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O Primeiro Marciano

20 de julho de 2009 Comments (4) Views: 2164 Ufologia

A tal da "Onda OVNI Belga": Uma visão crítica

Marc Hallet, tradução gentilmente autorizada [original]

Muitas pessoas que já acreditaram em OVNIs não acreditam mais neles. Em contraste com um número vasto de pessoas crédulas que acreditam em qualquer coisa publicada, estes ex-crentes em OVNIs começaram a checar, sistematicamente, a validez dos testemunhos e da literatura que constitui o "fenômeno OVNI". Suas dúvidas aumentaram constantemente. Realmente, assim que uma pessoa começa a se aprofundar um pouco mais neste assunto, fica claro que a ufologia é infundada. Por conseguinte, a cada ano, mais e mais ufólogos de renome admitem que erraram ou estavam no caminho errado; depois do que se unem às fileiras de ex-ufólogos. Este fato importante geralmente é ignorado por aqueles que acreditam em OVNIs extraterrestres e é freqüentemente censurado ou falsamente explicado pelos próprios ufólogos.
Uma pessoa entra e fica "na" ufologia como se ela fosse um culto, protegido de qualquer fato que poderia ativar um processo de descrença. A ufologia não é científica seja em sua metodologia seja em suas realizações. A tal da "Onda OVNI Belga" é um bom exemplo disso…

Durante vários anos, a SOBEPS, uma organização privada de OVNIs belga, tentou convencer o mundo acadêmico de que havia adotado uma atitude científica relativa ao estudo de OVNIs. Em 1991, algumas dúzias de cientistas belgas concordaram em olhar – sem preconceito – para a "evidência" proposta pelos principais promotores daquele grupo. Estes cientistas saíram tanto desapontados como sem serem convencidos de que os OVNIs assombravam os céus belgas. Ainda assim, três meses depois, o secretário-geral da SOBEPS afirmou em um canal de televisão francês: "cientistas estão se juntando a nós em massa". Era claramente mais que um mero exagero! (1)
Em outubro de 1991, a SOBEPS publicou um primeiro livro sobre a suposta onda OVNI belga; este livro foi intitulado "Vague OVNI sur la Belgique" (Onda OVNI sobre a Bélgica). Ele será referido como "VOB" no restante neste artigo.
Dez cientistas belgas das Universidades de Liège e Bruxelas reagiram muito rapidamente ao livro e emitiram um comunicado de imprensa no qual criticaram seu conteúdo e o trabalho do professor Meessen em particular. Sem dúvida teriam sido muito mais que dez não fosse pela urgência em redigir esta refutação. (2)
Apesar disto os líderes da SOBEPS continuaram a alegar que cientistas belgas levaram seu trabalho a sério. O simples fato é que, desde a publicação de seu primeiro relatório, colaboradores da SOBEPS nunca foram convidados por qualquer universidade na Bélgica para defender seu ponto de vista e nenhum cientista belga altamente respeitado se juntou à equipe SOBEPS ou aprovou suas conclusões. Sim, por vezes os colaboradores da SOBEPS palestraram em auditórios universitários, mas porque alugaram estes espaços como alguns grupos privados podem fazer e não porque foram convidados por autoridades acadêmicas. Sim, a SOBEPS manteve contato com a "gendarmerie" (uma força policial que tinha então um status militar) para adquirir informações sobre avistamentos de OVNIs, mas em Wisconsin por exemplo, uma organização OVNI fundada pela contatada Charlotte Blob tem o mesmo "privilégio". Evidentemente esta não é uma razão para reconhecer uma organização OVNI como um parceiro de pesquisas sério. Autoridades concordam em colaborar com organizações OVNI porque percebem agora que a informação que fornecem tem pouco valor. (3)
Vamos examinar os "simples fatos" que receberam publicidade internacional através da SOBEPS…
Em primeiro lugar há os sinais de radar "misteriosos" registrados a bordo de um F-16 nos dias 30-31 de março de 1990. Um incidente que recebeu publicidade mundial.

