- Conclusões
- Kevin McClure, publicado em Fortean Studies 7,
- traduzido da versão disponível on-line em Magonia
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Uma busca extensa nos registros históricos amplamente reconhecidos deste período, o mais pesquisado e comentado na história, não revela nenhuma menção até mesmo das características mais proeminentes do mito. Reunindo estes dois resultados, a única conclusão razoável com base na evidência disponível é que a crença de muitos anos de que naves alemãs de alto-desempenho, em forma de disco de fato voaram durante a Segunda Guerra Mundial pode ser mostrada como uma crença falsa. Espero que esta investigação sobre o mito de 'UFOs Nazistas' demonstrou que a evidência apresentada até hoje - pelo menos que eu conheça - é irrevogavelmente falha.
É claro, há muito mais a investigar, particularmente as ligações entre os 'discos voadores' e a suposta sobrevivência do Terceiro Reich em - ou sob - a América do Sul e a Antártida. O livro de Joscelyn Goodwin Arktos [80] apresentou um pouco de informação útil a este respeito, mas esqueceu-se do drama da criação de Nova Berlim, as viagens para a Lua e Marte, a crença nas dramáticas batalhas EUA-Nazistas na Operação Highjump, e as ligações que aqueles fazendo tais alegações podem ter com grupos culturais e políticos particulares.
Eu não quero tentar dirigir as respostas que os leitores possam ter ao material que reuni aqui. Minhas opiniões sobre o fascismo e aqueles que usam sua autoridade - real ou falsa - para enganar para seu próprio lucro ou outra vantagem é bem óbvia. Espero que os leitores também terão apreciado que tentei distinguir entre material que prejudica, e aquele que não o faz. Porém, eu gostaria de frisar alguns pontos que surgem das inconsistências entre a versão do mito da história, e a versão 'consensual' popular da história, e a história situada em algum lugar entre elas da ufologia.
Operação Paperclip
A Operação Paperclip foi uma iniciativa secreta, agora bem-documentada, do governo dos EUA para permitir que os Aliados Ocidentais na guerra se beneficiassem do conhecimento de cientistas do Eixo que estavam nominalmente, proibidos de entrar nos E.U.A. por causa de seuas afiliações prévias. Até mesmo antes da derrota dos alemães, era aparente tanto a políticos quanto aos líderes de exército no Ocidente que a União Soviética era agora o inimigo, e Paperclip era um dos passos vistos como necessários para lidar com esse inimigo. No geral, parece ter sido uma decisão de política saudável, aparentemente (embora os relatos não sejam completamente consistentes) trazendo os talentos de ilustres como Werner von Braun para trabalha no, e para, o Ocidente.
Paperclip era, se nada mais, cuidadosamente organizado. Era uma operação secreta, sendo mantida a altos riscos, e não há nenhuma razão para acreditar que não objetivou os melhores e mais qualificados cientistas disponíveis. No campo de foguetes, certamente, teve sucesso, dispondo as fundações para o programa espacial americano em geral, e os sucessos dos EUA dos anos sessenta em particular.
Relatos mais detalhados de UFOs Nazistas se referem à Operação Paperclip, usando-a para apoiar o argumento por extensão de realizações técnicas alemãs de tempo de guerra com discos voadores insinuando que o desenvolvimento de tecnologia americano - até e inclusive a geração presente de aeronaves 'Stealth' - dependeu da importação e contribuição de cientistas alemães. Contudo os próprios cientistas alemães que eram supostamente responsáveis pelo desenvolvimento desses discos maravilhosos parecem ter sido completamente ignorado por Paperclip, e terminaram em empregos impróprios na Europa, com apenas jornais populares mostrando um interesse em suas habilidades. Ou os construtores de discos também eram 'os homens que o Paperclip esqueceu', ou porque não havia nenhum disco, Paperclip não cometeu um erro ao deixar de levá-los para os E.U.A..
