Bellero
analisa olhos e explica "todos que têm olhos,
têm olhos que falam".

Esquerda: Acima, o primeiro desenho de
Barney como reproduzido
em "The Interrupted Journey" de John
Fuller.
Abaixo, o esboço feito em colaboração com David
C. Baker
e publicado em UFO Investigator do NICAP
em abril de 1972
Direita: Imagens do extraterrestre em "O
Escudo Bellero"
destacando a estrutura alongada do olho e
similaridades do crânio.
"Olhos Oblíquos" se tornaram um termo comum na
literatura OVNI nos anos seguintes à
popularidade do caso Hill. Eles apareceram em
alguns casos notáveis como os de Betty
Andreasson, Harrison Bailey e Jack T. (Banda de
Rock Canadense Abduzida). Contudo o primeiro
exemplo disto é revelado agora como uma
pseudo-memória - um elemento nada incomum de
investigações hipnóticas. Em vez de ser
confirmação independente de uma característica
externa real da fisionomia alienígena, tais
casos demonstram a transmissão cultural de um
erro e constituem uma lição sobre a necessidade
de ter cautela com semelhanças entre casos OVNI.
A próxima abdução alienígena importante a
aparecer depois do caso Hill teria que ser o
encontro de Herb Schirmer no dia 3 de dezembro
de 1967. Foi a única abdução estudada pelo
Comitê Condon. Foi destacada em dois livros por
Eric Norman e um livro popular de capa mole da
Bantam por Ralph e Judy Blum. Alguns agora o
consideram como o primeiro caso a mencionar
explicitamente o programa híbrido por causa da
declaração de um extraterrestre de que eles
submetem os humanos a uma "análise de
procriação." Olhando para o caso com a
perspectiva de três décadas, é divertido ver
como está repleto de baboseiras com o folclore
OVNI específico de seu tempo, coisas como OVNIs
roubando eletricidade de fios de alta tensão,
motores magnéticos vulneráveis ao radar e bases
secretas na Terra. Particularmente engraçado é
como ninguém parece notar que os extraterrestres
de Schirmer roubaram o departamento de figurino
de Mars Needs Women (1966). O esboço de
Schirmer dos aliens em trajes equipados com
dispositivos de rádio na cabeça de aparência já
então obsoleta não admite nenhuma dúvida sobre a
influência do filme. Uma pessoa poderia
adivinhar do título como a idéia de análise de
procriação poderia surgir desta fonte, embora
seja necessário dizer que o tema de mulheres
seqüestradas para propósitos de procriação era
uma noção comum em filmes do período. Alguns
ufólogos acharam útil a noção expressa neste
caso de que extraterrestres querem confundir as
pessoas; "Eles estão tentando confundir a mente
do público". Pode valer notar que esta
estratégia alien é expressada explicitamente por
um líder marciano em outro filme do período,
Pajama Party (1964). Eles enviam um de
seus membros mais estúpidos como homem de frente
para sua invasão com a idéia de que "os
confundirá - Isso faz parte do plano".
Curiosamente, ambos filmes estrelam Tommy Kirk
como um marciano. O traje alienígena de Schirmer
ocorre periodicamente em outros casos
posteriores, notavelmente o de Iris Cardenas de
21 de fevereiro de 1979. (Publicado em Ufo
Contact from Undersea)

