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6 de novembro de 2007 Comments (9) Views: 2652 Ciência, Fortianismo

A Anomalia do Atlântico Sul


O que a imagem acima representa? Seria a concentração de obras de Paulo Maluf pelo mundo? Na verdade não, e o título do post deve ter dado uma dica: é a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, região onde os cinturões de radiação ao redor do planeta estão mais próximos da superíficie. É exatamente o que parece, o sudeste do Brasil é realmente uma região especial na Terra. Ou pelo menos a região acima do sudeste do Brasil.

Os cinturões de radiação (mais conhecido como Cinturões de Van Allen — alerta, o link anterior é da Desciclopédia) em torno do planeta são criados pela interação do campo magnético terrestre e a radiação espacial. A anomalia do Atlântico Sul tem assim algo a ver com o fato de que o campo magnético do planeta é ligeiramente mais intenso no hemisfério norte, além estar deslinhado em relação ao eixo do rotação do planeta — os pólos magnéticos diferem dos pólos geográficos. De todos esses desalinhamentos, os cinturões de radiação sobre o planeta acabam assimétricos e a menos de algumas centenas de quilômetros de nossas cabeças. Confira o diagrama ao lado e note como o cinturão está muito mais próximo de nós sobre a “SAA”.

Normalmente se esperaria que algo assim afetasse pelo menos toda a área na mesma latitude — dividiríamos a honra desta anomalia com todos aqueles ao redor do trópico de Capricórnio. Mas como a anomalia se deve ao cinturão de radiação, e este se deve ao campo magnético terrestre, e o campo magnético terrestre gira acompanhando a rotação do planeta, a exclusividade é nossa. Mas nem tanto.

A rigor, o campo magnético terrestre não gira exatamente com a mesma velocidade que o planeta (assim como, repetindo, não possui exatamente o mesmo eixo ou “centro”). Isso faz com que a anomalia se desloque lentamente para oeste. Daqui a alguns milênios, seu centro pode estar realmente em algum lugar do Brasil. Isso também significa que há alguns milênios ou milhões de anos, a anomalia não estava sobre o sudeste brasileiro. De fato, com as muitas alterações nos pólos magnéticos terrestres, incluindo inúmeras inversões, podemos assumir que a anomalia andou dançando por praticamente todo o planeta.

Isso deve acalmar alguns ânimos, já que a anomalia não fez do sul do Brasil um lugar especial há muito tempo. E mesmo que o fizesse, seu único efeito relevante é sobre objetos que de fato passem através dos cinturões de radiação, a centenas de quilômetros de altura. Como satélites, que estão mais sujeitos assim a falhas em seus delicados sistemas eletrônicos. Isto é, o Brasil realmente é uma região especial no planeta. Não só é preciso tomar cuidado com assaltos a carros, o que não seria tão especial assim. Mas podemos ter orgulho de ser zona de perigo para satélites também.

Confira esta página séria e com mais detalhes sobre a anomalia do Atlântico Sul, em bom português.
[Dica de Jaime na Ufolista]

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9 Responses to A Anomalia do Atlântico Sul

  1. Dav7 disse:

    “Isto é, o Brasil realmente é uma região especial no planeta. Não só é preciso tomar cuidado com assaltos a carros, o que não seria tão especial assim. Mas podemos ter orgulho de ser zona de perigo para satélites também.”

    o que eu me ri com esta!!

    não conhecia este defeito no planeta!

  2. LOURDES FERRE disse:

    Aunque yo considero la lengua portugesa muy bella, yo no sé leer portuges. Escribo para sugerir que si vosotros pudirais tener vuestra páguina en otros idiomas para poder entender bien el escrito. Muchos son lecturas muy interesntes y apènas los puedo entender, solo partes cortas. Muyagradecida L.Ferrré

  3. marcelo disse:

    O fim do mundo começa em 2012 preparem-se . Como assim nos preparar ? Alguns perguntarão . É fácil se convertam .

  4. […] curiosidades adicionais ao tema, temos a Anomalia Magnética do Atlântico Sul: poucos sabem que a área próxima do sul do Brasil apresenta uma menor intensidade do campo […]

  5. Paulo disse:

    Poucos sabem, mas essa anomalia não existia até os americanos detonarem um artefato nuclear nas altas camadas da atmosfera, nos anos 50, mais precisamente, na ionosfera, causando essa deformação permanente em nosso planeta. Como estamos praticamente sem proteção natural contra todo tipo de radiação, imaginem o quanto de câncer isso está causando nas pessoas que moram no RS, SC e Paraná. O estado que está mais comprometido é SC. Li isso num site da UFRGS, que tiraram do ar. Como imaginava que iam tirar, fiz um copiar/colar antes…

    • Henriqueterras disse:

      Defecou pela boca.

    • senhor supremo disse:

      Essa Anomalia Magnética é apenas um dos recursos da arma que pode controlar o clima no planeta. É através desta abertura, que o sinal se espalha para o mundo, na cidade de Paula Freitas a NASA instalou um centro de pesquisas para monitorar a região. Na verdade é uma central que controla os artefatos que fazem parte do processo de controle do clima, que podem ser inseridas facilmente, já q o limite se encontra em baixa altitude. o sinal pode ser “injetado” dentro do cinturão e assim, através do magnetismo é possível controlar tudo. A nova ordem mundial está por trás disso, aquecimento global?, isso é apenas uma história inventada e amplamente divulgada, para que não saibamos que estamos sendo exterminados, onde já se viu, agosto, eu deveria estar aqui ranhento, com a cara cheia de xarope tremendo de frio, to aqui de zorba, tomando uma tubaina de abacaxi, gelada. eu acho que depois dessas revelações, serei perseguido e morto. ou nao.

  6. Newton Junior disse:

    dpois ainda dizem que o homem foi à lua.. rs
    o cinturão de van allen tem altissimos nives de radiação acima dos 500km de altura e vai-me dizer que os astronautas conseguiram atravessar essa radiação toda apenas com os trajes espaciais feitos com fibra de vidro… rsrs
    eita balela…
    quem nao acredita pode conferir:
    http://www.youtube.com/watch?v=0w6zNHWGXMw&feature=related

  7. Tulio Baars disse:

    Tem uns jovens cientistas brasileiros que estão desenvolvendo um super projeto com relação a isso:

    http://catarse.me/pt/alexa

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