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Poder de mente nível 2

Em dez mil anos… (mas 25 servem)

5 de maio de 2008 Comments (11) Views: 3159 Ceticismo, Fortianismo

Indiana Jones e as Crônicas de Akakor

“Pulmão do planeta”? Umbigo do Mundo? Segundo as “Crônicas de Akakor” a Amazônia seria muito mais.

Reveladas por Tatunca Nara, um dos remanescentes da tribo Ugha Mugulala, não eram apenas um registro escrito da história da tribo dos Ugha, o que já seria suficientemente impressionante, como se estendiam por mais de 12.000 anos, período no qual vastas cidades teriam sido erguidas pela floresta tropical. Não paravam aí. As obras incluíram vastas redes de túneis subterrâneos construídos pelos deuses dos Ugha (ou Mugulala) que… vieram de um outro sistema solar.

Tudo seria publicado em um livro homônimo pelo jornalista alemão Karl Brugger, e falando em deuses astronautas, o próprio Erick von Däniken veio ao país algumas vezes para conferir, e depois divulgar, a história.

Muito bem, com civilizações milenares fundadas por alienígenas no meio da floresta amazônica, faltavam apenas Indiana Jones da vida real para ir em caça das cidades da perdição. Vários se apresentaram para a tarefa.

Infelizmente, nada de mega-cidades ou metrôs pré-históricos foi encontrado. Ao invés, as lendas passaram às mortes. Karl Brugger foi assassinado em um restaurante no Rio de Janeiro, transformando a história do caçador de tesouros em uma espécie de Arquivo-X, repleto de conspiração e paranóia. Brugger não foi a única fatalidade.

O americano John Reed saiu em uma expedição em busca das cidades. Nunca mais foi encontrado. Em 1983 o explorador suíço Herbert Wanner também partiu para nunca mais voltar. Inteiro, pelo menos: seu crânio foi posteriormente encontrado na floresta e identificado. A alemã Christine Heuser, envolvida com toda a lenda, também despareceu no meio da floresta.

Todos estes desaparecidos tiveram algo em comum além de aventurar-se como Indiana. Tudo sugere que quem os guiou em suas viagens foi o próprio Tatunca Nara. Ele nega que tenha acompanhado os desaparecidos, mas quem melhor para guiar tais estrangeiros abastados em busca de aventura e fama que o próprio membro da tribo milenar fundada por extraterrestres? Ou haveria algo mais sinistro nesta história cinematográfica?

Havia algo mais sinistro. Quando Rüdiger Nehberg e Wolfgang Brög resolveram fazer um documentário sobre o tema e foram guiados por Tatunca, notaram diversas contradições em sua história. Investigação, contando com a ajuda das autoridades, logo revelou que Tatunca Nara era em verdade Günther Hauck, um fugitivo da Alemanha. Depois de um divórcio em 1966, e para não pagar os direitos à ex-mulher, Hauck fugiu para o Brasil. O que explicaria bem o fato de que falava e escrevia alemão bem melhor do que português. Sua ex-mulher não só o reconheceu, como registros mostram que enquanto ainda estava na Alemanha, Hauck já havia usado o pseudônimo de “Tatunge Naure”.

Günther “Tatunca Nara” Hauck não foi preso. Segundo Philip Coppens, autor do artigo que é a base desta nota, ele ainda reside em Barcelos, Rio Negro. Em 2003 foi declarado mentalmente instável, mas continuaria oferecendo seus serviços de guia. Seu currículo, contudo, não parece recomendável, a menos que você deseje conhecer reinos muito mais distantes que Akahim.

O que leva à triste conclusão de que as Crônicas de Akakor foram inventadas por um fugitivo envolvido com as mortes de pelo menos três pessoas determinadas a encontrar provas de uma civilização que nunca existiu fora de sua imaginação.

E imaginação, curiosamente, é o motivo desta nota, porque a próxima aventura de Indiana Jones no “Reino do Crânio de Cristal” envolve Akakor — ou “Akator”. Confira o brinquedo Lego oficial do Templo Perdido de Akator, com guerreiros Ugha .

Não bastasse o fato de que os crânios de cristal são fraudes contemporâneas feitas com quartzo brasileiro por encomenda, temos agora que a história de um criminoso alemão vivendo no Brasil também fará parte do enredo. Depois da arca, do templo da perdição ou do cálice sagrado, talvez o mundo (ou os EUA) pós-11/9 não digerisse bem aventuras com relíquias sagradas, mas daí a investir em relíquias inventadas por charlatães há menos de um século… pode apenas confirmar a regra de que três é bom, quatro é demais.

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11 Responses to Indiana Jones e as Crônicas de Akakor

  1. Roberto Ishimine disse:

    O Projeto Portal encontrou em Rondonia um forte do exercito brasileiro que se diz construido por Rondon, mas o modo da construção se assemelha mais a uma piramide. Onde pedras foram perfeitamente encaixadas sem vãos entre elas. Existem inscrições desconhecidas pelo exercito brasileiro no local. Acredita-se que seja um dos castelos do Reino de Akakor, já que não havia razão para o exercito construir um forte por demais reforçado em plena floresta amazonica e construir fortes menos resistentes aqui na faixa do litoral. Eles alegam que foram usados tecnicas da epoca, mas se comprovou que essas tecnicas foram descobertas muito tempo depois. O exercito não permite se explorar muito, é segredo de estado. Roberto