Esquerda: Mars Needs Women (1966)
[Sinister Cinema video]
Direita: Desenho da abdução alienígena de
Schirmer
[Ralph & Judy Blum, Beyond Earth, Bantam,
1974]
Em 1968, os Lorenzen exibem um caso vindo do
Peru em seu livro UFOs Over the Americas.
O homem é designado pelas iniciais C.A.V. e
descreve um encontro com um trio de múmias
espaciais. Um detalhe notavelmente exótico a
emergir neste incidente era que estes
extraterrestres não tinham os problemas sexuais
que os humanos possuíam porque "eles tinham a
habilidade de se separar no meio e se dividir em
duas criaturas". Embora liberdade da sexualidade
seja uma característica cinemática comum de
aliens, por exemplo, A Coisa,
Invasores de Corpos e Visit to a Small
Planet, este modo particular de reprodução
parece apontar à possível influência de Kiss
me Quick (1964). Um Dr Breedlove está
mostrando strippers para um extraterrestre
chamado Sterilox de Drúpiter na Galáxia
Buttless. Ele deve encontrar um espécime
perfeito de mulher "e levá-la de volta para fins
de procriação". Ele conta para o Dr Breedlove
que eles não têm nenhuma mulher. "Nós não nos
multiplicamos, nós nos dividimos". A evidência
de empréstimo direto não é muito forte neste
exemplo já que podemos imaginar tanto C.A.V.
quanto os produtores do filme se valendo de
material mais antigo na cultura de piadas.
Também deve ser considerado se este filme foi
exibido no Peru. Parece um filme muito ruim para
ter sido traduzido. Porém, dado que esta
característica de divisão nunca ocorreu
novamente em casos OVNI posteriores, algum tipo
de relação cultural parece implicada.
Os anos setenta levaram à proeminência um caso
envolvendo um personagem chamado Brian Scott.
Foi descrito em um livro chamado The Etherian
Invasion e foi dissecado criticamente em um
trabalho de Alvin Lawson para a conferência do
CUFOS de 1976. Os aliens de Scott são clones de
uma inteligência anfitriã central na forma de um
vasto computador de bordo. Há um segundo andar
no disco onde clones jovens são cultivados em
cilindros. Durante uma sessão de hipnose inicial
Scott sente que seu coração deixou seu corpo. Na
terceira sessão de hipnose ele tem uma visão de
um cataclismo varrendo a Terra e descobre que
isto aconteceria no dia 24 de dezembro de 2011
segundo seu Anfitrião alienígena.
Embora profundamente impressionado pela emoção
das histórias de Scott contadas sob hipnose, os
investigadores acharam aspectos suspeitos ao
caso que os fizeram duvidar da credibilidade de
Scott. Embora não tenham desempenhado um papel
em descartar as alegações de Scott na ocasião,
fatores culturais foram eventualmente
descobertos para aspectos do caso. Lawson
conferiu a programação de TV local no horário
das regressões hipnóticas e encontrou uma
reprise de um piloto de programa de TV que não
vingou, The Questor Tapes, que tinha uma
cena de clones humanos armazenados em cilindros
transparentes fortemente rememorativo ao relato
de Scott. A remoção do coração implica
fortemente uma cena de Killers from Space
(1954) onde Peter Graves conta sobre
extraterrestres removendo seu coração para
conserto depois de um acidente de avião, embora
Lawson advirta que terrores somáticos deste tipo
são uma constante em experiências alucinatórias
e podem conotar padrões mentais arquetípicos;
considere a cena de remoção de coração em
Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984)
como um paralelo a estas imagens em um cenário
não-extraterrestre. A data do cataclismo de
Scott é o detalhe mais avassalador de tudo. 24
de dezembro de 2011 é a data dada para a chegada
dos visitantes extraterrestres no notório
clássico Sunn, The Outer Space Connection.
Foi lançado em julho de 1975 e quase certamente
ainda estava sendo exibido em alguns cinemas
durante a terceira sessão de Scott. Tecendo um
folclore de fascinações então correntes como
deuses astronautas, o Triângulo das Bermudas,
piramidiotices e experiências de clonagens,
rivaliza Mysteries from Beyond Earth e
Overlords of the Ufo como título de
documentário OVNI mais estúpido já produzido.
Outro piloto de seriado fracassado por Gene
Roddenberry chamado Genesis II (1973)
introduziu na cultura a imagem surpreendente de
uma mulher com dois umbigos sendo caracterizada
em anúncios e programas de auditório.
Interpretada por Marriet Hartley, supunha-se que
a mulher fosse uma mutação projetada que possuía
habilidades superiores. Alguns anos depois, um
contatado OVNI chamado Jim Frazier introduz a
alegação de que ufonautas vindos de Epsilon
Eridanus têm pele branca, cabelos ruivos, uma
aparência poderosa e que as mulheres têm um
ciclo de nascimento de sete meses e dois umbigos
ao invés de um.
O caso de Sandra Larson de 1975 propôs uma
alegação particularmente sofrível. Esta senhora
afirmou que extraterrestres removeram seu
cérebro e o colocaram de volta. Eles o
conectaram de forma diferente, contudo, e
indicaram que ela não podia controlar o que
dizia. Trekkies não terão dúvidas ao pensar que
isto é uma reedição do episódio 'O Cérebro de
Spock'. O cérebro é removido e ajustado para
fazer funcionar o equipamento de uma civilização
avançada nesta homenagem a revistas antigas de
ficção científica. A idéia é claramente roubada
de 'Enslaved Brains' de Eando Binder (Wonder
Stories, agosto de 1934). Este episódio foi
oficialmente classificado como pior de todos,
79º de 79 episódios, na "Edição especial
obsessivo-compulsiva de colecionador" da
Entertainment Weekly (18 de janeiro de
1995) dedicada ao fenômeno de Jornada nas
Estrelas.
Embora o 'Encontro em Dapple Gray Lane',
relatado na antologia de 1980, UFO Abductions,
de D. Scott Rogo, não tenha nenhuma honraria por
credibilidade ou excitação de ufólogos, é
notável como um encontro com duas testemunhas
envolvendo extraterrestres que parecem ser em si
mesmos cérebros sem corpo. Filmes de cérebros
malvados são um gênero icônico em si mesmo, é
claro, e decidir qual filme particular inspirou
que este caso provavelmente representaria um
tolo desperdício de esforço. O que é engraçado é
que os investigadores do caso o apresentaram sem
meditação sobre sua família cinemática como
The Space Children (1958), The Brain from
Planet Arous (1958) e Evil Brain from
Outer Space
(1964). Um trabalho europeu recente fala de
forma similar de um cérebro alienígena
encontrado no caso de Norbert Schuster de
Lubeck, Alemanha, em 1963, sem sugestão de seus
parentes.