Um físico, o professor Meessen (agora aposentado), que se juntou à SOBEPS quando foi fundada em 1971 e que estava convencido desde o começo que os OVNIs são de outro mundo, passou vários meses estudando estas gravações (4).
Em VOB, o professor Meessen escreveu: "A conclusão que logicamente se impõe é que QUALQUER HIPÓTESE DIFERENTE DE OVNIS ESTÁ VIRTUALMENTE CEM POR CENTO EXCLUÍDA (ênfase no texto original). " Ele também escreveu: "… Eu penso que a única hipótese razoável é a de objetos voadores não identificados, cujos desempenhos indicam uma origem extraterrestre." (5)
É a isto que dez cientistas belgas se referiram em seu comunicado de imprensa como uma extravagância. De acordo com eles, havia várias inconsistências na análise conduzida por este físico e um destes cientistas chegou a me contar que nenhum estudante universitário se graduaria com honras por tal trabalho ambíguo, cheio de contradições.
É importante aqui sublinhar que o piloto do F-16 não viu nenhum OVNI. Eu falei com alguns de seus amigos que riram com ele sobre a hipótese de OVNIs. Não fosse pela equipe SOBEPS, estes supostos retornos de radar misteriosos teriam sido rotulados como meros "anjos". Outra coisa importante é que em um certo ponto o "retorno" permaneceu imóvel na tela enquanto o avião estava manobrando, o que é indicativo de uma falha de instrumento. O tenente-coronel Salmon do Centro de Guerra Eletrônico da Força Aérea Belga também notou isto quanto foi entrevistado por jornalistas em Science & Vie Junior em 1992. E isto também é o que eu havia escrito em um artigo que os dez cientistas decidiram anexar ao seu comunicado de imprensa em outubro de 1991. (6)
Agora, a SOBEPS publicou um segundo "relatório" volumoso sobre a tal da "Onda OVNI Belga". Não muito surpreendente para aqueles bem informados, o professor Meessen, compelido como estava pelos fatos, se distanciou de suas conclusões anteriores e admitiu que condições atmosféricas muito peculiares provavelmente eram a causa do incidente de radar do F-16. Ele fez isto através de muitas explicações elaboradas, mas o fez. (7)
A primeira conclusão de Meessen recebeu publicidade em todo o mundo. Não a sua retratação elaborada!
Devo adicionar que em seu comunicado de imprensa, em outubro de 1991, os dez cientistas belgas que haviam criticado a conclusão do professor Meessen já haviam dito: "A análise feita pelo senhor Meessen parece indicar que poderia ser um fenômeno meteorológico considerando que a (suposta) ocorrência de velocidades subsônicas e acelerações súbitas feita por objetos materiais está longe de ser convincente." (2)
É preciso levar em conta que estes sinais misteriosos (de um OVNI extraterrestre supostamente 100% real!) constituíram a ÚNICA "evidência física" (sem contar a foto de Petit-Rechain sobre a qual falarei mais depois) que a SOBEPS havia acumulado para seu famoso primeiro livro, que jornalistas foram influenciados a anunciar como a "nova bíblia sobre OVNIs."
Em círculos científicos, quando alguém descobre algo de interesse, um relatório é redigido e submetido para uma publicação científica. Então o artigo é checado por vários pares, é devolvido ao autor e revisado até que resista a padrões científicos estritos. Por que o professor Meessen escolheu outro meio de publicação? Por que ele prefere publicar sempre seus "estudos de científicos de OVNIs" em livros e revistas publicados de forma privada ou pela Internet? Talvez ele saiba que publicações cient
íficas rejeitariam suas "demonstrações"…
Aqui está uma triste história sobre este físico agora aposentado. Em setembro de 1987, na França, um menino de dez anos contou que tinha registrado em fita os sons de um OVNI. No que parecia à primeira vista ser um estudo científico rigoroso publicado pela SOBEPS, o professor Meessen concluiu que o som tinha tantas características estranhas que o testemunho da criança deveria ser aceito. Contudo! Um investigador do Laboratório de Acústica da Universidade de Provença, França, estabeleceu que o som era nada além de um som parasitário familiar a rádio-amadores. Este fato e a severidade dos comentários feitos pelos dez cientistas belgas deveriam forçar qualquer um a questionar o modo pelo qual o professor Meessen realmente conduz sua pesquisa sobre OVNIs.
Vamos olhar agora a famosa imagem tomada em Petit-Rechain. Foi distribuída internacionalmente pela equipe SOBEPS e usada em capas de dois livros que esta organização privada publicou sobre a tal da onda OVNI belga.
O documento descreve uma silhueta triangular preta contra um fundo azulado suposto como o céu noturno. Uma superfície iluminada irregular aparece em cada canto do triângulo. No centro há uma mancha luminosa cercada por uma aura avermelhada.

