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31 de janeiro de 2002 Comments (0) Views: 861 Fortianismo

FAQ sobre Criptozoologia

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O que é criptozoologia?

É um termo cunhado sobre as expressões cripto- (do grego kryptós, é, ón ‘oculto’) e zoologia (o ramo da Ciência que estuda os animais) e aplicado ao estudo das criaturas fantásticas que alguns julgam serem reais. Não se constitui, no entanto, num ramo do conhecimento científico visto que lhe falta uma sistematização empírica na qual se baseia a Ciência.

Criaturas fantásticas

Apesar de até hoje não se terem encontrado evidências suficientemente claras que comprovassem a existência de tais criaturas muitas pessoas acreditam na existência de organismos como o abominável homem das neves, chupacabras, monstro do lago Ness, entre outros. Para a maioria dos casos, a origem das lendas se perde no tempo, mas ainda assim, em alguns deles, é possível associar uma causa concreta a uma base com a qual a imaginação humana moldou a aparência e histórias desses seres.

vampiros – são uma das mais famosas criaturas fantásticas que se faz presente no imaginário popular de muitos povos (em especial os ocidentais). São mortos-vivos que saem à noite para sugar o sangue das vítimas (mordendo-as no pescoço com seus caninos desenvolvidos), podendo se transformar em morcegos, lobos e outras criaturas noturnas; não suportam a luz do Sol (morrem calcinados se expostos à ela), cruxifixos, alho e água benta; para matá-los, além da luz solar, pode-se fincar uma estaca no coração e arrancar-lhe a cabeça. A vítima dos vampiros se transformam por sua vez em outros vampiros.
Muitas dessas características casam-se perfeitamente com os sintomas da porfiria – um raro tipo de doença que afeta a produção de hemoglobina (pigmento vermelho do sangue e principal responsável pelo transporte de oxigênio às células), em especial a cutânea tardia: palidez extrema; lábios bastante vermelhos; dentes deformados e com manchas vermelhas; halitose; saliva e urina avermelhadas; em alguns casos, retração dos lábios com exposição permamente dos caninos e outros dentes; na pele, extremamente sensível, formam-se bolhas quando exposta ao sol; produção de pêlos aumentada e distúrbios mentais, como delírios e ações maníacas que podem ser desencadeadas por diversas substâncias – como álcool, analgésicos, hormônios femininos e alguns compostos presentes no alho. O hábito de beber sangue associado ao vampiro pode estar relacionado com a técnica de sangria aplicada pelos médicos no tratamento da doença, de forma que membros de famílias nobres dos Bálcãs (região bastante ligada à lenda de vampiros – certamente pelo fato de ser um local isolado com alto grau de casamento consangüíneo) acometidos pela enfermidade compensavam a perda tomando sangue de animais abatidos em suas propriedades.
Além disso uma figura histórica está intimamente relacionada (graças à obra de 1897 do dramaturgo inglês Bram Stoker) com a lenda do vampiro: o conde Drácula.
Vlad foi o governador da região da Valáquia (atualmente parte do território romeno) no século 15 e possuía um castelo na Transilvânia. Filho de Vlad Dracul (do romeno drac, dragão, em função de sua nomeação por Sigismundo, imperador do Sacro Império Germânico, como cavaleiro da ordem do dragão em homenagem aos feitos na guerra contra os turcos muçulmanos), passou a ser conhecido como Vlad Dracula (o filho de Dracul, em romeno). Outra alcunha conquistada foi a de Vlad Tepes (Vlad, o empalador), pela preferência do uso do método de empalação contra os criminosos e inimigos capturados.
Antigos textos de medicina relatam também casos de hidrofobia identificando-os ao vampirismo: sensibilidade à luz, comportamento agressivo e delírios.

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lobisomens – outra criatura imaginária bastante popular. Consiste basicamente em um humano que à noite, em especial nas noites de lua cheia, transforma-se em lobo.
Alguns casos de porfiria podem estar associado à lenda, uma vez que causa o crescimento exagerado de pêlos pelo corpo. Uma outra causa possível é a hipertricose congênita, rara doença genética que também causa um grande crescimento dos pêlos.
Um famoso caso de hipertricose registrado no final do século 19 foi a do russo Adrian Chertichev, alcunhado de ‘Cão do Cáucaso’ pelos parisienses tal a massa de pêlos que lhe cobria o rosto.
Conhece-se na psiquiatria moderna também casos de perturbações mentais conhecida como licantropia, na qual o indivíduo se identifica com um animal: andando de quatro, rosnando, comendo carne crua e até atacando com unhas e dentes.

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porfiria cutânea tardia (Porphyria cutanea tarda): ocorre uma diminuição da enzima uroporfirogênio-descarboxilase que afeta a produção do grupo heme – componente da hemoglobina com o qual se liga as moléculas de oxigênio. Pode ter origem genética ou por cirrose hepática. Não tem cura, havendo apenas tratamento para os sintomas.

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