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Published on janeiro 29th, 2012 | by Kentaro Mori

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Resultados do concurso “Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas”

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Agradecemos a todos os participantes do concurso, recebemos dezenas de mensagens e foi uma tarefa difícil selecionar cinco ganhadores! Buscamos escolher tanto as respostas mais concisas, quanto as mais representativas de todas as enviadas.

As mensagens premiadas com exemplares do livro “Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas”, do fundador da Skeptics Society Michael Shermer, um lançamento e cortesia da editora JSN são:

“Por que se acredita em algo estranho? Creio que a necessidade de crer em algo – que a princípio seja inexplicável – reconforta-nos à medida que nos distancia do mistério. O desconhecido nos deixa sem chão, inseguros. E por mais que algo nos apresente uma explicação pouco racional, ainda assim é algo a que se apegar.

Até os meus oito anos de idade eu acreditava que luzes estranhas que havia visto no céu, sobre minha casa, eram discos voadores. Estranhamente, a ideia de seres alienígenas rondando meu quintal era mais reconfortante que não saber nada. Essa curiosidade e fascínio pelos alienígenas me levou a ler e procurar saber mais sobre eles. A partir daí um leque de informações sobre espaço, tecnologia e teorias da conspiração se abriu para mim. Virei um "rato de biblioteca", a começar pela existente em minha casa. Esse alicerce de informações que acumulei – ainda que supostamente fantasiosas – me deram mais segurança para observar as mesmas luzes, anos depois. Ironicamente, depois de dominar o assunto sobre as "luzes alienígenas", as mesmas desapareceram. Mas a lição ficou: para entender algo se deve investigá-lo, usar a curiosidade para acumular experiências.

As luzes no meu quintal me trouxeram uma outra luz: a do conhecimento.”
- Ricardo Ferro, Bahia

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“Hoje tenho 24 anos e acreditei em espíritos e em mediunidade até o final da minha adolescência.

Com 14 anos, tempo de grandes turbulências, me fora dito que eu teria uma "missão" muito importante nesta vida: ser médium. Desta forma, eu deveria obrigatoriamente exercitar minha mediunidade a fim de me livrar dos transtornos mentais que me afligiam naquela época. A partir daí, iniciei um curso de disciplina mediúnica até ser capaz de incorporar entidades “do além“.

Por conta dos trabalhos mediúnicos na casa espírita, eu acreditava que poderia ajudar os espíritos sofredores a encontrarem o caminho da luz no plano espiritual. Acreditei em tudo isso devido ao que aprendi sobre Espiritismo Kardecista, religião predominante na minha família desde a época dos meus bisavós.

A crença de estar em contato com espíritos e poder ajudá-los trazia conforto e me distanciava da realidade, fazendo sentir-me útil, especial e diferente. Quaisquer problemas, como uma doença ou uma sensação ruim, eram considerados de origem espiritual, não sendo necessário lidar com eles diretamente, já que “doutrinar” o espírito que incomodava era o suficiente.

Eu não tinha identidade própria, nem tive uma adolescência normal. Eu vivia em delírio, e não sabia.”
- Patrícia Bueno, São Paulo

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“Um dia, antes dos meus dez anos de idade, eu estava brincando sob o sol no quintal com alguns objetos, dentre eles uma bacia, uma mangueira jorrando água e um pequeno espelho (o que uma criança estava fazendo com isso? Não lembro).

Por acaso, descobri que ao mergulhar o espelho dentro da bacia com água o reflexo da luz do sol criado por esse conjunto não era um reflexo ao qual eu estava habituado a ver. Apontei o reflexo para dentro de casa, através da janela, deixei a bacia posicionada no chão e corri para dentro ver o que estava se formando. Fiquei admirado com o que vi: um pedaço de arco-íris na parede da sala, tremulando ao ritmo das ondas provocadas pelo vento na água da bacia lá fora. Chamei minha mãe para ver.

Ela veio, olhou espantada e ordenou que eu retirasse aquilo, pois trazia “mau agouro” para dentro de casa. Desmanchei o aparato sem questionar.

Muito tempo depois resolvi perguntar à minha mãe o porquê daquilo trazer o tal “mau agouro”. Ela respondeu que não sabia, e que por achar estranha aquela imagem dentro de casa, concluiu que não era algo bom. Passei anos até repetir aquela experiência simplesmente porque imaginava que aquilo trazia má sorte, e a única razão para pensar assim foi porque alguém havia dito isso.”
- Renato Uchôa Brandão, Tocantins

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“Quando eu era pequena, acreditava que a palavra ‘laranja’ era palavrão. Isso mesmo! Palavrão!
Por quê? Sempre me perguntei isso, mas me lembro que tinha medo de falar a palavra, por achar que era palavrão de fato.

Às vezes acreditamos em algo estranho por não compreender do que se trata, por simplesmente se tratar do desconhecido.  O simples fato da coisa não ter explicação já tem aquele ar mágico, inexplicável.

Há também a questão do livre arbítrio… As pessoas escolhem no que acreditar, por vários motivos. A escolha por acreditar em Papai Noel, Maomé ou no fim do mundo em 2012 nos faz, meros seres humanos, pessoas incríveis, justamente por ter o poder de escolha, motivado pela insegurança ou medo do desconhecido.”
- Talita Nieps, São Paulo

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“Eu confesso: eu acreditava em Chico Xavier.

Acreditava porque minha mãe sempre falou dele como uma pessoa de bem. Acreditava porque milhares de familiares se diziam consolados por suas cartas. Acreditava porque, tendo eu nascido em 1980, a força de seu mito no Brasil já estava mais do que consolidada, tendo ele sido eleito “o mineiro do século”, superando nomes como o de Alberto Santos Dumont.