Há discrepâncias entre a própria fotografia e o testemunho do jovem que afirma tê-la tomado. Segundo o relato a foto foi tomada com uma câmera reflex equipada com um conjunto de lentes de zoom de 55-200 mm ajustada a um mínimo de 150mm. O fotógrafo alega que usou longa exposição (entre um e dois segundos) e apertou o botão do obturador durante aproximadamente dois segundos. Mas ele também disse que simplesmente segurou a câmera com suas mãos contra o canto de uma parede. Mesmo que ele tenha exagerado e o obturador estivesse aberto durante apenas um segundo, o objeto fotografado não poderia ter extremidades definidas; estaria completamente borrado. Pelo contrário, o objeto triangular mostra pelo menos uma extremidade definida. O jovem disse que viu o enorme objeto na companhia de sua namorada. Esta segunda testemunha ocular estava tão pouco impressionada pela aparição extraordinária que nem mesmo a ficou observando! Em certa ocasião ela contou que o objeto partiu instantaneamente e em outro momento admitiu que ela realmente nunca viu o objeto partir. Mais importante: Pierre Magain, astrofísico do Instituto de Astrofísica de Liège, demonstrou matematicamente que o tamanho atribuído ao objeto pelo jovem fotógrafo é completamente diferente do que a máquina fotográfica capturou. Assim, pode-se concluir que os testemunhos das duas testemunhas é completamente irrelevante à fotografia.
Neste caso, "investigadores" da SOBEPS conduziram uma análise bastante estranha. Primeiro, tentaram obter uma imagem semelhante usando um modelo de madeira. Quando isto falhou, concluíram abusivamente que se o documento fosse uma fraude, só poderia ter sido obtido através de meios altamente sofisticados. Isto completou sua "análise". Um modo estranho de fazer perícias fotográficas, não é?
Depois, o professor Marc Acheroy, da Escola Militar Real, Bruxelas, autorizou um de seus estudantes a usar uma versão digitalizada deste slide para testar e aumentar suas habilidades em técnicas de processamento e realce de imagem. Como o professor Acheroy explicou a mim em uma carta pessoal, ele nunca tentou julgar que tipo de objeto havia sido fotografado (um avião sofisticado, um OVNI ou um modelo); a principal razão por que ele aceitou o trabalho de seu estudante sobre esta fotografia era alcançar uma experiência melhor do sistema de dados eletrônico. (9)
O professor Acheroy e a SOBEPS falaram bastante sobre esse trabalho, mas poucas pessoas o viram. Eu fiz uma cópia e pedi uma avaliação científica de dois astrofísicos independentes que são especialistas em técnicas de realce de imagem. Assim, aprendi que a digitalização tinha sido feita de forma tão ruim que defeitos haviam aparecido e que a técnica de transformação de co-seno usada pelo estudante também tinha gerado seus próprios defeitos! Todo o estudo era pobre de um ponto de vista estritamente científico, não obstante algumas características interessantes emergiram. Por exemplo, o objeto parecia estar cercado por uma aura luminosa e esta aura parecia emitir luz infravermelha, da mesma maneira que se o objeto tivesse sido iluminado por detrás por uma luminária comum. (10)
No princípio, o testemunho do jovem fotógrafo foi considerado pouco confiável pela equipe SOBEPS (11). Depois de falhar em produzir uma imagem comparável, suas conclusões evoluíram em um tipo de crença que obscureceu a origem bastante duvidosa da fotografia. Esta crença foi tão fortalecida pela análise administrada por um leigo em técnicas de realce de imagem que eles concluíram que a fotografia de Petit-Rechain mostrava um veículo real e que o professor Meessen sugeriu que as manchas luminosas no slide eram jatos de plasma verdadeiros criados pelo modo de propulsão magnetohidrodinâmica usado pelos extraterrestres! (12)
Longe de compartilhar este entusiasmo, usando técnicas muito simples, o astrofísico Pierre Magain e seu colega Marc Remy da Universidade de Liège produziram uma imagem que apresentava a maioria das características do slide de Petit-Rechain. Além disso, o ex-crente em OVNIs Wim Van Utrecht, da Antuérpia, também obteve uma foto semelhante com outra técnica de trucagem de fotografia simples. Estes três homens provaram no mínimo a falta de imaginação e conhecimento que os colaboradores SOBEPS têm em fraudes fotográficas.
Até mesmo ufólogos admitem que não é sempre possível provar que uma fotografia foi forjada. Neste caso, vários elementos parecem indicar uma fraude deliberada. Mas SOBEPS sabe que não há nenhuma prova definitiva de trucagem e tira vantagem disto. Esta não é uma atitude científica porque ao contrário do que os fatos parecem indicar, SOBEPS claramente tenta levar o público a acreditar que um OVNI realmente foi fotografado. Este é o tipo de argumentação que estes crentes em OVNIs propõem como "evidência científica."
Durante a saga dos OVNIs belgas muitas pessoas observaram formações triangulares estranhas nos céus. Alguns os capturaram com câmeras de vídeo. O senhor Alfarano, de Bruxelas, capturou o filme mais famoso, mas é geralmente desconhecido que ele também afirmou estar em contato telepático com entidades extraterrestres. Até mesmo a SOBEPS admite agora que nenhum destes filmes mostra qualquer coisa estranha ou inexplicável. A maioria deles mostra aeronaves ordinárias iluminadas em uma configuração triangular. Não obstante, a maioria destas pessoas esteve convencida de que haviam visto o OVNI triangular belga. Nestes casos seus testemunhos podem ser conferidos através do exame das imagens filmadas. Mas o que fazer com todos esses casos nos quais a testemunha afirma ter visto um OVNI mas não teve sorte o bastante para capturá-lo em filme? Há qualquer razão para aceitar que eles viram qualquer outra coisa diferente daqueles que filmaram aeronaves ordinárias? Na ausência de dados pertinentes é freqüentemente muito difícil ou impossível identificar o que as pessoas viram. SOBEPS tira proveito desta situação ambígua e conclui que todas as observações inexplicadas são relacionadas a OVNIs reais, provavelmente de uma origem extraterrestre. Isto não é científico.
Também se pode duvidar sobre as qualificações pessoais dos numerosos investigadores improvisados com que a SOBEPS trabalhou. Alguns deles foram tão cegados por suas convicções em OVNIs que não podem ver nem mesmo as coisas mais evidentes. Por exemplo aqui está um desenho feito por uma testemunha e que foi publicado em Inforespace 86 como um OVNI verdadeiro. O testemunho e o desenho m
ostram evidentemente que era um helicóptero comum.