Primórdios da ufologia
Em uma recente discordância que tive com Tim Good e seus editores sobre a procedência de fotografias impressas no livro dele 'Alien Base' [81], eu avancei o que pensei ser um ponto válido. Muitas das fotografias - aqueles que não mostravam falsos corpos de alienígenas - eram da ufologia dos anos cinqüenta, supostamente tomadas por George Adamski, Paul Villa, Daniel Fry, Howard Menger e Hugo Vega. Elas atraíram tanto crença quanto ridículo durante os anos, e Food não tinha endereçado várias dúvidas sobre sua proveniência, como possíveis associações com equipamento de cozinha, fios, o uso de perspectiva para fazer objetos pequenos parecerem maiores e a tática simples de lançar coisas no ar.
Tim Good concordou, honravelmente, a mandar estas fotografias para análise por um perito universitário usando técnicas modernas à suas próprias despesas, e embora prejudicado pelas cópias serem cópias de cópias dos originais, estes relatórios foram publicados. O perito não estava convencido de que as fotografias mostravam naves independentemente no ar do tamanho e distância alegadas pelo fotógrafo.
O ponto que eu tinha avançado era se, até mesmo se as fotografias não mostrassem nenhuma evidência de fraude deliberada, era provável que estas naves - principalmente mal-feitas, desajeitadas, de letão e sem qualquer método visível de propulsão ou direção - eram de fato aerodinamicamente viáveis. Elas poderiam voar distâncias curtas aqui na Terra, ainda mais entre planetas em nosso sistema solar ou além? Como aconteceu, havia dúvida suficiente sobre a proveniência das fotografias, e a realidade do que elas pretendiam mostrar, que a pergunta mais ampla não teve que ser respondida, mas eu sugeriria que a resposta deveria ser um contundente 'Não'. Se estas naves eram reais, e do tamanho e no lugar que aqueles que tiraram as fotos sugeriram, não há a menor chance que elas tenham voado de Vênus ou Marte, muito menos de qualquer lugar mais longe. Elas não podiam. Elas parecem ter sido feitas de pedaços jogados fora em uma garagem suburbana comum, e cairiam em pedaços se o fio que as suspendia se partisse: se isso é o que elas eram de fato você poderia muito bem perguntar, mas eu não poderia possivelmente comentar.
Uma explicação alternativa foi dada para a inadequação destas 'naves'. Sempre é mantida em algum lugar no fundo da ufologia extraterrestre, como uma posição alternativa onde o vôo interplanetário parecer uma explicação profundamente improvável para uma fotografia de OVNI, mas ninguém quer ou se arrisca a dizer 'fraude'. Em anos recentes esta segunda melhor explicação foi adaptada em uma explicação preferencial, avidamente adotada por David Hatcher-Childress e outros em livros e em vídeos. Estas montagens desajeitadas de lixo caseiro não devem ser mesmo consideradas naves extraterrestres. Ao invés disso, são evidência principal do poder da tecnologia de UFOs Nazistas, seja importada pelos EUA depois da guerra, ou pelos russos, que os estavam usando para reconhecimento ou, ainda mais maravilhosamente, pelos próprios Nazistas voando para provar que o Terceiro Reich nunca morreu, mas vive e luta em bases secretas na América do Sul ou Antártida. Como você pode imaginar, se não havia nenhuma tecnologia maravilhosa de discos voadores na Alemanha durante a guerra, então ela nunca poderia ter sido exportada. E se esse era o caso, então todas as fotos em close-up daquela época podem muito bem ter sido fraudes.
