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Published on outubro 10th, 2008 | by Kentaro Mori

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Aplicando ciência aos OVNIs

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Fantasmas? Não, é um instantâneo registrando algo mais fabuloso, porque é real. É a primeira imagem de sprites capturados do Brasil, em novembro de 2002 em Cachoeira Paulista. Sprites?

Em inglês, o termo remete a criaturas míticas da mesma classe que gnomos e fadas, mas aqui definem um fenômeno bem concreto – aceito como tal há menos de duas décadas. Parcamente visíveis a olho nu, sprites são lampejos de luzes avermelhadas a dezenas de quilômetros de altura associados a tempestades. Eles estão em companhia dos “elves” – elfos – e outros nomes de contos de fadas atribuídos pelos cientistas às fugazes e ainda pouco compreendidas manifestações atmosféricas.

O Brasil é uma das regiões de maior ocorrência de tempestades elétricas no mundo, e estes fenômenos apenas recentemente estudados podem brilhar sobre nossas cabeças como em nenhum outro lugar – o que só reforça o valor da imagem acima, capturada em uma campanha de observações de pesquisadores do INPE e das Universidades de Utah e Washington (clique para mais imagens, e detalhes em inglês aqui – PDF). Antes da campanha, que registrou nada menos de 18 eventos incluindo sprites e talvez elves, tais fenômenos já haviam sido registrados sobre o país, mas vistos a partir do espaço. Leia mais em bom português aqui.

 

UFOCapture
Tudo isso nos leva, como bons fissurados pelo insólito, à ciência aplicada aos OVNIs. Veja novamente a fabulosa imagem do primeiro sprite capturado do Brasil, e note que ela foi registrada a partir do chão. Como notamos em uma nota anterior, onde propusemos capturar OVNIs, não só é possível registrar esses novos fenômenos em terra, como hoje pode-se fazê-lo literalmente do conforto de sua casa a um preço acessível. Você pode obter evidências perto do que mais avançado há em uma área fascinante de investigação científica, a partir de sua janela. Quem sabe capture mesmo algo inédito, ou completamente inexplicado? Como OVNIs?

E tudo isso se torna bem mais acessível se o observatório inteligente em sua casa contar com uma câmera como esta indicada por Marcelo Domingues, que custa um dígito a menos que as recomendadas inicialmente. Ainda será preciso testá-la, mas já parece um começo promissor por aqui.

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Na Itália, como nos avisa Roberto Labanti, com um equipamento similar o CIPH (Comitato Italiano per il Project Hessdalen) capturou no mês passado mais imagens claras de sprites, somando-se às várias anteriores.

E então, vamos capturar OVNIs? E muito mais?

 

Muito mais espectros
Não é apenas de câmeras altamente sensíveis ligadas a computadores que a investigação séria de OVNIs pode se beneficiar. O que você diria da possibilidade de analisar a composição química e mesmo o meio de propulsão de OVNIs? Cientificamente?!

Assim como contamos na nota anterior a história de como cientistas em sua época custaram a acreditar em meteoros, argumentando que pedras caindo do imaculado espaço exterior eram uma idéia absurda, vale lembrar que houve uma época em que um notável pensador também resolveu mencionar algo que nós nunca poderíamos saber ao certo.

O pensador era Augusto Comte, e o conhecimento que ele julgou inacessível era “a composição química [das estrelas] … O conhecimento positivo que podemos ter das estrelas está limitado apenas a suas propriedades geométricas e mecânicas [como seus movimentos pelo céu]”.

Comte escreveu isto em 1842, e se você pensar sobre o tema, é bem provável que concorde com ele. Afinal, como os cientistas podem saber que nosso Sol é composto primariamente de hidrogênio, um tanto de hélio, e traços minúsculos de outros elementos? Nunca enviamos nenhuma sonda espacial para colher amostras de sua superfície escaldante e trazê-las de volta para análise em laboratório. Isso é praticamente impossível. Talvez esses cientistas estejam apenas especulando? Ainda mais quando falam da composição química de estrelas ou nebulosas a muitos milhões de anos-luz de distância.

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É bem verdade que não se colheram amostras do Sol para análise em um laboratório terrestre, mas incrivelmente os cientistas podem ter tanta certeza quanto se o tivessem feito. Isto porque dois anos depois que Comte faleceu, descobriram que todo elemento químico emite e absorve luz de uma maneira característica, no que é efetivamente sua assinatura inconfundível. Nascia a espectroscopia, através da qual se pode analisar a composição química de materiais através da luz que emitem ou absorvem. E se estrelas fazem algo muito bem, é emitir luz.