Mas mudei. Essa mudança foi gradativa. Primeiro vieram as fotos de materializações com a médium Otilia Diogo, uma fraude em que Chico estava envolvido. Porém, como ele não era o médium principal do caso, ainda se podia alegar que o maior médium do país havia sido ingênuo. Mas pouco depois descobri que seu guia espiritual, Emmanuel, que se dizia um senador romano dos tempos de Cristo chamado Públio Lentulus, jamais havia existido na vida real.  O próprio nome da entidade era incoerente,misturando português (Públio) com latim (Lentulus). E soube ainda que tal entidade havia se materializado pelo próprio Chico! Já não era mais possível arranjar desculpas para sustentar minha crença em Chico como médium legítimo. Resolvi ir a fundo nos seus escritos, realizando pesquisa própria, e descobri que suas psicografias não passavam de plágios! Plágios e mais plágios de dezenas de livros. Nem o mito de que ele era semi-analfabeto se sustentava. Seus próprios amigos, como Waldo Vieira, acusaram-no de fraude anos depois de sua morte.

Hoje só sinto vergonha. Vergonha de um dia ter acreditado nele.”
- Vitor Moura, Rio de Janeiro

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Muitos dos participantes também autorizaram gentilmente a reprodução de suas mensagens. Por que você acreditava em uma coisa estranha?

“Após recomeçar este parágrafo umas 15 vezes percebi que não poderia responder à pergunta acima, pois mesmo depois de rejeitar Deus, OVNIs, etc, eu ainda acredito em coisas estranhas. Acredito, por exemplo, que vivo em um universo de 13 bilhões de anos com mais de 100 bilhões de estrelas. Acredito que este mesmo universo foi formado a partir de uma flutuação quântica no nada, no princípio da incerteza e na não localidade. Acredito ainda que sou feito basicamente de espaço vazio e que chimpanzés são meus parentes mais próximos. Assim, se não pela estranheza, por que não levo mais aquelas hipóteses a sério? Bom, não as rejeitei por serem estranhas, mas sim por que não encontrei nenhuma evidência que as corroborassem. Uma vez que decidi que o conforto que uma idéia traz não nos diz nada sobre seu valor de verdade, não tinha nenhum motivo para continuar acreditando. Mas por que acreditei algum dia? Talvez o principal motivo seja que o universo não é de forma alguma um lugar normal, e nossa curiosidade nos impele a tentar entendê-lo. E todas estas crenças estranhas como Deus e espíritos ainda podem nos parecer mais plausíveis que as alternativas científicas, principalmente quando buscamos sentido e auto-importância. Em um primeiro momento a realidade parece estranha demais para ser verdade e sem um pensamento cético, que custei a desenvolver, somos tentados, parafraseando Sagan, às respostas fáceis e não às perguntas difíceis.”
- Gabriel Félix, Membro do Grupo Evolução em Foco

“Eu acreditava em muitas coisas estranhas, tais como o sobrenatural, discos voadores, homeopatia, teorias da conspiração e astrologia. quando não temos conhecimento, elas nos explicam muito sem que tenhamos que pensar, explico melhor: quando vemos uma luz estranha no céu, é muito mais fácil pensar que é um disco voador do que pensar que aquilo que vimos é um efeito natural incomum, pois precisaríamos pesquisar e ler para entendê-lo melhor. É muito mais fácil aceitar a homeopatia como verdade do que pesquisar sua origem e seus verdadeiros efeitos (ou falta deles). Acreditei em astrologia por um bom tempo, fazia parte do meio em que eu vivia, quase todas as pessoas que eu conhecia eram ligadas a astrologia.Antes de descobrir que ela é uma pseudo-ciência, eu lia horóscopo diariamente, era uma necessidade e um alívio, a visão de que tudo acontece por um motivo é animadora. Sintetizando os meus porquês de ter acreditado em uma coisa estranha: a influência de quem é próximo a mim; a falta de questionamento que nos é as vezes imposto por pais, professores e religião; a acomodação intelectual e principalmente, a falta de informação. Me tornei cético depois que comecei a ler, estudar e pesquisar mais, me tornei curioso e aprendi que devo questionar o máximo possível antes de acreditar em algo, principalmente que não pareça lógico. Outra versão para eu ter me tornado cético é: eu conheci o site ceticismo aberto…”
- V.S.

“Na verdade eu ainda acredito em uma coisa estranha: que eu não acredito em nenhuma coisa estranha. Isso por causa de diversos processos mentais que intereferem na cognição como seleção de indícios, preconcepções, instintos, emoções… Assim, tudo em que eu acredito me parece absolutamente natural e normal – mesmo quando indícios sólidos contrariam fortemente.”
- Roberto Takata

“Creio que todos nós acreditamos no que nos ensinam quando crianças. Assim, em nós, os conceitos são formados de acordo com as informações que nos são transmitidas pelo meio em que vivemos. Na medida em que o tempo passa, com a maturidade, surgem os questionamentos a respeito de tudo o que aprendemos e com eles a aceitação definitiva ou a rejeição do que até então para nós era considerado uma verdade. Foi isto o que aconteceu comigo, na atualidade me considero cético em relação a quase tudo o que me cerca ou em relação às informações recebidas no passado. Isto me preocupa um pouco porque ainda não assumi definitivamente, o meu ceticismo, que,no entanto, acho lógico e racional.”
- José Luiz Britto Bastos

