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29 de maio de 2009 Comments (36) Views: 2866 Ceticismo, Destaques

Pela legalização do aborto no 52 trimestre de gravidez

danielhauser 

Você já deve ter ouvido falar da história de Daniel Hauser, garoto de 13 anos com linfoma de Hodgkins, e prognóstico de +90% de chances de cura através de quimio e radioterapia. Tratamento que ele e seus pais rejeitaram, optando ao invés por tratamentos “alternativos” (leia-se: sem comprovação). Depois de uma semana escapando das autoridades que ordenaram o tratamento que seus pais lhe negaram, sem o qual suas chances de sobrevivência são quase nulas, a mãe voltou atrás e se apresentou à justiça, evitando penas mais severas.

Seguramente os pais de Hauser são um exemplo atípico de ignorância e credulidade que provoca mesmo indignação generalizada no resto da população de bom senso, não?

Nesta enquete online, 55% de 77.294 internautas responderam à questão:

“Pais devem poder recusar tratamentos de câncer para seus filhos doentes?”

Com um sonoro:

Sim. Famílias devem ter o direito de tomar suas próprias decisões em todos os aspectos do tratamento médico”.

Caso se imagine que a forma como a enquete formulada induza a erro, considere que a outra opção era:

Não. Recusar tratamento que poderia salvar a vida de uma criança é uma forma de negligência médica, como o juiz determinou no caso recente em Minnesota”.

Talvez seja uma anomalia, uma brincadeira de muito mau gosto? Talvez, mas centenas de comentários justificando o direito de pais tomarem decisões que resultarão no sofrimento e morte de seus filhos acompanham a enquete. Alguns argumentos:

“É triste que um profissional médico ganancioso, intrometido, tenha enfiado seu nariz onde não é devido”.

“Pais decidindo tentar métodos alternativos para curar seu filho é nosso direito concedido por Deus”.

“A criança nasceu de seus pais para a experiência espiritual de sua família, não do juiz!”

“Este é um caso de companhias farmacêuticas com dinheiro e poder para fazer valer sua opinião sem espaço para a VERDADE!”

“Onde isto vai parar? Prevejo o governo ordenando o aborto para adolescentes grávidas, etc. O governo tem que se afastar de nossas vidas”.

Este último comentário me pareceu o mais interessante. Não é preciso muito para presumir que a maior parte dos que defendem o direito dos pais em tomar decisões que levem à morte de seus filhos sejam no entanto radicalmente contrários ao aborto sob quaisquer condições, incluindo naquelas que incorram em riscos para a vida da mãe e do bebê.

Nada pode deixar mais claro que sua posição “pró-vida” é apenas desculpa para forçar e exercer suas próprias crenças arbitrárias, a despeito de qualquer evidência contrária, a despeito da vida e do sofrimento de seus próprios filhos.

Este é o problema do relativismo. Crenças arbitrárias são comumente contraditórias. Em seu mundo de fantasias arbitrárias, medicina alternativa pode ser mais efetiva do que a conspiração farmacêutica da medicina “convencional”, assim como um óvulo recém-fecundado já possui instantaneamente “alma” e sentimentos. Neste mundo de fantasias arbitrárias pode ser coerente defender as ações dos pais de Daniel Hauser e ser radicalmente contra o aborto.

Mas a realidade não é arbitrária. Deixe de lado interpretações forçadas e arbitrárias da teoria da Relatividade e da física quântica, o mundo não é relativo, o mundo não é subjetivo. Há um mundo muito real e objetivo onde as mesmas leis naturais se aplicam a todos, onde a mera crença não influencia a realidade. Um mundo onde repetidos experimentos, onde mais de um século de medicina e bilhões de vidas salvas provam a eficácia de determinadas técnicas, com registros confiáveis sobre o prognóstico de diferentes doenças frente a diferentes tratamentos. Um mundo onde, se o que nos faz humanos e o que nos faz sofrer ainda não foi desvendado plenamente, pode-se dizer que uma mórula de poucas células não possui nenhum desses aspectos.

Neste mundo real, defender o direito de pais decidirem por ações que levem à morte certa de seus filhos é claramente não só o mesmo, como muito mais cruel do que advogar pela legalização do aborto mesmo nas últimas semanas de gestação. É efetivamente advogar pela legalização do aborto no 52 trimestre.

É absurdamente incoerente e cruel, gerando apenas mais dor sem sentido mas muito real em nome de uma lógica que só funcionaria em um universo de fantasia.

E mais um episódio de South Park se transforma em realidade.