Com a descoberta abria-se um mundo de possibilidades, uma das primeiras das quais era analisar a composição química de estrelas, a começar por nosso Sol. E, em um triunfo científico espetacular demonstrando o poder da nova ferramenta, o elemento hélio foi descoberto primeiro no Sol, e apenas quase trinta anos depois na Terra! Isso mesmo: aquilo que enche bexigas de crianças é um elemento químico descoberto primeiro no Sol, a 150 milhões de quilômetros de distância. Com uma “assinatura” de luz até então desconhecida, batizaram-no de hélio em honra ao deus grego do Sol… e apenas décadas depois conseguiu-se confirmar tal elemento aqui na Terra.

Ironia das ironias, se de alguma forma conseguíssemos colher material diretamente do Sol e trazê-lo até a Terra para investigação, uma das formas de análise química seria justamente… através da espectroscopia. Isto é, faríamos com o material exatamente o que se faz a milhões de quilômetros de distância. Analisar seu espectro.

 

UFÓlio
Nos desviamos um tanto pelas estrelas para chegar à espectroscopia aplicada aos OVNIs. Assim como é pouco prático colher amostras de material de estrelas, não devemos esperar poder colher lascas de material de um disco voador. Mais de meio século de buscas, apesar de todas as histórias rocambolescas de contatos e abduções, não permitiu nenhuma amostra confiável ou minimamente intrigante.

Mas se há algo que os OVNIs parecem fazer bem, é emitir um tanto de luz. E se emitem luz, emitem um espectro, que pode ser analisado. Ele pode revelar não apenas informações sobre a composição química da fonte, como mesmo detalhes relacionados à distorção por intensos campos magnéticos, por exemplo.

Tudo isso está contido no espectro emitido por qualquer fonte luminosa, incluindo OVNIs. E ele não só vai além da luz visível, como está codificado em detalhes – linhas espectrais – que infelizmente não são capturados por câmeras comuns. Não rotineiramente. Não seria uma ferramenta fabulosa se as câmeras pudessem capturá-lo?

Pois câmeras comuns podem capturar espectros, se forem equipadas com elementos que custam muito pouco. Basta acoplar uma grade de difração em frente à lente de uma câmera comum, e você terá uma espécie de espectrógrafo caseiro.

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Grades de difração podem ser compradas por menos de um dólar cada, e com improvisação consegue-se montar um suporte removível com materiais caseiros. O francês Jérome Frasson apresenta, em inglês, mais detalhes sobre a aplicação da espectroscopia à ufologia (PDF).

É parte do grupo francês UFO-Science, de Jean-Pierre Petit, que apresenta idéias no mínimo curiosas. Como a de que discos voadores poderiam se valer do efeito Coanda (PDF) e da propulsão magneto-hidro-dinâmica (PDF), para voar a velocidades supersônicas em completo silêncio. Curiosas, no mínimo, e tema para outras notas. Por aqui, voltamos aos espectros e à possibilidade de descobrir um “UFÓlio”, material digno de OVNIs.

Não cole uma grade de difração na lente de sua câmera para fotografar tudo que vir pela frente. O resultado pode ser uma imagem psicodélica como a abaixo, sobrepondo espectros de várias ordens, de diversas fontes, sobre a imagem. Que tem apenas uma fonte de luz. Psicodélico, mas atrapalhará ao invés de ajudar:

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Ao invés, tenha uma grade de difração à mão. Se por acaso se deparar com um OVNI, depois de tomar várias fotos, comuns, da melhor forma que puder – assegurando-se de manter o foco, referências e tudo mais – se o OVNI ainda estiver no céu, aí então poderá tentar capturar seu espectro. Depois de fazê-lo, deverá ainda capturar imagens com a grade de difração do céu sem o OVNI. E mais fotos sem a grade de difração.

Esta ferramenta poderosa, quase tão boa quanto retirar lascas de um disco voador, é pouco utilizada por ufólogos e entusiastas, mas há exceções. O Projeto Hessdalen na Noruega, por exemplo, capturou o espectro de alguns fenômenos luminosos. Na França, policiais foram equipados com grades de difração e câmeras adaptadas, e mesmo no Brasil, o pesquisador Rogério Chola é um dos que já tentaram obter espectros úteis. Não se descobriu nenhum “UFÓlio”, e a sério, não foram feitas grandes descobertas. Mas foram muito poucas tentativas, e naquelas em que se produziu um bom registro de espectro, pôde-se saber muito mais sobre o OVNI do que o simples ponto de luz em uma fotografia comum permitiria.