“Lá pelo final da década de80, quando eu ainda era um fedelho, uma tia minha, entusiasta da ficção científica, tentou me explicar sua interpretação do filme 2001: uma odisséia no espaço. Ela contou sobre os antigos hominídeos, que após encontrarem um “pedaço de vida” iniciaram sua jornada evolutiva rumo à racionalidade. Mas eu escutei mal, e ainda me lembro de ter entendido “pedaço de vidro”, e sendo o filme baseado em fatos científicos, por muito tempo, imaginei a grande importância desse material, que além de nos ser útil na fabricação de copos e janelas, também proporcionou aos nossos ancestrais um considerável aumento de inteligência. Pensava que talvez o simples fato de tocar em objetos de vidro poderia me ajudar a “evoluir”, aguçando minha inteligência, permitindo que eu vencesse facilmente os grandes desafios da vida! Não me lembro muito bem quando descobri minha falha de compreensão, talvez um dia, já mais maduro, percebi que não podia ser isso. De qualquer maneira, achei perfeitamente compreensível ter sustentado esta “crença estranha”, uma vez que a realidade, de um modo geral, é estranha, ainda mais numa fase da vida em que estamos descobrindo o mundo. A própria teoria evolutiva, a mecânica quântica e a moderna cosmologia são exemplos de “coisas estranhas”, sob certo ponto de vista. Logo, não devemos nos repreender por acreditarmos em coisas estranhas, mas sim buscarmos separar as que são corroboradas pelas evidências daquelas que não são.”
- Aldo R. Fernandes Nt

“Sempre olhei para o céu com uma sensação de medo e reverência. O brilho de estrelas, planetas, satélites e todos os orbes possíveis e imagináveis, ao mesmo tempo que me tirava o sono, em profunda reflexão, me fazia sentir feliz por, de alguma forma, saber que, com toda aquela vastidão, não poderíamos estar sozinhos. O interesse por astronomia, a científica, a acadêmica, surgiu antes da ufologia em si. Eu lia Arhtur C.Clarke, Isaac Asimov, e, embora todas aquelas maravilhas pudessem ser possíveis, não cria em fenômenos como o dos UFOs nos visitando. Porém, a adolescência veio e com ela a dúvida que, uma vez iniciada em todos os seres humanos, dificilmente é respondida. Os UFOs tinham de existir. Os homenzinhos verdes estavam entre nós.Havia uma conspiração governamental mundial para encobrir tudo. O assunto parecia mais interessante que as nebulosas, galáxias, quarks, nêutrons, etc. Durante muito tempo, acreditei nessas visitas. Embora sempre fosse leitora de divulgação científica, o método científico em si nunca me havia sido apresentado. Falha na educação desse país – sempre estudei em escolas públicas – ou falha minha. O caso é que, quando conheci um dos maiores manuais de pensamento científico, O Mundo Assombrado pelos Demônios, de Carl Sagan, percebi o quanto as pessoas acreditam apenas no que querem acreditar. Essa a importância do pensamento científico: a possibilidade de não transformar nossos conhecimento sem dogmas.”
- Valdirene Kerschner

“Eu provavelmente já acreditei em várias coisas estranhas por diferentes motivos. Algumas crenças têm relação com as crenças valorizadas pelos meus familiares e conhecidos que acabaram me influenciando (religião, superstições). Outras me fisgaram por oferecerem uma realidade improvável, mas inspiradora, inebriante e excitante (o segredo, teorias conspiratórias, pseudociências). Por algum tempo também me faltou incentivo e até mesmo instrução para ter um pensamento cético e questionador de ideias. Especialmente no Brasil, às vezes somos implicitamente levados a pensar que pode ser inconveniente criticar as ideias de outras pessoas e aprendemos a olhar com maus olhos aqueles que questionam – uma política da boa vizinhança para lidar com a sensibilidade a críticas que se enraizou por aqui. Isso pode ser muito ruim, pois não podemos empreender avanços no conhecimento humano sem o confronto honesto e embasado de ideias e sem a contínua renovação de ideias. Acontece que é confortador e conveniente para muitas pessoas permanecerem estagnados aonde suas ideias se encontram, pois seus interesses e necessidades já são atendidos. O grande problema da política da boa vizinhança radical é que corremos o risco de cair em um círculo vicioso onde ninguém critica as ideias de ninguém, não averiguamos se nossas crenças são estranhas e não saímos do lugar.”
- André Rabelo

“É até meio simples dizer por que eu acreditava em uma coisa estranha. Acreditava simplesmente porque fui condicionado a isso através do medo. Minha avó e minha mãe me contavam (quando eu tinha uns 5, 6 anos, por aí…) sobre histórias que elas “presenciaram” – tudo balela delas para nos assustar. Como de um garoto que comeu uma fruta amaldiçoada e seu estômago explodiu, e uma senhora que assumiu ter feito uma “macumba” para ele no enterro do menino. Não é de se estranhar que eu não só acreditava, como também temia macumba, não? Outro exemplo foi um “peixe preparado” que meu bisavô comeu, enlouqueceu e morreu. Bom, o fato de o peixe ter sido guardado por dias em uma gaveta certamente não tem nada a ver com isso, claro. Mas com certeza o melhor foi quando eu era obrigado a freqüentar uma determinada igreja que me assustava para caramba! Sim, me assustava porque todos lá fingiam que recebiam o Espírito Santo, ficavam rodando e pulando. Eu sempre os considerei loucos, e pessoas loucas me assustam. Enfim, eles eram muito fortemente contra a macumba e viviam contando “causos” sobre macumbeiros que largaram tal prática após verem satã, e coisas assim. Engraçado é como eles se portavam de maneira exatamente igual à dos “macumbeiros”, com giros, falas estranhas e gritos…”
- Danilo Silva