À esquerda, o desenho de Peter Rodriguez da
coisa parecida com um cérebro, em 1976.
O olho de Ciclope, as reentrâncias corticais e a
forma geral de um monte de purê
de batata lembra o cérebro hipnótico em Urano
do filme Journey to the Seventh Planet,
de 1961, que pode ser visto à direita.

O desenho de John Hodges de 1976 parece
diferente mas também é similar
a um cérebro. Compartilha a forma e a área
elíptica de descoloração
do cérebro-bolha anti-nuclear do filme Space
Children (1958).
Talvez significativamente, o relato de Hodges
também lida com armas nucleares.
No início dos anos 1980, uma famosa
investigadora de campo do CUFOS chamada Barbara
Schutte surgiu com temores de que teria sido uma
abduzida. Submetida a hipnose regressiva pelo Dr
Leo Sprinkle, ela produziu um esboço de seu
abdutor Quaazgaw que de forma singular envolvia
um extraterrestre vestido com um traje possuindo
grande triângulo invertido indo do tórax ao
abdômen, um símbolo de estrela no centro e uma
fivela de cinto quadrada. Esta declaração de
moda interessante foi tomada bastante claramente
de Pajama Party (1964). Don Rickles,
interpretando o Big Bang Marciano, usa
exatamente um traje assim, com um grande
triângulo com bordas, uma fivela quadrada e um
símbolo no centro. Embora não seja uma estrela
de cinco pontas como Quaazgaw, o símbolo central
pode ser confundido com um símbolo de estrela.

Esquerda: Don Rickles como excêntrico
marciano calvo de Pajama Party (1964)
Direita: Desenho de Quaazgaw de UFO
Annual 1983, Gray Baker, New Age Books, 1983
Uma declaração de moda um pouco diferente foi
feita pelos aliens na abdução de Longmont,
Colorado, 1980. Um artista chamado Michael é
seqüestrado em um raio ofuscante de luz que
lembra o encontro do cruzamento de via férrea em
Contatos Imediatos de Terceiro Grau e se
encontra com um extraterrestre de cabeça grande
e rosto com brânquias que remove sua mente, mas
a repõe com novas habilidades e conhecimento. O
alien tem dedos extraordinariamente longos. Usa
um macacão folgado sem zíperes, botões,
insígnias e padrões de cor. Usa um cinto sobre a
cintura; nenhuma fivela. A fonte desta imagem é
quase certamente um episódio de A Quinta
Dimensão chamado 'O Guardião do Crepúsculo
Roxo'. Um alien vaidoso e cabeçudo chamado Ikar
troca de mente com o protagonista para que o
cientista possa adquirir o conhecimento e
habilidades para terminar um projeto em que ele
tem trabalhado. As brânquias em Ikar são maiores
e algumas diferenças interessantes envolvendo um
colarinho ornamental e os olhos e orelhas
existem, mas a combinação com respeito a dedos
longos, o macacão folgado e o cinto é muito boa
para deixar de lado.