  2. WILMAR SANTOS disse:

    Do alto de que conhecimentos históricos e provas arqueológicas se pode ridicularizar o “mito” de AKAKOR aqui nesse site? Por acaso o autor ou aqueles referidos por ele estudaram ou foram in loco conferir se tudo é só imaginação de um louco? Como um alemão poderia se passar por um mestiço (por mais sol que pegasse)?! E mesmo que o guia fosse um aproveitador barato – ou caro – isso invalidaria imediatamente os relatos?! Por acaso essas “estórias” foram “inventadas” tão recentemente quanto o artigo sugere?! Mas por outro lado é melhor mesmo que gente tão “sabida” permaneça na ignorância sobre essas cidades “que não existem”.Porque o conhecimento sobre a existência delas só iria motivar a ambição delas – o que daria mais trabalho para os guardiões “de mentira”,conhecidos mestres também na arte de despistar indesejáveis.

  3. Katia disse:

    Caros senhores: Assim como é imprudente e prematuro crer em tudo que se vê, ouve, lê, etc., da mesma forma é pouco sábio descrer de algo pelo simples fato de ser ou parecer insólito. A ciência, é bom lembrar, é constantemente reconstruída sobre escombros de certezas

  4. MoneyMarcos disse:

    caros amigos – assisti o filme do indiana mas axo que na tentativa de antecipar -Lost City of Z – um fato original que vem da serra do roncador em barra do garças mato grosso
    todas as informaçoes contidas foram vagas- cometeram o maior dos pecados nao mencionaram Percy Fawcett o grande explorador que deu origem a tudo isso – http://images.google.com.br/images?um=1&hl=pt-BR&lr=lang_pt&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial&q=percy+fawcett+&btnG=Pesquisar+imagens

  5. seder helio katz nara disse:

    Caro senhores,sou filho de tatunca nara meu pai provou em juizo que era totaumente inocente.Pois o mellor mateiro que a te mesmo o exercito ja vio se vc acha que e possiveu um cara como pode ser alemão,outro motivo e que um dos turistas que acusam meu pai esta bem vivo ma Argentima pois fugio do seu pais por motivo de pensão,meu pai vive bem mais sua verdadeira historia um dia sera contada como ela e de verdade emam por aproveitadores da sua imagem e deu seu nome.

  6. […] da última aventura tresloucada de Indiana Jones com extraterrestres foi motivo para abordar as Crônicas de Akakor e os Crânios de […]

  7. Á muito o que conhecer na Serra do Roncador ou seja entre a bacia do Prata e a bacia da amazônia, onde o fiel da balança e a serra do Roncador precisamente nas imediações da cachoeira de Matatuararacanga. O legado do saudoso Coronel Faucet e mais as informações das Sociedades Secretas principalmente a Sociedade Brasileira de Eubiose em Nova Xavantina onde ela tem um templo. e sei que no tempo exato tudo será desvelado para o bem dos guardiões dos misterios. O principio e que toda mentira tem um fundo de verdades, Yndiana Jones, falcet, Cok, o portador do facho luminoso está entre nos isso e o que importa, ter essa conciência. O que eu tenho que ter no momento e os meios para absorver e penetrar no âmago do Eu interno, Vitriol. Visitar o interior da minha conciência e identificar os mistérios os segredos mais profundos do meu ser. E sei que so poderei fazer isso se eu tiver a diciplina verdadeira da Arvore Sefirotal. Procure-a.

  8. Prof. José Carlos Pereira disse:

    Essa hestória criada é somente uma hestória visto que se história haveria um princípio de luz para que se pudesse dar início a uma busca arqueológica, lamentavelmente publica-se inverdades com propósitos obscuros.

  9. Joao Guilherme disse:

    Caros senhores, eu assisti o filme do indiana jones , e alem, disso descobrir que o cranio da caveira de cristal ( o verdadeiro ) esta escondido em Laska no Peru , em um cemiterio onde a guerreiros indios que usam roupas , possuem em seus rostos um cranio de uma caveira humana cortado ao meio , para poder encaixar neles , suas armas sao cerbatanas , e guardam o cemiterio .
    Esse cemiterio ja foi explorado por espanhois , um deles se chamava Francisco de Orelhana , mas todos desapareceram . Mas o corpo da caveira esta num templo perdido na amazonia . Ele esta tras de uma cachoeira , o jeito para atravessar e secreto , os unicos que sabem disso sao guerreios Ugha que guardam Akakor , e e la que esta esse templo perdido . Os guerreiros Ugha andam quase nus , suas armas sao lanças eles possuem cabelos poucos longos (ate o pescoço) , alguns sao espetados para cima , alguns deles pintam seus corpos de cinza , dizem que eles sao indios ou mortos – vivos . Nunca deixam um intruso entrar em Akakor , eles so tem medo da caveira de cristal . No filme do Indiana Jones mostra que eles conseguem passar pelos guerreiros Ugha . Bem eu moro no Amazonas mas nunca vou me aventurar nisso

  10. […] muito similar de “Tatunca Nara”, um suposto índio que seria portador da fantástica “Crônica de Akakor”, estendendo-se por tempos imemoriais de outra (ou a mesma?) civilização avançada e perdida […]

  11. […] muito similar de “Tatunca Nara”, um suposto índio que seria portador da fantástica “Crônica de Akakor”, estendendo-se por tempos imemoriais de outra (ou a mesma?) civilização avançada e perdida […]

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