“Eu acreditava por que era mais simples simplesmente acreditar. Perguntar, pesquisar, contestar, duvidar, poderiam me levar a um mundo desconhecido que eu considerava ameaçador. O mundo da fantasia era mais simples e belo. Ao decidir tomar a pílula vermelha, a realidade que surgiu à minha frente fez-me sentir derrotado, vazio e com a sensação de que parte importante de mim sempre fora uma ilusão. Mas estranhamente senti-me muito mais leve sem as correntes da ignorância. A sensação de que não seria mais manipulado, de que não sabia tudo, é verdade, mas de que poderia procurar as respostas sem medo de decepcionar-se, isso me confortava. Com o tempo aqueles absurdos foram ficando em minha lembrança como parte de meu passado, e que agora teria uma missão, oferecer também a pílula vermelha do conhecimento aos que tivessem a coragem de tomá-la.”
- Julio Moura

“Por medo de contrariar a sociedade.
Por medo de ter que aceitar que, pessoas que você ama, possam estar erradas
Por medo de aceitar que nem tudo lhe é conveniente
Por medo de estar certo e se deparar com uma realidade não tão agradável.
Por medo de estar errado e sofrer retaliações de pessoas mesquinhas.
Por medo de expandir sua mente a um tamanho irreversível.
Por medo de abrir mão do conforto da fantasia.
Por medo de sofrer preconceito.
Por medo de ter que ser coerente e maduro.
Por medo de ter que enfrentar qualquer pessoa sozinho para defender seu ponto de vista.
Pelo simples medo de ter medo.”
- Lucas K-prA

“Quando nos aproximávamos do ano 2000, no alto de meus 12 anos eu acreditava ingenuamente na boataria de que o mundo dava seus últimos suspiros. O ano novo chegou e não só o mundo não acabou como continuou exatamente como sempre foi: as pessoas seguiam suas vidas normalmente e a natureza não tinha entrado em colapso. Por que acreditei em algo tão estranho? Simplesmente porque era mais fácil seguir o desespero coletivo, entrar na inércia da crença pela crença, da vontade de fazer parte daquele momento de mistério e dúvida. Eu era uma criança, sim, mas aprendi muitas coisas com o episódio. Se o pensamento raso fazia pessoas acreditarem em mundos que terminam sem motivo era também essa a razão pela qual acreditavam em fantasmas, demônios, fadas, contatos com alienígenas, chupacabras e coisas que o valham. Comecei a duvidar. E duvidar foi essencial para me fazer enxergar o mundo como realmente é, sem mistérios nebulosos e eventos duvidosos.”
- Di Spagnuelo

“Até agora não sei como pude ser tão ingênuo por cerca de 23 anos. Fui criado desde meu nascimento em uma família espírita muito praticante, e participei ativamente do chamado "movimento espírita" pela minha adolescência e juventude. Acreditava em muitas coisas estranhas como espíritos, reencarnação, mediunidade e aquelas baboseiras de "energia" como telepatia ou sintonia espiritual. Acreditei também em homeopatia, que é uma coisa muito, mas muito sem nexo mesmo. Acho que a coisa mais absurda que já cheguei a acreditar um dia foi a existência de deus, "algo tão complexo que não temos entendimento suficiente para compreender". Mas respondendo à pergunta, me parece que o porquê de tudo isso foi realmente um grande ingenuidade. Para a maioria das pessoas, imagino que a fraqueza emocional é que seja a culpada, mas eu não fui buscar a religião, ela já estava na minha família. Mas fui muito ingênuo ao confundir a pseudociência (o espiritismo prega ser ciência, filosofia e religião ao mesmo tempo) com ciência. Infelizmente acho que essa linha pseudocientífica das religiões é o "falso profeta" dito tanto nas bíblias. Ela induz verdade onde não há. Hoje em dia tenho mais repúdio a esta linha que à fé fanática e cega.”
- J.H.S.R.

“Durante vários meses quando estava na quarta série, minha professora (que deveria ser muito supersticiosa) contou sobre casos de alienígenas que levavam as pessoas. Realmente não sei o que ela tinha na cabeça quando nos contou isso (visto que éramos crianças) mas me lembro perfeitamente que ficava com muito medo (principalmente à noite) já que ela nos informou que eles (os ETs) preferem pessoas do interior (por serem mais limpas dos poluentes). Acontece que eu era do interior. Com o passar dos anos e lendo bons livros e blogs, vi que nada disso era real. Melhor pra mim…”
- Wesley Santos

“Porque torna mais fácil a vida… Nem sempre temos resposta pra todas as coisas… e a ilusão se torna um caminho menos doloroso.”
- Fernando Sylva

“Porque eu tinha medo ou preguiça do desconhecido  e uma explicação  sobrenatural que desafia a lógica do mundo em que vivemos é sempre mais interessante do que escutar um cientista "chato" com sua explicação "chata".”
- Rodrigo Ramalho

“Dizer que eu acreditava em uma coisa estranha porque minha espécie evoluiu com a curiosidade atenuada é uma resposta generalizada e óbvia, hoje confesso que acreditava porque eu queria acreditar e aprendi que buscar a verdade, independente de minhas expectativas, é o que me torna, de fato, mais humano.”
- Fabrício Bass

“Eu acreditava em homeopatia. Acreditava porque desde pequenininha um monte de gente na minha família tomava as bolinhas, e elas eram tão docinhas… Conforme fui ficando mais velha, percebi que essa é uma lenda que ainda se perpetua por muitos lugares e entre pessoas por ai. E tem muita gente muito mais inteligente que eu que ainda acredita. E na verdade, esse mito comprovadamente falso é tão grande, que mesmo hoje eu me peguei comprando um daqueles frasquinhos que já vêm prontos na farmácia; o efeito prometido é acabar com a ansiedade. Mesmo sabendo que é um grande placebo alcoólico, tomo as gotinhas na hora de estresse, mais para ter um tempo para respirar do que qualquer outra coisa. Tem coisas que mesmo quando a gente sabe que é mentira, continua carregando pela vida…”
- Gabriela Hesz

