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As Anomalias Ignoradas do "Sudário" de Turim

15 de agosto de 2009 Comments (3) Views: 2744 Fortianismo, Ufologia

O Pássaro de Saqqara

Larry Orcutt, Catchpenny Mysteries © 2001
Tradução gentilmente autorizada

Na sala 22 do Museu do Cairo, Egito, há um objeto de madeira que parece muito similar a um avião ou planador moderno. Na realidade, é tão semelhante que alguns o ofereceram como prova de que os egípcios antigos possuíram a tecnologia do vôo. O artefato (Registro Especial N. 6347; o número 33109 está escrito na parte de baixo da asa de bordo) é feito de madeira e tem um comprimento de 14.2 cm e uma envergadura de 18.3 cm. Foi achado em uma tumba perto de Saqqara em 1898 e foi datado a aproximadamente 200 A.C.


© Fotografia de Philip Rychel

A origem da teoria de que o modelo representa um exemplo de aeronave funcional pode ser localizada em Khalil Messiha, Professor de Anatomia para Artistas na Universidade de Helwan (e membro do Clube Real de Aeromodelistas, Egito, e o clube Aeronáutico Egípcio). De acordo com Messiha, (em Messiha, Khalil, Guirguis Messiha, Gamal Mokhtar, e Michael Frenchman."African Experimental Aeronautics:A 2,000-Year-Old Model Glider" em Van Sertima, ed. Blacks in Science: Ancient and Modern, 1983, pp.92-99) o modelo é feito de madeira de sicômoro e pesa 39.120 g. Das asas ele escreveu que "Pode-se também notar que há um ângulo diedral que é ligeiramente desigual em ambos os lados devido à distorção leve da madeira, causado pela passagem do tempo… O corpo é feito da mesma madeira que a asa e tem uma forma de aerofólio formosamente esculpida e lisa. Seu nariz é piramidal em forma com um olho pintado em sua superfície plana". Ele adicionou que "não há nenhum traço de decoração de ‘penas’ pintado no corpo com a exceção do olho, e duas linhas avermelhadas lânguidas que cercam a barriga debaixo dos encaixes". Ele não faz nenhuma menção de buracos no topo da cauda, nem observou encaixes na cauda que poderia acomodar um leme horizontal. Tudo sobre esta observação física do modelo por Messiha parece ser preciso. Porém, ele acrescentou, "A parte mais baixa da cauda está quebrada [i.e. é plana] o que eu penso pode ser uma evidência de que a cauda estava fixa lá". É notável que por exame cuidadoso das fotografias, um achatamento em cima da cauda é também evidente. Ele coloca grande peso na falta de decoração de penas e a ausência de pernas como uma indicação de que o modelo não pretendia representar um pássaro. Os outros modelos de pássaro incluem estas características, ele insiste. Sobre a capacidade de vôo do modelo, ele escreveu: "eu já fiz um modelo de madeira de balsa semelhante, e adicionei o leme horizontal (o qual eu suponho foi perdido) e não fui surpreendido ao descobrir que podia planar no ar algumas jardas quando lançado com a mão". (pág. 94) Messiha concluiu que "este modelo de aeroplano antigo representa um diminutivo de um monoplano original ainda presente em Saqqara". (pág. 97; para ver desenhos do modelo por Messiha e outros, clique aqui.)

O artigo em Blacks in Science é de fato composto de três artigos (o primeiro foi citado acima). Gamal Mokhtar escreveu que Messiha viu o modelo em seu envoltório de vidro e viu que era diferente dos outros pássaros "porque as caudas de pássaros são horizontais, enquanto aeroplanos têm caudas verticais". (pág. 97) Michael Frenchman, porém, acrescentou alguns embelezamentos próprios à história. Ele escreveu queMessiha "se encontrou com o modelo de planador em 1969 quando estava olhando em uma caixa de modelos de pássaro em um dos arquivos do Museu de Cairo… Além disso há um encaixe debaixo da aleta para um leme horizontal que está faltando". (pág. 98) Aqui ele cita erroneamente Messiha, e talvez comece a desinformação do "encaixe-na-cauda" muito repetida. Ele também escreveu que o modelo "parece notavelmente futurístico e apresenta uma grande semelhança com o avião de transporte americano Hércules que tem uma asa de diedral inversa distinta". Novamente, ele concluiu que "o achado é um modelo em escala de uma máquina voadora de algum tipo". (pág. 99)

Em Atlantis Rising (edição número 5), apareceu um artigo por Joseph Robert Jochmans sobre os "10 Melhores Artefatos Fora-de-Lugar". O quinto era legendado como "Vôo no Egito Antigo":

Em 1898 um curioso objeto alado foi descoberto na tumba de Pa-di-Imen no norte de Saqqara, Egito, datado a aproximadamente 200 AC. Porque o nascimento da aviação moderna ainda estava a uma distância de vários anos, quando o artefato estranho foi enviado para o Museu de Cairo, foi catalogado e então arquivado entre outros artigos diversos para juntar pó.

