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8 de abril de 2010 Comments (10) Views: 4427 Ciência, Destaques, Fortianismo

Empilhando Moedas Megalíticas

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Todas essas de moedas formam uma estrutura… sem nenhuma cola! É a arte de empilhar moedas, ou “coin stacking”, em inglês, e a estrutura acima é apenas uma da enorme variedade de projetos que podem ser criados simplesmente empilhando moedas.

Depois do “aaahhh”, “ooohhh” e outras vogais, ou mesmo do “meh” frente a algo que não parece exatamente arte, mas que cativa algo do instinto geek que admira incríveis castelos de cartas, a arte de empilhar moedas é motivo para abordar alguns nexos.

O primeiro, claro, é como se podem construir estruturas como a acima sem cola. Wikihow ensina passo a passo como criar uma ponte de moedas, clique na imagem:

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Perceba como é uma pilha de dez moedas sobre cada alicerce que mantém a ponte de pé. Você pode experimentar fazer o mesmo para descobrir que a explicação simples é mesmo o peso das moedas. A explicação um pouco menos simples é que estas estruturas ficam de pé desafiando a gravidade por causa da relação entre o peso e densidade de cada moeda, sua resistência material, bem como – e isso é muito importante – a fricção entre uma moeda e outra.

É fácil imaginar como toda a estrutura viria abaixo não apenas se você removesse as pilhas de moedas segurando aquelas intercaladas na ponte, como se também as moedas fossem completamente lisas. Cara ou coroa, não importa: são relevos que aumentam a fricção e acabam ajudando a empilhar moedas.

Desvendado este enigma que até há poucos minutos você provavelmente nem sabia que existia, saltemos para o próximo nexo:

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Pirâmides. No caso, a pirâmide de 287.820 centavos de Marcelo Bezos. Como uma pilha de moedas, honestamente, além do simples número de moedinhas, não é lá tão impressionante quanto as estruturas desafiando a gravidade com mais audácia acima, mas serve para lembrar aqui a relação entre o empilhamento de moedas e construções megalíticas.

Como pirâmides, no caso, as pirâmides egípcias por exemplo:

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Maravilhas do Mundo Antigo, foram por milênios as mais altas construções humanas e são até hoje obras do engenho humano admiráveis. Nem se comparam com pilhas de moedas, claro. Contudo, muitos hoje em dia parecem pensar que os antigos egípcios construíram as pirâmides com enormes blocos de toneladas de tamanho por algum motivo qualquer. Moedas empilhadas podem ensinar uma boa lição aqui.

Há toda uma história através da qual grandes construções egípcias foram daquelas frágeis àquelas utilizando poucos, e grandes blocos maciços. Daí para mastabas, daí para mastabas com vários degraus, daí para pirâmides. Exatamente como no caso do empilhamento de moedas, o enorme peso dos blocos maciços de pedra – e relação com sua resistência, e o seu atrito – pode ser aproveitado para formar grandes estruturas, simplesmente empilhando-os. Isso garante ainda uma boa estabilidade às construções.

Em verdade, e este é um pequeno grande segredo que místicos nunca contam, as pirâmides egípcias, incluindo a Grande Pirâmide, não são construídas de blocos gigantes perfeitamente empilhados – a maior parte dos blocos interiores não possui um bom encaixe, que foi preenchido com materiais incluindo uma espécie de argamassa – mas a idéia das pilhas de moedas ainda vale: blocos gigantescos podem, por seu próprio peso, formar estruturas surpreendentemente estáveis.

Porque, o que talvez surpreenda de verdade, obeliscos gigantes como este que talvez seja familiar:

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É um bloco maciço de pedra simplesmente colocado de pé! Para que fique claro, o obelisco no centro da Praça de São Pedro, no Vaticano, é um bloco maciço de pedra com mais de 25 metros de altura e 360 toneladas que foi simplesmente colocado de pé. Por que ele não cai?

Justamente porque pesa 360 toneladas. Todos os outros obeliscos egípcios – o do Vaticano é originalmente um deles – “funcionam” da mesma forma: são enormes blocos desafiando as alturas, confiando em seu gigantesco peso para que não caiam.

É a explicação das moedinhas empilhadas, em pirâmides e obeliscos. Ela também se aplica às colunas do Parthenon, por exemplo: estas não são compostas de um só bloco, mas são seções gigantescas empilhadas umas sobre as outras. Há alguns encaixes entre as diferentes seções, mas é o peso de cada seção que garante que cada coluna não tombe. De fato, se você olhar com atenção, poderá perceber as “moedas empilhadas” nas colunas:

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Os antigos erigiram construções gigantescas por vezes com blocos igualmente enormes, mas longe de ser um grande enigma, o empilhamento de moedas ajuda a enxergar como os blocos megalíticos podem ser em si mesmos também uma solução de engenharia.

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10 Responses to Empilhando Moedas Megalíticas

  1. Mark disse:

    “popespenis1.jpg”? Hehehe… nunca um nome de arquivo me fez rir tanto.

  2. Rafael disse:

    Muito interessante o artigo, parabéns!

  3. Andrei disse:

    Q coisa mais “util” esse artigo

  4. Cara! disse:

    andrei.. se fosse so pelo util voce nem devia dormir!

    mas o meu comentario ao artigo é:
    tanta “grana”! (como voces dizem)
    vou juntar 50€ e destrocar no banco para fazer isso!

  5. Carlos disse:

    A explicação sobre o obelisco conseguir ficar de pé não é bem porque “pesa 360 toneladas”. Acontece que a projeçao vertical de seu centro de massa fica dentro da área de sua base. Resumindo: ele pode ser do peso que bem entenderem e conseguirem construir.

    • Mori disse:

      Ah sim. Mas se ele pesasse 36 gramas, ainda que seu centro de gravidade estivesse dentro da área da base, o equilíbrio estável poderia ser deslocado por qualquer lufada de vento. A massa, o peso, é bem relevante à estabilidade o obelisco.

  6. Aurélio disse:

    imagine o cara a horas fazendo isso com as moedas e chega um joselito da vida e chuta!!

  7. Macc disse:

    Gostaria de sugerir o doc:
    “The revelation of the pyramids” (2010) de Patrice Pooyard, sobre as caracteristicas misteriosas das piramides. Tem torrent para baixar e legendas Pt na net.

    E gostaria das fontes (algum artigo de pesauisa) sobre a firmação de que exitste argamassa na construção das piramides.

  8. Sandro disse:

    O ‘nexo’ sugerido pelo Mori é muito coerente,já que com pequenos conceitos de física é possível concluir que grandes pesos se sustentam ‘sozinhos’,as vezes até mesmo sem argamassa,nos dias de hoje como exemplo existem plataformas de petróleo que se mantêm firmes no mar apenas com a força da gravidade agindo no seu ponto de massa,ela fica no Canadá e sua estrutura é forte o suficiente para suportar as ondas quebrando e também os vendavais que sopram do oceano.O que dirá então de estruturas como as pirâmides e Stonehenge construídas a milhares de anos onde não havia cimento?
    Abraço.

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