“Estranho era Papai Noel, dava presentes sem nada em troca, exigia que eu me comportasse ao longo do ano, nem sempre isso ocorria, e mesmo assim eu era presenteado. Enfim, eu acreditava, pois eram evidentes os fatos, eu ganhava presentes, logo ele existia! Assim também foi com o Coelho da Páscoa. Mas um dia flagrei meus pais depositando os presentes sob a árvore de Natal, então começaram as minhas inquietações. Será que o coelho da Páscoa também não existe? Faz sentido, ovo de chocolate é muito estranho, que animal produz ovos de chocolate?! Pois bem, comecei a desconfiar de tudo e de todos. No colégio de freiras me diziam para ir à igreja para pedir coisas para o Papai do céu – isso sim é muito estranho, é mais estranho que Papai Noel – que nunca me deu nada, então passei a não acreditar nesta coisa estranha! Acreditar em coisas estranhas é uma mescla de imaginação com poder de ignorância! Temos que criar correlações estapafúrdias e fechar os olhos para os fatos que provam o contrário. Quando eu estava na fase de troca de dentes existia – eu juro! – a fada do dente! Eu colocava meu dente debaixo de uma pedra e em poucos minutos surgiam alguns trocados. Era fantástico! Só fiquei frustrado ao perceber que o número de dentes em minha boca era finito. Simplesmente eu acreditava em coisas estranhas, pois não tinha capacidade para propor uma hipótese alternativa e nem queria, pois me eram bastante oportunas. A lástima hoje é que nada adianta eu acreditar em coisas estranhas!”
- Fernando Dornelles

“Até alguns anos atrás, acreditava piamente em um Deus pessoal, monitorando cada vida no universo, realizando milagres, e punindo infiéis. Logo cedo, a religião foi moldando minha personalidade (deixando resquícios duradouros).Cheguei a primeira comunhão aos dez anos. Aos poucos fui me afastando da igreja, até deixar de ir, definitivamente. Acho que, no fundo, só queria saber o gosto da hóstia. Sonho antigo. Uma vez alcançado, a igreja tornou-se desinteressante. Fato é que, mesmo após o afastamento, algumas ideias cristãs permearam minha mente por mais algum tempo. Eu não lutava contra esse sentimento. Aquilo,de alguma forma me confortava. A existência de um Deus, só me traria vantagens, como por exemplo, por exemplo… Bem, a partir daí os questionamentos começaram. Vida eterna! Ah… Uma ideia interessante, não? Basta seguir os ensinamentos bíblicos, e adorarmos, adorarmos e adorarmos ao Senhor até a exaustão. É um investimento arriscado. Dedicar uma vida inteira por nada? Aliás,adorar ao Senhor deve tornar-se um hábito, pois estamos destinados a realizar essa tarefa durante Toda a Eternidade. Conforme as dúvidas apareciam, minha crença ia se dissipando, até não sobrar mais nada. Por um momento da minha vida, senti raiva de Deus, por seu sarcasmo, egoísmo e sua necessidade de auto-promoção, tudo relatado na bíblia sagrada. Ainda bem, e para o nosso bem, que provavelmente não existe um Deus pessoal, monitorando cada vida no universo, realizando milagres, e punindo infiéis.”
- Felipe Pantoja

“Meu nome é Leonardo e sim, eu acreditava em coisas realmente estranhas. Estranhas e excêntricas como o Coelhinho da Páscoa, Jesus Cristo e Papai Noel. Atualmente eu acredito que todas as personas anteriores não passem de invenções saídas de mentes muito criativas, apesar de eu não possuir meios para provar que o Coelhinho da Páscoa realmente não exista, porquanto também não existem provas históricas confiáveis que sustentem o contrário. Em meio a esse ceticismo todo, eu insisto em acreditar em algumas coisas muito estranhas, como a física quântica e abiogênese, por exemplo. Explico – eu não posso dizer que entendo a física quântica, mas eu ainda assim acredito em sua existência. Eu sei que não existe uma prova concreta sobre a origem da vida a partir de elementos não biológicos, mas eu ainda assim acredito que ela tenha ocorrido ao menos uma vez em uma época remota. Com o passar do tempo, questionei o motivo da minha crença inicial em coisas estranhas. Existe o fator da verdade anciã, que na infância é muito forte. Também existe o simples fato das festividades envolvidas oferecerem uma oportunidade de reunião familiar tão apreciada e ultimamente rara. Mas podemos também simplificar e generalizar a equação: Acredito simplesmente porque me é conveniente. No final, a derradeira conclusão é que não há uma única variável responsável pela crença das pessoas em coisas tão excêntricas como as encontradas neste portal.”
- Leonardo Vegini

