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Siragusa e a Bíblia como fotonovela

Erramos: Kal “Kevedo” Korff

2 de janeiro de 2008 Comments (8) Views: 1718 Ceticismo, Fortianismo

Materialização da “noiva” e a solução para o Brasil

“Materialização da noiva por José Medrado. Trecho retirado do programa Visão Social,transmitido através da Band-Bahia, sábados, às 09h (durante o horário de verão)”

É fácil para nós rir das superstições de pênis sumindo, mas para muitos brasileiros a idéia de que o “médium” baiano José Medrado materializava uma “noiva” capaz de mexer em um dimmer de luz é algo muito sério. A muitos brasileiros a idéia de que as mazelas do país se devem a um problema numerológico com o nome “Brasil” também é algo muito sério.

Não somos menos supersticiosos, temos apenas superstições diferentes, tão ou mais absurdas. E enquanto as ferramentas básicas do pensamento crítico não forem aplicadas por todos, continuaremos rindo de “tribos primitivas” — que, com toda propriedade, poderiam rir da nossa.

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8 Responses to Materialização da “noiva” e a solução para o Brasil

  1. Vivian disse:

    Eu gostaria de saber duas coisas a respeito do trabalho na materializacao da noiva:
    1-O cacto que apareceu por meio de transporte aconteceu apos a materializacao da noiva ou depois?
    2-Em que ano se realizou esta trablho mediunico?

  2. João Alberto Fiorini de Oliveira disse:

    Boa tarde.
    Assunto: Materialização da noiva.
    Gostaria de saber sobre uma coisa apenas:
    Na materialização da noiva, caso de José Medrado, o que acontecia com o dimmer?
    Não conheço a estória, mas a noiva (espírito) poderia manipular o dimmer, ou ela poderia influenciá-lo espiritualmente, alternando a intensidade da luminosidade ambiente?
    Obrigado!
    É muito importante para minha pesquisa com casos parecidos.
    Fiorini

  3. gerson nunes disse:

    Tem que ser muito idiota para acreditar numa monatagem tosca destas. Por que será que todo médium tem fala mansa e é meio afeminado?

  4. Alberto de Carvalho disse:

    Deveria ter mais cuidado com afirmações deste tipo, independentemente do médium. O médium, em seu papel nestas sessões, consubstancia-se em um intermediário. O problema é que, para quem jamais leu nada sobre o assunto, ou desconhece a pesquisa em tela, e, pior, nada sabe sobre o pesquisador (que não era o médium, já citado) Carlos Bernardo Loureiro, que fez pesquisas sérias por mais de 40 anos, no Brasil e no exterior, era Delegado da CEPA, foi um dos pouquíssimos latino-americanos a ter seu ingresso na SPR de Londres permitido, e querer imiscui-lo nas eventuais impressões que se tenha do médium é no mínimo uma irresponsabilidade.
    Estas pesquisas foram entre 1988 e 1989, e o transporte do cactus se deu ao final de uma das sessões. O dimmer reduzia a luminosidade na sala, posto que era necessário em alguns momentos para a ocorrência do fenômeno.O Espirito materializado poderia, ao seu dispor, alterar a luminosidade da sala, mas antes era regulada pelo pesquisador.
    Transporte como estes são relatados por Ernesto Bozzano (Fenomenos de Transporte) e Johann Karl Friedrich Zöllner (Trancendental Physics) e existem milhares de casos, enquanto materializações, também aos milhares, como estas, são tratadas por Gustave Geley, Albert von Shrenck-Notzing, Charles R. Richet, Alexandre Aksakoff, Ernesto Bozzano, Ercole Chiaia, Enrico Morselli, Marie Curie, Julliette Alexandre Bisson, etc. É só estudar antes de opinar que a falar se torna menos imbecil. Aliás, boa parte desta bibliografia não existe em portugues, e por isso os analfabetos daqui não conhecem.
    Ressalto novamente que não interessa a defesa do médium, notadamente quanto ao que ele faz hoje, mais de vinte anos daquela data, mas não se pode imiscuir o nome de um pesquisador absolutamente idôneo, estudioso de um nível que não é alcançado medíocre população de experts em coisa nenhuma, que nunca leram nada e se entendem autoridades.
    Estudem, depois questionem! E muito respeito ao trabalho de Carlos Bernardo Loureiro.
    Ah! Tem que ser mais idiota ainda em falar do que não sabe!!
    Sds

  5. Marcelo Rios disse:

    Faço minhas as palavras de Alberto de Carvalho, e gostaria de saber se os acéfalos que opinaram aí já se dignaram a estudar os relatos do próprio pesquisador acerca do fenômeno?