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36 Responses to Pela legalização do aborto no 52 trimestre de gravidez

  1. Carlos Magno disse:

    “Deixe de lado interpretações forçadas e arbitrárias da teoria da Relatividade e da física quântica, o mundo não é relativo, o mundo não é subjetivo. Há um mundo muito real e objetivo onde as mesmas leis naturais se aplicam a todos, onde a mera crença não influencia a realidade”

    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

    Há esse caso apontado com repercursão mundial. Negativo para os alternativos? Provavelmente, se a história é exatamente essa, ou envolve crenças religiosas levadas ao fanatismo.

    Mas “o mundo real” já cometeu inúmeros crimes, mentiu, agiu de má fé ou com incompetência, alías com muita incompetência, causando óbitos desnecessários, aniquilações da saúde e aleijamentos em inúmeros pacientes por intervenções erradas. E os técnicos da objetividade nada protestaram!

    Por outro lado, o mundo também é subjetivo, sim senhor, e quando se trata da subjetividade conhecedora da medicina objetiva, aconselham sabiamente e muitos casos escapam do óbito e das operações criminosas e compensadoras.

    Diga-me com quem andas e te direi quem és!

    Aliás, Mori, explique-me: a matéria é realmente objetiva, todas as coisas que vemos e tocamos são realmente objetivas na sua essencial constituição? Existimos de fato conforme imaginamos? Ou nos enganam covardemente os nossos sentidos?

    • Mori disse:

      “E os técnicos da objetividade nada protestaram!”

      Como assim? A incompetência médica é condenada e passível de punição. Infelizmente o sistema não é perfeito, mas sugerir que “técnicos da objetividade” não protestem contra abusos e absurdos é pintar um espantalho.

      “Aliás, Mori, explique-me: a matéria é realmente objetiva, todas as coisas que vemos e tocamos são realmente objetivas na sua essencial constituição? Existimos de fato conforme imaginamos? Ou nos enganam covardemente os nossos sentidos?”

      Justamente pelos sentidos nos enganarem é que devemos tomar como árbitros finais os aspectos objetivos que a muito custo conseguimos finalmente conhecer através do estudo sistemático da natureza chamado ciência. O mundo é objetivo, mas nossa percepção dele é por definição subjetiva. Você pode entrar em questões filosóficas sobre se haveria mesmo um mundo objetivo, mas sugiro que se vai questionar tal seriamente comunique-se com seus pares por telepatia, e não através da Internet e tente viver de luz.

  2. Guto disse:

    =//
    S:
    A sei la nu caso do mlk 90%? e meio q ignorancia da familia ne? ;/

  3. Fernando disse:

    Excelente texto, como o anterior sobre acunpultura.

    O bom senso e honestidade intelectual em tempos desta modernidade líquida, anda em falta tanto a "céticos" como a "crentes".

    Sem referênciais, seja pela descrença ou aceitação de tudo e de todos, a coisa não anda. Infelismente, apesar do avanço de milhares de anos do pensamento humano, ainda não encontramos substituto à altura da razão grega, não que seja uma verdade em si mesma, porém, ela é necessária e um bom "anjo"...

    Esta "doença" social, as vezes, me preocupa, como no caso expresso no texto. Tenho impressão de ver mais um entardecer da civilização.

    Abraços.

  4. Rafael disse:

    Mori, parabéns pelo texto, muito bom. E parabéns também por responder pacientemente, com elegância e inteligência, mesmo a questionamentos e comentários com leve tom irônico, feito por alguns – mesmo para um assunto tão sério.
    Abraços.

  5. Carlos Magno disse:

    Mori.

    Primeiro de tudo eu não sugeri que os técnicos da objetividade não protestem, mas exatamente o contrário, pois a omissão deles sempre que se trata dos erros da medicina oficial é flagrante! Quem grita e esperneia são os prejudicados, até que alguém ou eles mesmos resolvam tomar providências legais! Isso é claríssimo, tá na TV e jornais quase diariamente. São simplesmente horroroso os casos de incompetência médica e tantas coisas mais. Não acredito que você ignore.

    Pode me dizer quantas vezes você acusou aqui casos de negligência médica, e mortes criminosas, ou tratamentos que levaram pacientes a ficar o resto das vidas em estados vegetativos, ou que tomaram doses fortíssimas de quimio-terapia até acabar definitivamente com a saúde? Mas dos alternativos toda semana tem casos por aqui! Alternativos são sempre errados? Claro! Não discuto dos casos que não resultaram em curas, pois há de tudo nas ciências. Mas os acertos são sempre placebos para tolos! Que falta de imaginação!

    Mas nem por isso sou tão estúpido de dizer que a medicina é toda errada. Claro que não, quem não precisa da medicina oficial? Aliás, a medicina não foi “inventada” modernamente pelos céticos. Ou foi?

    Segunda parte.