“Eu acreditava que os animais falassem, mas como nos filmes e gibis, preferissem esconder isso dos humanos pela própria segurança. Eu acreditava que fantasmas existiam em casa, pois diversas vezes ouvi sons de passos, talheres mexendo, móveis saindo do lugar, e mesmo dos sons de Super Mario pouco antes de virarmos a chave e entrar em casa. Eu acreditava que certa vez eu e minha irmã flutuamos ligeiramente acima do chão sobre a sala para chegar à cozinha, para não pisar no piso que a empregada tinha acabado de passar pano. Eu acreditava em espíritos malévolos que conversavam conosco e provocavam acidentes inexplicáveis quando brincávamos de jogo do copo, compasso ou outros derivados de ouija. E eu acreditava nisso porque experimentei: eu vi, ouvi, senti e lembro disso tudo acontecendo. Nenhuma outra memória ou explicação sobrepôs esses fatos, a maioria corroborados pela minha irmã, que sempre esteve junto. Contudo, eu aprendi o quanto a memória é falha, como nossos sentidos nos enganam, como coincidências acontecem todo o tempo e somos levados a crer que são especiais. Eu aprendi a aceitar que por ser humano, coisas estranhas aconteceram e vão continuar a acontecer ao meu redor. Acreditava em coisas estranhas pela experiência, mas aprendi que com razão e pensamento crítico, eu posso desacreditá-las.”
- Bruno Kim Medeiros Cesar

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21 Responses to Resultados do concurso “Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas”

  1. Peri Nascimento says:

    Uma coisa a se salientar é que o por que de acreditarmos em algo não interfere no fato de essa coisa ser (ou não ser) verdadeira. Uma pessoa pode ser Keynesiana, por exemplo, porque acreditar na teoria de Keynes a faz sentir mais segura, ou porque lhe dá algum sentido de vida conforme lhe serve de motivação para uma causa política. Mas isso não quer dizer que a teoria em questão não seja verdadeira. O mesmo vale para qualquer coisa em que acreditemos, pois mais imaterial, fantástica ou metafísica que seja. Se acredito em mediunidade apenas porque quero me sentir especial, isso não significa que o fenômeno mediúnico não seja verdadeiro. O que tendo a ver por aqui nesse site são esforços em provar que certas coisas são falsas, ao invés de se procurar evidências tanto do tipo favorável quanto desfavorável aos fenômenos, ocorridos, relatos, explicações, para aí sim analisar devidamente e da maneira mais imparcial possível, as coisas.

  2. José Luiz Britto Bastos says:

    Creio que todos estão de parabéns, tanto os que foram presenteados com o livro, quanto todos nós outros. O mais importante é a participação e os excelentes depoimentos que nos chegaram através desse interessante concurso. Quanto ao livro de Michael Shermer, sem dúvida, uma obra exclente que adquiri pela internet e, de fato, vale à pena ler. A todos os participantes do concurso cordiais saudações.
    José Luiz Britto Bastos

  3. Teimoso says:

    Se não se acredita em algo estranho – e próximo – a vida perde seu encanto.
    Sim, estranho e próximo, pois crer na estranheza distante do incomensurável universo de nada adianta…o que só nos reduz a substrato de quark de formiga…

    Agora, só achei as frases muito amargas… algo de ego ferido, de mimados traídos…sei lá…

    • JM says:

      Parece que se falta descoberta, crescimento. O fim de ilusões algumas vezes deixam marcas profundas, escrevo estas palavras não como crítica cega, mas como experiencia própria. A dor das ilusões, perdidas me forçaram a mudar, assim como o calor molda o metal e a luz molda a escuridão.

  4. Teimoso says:

    Sem querer desmerecer nenhum dos premiados e demais participantes, muito menos achar que sou melhor ou superior a alguém, eu apenas sintetizaria extemporaneamente o tema do concurso “Por que as pessoas acreditam em Coisas Estranhas”, pelo simples fato que a imensa e esmagadora maioria das pessoas desconhece, ( e na verdade prefere continuar desconhecendo) as razões e os fatos mais racionais que podem explicar este ou aquele fenômeno, preferindo logo creditá-los a artifícios fantásticos ou misteriosos poderes divinos. Acho que é uma tendência ancestral ou – sei lá – uma característica atávica de nossa espécie…
    Mas isso significaria que o esoterismo, que Deus em suma, não existe mesmo? Não falo de fé e muito menos de dogma… Indago por fatos!
    Acho que essa questão nunca terá uma resposta plena, posto que o que se pode refutar são casos episódicos, mas não a fenomenologia em si. A menos que se considere o conceito de Divindade exclusivo à sua própria conjuntura de “fenômenos” (sic), sempre se afastando a concepção de dogma e fé, por favor…
    É como no caso ( um exemplo pinçado…) dos relatos de pacientes sobre EQM, onde os experimentos de aceleração extrema para testes de estresse gravitacional intenso levam a efeitos análogos a quem teria “desencarnado e logo retornado ao próprio corpo físico” (sic).
    Os céticos dizem que foi provado que o cérebro – agonizante em ambos os acontecimentos – alucinou nos iminentes estertores de uma morte não consumada.
    Já os crentes ( em sentido genérico, por favor!) alegam que tão somente os mesmos “mecanismos” foram “deflagrados” nos dois casos, razão pela qual houve similaridade em seus efeitos…

    Bom…

    Será que Voltaire tinha razão quando disse que uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas?

    Amplexos!

  5. Johannes says:

    Gostaria de fazer uma sugestão sobre uma matéria falando sobre a nova onda das pessoas acreditarem estar ouvindo sons vindos do céu, alegando ser por causa das tempestades solares, etc. Já existem dezenas de vídeos sobre isso no Youtube com o tema strange sounds in the sky. Para mim todos os vídeos parecem fake e alguns apenas ruído branco do trânsito.

  6. ddragoonss says:

    Muito bom os relatos.

    Ótimo para mostrar que ninguém nasceu cético ou ateu, e que qualquer um pode aprender, só necessita ter um pouco de coragem e MUITO de humildade.

  7. agar says:

    é como dizer que os animais são ateístas, nem um nem outro

  8. emidio braga says:

    Excelente. Já recomendei a leitua a alguns amigos.