Setenta anos depois, Dr. Kahlil Messiha, um egiptologista e arqueólogo, estava examinando uma exibição do Museu chamada estatuetas de pássaros. Enquanto a maioria da exibição realmente era de esculturas de pássaros, o artefato de Saqqara certamente não era um. Nunca possuiu características achadas em pássaros, mas sim que fazem parte do projeto de aeronaves modernas. O dr. Messiha, que já havia sido um entusiasta de modelos de avião, reconheceu imediatamente as características de aeronave e persuadiu o Ministério Egípcio de Cultura a investigar.

Feito de sicômoro muito leve a aeronave pesa 0.5 oz. com asas retas e de formas aerodinâmicas, estendendo-se a aproximadamente 7 polegadas. Um pedaço separado de encaixe se ajusta precisamente na cauda como o estabilizador em um avião moderno.

Uma versão em tamanho real poderia ter voado levando cargas pesadas, mas a baixas velocidades, entre 45 e 65 milhas por hora. Porém, o que não é conhecido é qual seria a força motriz. O modelo constitui um perfeito planador como está. Embora tenha mais de 2.000 anos, planará uma distância considerável com apenas um empurrão leve da mão. Réplicas de balsa completamente restauradas viajam até mais longe.

Messiha nota que os antigos egípcios construíram freqüentemente modelos em escala de tudo familiar em suas vidas diárias e os colocaram em suas tumbas templos, navios, carruagens, criados, animais e assim por diante. Agora que nós achamos um avião em modelo, Messiha deseja saber se talvez em algum lugar debaixo das areias do deserto ainda pode ser revelado os restos de planadores em tamanho real.

A edição de 15 de fevereiro de 1998 de The Augusta Chronicle apresentou um artigo por Randall Floyd intitulado "Vôo pode ter começado antes dos irmãos Wright"

Em 1969, enquanto olhava por uma caixa de antigas exibições no porão do museu do Cairo, o egiptologista Khalil Messiha encontrou o que parecia ser um modelo de avião de 2.200 anos, completo com asas, trem de pouso e um corpo aerodinamicamente projetado.

O objeto tinha sido achado em uma tumba de 2.000 anos perto de Saqqa
ra em 1898. O arqueólogo estava atordoado. O que estaria fazendo um perfeito modelo em escala de um avião em uma tumba de tal antiguidade?

Sua conclusão: "Aparentemente os antigos possuíam tecnologias esquecidas há muito", ele disse. O Ministério de Cultura do Egito concordou. Um comitê organizado para investigar o assunto concluiu que o modelo de 7 polegadas, construído de madeira de sicômoro leve e pesando apenas 1.11 onças, parecia incorporar princípios de projeto de aeronaves que engenheiros modernos levaram décadas de experimentação para descobrir e aperfeiçoar.

Além disso, eles descobrira, o planador funcionava. Mais de dois milênios depois de sua construção, ainda voava facilmente pelo ar com o mais leve impulso da mão.


© Fotografias de Philip Rychel

Os artigos acima afirmam que o modelo é o pináculo da capacidade de voar. Mas será mesmo? Martin Gregorie de Harlow, Essex, um projetista, construtor e piloto de modelos de planadores com mais de 30 anos de experiência, pensa que não:

As exigências para um modelo planador de Vôo Livre ser automaticamente estável em vôo são que ele deve:

1. Equilibrar-se em algum lugar entre 25% e 60% da corda da asa a partir da extremidade frontal. A corda da asa é a largura média da asa, medida de frente para trás. Um relance no pássaro mostra que o corpo é feito de um único pedaço de madeira cujas proporções são tais que o ponto de equilíbrio está em ou atrás da extremidade traseira da asa. A região da cabeça do pássaro claramente nunca teve um peso fixado ou em seu interior. Tal peso seria necessário para levar o ponto de equilíbrio na faixa dada acima.

2. Ter uma superfície do leme horizontal com ao redor de 20 – 25% da área de asa. Apesar de algumas alegações contrárias, nenhuma superfície de cauda existe atualmente e não há nenhum sinal de um ponto de encaixe da cauda. A cauda é a superfície de cauda vertical que forma a parte traseira do corpo do pássaro.