SOBEPS alega que milhares de pessoas viram o triângulo belga e mantém que há uma COERÊNCIA notável nestes numerosos avistamentos. Esta palavra mágica, "COERÊNCIA", introduzida pelo professor Meessen assim que ele trabalhou com a SOBEPS foi repetidamente usada por colaboradores da SOBEPS para tentar nos persuadir que objetos idênticos foram vistos na Bélgica por milhares das pessoas. Olhe para os dois livros publicados pela SOBEPS. Em muitos casos, os objetos descritos eram triângulos; mas em todos estes testemunhos, o único ponto de convergência é a PALAVRA "triângulo". Em realidade foram descritos todos os tipos de triângulos, não só com ângulos muito diferentes, mas também com estruturas gerais e luzes muito diferentes. Em muitos casos as pessoas não viram nenhum objeto triangular, mas um quadrado com quatro luzes, uma esfera ou um disco cercados com luzes ou até mesmo uma plataforma retangular tão grande quanto um campo de futebol americano lembrando filmes de ficção científica. As pessoas também viram discos voadores com cúpulas, charutos ou aparelhos em forma de bumerangue, formas geométricas complexas simétricas ou assimétricas, e até mesmo algo como um navio oval com remos. Isso é o que SOBEPS chama de "COERÊNCIA"!
Um valioso pedaço de informação que a SOBEPS escolheu não publicar é que Jean-Luc Vertongen, chefe de investigações da SOBEPS desde sua fundação, deixou o grupo em dezembro de 1993. Desde então, nós ficamos amigos e posso declarar que ele diz agora que não havia NENHUMA COERÊNCIA nos testemunhos que a SOBEPS coletou de nosso país ao longo dos anos. Mas há mais: de acordo com ele, a SOBEPS opera como uma seita onde os colaboradores estão devotados à hipótese extraterrestre que, para eles, oferece a única explicação lógica para o fenômeno OVNI. (14)
Godelieve Van Overmeire sucedeu Jean-Luc Vertongen imediatamente como chefe do departamento de investigações da SOBEPS. Não por muito tempo: ela deixou o grupo em seguida e também afirmou que funciona como uma seita e não fazia um trabalho científico ou até mesmo sério. Na sede da SOBEPS, um silêncio alto respondeu estas sérias acusações.
Eu gostaria agora de oferecer dois tipos de exemplo que mostram quão pouco sério é o trabalho da SOBEPS sobre a tal da "Onda OVNI Belga".
Na página 74 de VOB pode-se ler o seguinte sobre o avistamento de uma estranha coisa voadora que parecia um pássaro: "Não tinha luzes." Quatro frases depois nós lemos: "Debaixo das asas havia duas luzes brancas grandes e uma luz branca fixa no nariz." Seguramente, este texto foi checado mais de uma vez antes que fosse impresso. Mas, aparentemente, na sede da SOBEPS não puderam ver esta INCOERÊNCIA. Outros exemplos do mesmo tipo podem ser encontrados na revista SOBEPS Inforespace. No número 90, publicado em 1994, o seguinte pode ser lido sobre um homem que foi paralisado por um OVNI: "ele não podia fazer nenhum gesto." Mas na próxima página lemos: "Para se convencer de que não estava sonhando, ele se beliscou…" Na mesma página (página 9) nos contam que o homem pensou que era impossível tirar uma foto do objeto contra o céu estrelado. E na página 8 dizem que "nem uma única estrela era visível."
Outro tipo de INCOERÊNCIA é encontrada em VOB na página 411, onde Patrick Ferryn (que é o perito fotográfico da SOBEPS) explica que um OVNI filmado com uma câmera de vídeo não era nada além de um poste de luz. Mas, nas páginas 280 e 281, em outro capítulo intitulado "A míni-onda de 12 de março", O MESMO INVESTIGADOR OVNI usa este falso caso OVNI como um caso real para fortalecer sua conclusão de que havia dois OVNIs reais nos céus naquela noite! E, na página 347 do mesmo livro, o físico Léon Brenig escreve sobre os avistamentos de 12 de março contando que os testemunhos "confirmaram um ao outro perfeitamente"! Por último, mas não por menos, na página 290, falando sobre dois supostos vídeos de OVNIs, Michel Bougard escreveu: "Estes documentos realmente são surpreendentes." O distinto presidente da SOBEPS também parecia ignorar que um destes dois filmes mostrava o agora famoso poste de luz identificado pelo perito de fotografias de sua própria organização.
É assim que a SOBEPS criou sua tal "Onda OVNI Belga". Seguramente, é por isso que acharam necessário imprimir com letras garrafais na contra-capa de seu primeiro livro: "Uma abordagem objetiva, rigorosa e completa: um livro de referência".
Foi desta forma que milhares de leitores dos livros e revistas da SOBEPS foram enganados.