Dito isso, uma conclusão esperançosamente simples - até mesmo moral - vem à mente. A Ufologia sempre buscou respeito. Buscou respeito científico e, tentando explicar o começo absurdamente súbito que teve em 1947, também procurou por uma história antecedendo essa data. O material 'foo fighter' é certamente interessante neste respeito, mas esses avistamentos não parecem manter nenhuma semelhança real às naves dos primórdios da ufologia: Eu sugeriria que para propósitos de pesquisa eles devessem ser considerados como um assunto completamente separado daqueles discos de lata em close-up e seus ocupantes nórdicos de apenas alguns anos depois. Se minha abordagem para o material de discos voadores de tempo de guerra está correta, então 1947 parece ainda mais súbito - e inexplicável - que nunca, e a experiência de contato ainda mais isolada. Longe de alcançar qualquer tipo de respeito, ao aceitar tão prontamente a existência de discos voadores alemães de tempo de guerra de alto-desempenho, com um punhado de exceções honráveis, importando-se em fazer até os mais simples questionamentos, a ufologia mais uma vez se mostrou amadora e facilmente manipulável. Assim não há nenhuma mudança aqui.
Agradecimentos
Agradecimentos, no mínimo, são devidos a David Sivier, Dave Newton, Peter Brookesmith, Peter Williams, Wayne Spencer, Andy Roberts, Eugene Doherty, Hilary Evans, Martin Kottmeyer, James Moseley, JC Carbonel, Peter Rogerson, Maurizio Verga, Tim Matthews, Jeff Lindell, Claude Mauge e Eduardo Russo pela sua ajuda inteligente em reunir esta investigação.
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Índice
Introdução
Núcleo 1 - Foo Fighters
Núcleo 2 - Renato Vesco, Feuerball e Kugelblitz
Núcleo 3 - Major Lusar, os Construtores de Discos, e o vôo de teste
Núcleo 4 - W.A. Harbinson e Projekt Saucer
Núcleo 5: Vril, Haunebu e Viagem Interplanetária
Falsas histórias
Soldados sem nome
Autoridades da Terra e de outros lugares
Comentários oficiais e Inteligência
Enganos e Fantasias
Conclusões
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Referências
[1] Lusar, Rudolf (1959) Trans Heller, R P and Schindler, M German Secret Weapons of the Second world War Philosophical Library New York p.165
[2] Vesco, Renato (1971) Intercept UFO Grove Press New York p.85
[3] Kasten, Len (1996) 'Nazi UFOs' in Atlantis Rising No.7
[4] Stephens, Henry (1998) 'UFOs and the Third Reich' in The Probe Vol 3 #4
[5] terziski
[6] Stevens, Wendelle, interviewed in 'The Godfather of UFOs' in Alien Encounters #25
[7] Redfern, Nicholas (1998) The FBI Files Pocket Books London p.210
[8] Chamberlin, Jo 'the Foo Fighter Mystery' in the American Legion Magazine, December 1945
[9] Roberts, Andy Foo Fighters - the Story So Far Project 1947 website
[10] Lindell, Jeff A. 'The Foo Fighter Mystery Revised' I.U. Folklore Institute
[11] Ibid
[12] Vesco, Renato 'Aerospace expert claims Flying Saucers are Canada's Secret Weapon' in Argosy Magazine August 1969.
[13] Vesco, Renato (1971) Intercept UFO Grove Press New York p.85
[14] Ibid p.86
[15] Ibid (back cover)
[16] Correspondence with author
[17] Lusar op cit p.
[18] www.ufo.it/german
[19] 'Sightings' website
[20] Redfern, N and Downes, J (2000) Weird War Tales 1 - UFOs: 1939-45 Weird War Tales Library
[21] Published by New English Library, London
[22] Harbinson, W A (1995) Projekt UFO - The Case for Man-Made Flying Saucers Boxtree London (back cover)
[23] Ibid (Foreword)
[24] Birdsall, Mark Ian (1988?) The Ultimate Solution Self-published p.13
[25] Harbinson op cit p.5
[26] Ibid p.61
[27] Ibid p.72
[28] Ibid p.74
[29] Interview with Terziski on Sam Russell's 'Open Mind Forum' radio programme on June 5 1993.