    E se vierem dizer que “não vamos gastar tempo lendo essas coisas”, então direi que deveriam fazer como qualquer pessoa séria faria: não opinar sobre aquilo que não conhecem.

    Mas é o trise vício do brasileiro: querer opinar sobre tudo, a fim de parecer inteligente, culto, bem-versado, ou coisa que o valha – enquanto as suas vidas continuam miseráveis, e não conseguem resolver sequer as suas mais prosaicas frustrações.

  6. Carlos disse:

    O Sr. Alberto de Carvalho falou bonito, mostrou que “domina bem” o portugues, mas tenho de adverti-lo do seguinte; acusar o cético de ser ignorante não é a “fórmula magica” que nos fará acreditar “nessas coisas”.

    Sobre ler ou não o trabalho deste ou daquele pesquisador não me tornará conhecedor do tema, uma vez que a doutrina espirita é unica, e também não fará eu acreditar nela, pois nossa ciencia esta muito além dessas teorias medievais, e ela sim fornece respostas concretas aos meus questionamentos.

    Tá na cara que tem uma pessoa VIVA debaixo do vestido se passando por noiva “materializada”.

    Quando a comunidade espirita nos mostrará um video real desses de “materialização”?

    Porque vc´s não apresentam um video em boa definição de imagem, com áudio, e de preferencia sem qualquer tipo de manipulação para que possamos tentar acreditar em vossas teorias?

  7. Pedro disse:

    Isso é um absurdo. Certamente o médium realiza as suposts aparições para se promover e ganhar mais dinheiro.

    Estar disposto a acreditar em algo assim, demonstra uma necessidade muito grande de ser iludido.

  8. Marcelo Rios disse:

    O “Sr. Carlos” parece conhecer bem critica o “Sr. Alberto”, mas vamos analisar a sua fala:

    “O Sr. Alberto de Carvalho falou bonito, mostrou que “domina bem” o portugues, mas tenho de adverti-lo do seguinte; acusar o cético de ser ignorante não é a “fórmula magica” que nos fará acreditar “nessas coisas”.”
    — Parece, Sr. Carlos, que a intenção do Alberto não é fazer ninguém crer – mas o que ele reivindica é, apenas, que o Sr. se informe antes de opinar. Isto é princípio básico em ciência experimental: primeiro os fatos, depois os dados e, por fim, a opinião.

    “Sobre ler ou não o trabalho deste ou daquele pesquisador não me tornará conhecedor do tema, (…)”
    — Como não??? E como o Sr. gostaria de se informar sobre algo, senão acessando os dados disponíveis acerca da pesquisa? Não é por acaso, por exemplo, que todo iniciante faz uma REVISÃO DE LITERATURA, antes de empreender qualquer pesquisa, em qualquer área: para saber o que já foi pesquisado e escrito sobre o tema. Perdão, mas o Sr. está apenas demonstrando o quanto é ignorante… Continuemos.

    “(…) uma vez que a doutrina espirita é unica, e também não fará eu acreditar nela, pois nossa ciencia esta muito além dessas teorias medievais, e ela sim fornece respostas concretas aos meus questionamentos.”
    — Ninguém está querendo fazê-lo crer em nada, Sr. Carlos. Apenas pede-se que proceda de acordo com a ciência que o Sr. alega ser “sua”.

    “Tá na cara que tem uma pessoa VIVA debaixo do vestido se passando por noiva “materializada”.”
    — Como assim “tá na cara”?

    “Quando a comunidade espirita nos mostrará um video real desses de “materialização”?”
    — Com isso, o Sr. decreta que o vídeo acima é falso. Poderia nos dar detalhes técnicos e EVIDÊNCIAS de como chegou a essa conclusão?

    “Porque vc´s não apresentam um video em boa definição de imagem, com áudio, e de preferencia sem qualquer tipo de manipulação para que possamos tentar acreditar em vossas teorias?”
    — Aqui, infelizmente, o Sr. terá de provar do próprio veneno, pois acusar o pesquisador de ser fraudador não é a “fórmula magica” que invalidará o fenômeno. Para afirmar uma fraude, o Sr. deveria, ao menos, conseguir reproduzir o fenômeno NAS MESMAS CONDIÇÕES de controle relatadas pelo pesquisador e, então, tentar afirmar algo.

    Resumo: o Sr. não passa de um brasileiro típico – ignorante sobre o que fala, e que pretende analisar tudo em 5 minutos. Bem típico dos frequentadores deste site. Adeus.

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