Esquerda: "O Guardião do Crepúsculo
Roxo", de The Outer Limits, 5 de
dezembro de 1964
Direita: Desenho de 19 de novembro de
1980 da abdução de Longmont, Colorado,
relatada na capa da edição de setembro-outubro
de 1982 de International UFO Reporter.
Veja meu artigo "This One’s a Keeper",
The REALL News 4, 8 agosto 1996
para uma discussão mais detalhada.
A ufologia nos anos oitenta foi dominada por
Budd Hopkins e seus estudos de abdução Tempo
Perdido e Intruders. O último é uma
defesa direta da proposição de que
extraterrestres estão conduzindo experimentos de
cruzamento e hibridação com a humanidade. Esta
fascinação é menos interessante por seu absurdo
biológico que por sua reivindicação de ser
alguma novidade. Hopkins parece acreditar que
nunca houve qualquer ficção com o tema de
alienígenas levando mulheres e as impregnando
para seus próprios propósitos misteriosos. O
filme de TV de 1974 de Barbara Eden, The
Stranger Within, é um precursor óbvio, assim
como seria a história de 1953 que o gerou,
'Mother by Protest' de Richard Matheson. Então
há filmes como Night Caller from Outer Space
(1966), Mars Needs Women
(1966), Village of the Damned (1960)
e
The Mysterians (1957). Pode-se voltar até
mesmo para 1939 e encontrar Sinister Barrier
de Eric Frank Russell para ver especulações
sobre alienígenas brincando de inseminação
artificial, nascimentos imaculados e a criação
de estranhos humanos híbridos oferecidos em uma
veia Fortiana.
Os incidentes Gulf Breeze introduziram no
conjunto de imagens OVNI um tipo novo de OVNI
com um halo de anel de força em seu lado
inferior. Isto levou Bruce Maccabee no programa
de Montel Williams em janeiro de 1992 a
usar isto para responder a um questionador que
perguntou, "você não acha muita coincidência que
muitas vistas ou relatos ou fotografias
mostradas são semelhantes àquelas de filmes que
nós vemos de espaçonaves e alienígenas?". Ele
replica, "De fato eu gostaria de notar algo, as
fotografias foram divulgadas muito brevemente -
estão em um livro que foi publicado um ano e um
meio atrás de Gulf Breeze que não se assemelham
a nada que você vê nos filmes. Quando estas
fotografias foram apresentadas primeiro ao
público e a investigação começou, os
investigadores tinham duas posições sobre isto
porque era tão divergente que não se assemelhava
a seu disco clássico com uma cúpula por cima ou
tudo aquilo que você vê em numerosos filmes".
Obviamente, Maccabee e seus colegas nunca
assistiram à série de TV Greatest American
Hero
no começo dos anos 1980 para ver uma
nave-mãe pairando com anel de força brilhando em
sua parte inferior exibida todas as semanas na
seqüência de abertura.