  9. buguloko de Osasco says:

    O prototipo de cerebro humano junto a sua capacidade de raciocinar tão pifia e inócua, deveria ser a prova maior para o nobre fundador desse site e de grande parte de seus colaboradores, que Deus deve passar grande parte do seu tempo a rir das tentativas vãs, infantis ou numa visão paternal até, aborrecentes(adolescentes revoltadinhos) de querer que o Criador do Universo atendam as suas exigências e apareça de corpo presente e atendam seus desejos, como o genio da lampada.
    Se querem encontrar Deus terão que percorrer o longo caminho já traçado por Ele há milênios, e não criar rotas alternativas.
    Vcs não sabem o que esperar de suas vidas nos próximos 10 segundos. E ainda querem ditar a regras ? (pausa para a gargalhada de Deus)
    Ser humano não é nada e nada pode fazer por si só. Apaguem a luzes do recinto do qual vcs se encontram e verão qual é o verdadeiro poder que têm.

    Como ja fora dito anteriormente pelo Mestre: “Eu não vim para os ‘salvos’, mas para os perdidos”

  10. JM says:

    Desculpem-me pela Extensão deste comentário ( Texto ), Mas sendo este um espaço aberto ao ceticismo, não pude deixar de expressar meu ceticismo, franco, aberto, sincero e raciocinado, Obrigado.

    Mais uma vez, não busco por este texto fazer julgamento de ninguém, nem ofender, nem de forma alguma, diminuir ou ridicularizar qualquer crença. Venho apenas expressar minha opinião e oferecer algo fundamental para os verdadeiros céticos e homens de ciência: Um Novo Angulo, Uma Segunda Opinião.

    Eu sou um cético. Sim cético, não costumo acreditar em nada sem estudar seus fundamentos, alguns ( como meu pai ) dizem que sou cabeça dura e arrogante. Acredito ser apenas cético. Fui criado em família católica, mas devido a falta de capacidade desta fé de responder meus anseios mais profundos, afastei-me deste credo, considerando-me, no entanto, Gnóstico. Não tinha ideia do que havia originado todo quanto existe, e que tão bem pensamos conhecer. Entretanto, seguindo as próprias premissas Cartesianas, senti-me obrigado a aceitar que algo possa vir do nada, e que possa haver consequências sem causa de fato ( difere-se de causas aparentes, cujo o objeto nos seja negado ). Desta forma deve haver alguma coisa, e se o efeito é inteligente, ilógico seria supor-se que a causa seja menos inteligente, ou menos capaz, ou até privada de qualquer capacidade de qual quer nível, logo forçosamente devo admitir que há uma Fonte Primária da qual tudo se deriva, e esta fonte é a Inteligencia Suprema, que, alguns chamam de Deus.
    Como disse, eu sou um cético, todo este Trabalho, ( e acreditem, foi REALMENTE um trabalho desliga-me da crença predominante na minha família ) foi feito seguindo padrões lógicos e racionais. Eu não simplesmente acordei um dia e disse: ” Ei, esta igreja aqui está fraca, tá na hora de dar uma variada,”.Tão pouco disse: ” Que coisa não, as coisas não são do jeito que eu queria, então são falsas.” A mudança foi dolorosa e gradual.

    Saliento: Não é o meu fito ofender a ninguém, as coisas que escrevo, NÃO São Criticas, mas uma expressão de minhas experiencias. Caso alguém se ofenda com as minhas palavra, Sinceramente eu peço desculpas.

    Hoje eu sou Espirita, sim, Espirita E Cético. (sei que se alguém estiver lendo isso, deve achar bem engraçado. )

    Ao contrário do que a maioria da população pensa, o espiritismo não se originou como religião, mas como ciência. Kardec foi um pedagogo discípulo de Pestalozzi, seu nome era Hippolyte Leon Denizard Rivail ( para desfazer qualquer duvida antes que surja, não esta não é uma encarnação anterior, Allan Kardec é uma espécie de pseudônimo, ou, de certa forma um nome mais simples e acessível ), era um Professor e Cientista e Cético ( HEHEHEH ) e, se me permitem, foi cético por toda sua vida e, creio eu, continua sendo.
    Isto porque Kardec não aceitou o Espiritismo logo de cara, acreditava, que era papo de doido ( HEHEHE ), até, depois de muita incistencia de um de seus amigos ( cujo nome me falta ), o professor Rivail, concordou em ir a uma cessão de mesas girantes ( muito mais estranho do que qual quer cessão mediunica moderna, pois naquela época, segundo INÚMEROS RELATOS OFICIAS { Kardec costumava dizer:“Eu acreditarei nisso quando puder ver e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar e nervos para sentir e que ela possa se tornar uma sonâmbula. Ainda assim, continuo não vendo nada além de uma fábula contada para provocar sono”.} de se mover, as mesas sacolejavam e faziam coisas estranhas ) nesta cessão, após ver e, devidamente estudar o ocorrido, Kardec decidiu que o fenômeno era digno de estudo ( não caiu de joelhos de forma fanática a interpelar a manifestação dos desencarnados, sem critério ou fim útil ); Após muito estudo e pesquisa, principalmente na forma de compilação de supostas mensagens mediúnicas e então, comparando-as com as leis naturais, se não me engano em 1859 eram conhecidas 7 leis naturais, e percebam, não há conflito com nenhuma lei natural ( da ciência ), nem as conhecidas a seu tempo, nem com as atualmente conhecidas (Segundo: Wladimyr Sanchez.). Kardec então tratou de divulgar a doutrina, enfocando o respeito ao próximo, a pratica da caridade e a reforma intima. A comunicabilidade com os mortos, Não É nem de longe o principal aspecto da doutrina espirita, para nós, é algo que faz parte do mundo, mas que não deve ser banalizado ou utilizado sem fim Útil.