É apenas algo do que a ciência, que reconheceu os sprites, elves e afins, atribuindo-lhes mesmo nomes míticos, depois de analisar a composição química de estrelas a anos-luz de distância, pode fazer se aplicada ao nosso entusiasmo por descobrir algo novo nos céus. E aqui, ao seu alcance. OVNIs podem até ser de outro mundo, mas se voam por aqui, estão no nosso. Podem e devem ser investigados e analisados de forma científica.

CeticismoAberto continuará a divulgar, propor e levar a cabo técnicas científicas ao estudo de OVNIs. Sinta-se à vontade para discutir e partilhar suas dúvidas e sugestões nos comentários, ou junte-se ao grupo de discussão, enviando um e-mail para [email protected].

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19 Responses to Aplicando ciência aos OVNIs

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  2. Patola says:

    Fantástico, lúcido e poderoso artigo. Um meio de tornar ufólogos místicos em aliados da Ciência.

  3. Gatsby says:

    Mori escreveu:

    UFÓlio
    Nos desviamos um tanto pelas estrelas para chegar à espectroscopia aplicada aos OVNIs. Assim como é pouco prático colher amostras de material de estrelas, não devemos esperar poder colher lascas de material de um disco voador. Mais de meio século de buscas, apesar de todas as histórias rocambolescas de contatos e abduções, não permitiu nenhuma amostra confiável ou minimamente intrigante.

    Realmente fica difícil ao mundo atestar a existência dos OVNIS, quando os governos sonegam os pedaços de naves espatifatadas no solo terreno que serviriam de provas, escondem-nos e somente divulgam os resultados de suas experiências com ETs, segundo suas intenções de enganar.

    E quando algum outro investigador apresenta as provas materiais, tomam-no dele e desaparecem com elas, restando, no máximo, registros fotográficos fartamente desmentidos.

    Há sim, há muitas provas concretas escondidas nos laboratórios americanos! Os ufólogos sabem muito bem disso, todos sabemos, mas teimam em negar. Por que?

  4. José Luís Santana says:

    Bela matéria, sempre tive curiosodade de saber como a espectroscopia funciona, não imaginava que poderia ser tão simples.

  5. sartori says:

    interessante, tenho um espectroscopio portatil carl zeiss aqui no meu telescopio, mas nunca usei ele. mesmo porque apontar o telescopio rapidamente e regular o aparelho leva tempo demais.

  6. Jow says:

    Poderiam dar um exemplo pratico a mais…tipo o espectro de uma coisa qualquer, como um pedaço de madeira ou uma barra de ferro

  7. Patola says:

    Gatsby, você não leu nada do artigo? Ele trata justamente desse ponto: NÃO É NECESSÁRIO PEGAR “FRAGMENTOS” DE DISCO VOADOR SE VOCÊ PODE ANALISAR A COMPOSIÇÃO QUÍMICA À DISTÂNCIA!

    Putz, é mesmo jogar pérolas aos porcos. Um artigo bem-escrito desses e os conspiracionistas/místicos/ufólogos continuam passando por cima dos pontos principais como se fossem analfabetos.

  8. Rafael says:

    Mori,
    Excelente artigo, realmente muito bom e esclarecedor. Um dos melhores seus que eu já li aqui e seu Blog. Parabéns!
    Abraços,
    Rafael.

  9. Pingback: As Aventuras de Anselmo Curioso «

  10. Kafka Venuziano says:

    O que se provaria com um resultado destas fotos não seria diferente de tantas outras provas relacionadas ao fenômeno.Após a apresentação das mesmas,lá estaria o comentário incontornável:mais isto não prova que seja um objeto tripulado por seres extraterrestres.Ora,então tudo seria uma grande perda de tempo.
    Enquanto não surgir as vísceras de uma entidade biológica alienígena jamais aqueles que necessitam de tal segurança se contentarão com menos.Enquanto que aqueles que trabalham sobre o somatório de evidências já não mais necessitam destes elementos para estarem certos da existência do fenômeno.
    Toda este suposto interesse pelo fenômeno,na realidade aparenta muito mais uma busca de material para nutrir sites e blogs e depois descartá-los.