    “Justamente pelos sentidos nos enganarem é que devemos tomar como árbitros finais os aspectos objetivos que a muito custo conseguimos finalmente conhecer através do estudo sistemático da natureza chamado ciência. O mundo é objetivo, mas nossa percepção dele é por definição subjetiva.

    Nâo, prezado, é justamente o contrário. Os sentidos nos enganam o tempo todo, mentindo sobre o objetivo. A percepção do subjetivo não é por definição, é por inerência mesmo. Sem o subjetivo não existiria a ciência material objetiva. Você sabe que a matéria não é princípio, ela é resultado, é consequência. E quando o cientista estuda a matéria ele quer chegar as verdadeiras origens que é a energia que se concentra em matéria. Mas nunca chegou a saber exatamente como a energia pode ser matéria e de repente voltar a ser energia.

    Objetivismo? Subjetivismo? Ou ambos? E a matéria pode ser desintegrada até pelo som, que os sentidos humanos somente percebem objetivamente numa certa gama de vibrações.

    Até a bem pouco as ciências médicas diziam que a dor era subjetiva. Como subjetiva, se você sentia a dor no corpo biológico? Então era imaginação pura dos sentidos! Agora se mede a dor por ondas, que não saem do corpo biológico, mas de outra esfera do corpo somente captada por sinais. São vibrações que se localizam acima da densidade da matéria, e vibrações não são matéria. Mas isso os esotéricos já sabiam há milênios. Como?

    Quando um médico aplica a anestesia e adormece o paciente, ele o lança para o mundo do subjetivo, ele o faz dormir, é afastado temporariamnete do corpo, não está mais ali. São dois mundos num só! Tem nada de conceito por definição, é realidade mesmo, pois não é o cérebro que se apaga, o cérebro está ali mesmo realizando suas funções normais. Exatamente quando a pessoa dorme em casa sem anestesia.

    Abraço.

    • Mori disse:

      “Primeiro de tudo eu não sugeri que os técnicos da objetividade não protestem”

      Reli o que escrevi, e realmente, está ambíguo, mas eu também não sugeri que você o tenha sugerido, Carlos. Quis dizer que você não deveria *alegar* que ninguém esteja protestando. Há protestos de vítimas, e há profissionais e médicos engajados em combater e punir a incompetência e irresponsabilidade.

      “Pode me dizer quantas vezes você acusou aqui casos de negligência médica(…)? Mas dos alternativos toda semana tem casos por aqui!

      Para erros médicos há os CRM e o CFM, bem como a justiça. Para os alternativos, há bem menos formas de fiscalização e punição. O objetivo do CA é claro: promover o ceticismo na análise de alegações do paranormal, aonde os alternativos também se incluem. Simpatizo, obviamente, com o combate à negligência médica, mas não posso fazer TUDO.

      Alternativos são sempre errados? Claro! Não discuto dos casos que não resultaram em curas, pois há de tudo nas ciências. Mas os acertos são sempre placebos para tolos! Que falta de imaginação!

      Não é falta de imaginação. É falta de provas.

      “(…)nunca chegou a saber exatamente como a energia pode ser matéria e de repente voltar a ser energia.”

      Você sabe “exatamente como” todas as peças de seu carro funcionam? Dificilmente. Ainda assim, imagino, e espero, que seu carro funcione e que seja muito útil. E que reconheça que, embora dificilmente haja algum ser humano hoje que compreenda “exatamente como” todas as peças de um carro funcionam, haja um conjunto de conhecimentos profundo sobre tal e que a humanidade sim compreende quase tudo sobre mecânica automotiva. Por favor, sem brincadeiras sobre a poluição da carros, esta é apenas uma analogia ilustrativa e limitada. Essa fixação de críticos da ciência sobre o “exatamente como”, pelo fato da “ciência não explicar o amor, nem tem definição clara do que é a vida”, como se isso significasse que nada sabemos sobre o amor, que nada sabemos sobre a vida, é a meu ver uma enorme falácia. Sabemos como massa e energia são diferentes manifestações de uma mesma “coisa”, de forma quantitativa a uma enorme precisão. Sabemos como se dão essas transformações, e como se dão as interações. Sabemos muito, muito, e de maneira objetiva. Experimentos que podem ser reproduzidos por hindus, cristãos, xamãs, e terão os mesmos resultados se simplesmente se aprender a enxergar o que descobrimos de objetivo através de nossa experiência subjetiva.

      Até a bem pouco as ciências médicas diziam que a dor era subjetiva. Como subjetiva, se você sentia a dor no corpo biológico? Então era imaginação pura dos sentidos! Agora se mede a dor por ondas, que não saem do corpo biológico, mas de outra esfera do corpo somente captada por sinais. São vibrações que se localizam acima da densidade da matéria, e vibrações não são matéria. Mas isso os esotéricos já sabiam há milênios. Como?