    Reconheço, que entre meus companheiros de filosofia e doutrina, há aqueles que estão fora do rumo, estes não se atentaram a doutrina, que é bem clara, estando muito mais próxima à um trabalho catedrático do que à um texto mistico ( Ver o livro dos espíritos e A Gênese; Kardec ). Na casa a que frequento a atividade mediúnica é extremamente segundaria, sendo priorizado os estudos e a reforma intima, chegando ao ponto de desencorajar a pratica da mediunidade por aqueles sem estudos, ou jovens ( pois estes possuem outras prioridades em suas vidas, como os Estudos e a vida Profissional, já que médium não é profissão), e ainda, Frisam, que Nenhuma Pessoa está apta a afirmar, ou exigir que outra se torne médium, esta é uma característica ( ou habilidade) Intrínseca e Personalíssima, ligada a missão pessoal do sujeito, sendo ELE o único capaz de decidir seu próprio destino.

    Desculpem-me pela Extensão deste comentário ( Texto ), Mas sendo este um espaço aberto ao ceticismo, não pude deixar de expressar meu ceticismo, franco, aberto, sincero e raciocinado, Obrigado.

    Mais uma vez, não busco por este texto fazer julgamento de ninguém, nem ofender, nem de forma alguma, diminuir ou ridicularizar qualquer crença. Venho apenas expressar minha opinião e oferecer algo fundamental para os verdadeiros céticos e homens de ciência: Um Novo Angulo, Uma Segunda Opinião.

    Wladimyr Sanchez

    *CURRICULUM BREVE *
    Wladimyr Sanchez é físico, formado pela Universidade de São Paulo, com
    mestrado e doutorado nessa mesma Universidade. É também, engenheiro
    nuclear, com formação em Oak-Ridge, EUA e engenheiro civil pela UNESP.
    Possui o título de PhD na área de Gerenciamento de Recursos Hídricos, obtido
    no Massachusetts Institute of Technology – MIT. Trabalhou no Instituto de
    Energia Atômica – IEA, autarquia associada a Universidade de São Paulo, como
    Diretor da Área de Aplicação de Radioisótopos na Engenharia e na
    indústria. Foi professor em níveis de graduação e pós-graduação no
    Instituto de Geociências da USP e na área de Engenharia e Tecnologia
    Nucleares do IEA, atual IPEN. Foi Superintendente de Engenharia da CETESB –
    Cia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental e Assessor das Diretorias
    de Engenharia e de Hidrovias da CESP – Cia Energética de São Paulo.
    Atualmente está aposentado, exercendo o cargo de Presidente do IPECE,
    Instituto de Pesquisa e Ensino da Cultura do Espírito, onde ministra aulas
    de divulgação do Espiritismo kardequiano segundo as leis naturais, organiza
    seminários, fóruns e congressos sendo autor de diversos livros espiritas.

    retirado de :
    http://groups.google.com/group/professormarcelo/browse_thread/thread/6ef107619c5dcf6e/99fe49f4025a3dfc%3Fq%3D%2522Wladimir%2BSanchez%2522%2399fe49f4025a3dfc&ei=iGwTS6eaOpW8Qpmqic0O&sa=t&ct=res&cd=1&source=groups&usg=AFQjCNG293c-kS_0fNFSfg1wRezecXsgBQ
    levemente alterado ( a ultima linha ) por mim.

  11. JM says:

    O ceticismo saudável é a base para todas as observações acuradas.

    Sir Arthur Conan Doyle
    Médico; Escritor; Divulgador do Espiritismo.

  12. ydecazio says:

    O que é crer?

    Quem sabe não acredita, tem certeza.
    A certeza é ilusão da ignorância.
    Quem acha que sabe é refém da ilusão.
    A quem desconhece resta a crença.
    Quem sabe?
    Quem sabe que de nada sabe, sabe; porque sabe que a vida é ilusão.
    O que muda são as crenças.
    Viver é crer, por isso todos crêem.
    Não devemos acreditar em tudo nem duvidar de nada.
    O sábio bebe de todas as fontes e não se embriaga com nenhuma.

    ydecazio.

  13. Assis Utsch says:

    As pessoas acreditam em coisas estranhas por muitos motivos. Primeiro, elas não acham que o objeto de sua crença seja estranho. Segundo, porque elas se sentem compelidas a acreditar em alguma coisa, já que o estado de dúvida ou de incerteza é psicologicamente desconfortável. Terceiro, a cultura onde a pessoa vive tende a fazê-la acreditar nos valores dessa mesma cultura, por mais estranhos que eles possam parecer a outras culturas. Assim, os usos, costumes, tradições, educação tendem a perpetuar essas crenças. Ademais, as pessoas nunca imaginam que sua religião, por exemplo, possa ser apenas uma superstição mais elaborada. Dizemos mais elaborada porque elas incorporaram seus livros ditos sagrados, sua doutrina, sua teologia, seus dogmas, sua literatura, etc. Semelhantemente, pouquíssimas pessoas atingem a compreensão de que esses livros sagrados – de todos os credos – são apenas um repositório de fábulas, mitologias, lendas e fragmentos de culturas antigas. Quarto, como as pessoas não admitem que o Universo seja eterno, elas inventaram um Criador para justificar sua existência. E se elas não sabem que o Nada não existe, segundo a teoria quântica, sua ideia da criação fica mais reforçada.

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  15. Pingback: Evidência: Uso do discurso “cético universal” « Luciano Ayan

  16. Fabricio Antunes says:

    Muito interessante o depoimento da Patrícia Bueno. O ceticismo, as perguntas, isso sim liberta!

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