Esquerda: Fotografia 17 de The Gulf
Breeze Sightings, Ed & Frances Walters, Avon
Books, 1991, 170-1
Direita: A nave-mãe decola, piloto da
série Greatest American Hero, 18 de março
de 1981
Outro detalhe curioso para o caso Gulf Breeze
era que o extraterestre parecia estar cercado
por um escudo segmentado parecido com uma caixa.
É tentador afirmar a influência de uma imagem da
muito criticada versão cinematográfica de
Duna
(1984) - os efeitos especiais da proteção
elegante eram igualmente parecidos com uma
caixa. Não se pode provar isto porém com muita
segurança porque o senhor Ed restringiu sua
descrição com muitas incertezas e não há nenhum
detalhe corroborativo de apoio.
Como nós procedemos nos anos noventa, o folclore
de abdução se expandiu com o trabalho dos
discípulos de Hopkins. David Jacobs expôs o
programa híbrido em uma visão de horror que cada
vez mais se assemelha ao filme de terror
Inseminoid (1980) também conhecido como
Horror Planet. As mulheres estão nuas e
paralisadas, deitadas em mesas de exame de alta
tecnologia, enquanto humanóides de grandes olhos
inserem embriões em um terror impessoal. Por
outro lado, John Mack pinta uma visão mais
cósmica repleta de apocalipses futuros para
acompanhar o abuso cirúrgico. Meu momento
favorito é quando um dos abduzidos de Mack,
Arthur, relata que seus extraterrestres estavam
caçoando de nós humanos, "caras, vocês são
idiotas completos". Esta é tão claramente uma
paráfrase do discurso de Eros em
Plan Nine from Outer Space, "... todos
vocês da Terra são idiotas", que a questão de
influências culturais na experiência de abdução
é sublinhada além dúvida adicional. A única
reserva poderia ocorrer se alguém levar a sério
a advertência de Criswell de que Plan Nine
estava baseado em fato documentado.
Finalizarei com um achado. Brad Steiger, o
escritor de OVNIs mais prolífico já existente,
contou certa vez que se encontrou com o chefe da
operação responsável por todos os sonhos e
pesadelos que compõem o fenômeno OVNI. Este
líder dos Discípulos da Escuridão e enganador
poderoso tinha um nome. O nome dele era Zoltar.
Ninguém pode duvidar que é um erro de tipografia
para nosso venerado mestre de monstros de filmes
ruins - ZONTAR, O Monstro de Vênus!

- - -
CONTATOS NADA
IMEDIATOS
'Gauche Encounters' foi concebido e escrito
originalmente ao redor de 1989. Pretendia-se que
aparecesse em um zine para fãs de filme ruins
chamado Zontar - A Revista de Vênus, que
eu adorava. O editor o aceitou, mas o zine
desapareceu antes do artigo ser usado. Eu o
copiei e enviei a alguns amigos meus que também
eram fãs de OVNIs. Sabia que não era o tipo de
coisa que você envia a periódicos sobre OVNIs e
assim nunca o enviei a qualquer outro lugar para
que fosse publicado. Como os anos passaram às
vezes tomava alguns pedaços dele para artigos
mais curtos e volumosos para outras publicações,
mas nunca pensei muito em reescrevê-lo.
Ironicamente, enquanto eu fosse escrever
literalmente dúzias de outros artigos pelos anos
que se seguiram, este artigo se tornou meu
trabalho mais citado embora permanecesse sem ser
publicado. Não só meus amigos conhecidos, mas
estranhos totais, incluindo psicólogos
profissionais, o referenciavam em rodapés.
Recentemente eu o vi nas referências de O
Mundo Assombrado pelos Demônios de Carl
Sagan. Claramente, circulou mais do que eu
esperava.
Esta versão não é idêntica ao rascunho original.
Em primeiro lugar, eu removi um par de
parágrafos envolvendo Betty Andreasson. Pensei
originalmente que algo de suas imagens derivava
de A Quinta Dimensão, mas mudei de idéia
quando vi o filme de TV do caso Hill, The UFO
Incident, e percebi que fornecia os planos
para suas imagens. Some a isto material tomados
das abduções de Larson, Mona Stafford, Louise
Smith e Herb Schirmer e percebi que a evidência
de influência era mais leve que parecia com
relação à Quinta Dimensão. Adicionei ao
artigo coisas sobre C.A.V., Larson e Schutte
para compensar a diferença. Alguma atualização
de material para levá-lo aos anos noventa também
pareceu aconselhável. Mexi um pouco com as
palavras aqui e lá, mas está basicamente igual
ao original. A força do artigo é de qualquer
modo idêntica.
Eu encontrei outros dados de cultura OVNI
interessantes desde 1989 que excluí do texto
principal por várias razões. Evitei mencionar os
contos de contatados dos anos cinqüenta em
grande parte porque ufólogos não os aceitam e
não só considerariam seus aspectos culturais
irrelevantes como também uma tentativa de
diminuir o folclore aceito através de culpa por
associação.
Ainda assim, não posso resistir repassar a
informação aqui de que a história de contatado
de Orfeo Angelucci começou como um manuscrito de
filme intitulado 'Worlds are Mad Tonight.' Ele
acabou percebendo que tinha pouco potencial
financeiro e "permanecia acumulando poeira,
esquecido" antes dos alienígenas surgirem e lhe
contarem que o manuscrito era verdadeiro.
Poderia ser um filme tão ruim que só poderia ser
um caso OVNI verdadeiro? Eu também tive um
argumento tentando ligar pedaços do conto de
Adamski a 'A Dweller on Two Worlds'(1886)
de Phylos o Tibetano, um trabalho descrito por
L. Sprague de Camp como um 'romance
singularmente ruim' que gerou uma linha longa de
romances ocultos ilegíveis. Considerando que
este realmente não era um filme ruim, havia a
preocupação adicional que não pertencia ao
conjunto do artigo.
Communion apareceu em Bad Movies We
Love de Edward Margulies e Stephen Rebello.
Ele sem dúvida influenciou certos casos OVNI,
mas sua representação como uma história
verdadeira levanta uma série de problemas que eu
escolhi não abordar.
Steven Kilburn de Budd Hopkins ofereceu desenhos
de aliens que copiaram certas peculiaridades do
alien principal no grande sucesso de Spielberg,
Contatos Imediatos de Terceiro Grau. As
mais importantes são olhos grandes que são
completamente negros e sem traços
característicos. Notavelmente as pernas são
curtas em relação ao torso e há a presença de
uma pequena pança no abdômen inferior. Um
desenho por William Herrman no livro de Hopkins
também caracteriza olhos completamente negros.
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Os
alienígenas de Contatos
Imediatos de Terceiro Grau
e os extraterrestres de
Steven Kilburn
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Desenho de
William Herrman (1978)
[Budd Hopkins, Missing
Time, pp. 162-3] |
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O livro de abdução de Edith Fiore tinha desenhos
que me fizeram lembrar de shows como Perdidos
no Espaço e Space Academy, mas eu não
estava seguro de quão convincentes outros o
achariam. Um par de desenhos de novos aliens
exibidos na Conferência de Estudo de Abduções no
M.I.T. em 1992, por outro lado, tinha alguns
precursores que pareciam convincentes dos quais
eu tinha fotografias. Mas eu não tinha visto os
programas envolvidos e havia tão pouca
informação sobre os casos dados que não me senti
confortável em endossar uma relação.