Marc HALLET – Liège, 3 de fevereiro de 2002

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4 Responses to A tal da "Onda OVNI Belga": Uma visão crítica

  1. angelo disse:

    e as testemunhas com policiais e autoridades da belgica nao merecem credulidade?

  2. Vitor disse:

    O artigo não desqualifica as supostas evidências e sim desqualifica as pessoas que as fazem e isto é lamentável. São poucos os esforços em realmente desqualificar as supostas evidências.
    Outro ponto é desqualificar uma testemunha quando ela é divergente da opinião do autor. Quando a mesma testemunha fica a favor da opinião do autor, ela passa a ser confiável e digna de atenção.
    Eu também acho que houve exagero por parte das pessoas envolvidas, mas eu descordo efusivamente de desqualificações pessoais para “cientificamente” rebater as evidências. Isto deveria ser feito de modo imparcial em cima das evidências e não das pessoas.
    Sendo assim, acho o artigo um tanto fraco.

  3. Anselmo disse:

    uma coisa é ser cético, outra é ser um completo idiota, os verdadeiros céticos tentam explicar esse fenomenos mas não com explicações idiotas e simplistas como a deste site, o tempo perdido entrar aqui não pego de volta!!

  4. Carlos Henrique disse:

    O que acho estranho é a conjunção de fatos; o radar, os avistamentos testemunhados por muitas pessoas, os telefonemas de pessoas informando as mesmas visões , a foto. É um caso a se estudar. O que aconteceu primeiro o registro no radar ou os avistamentos? como um pode ter contaminado o outro? A fotografia concordo, apareceu depois e pode ter sido forjada, mas o que me intriga é, caso seja uma aparição falsa, o efeito dominó que gerou tanta controvérsia de inicio na Bélgica e depois no mundo. >

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