3. Ter um forma que forneça estabilidade espiral. A presença de uma cauda grande na parte traseira do corpo deve ser equilibrada por uma asa diedral se o pássaro deve planar sem cair lateralmente em um mergulho espiral. Uma asa diedral é uma com as pontas elevadas acima do centro da asa como virtualmente todas as asas de aviões de passageiros e aerodomodelos. O pássaro tem o arranjo de asa oposto. As pontas da asa estao caídas, de maneira anedral, o que só serviria para aumentar a instabilidade espiral do pássaro.

Como pode ser facilmente visto, o pássaro não apresenta nenhuma destas exigências para o vôo, assim é bastante improvável que tenha voado ou que réplicas precisas possam voar.

(Confira o teste de Gregorie de um modelo em escala em Flying the Saqqara Bird [NdoT.: A réplica exata não voou, nem mesmo com a adição de um estabilizador traseiro])

O artefato de Saqqara representava um avião? Isto parece improvável especialmente devido à ausência de qualquer evidência da considerável tecnologia de apoio que estaria necessariamente associada com a indústria de vôo (como rodas, motores, partes manufaturadas, produção de combustível, etc.) Pareceria estranho realmente se os egípcios voassem por aí em aeronaves de alta tecnologia e deixassem apenas um único modelo de madeira (e, alguns diriam, alguns glifos esculpidos sobre a entrada de um templo) como evidência de suas atividades aéreas. O que, então, o modelo poderia representar de fato?

A maioria dos egiptologistas pensa que o artefato é um pássaro com asas estendidas, embora o rabo seja bastante dissimilar à cauda de qualquer pássaro conhecido. Embora não seja aparente nas fotografias acima, detalhes pintados dos olhos e bico ainda são observáveis no modelo. Também permanece um pouco de pintura na extremidade superior do rabo, e é possível que mais detalhes tivessem sido adicionados originalmente, mas tenham se perdido com o passar do tempo. Também há uma curva graciosa na parte de baixo do modelo delineando a transição anatômica do corpo para a cabeça e o rabo, muito similar à de um pássaro em vôo. Mas ainda há a questão da forma peculiar do rabo.

Abaixo estão detalhes dos topos dos mastros de três relevos representando barcos, todos usados nos festivais de Opet. O primeiro é o mastro de um barco de Ramsés III, o segundo é o mastro de um barco no reinado de Herihor, e o terço é o mastro do navio de estado de Mery Amun. Todos estes relevos são encontrados no Templo de Khonsu emKarnak e datam até o final do Novo Reinado.


© Ilustrações Dilwyn Jones Boats, University of Texas Press, 1995, pp. 58, 59, 64.

Poderia então o artefato de Saqqara ter servido como um tipo de cata-vento para indicar a direção de vento em um barco, prático ou cerimonial? A cauda como a de um cata-vento poderia sugerir tal uso. Dado seu tamanho, parece improvável que teria sido fixado sobre um mastro principal como os relevos acima. Também é possível que o artefato tenha servido como o brinquedo de uma criança, embora seu desenho não permitisse que planasse como um pássaro se lançado no ar.

Em todo caso, das duas teorias de que o artefato representa ou um pássaro ou uma aeronave, a primeira é a única sustentável baseada no corpo de evidência que se sabe existir.

– – –

As fotografias do modelo de madeira são reproduzidas com a gential permissão de Philip Rychel.
 

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3 Responses to O Pássaro de Saqqara

  1. Alvaro Rexs disse:

    Não voa?

    Segura essa macaíba:

    http://www.youtube.com/watch?v=zGVWcF4fssI

    Você é um 06!!!

  2. olho disse:

    eu não duvido que egipcios tivessem tecnologia para fazer um planador. uma tecnologia egipcia. se algum arqueólogo achar um planador numa escala que permita o voo tripulado por humanos, parabéns aos egipcios.
    em boa parte do que se lê por aí, esquece-se da genialidade humana, considera os povos antigos como ignorantes, dependentes de alienígenas.
    mas não parece ser o caso. o pássaro parecer ser mesmo uma representação, pasmem, de um pássaro.
    ou será que estamos vivendo nas trevas, em que tudo é um sinal de uma manifestação maior, dos céus? alguns ainda estão.

  3. Com efeito, o planador de Sakara não serviria de muita coisa, caso não estivesse avariado na calda, onde falta uma asa horizontal para dar sustentação no ar / estabilidade.
    Inclusive, o planador (que foi confundido com um “brinquedo” quando foi encontrado) estaja junto de um papiro onde havia uma inscrição “Eu quero voar”.

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