Esquerda: UFO Kidnapped, imagem de
Fantasy Empire #13, setembro 1984, p.5
Direita: Andrea Pritchard et al,
Alien Discussions, North Cambridge Press,
1994, p. 96.

Esquerda: Do programa Out of the
Unknown
Direita: Andrea Pritchard et al,
Alien Discussions, North Cambridge Press,
1994, p. 96.
Note particularmente a coincidência tripla da
forma da cabeça, alongamento vertical dos olhos
e a ornamentação em Y ao redor do pescoço.

Esquerda: da série Jason of Star
Command [Starlog #17, outubro de 1987, p.
17]
Direita: Encounters de Edith
Fiore. Note a combinação geral da relação entre
largura e altura,
a torre vertical semelhante e uma população
similar de retângulos, hemisférios e esferas.

Esquerda: Um dragão fêmea do episódio "The
Questing Beast" de Perdidos no Espaço
Direita: Humanóide fêmea nos
Encounters de Fiore
Eu contei
a história do Vegeman de
Invasion of the Star Creatures em
Talking Pictures n. 7
e não pareceu vital recontá-la aqui. Uma
estrela-do-mar alienígena em um encontro japonês
de 1974 poderia ser traçado ao filme japonês
Warning from Space
(1956), mas poderia haver muitas fontes
naquela cultura distante e eu nunca as
conheceria.
Eu não estava seguro do que fazer com o relato
de um menino não mencionado que viu humanos
pendurados em uma parede em um estado
semi-letárgico com partes do corpo faltando.
Claramente é uma cópia de Alien, o oitavo
passageiro, e esse não é um filme ruim por
qualquer medida. Mas, aparecendo em UFO
Universe de setembro de 1993, será que os
ufólogos tiveram uma chance de atacá-lo?
Violaria a regra de material cultural ser
normalmente esotérico ou não?
Finalmente, e não tão incidentalmente, Carl
Sagan informa em seu livro O Mundo Assombrado
pelos Demônios (p.194) que recebeu uma carta
de um indivíduo que fala de um cruzador estelar
povoado por pessoas que "se pareciam com o
senhor Spock da série de TV Jornada nas
Estrelas". Obrigado, Carl. A ufologia será
eternamente grata.
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