[30] Steiger, B and SH (1994) The Rainbow Conspiracy Windsor Publishing Corp New York p.62
[31] Branton - Omega Files
[32] Branton - Omega Files
[33] Website - William Bacon's Home Page/Nordic Saucer Report.
[34] Brantons Testimony http://www.ufomind.com/ufo/media/mailing/archive/iufo/msg18723.shtml
[35] Branton - Omega Files
[36] Branton - Omega Files - 'Nazi History'
[37] Roberts, Andy Ibid
[38] Edwards, Frank (1967) Flying Saucers - Here and Now! Lyle Stuart
[39] Caidin, Martin (1960) Black Thursday
[40] Roberts, Andy 'In search of "Foo-Fighters"' in UFO Brigantia No.66 July 1990
[41] Roberts, Andy Ibid
[42] Redfern, N and Downes, J Ibid p.62
[43] Ibid
[44] Edwards, Frank (1967) Ibid
[45] Redfern op cit p.210
[46] Corso, Col. Philip J., with Birnes, William J. (1997) The Day After Roswell Pocket Books London and New York p.73
[47] Blania-Bolnar, Z (1998) 'Monkey Business' in Alien Encounters April 1998
[48] Susan Michaels (1997) Sightings: UFOs Fireside Books
[49] "L'UFO Crash di Mussolini" Unknown website
[50] UFO Magazine May/June 1998 p.49
[51] Redfern, N and Downes, J p.16
[52] Redfern, N and Downes, J p.18
[53] Stonehill, Paul 'Nazi UFOs: A Russian Eyewitness' in UFO Magazine (California) Vol 10, No.2, 1995.
[54] Di Rado, Fabio (allegedly) Unattributed Net posting.
[55] Carballal, Manuel (1995) from Saucers Unveiled!
[56] From: "ladynada" <ur-valhalla!usa1.com!ladynada>
[57] Meier, Billy and P'taah in FIGU Bulletin Vol1, No 6
[58] Stephens, Henry (1998) 'UFOs and the Third Reich' in The Probe Vol 3 #4
[59] Stephens, Henry (1998) German research Project catalogue
[60] Kasten, Len Op cit
[61] Hatcher-Childress, D and Vesco, R (1994) Man-Made UFOs 1944-1994 - 50 Years of Suppression Adventures Unlimited Press 1994 p.366
[62] Ibid p.370
[63] Stevens ibid
[64] Icke, David (1999) The Biggest Secret Bridge of Love Scottsdale p.254
[65] Stevens op cit
[66] Vesco (1969) ibid
[67] Good, Timothy (1998) Alien Base Century London p.23
[68] Birdsall, Mark Ian op cit p
[69] Birdsall, Mark (1992) 'Nazi Secret Weapon - Foo Fighters of WWII' in UFO Magazine (California) Vol 7 #4
[70] Friedrich, M (1975) UFOs - Nazi Secret Weapon? Samisdat Toronto
[71] Miele, Frank in an article 'Giving the Devil His Due'. Found on Zundel's Flying Saucers Index website.
[72] 'No flying saucer built by Hitler', New Britain Herald for Thursday, March 14 1957
[73] Air Technical Intelligence Center Memorandum T57-7999, 29 March 1957
[74] Masters, David (1982) German Jet Genesis Jane's London p.135
[75] Jungk, Robert (1965) Brighter Than A Thousand Suns Pelican Middlesex
[76] Harbinson op cit
[77] Matthews, Tim (1999) UFO Revelation - The Secret Technology Exposed Blandford London
[78] Neufeld, Michael J (1995) Peenemunde and the Coming of the Ballistic Missile Era Harvard University Press Massachusetts
[79] Henshall, Philip (1995) Vengeance - Hitler's Nuclear Weapon Fact or Fiction Alan Sutton
[80] Godwin.Joscelyn (1996) Arktos - The Polar Myth Adventures Unlimited Illinois
[81] Good op cit Various illustrations