    A existência do fenômeno já foi declarada por indivíduos insuspeitos e com informações privilegiadas,assim como já afirmaram que boa parte das respostas já foram encontradas e são sonegadas.
    Melhor aguardar que este véu seja retirado e as corretas informações sejam partilhadas

    • Willian Física Universal says:

      Entidades biológicas já podem ser encontrados em meteoritos e pedras vindas do espaço.
      Porque seres extraterrenos , do restante do Universo seriam diferentes de nós?
      Estamos vivendo sobre gravidade de 1G , temos essa forma , convenhamos que os valores físicos da Terra podem não ser os mesmos do restante do Universo , como assim?
      _ Se nossa atmosfera exercesse a força de 0,5 G seríamos todos os seres viventes gigantes ou redondos , se a mesma força fosse de 2 ou + G seríamos anões , ou rastejantes porque a força da gravidade exercida sobre nós ofereceria tanto peso que não poderíamos suportar .
      Se você pegar do Mar um copo dágua não pode afirmar que nele não há vida porque o copo com água retirado do Mar não corresponde sequer a uma fração do que realmente é o mar .
      Assim é o Universo o que descobrimos é desse tamanho :
      -
      Em relação ao que ele representa :
      ——————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————–…
      Pensar que estamos sós num Universo tão vasto é o mesmo que achar que somos únicos , quando não somos , sempre há alguém melhor!

      Aquele se abre á novas idéias , nunca conseguira retroceder ao conhecimento!
      Abraços…

  11. marcel says:

    Vocês “céticos” acham mesmo que podem enganar as pessoas com isso ?

    É óbvio que tudo isso não passa de uma maneira “científica”de fazer pessoas tolas acreditarem em ovnis criados pelos maçons.

    Explicitando :todo esse incentivo para usar “técnicas científicas” na captura de ovnis (artefatos criados pelos maçons)não passa de uma maneira de fazer os tolos que se imaginam céticos e que aderem fácil a qualquer coisa defendida por sites como Ceticismo Aberto a acreditar de maneira bovina na existência de ovnis ( entendidos aqui como objetos criados e/ou teleguiados por inteligências intramarítima ou extraterrestre )e em aliens.

    Ceticismo Aberto , apesar de tudo, ainda é um bom site, mas vejo que o seu dono foi cooptado pelos maçons e seus planos malditos.

    Você até pode imaginar que está fazendo o bem à humanidade Mori quando na verdade está apenas cego e não refletindo sobre as consequências a longo prazo dessa sua adesão ao planno maçon.

  12. gabriel torquato says:

    Huehuehue só tem louco aqui. Até plano maçon pintou nos comentários. E falando de loucuras, viram que amanhã uma nave alienígena será vista nos céus, segundo a médium Blossom Goodchild? Eu tô na expectativa!!

  13. Gatsby says:

    Patola, é por isso que nada se define quanto aos ovnis. Pessoas crédulas em tudo que lêem, acreditam facilmente que espectrômetros são o máximo em perfeição.

    Ora, se tudo o que dizem fosse verdade verídica em todas as amostragens, as leis de Newton jamais seriam contestadas. E por dezenas de anos foram aplicadas batendo com os objetivos. Ou seja, na sua cabecinha tudo depende do que você queira provar, se bater é verdadeiro!

    Quanto as pérolas dos porcos, tenha boa apetite mesmo sendo falsas, e boa diarréia!

  14. José Luís Santana says:

    Sim, Gabriel isso que “acontecerá” amanhã faz parte do plano maçon de dominar a terra!

    Hahahahahahahah!

    Realmente, pinta cada louco por aqui. hahahahahaha

  15. A new serie of Brazilian sprites (caught in the night between last October 12 and 13 by Brazilian-Israelian campaign from Santa Catarina) could be found here:

    http://geophysics.tau.ac.il/personal/ILAN/result.html

    Best,
    Roberto

  16. sidney says:

    legal a materia bem diferente!
    acredito em vida fora da terra,mais tem muitas coisas que vemos por aí que não ten nada haver,só fenomemos.
    vc não iria para um outro planeta só para ficar alguns ninutos ou horas!!!
    acredito que a algo de bem estranho,mais não sabemos o que pode ser.
    temos que estudar mais!
    tem muuuuuita fralde se tratando de ovnis

  17. Pingback: Blog de Astronomia do astroPT » Sprites

  18. Peter Kohn says:

    humm, o problema é q ovnis são vistos quase sempre ao acaso, então só mesmo quem procura por isso como um ufólogo pode estar preparado para se utilizar da espectroscopia, mas mesmo assim os ufólogos na maioria das vezes tbm se valem de fontes de outras pessoas, q tiveram a oportunidade de captar um ovni. Diferente p. ex. do Sol, q sempre vai estar lá esperando pra ser estudado, então, esse título foi muito pretensioso, como se os ufólogos ñ se valessem de ciência, mas os sérios se valem, só ñ estão tentando estudar algo muito mais fácil como estrelas e astros, objetos muito mais fáceis de se estudar levando em conta q os objetos ñ identificados ñ aparecem o tempo todo

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