      Carlos, desconfio que essa versão sobre dor lhe tenha sido vendida por esotéricos que pouco entendem de ciências médicas.

      Quando um médico aplica a anestesia e adormece o paciente, ele o lança para o mundo do subjetivo, ele o faz dormir, é afastado temporariamnete do corpo, não está mais ali. São dois mundos num só! Tem nada de conceito por definição, é realidade mesmo, pois não é o cérebro que se apaga, o cérebro está ali mesmo realizando suas funções normais. Exatamente quando a pessoa dorme em casa sem anestesia.

      A dualidade corpo-espírito é uma metáfora, e de certa forma, uma muleta que molda nossa visão de muitos fenômenos. Agora, nunca houve registro seguro de espíritos agirem sozinhos. Só conhecemos as ações de espíritos através dos corpos. De fato, sabemos como alterações fisiológicas afetam diretamente ao “espírito”. Não deveria assim ser evidente que, não só temos ausência de evidência de que algo como “espíritos” de um “outro mundo” sejam objetivamente reais, como que a hipótese de que sejam em verdade epifenômenos dos corpos, da matéria, possa explicar todos os fenômenos que presenciamos e experimentamos, com uma economia de pressupostos? Mas essa seria uma discussão muito mais longa, filosófica, mesmo religiosa que foge do escopo do CeticismoAberto.

      O CA, repetindo, tem como objetivo promover a análise crítica de alegações do paranormal, do sobrenatural. Como tal, aqui nos limitamos (ou tentamos nos limitar) a questionar se há qualquer evidência concreta de que espíritos como entidades sobrenaturais existam. E, até onde sei, não há.

  6. Marcelo disse:

    Confundir esse caso com assassinatos de crianças ( aborto) que nada fizeram de errado e que nem podem se defender é no mínimo de mal gosto.

    E mais uma vez o Mori atacando a religião e defendendo o assassinato do que chama de “células”. Afinal quem deve decidir quando uma pessoa tem direitos é a ciência e não a sociedade e todos os seus membros inclusive os religiosos. O ser humano é a expressão do DNA e assim quando há a união de um óvulo com o espermatozóide há um novo ser que tem sim seus direitos humanos garantidos.

    Mas é claro o senhor Mori como bom falastrão que é ataca o direito da família decidir qual tratamento é melhor para uma pessoa , mas vê com bons olhos o assassinato de crianças indefesas para se mostrar ao lado da deusa ciência E DAS FALÁCIAS abortistas. Claro que o coitado nem percebe as consequências de considerar um ser humano como sem direitos em determinado período de desenvolvimento . Abrirei seus olhos senhor iludido Mori, depois da legalização do aborto e relativização do que é vida e de quando se adquire direitos o próximo passo é considerar o corpo desses “sem direito” como commodities que podem ser exploradas por indústrias farmacéuticas e pela engenharia genêtica, mas nada que você não aprove não é? Já que em nome da ciência e contra as religião vale tudo até se tornar cego e irracional.

    E para finalizar em todo país em que o aborto foi legalizado essa prática aumentou demasiadamente e as clínicas de aborto prosperam à toda potência.

    É claro que é pura coincidência a ONU e empresários desse tipo de negócio fazerem lobby para a legalização do aborto no Brasil.

    Francamente me dá nojo quando leio textos desse tipo.

    • Mori disse:

      “E mais uma vez o Mori atacando a religião e defendendo o assassinato do que chama de “células”.”

      Eu não chamei o Daniel Hauser de células, nem penso que ele tenha feito nada de tão errado (é uma criança), ou que ainda que o tivesse feito, merecesse a morte agonizante quando há tratamentos que podem lhe salvar a vida.

      Afinal quem deve decidir quando uma pessoa tem direitos é a ciência e não a sociedade e todos os seus membros inclusive os religiosos.

      Quem deve decidir é a sociedade BASEADA em ciência, que fornece e lida com evidências objetivas e argumentos racionais discutidos e questionados abertamente. Sou sim contrário a que se usem crenças religiosas em qualquer decisão social porque estas são arbitrárias, subjetivas, pessoais e aversas à discussão e questionamento. Mas a ciência por si só não decide nada.

      O ser humano é a expressão do DNA e assim quando há a união de um óvulo com o espermatozóide há um novo ser que tem sim seus direitos humanos garantidos.

      Diariamente você, assim como todos nós, espalha seu DNA por todo o lugar. Incluindo através de excreção. Mesmo tomando como critério a formação de novos genomas humanos após a concepção, saiba que a maior parte dos óvulos fecundados acabam, naturalmente, pela graça de deus, se você acredita em tal, abortados. A geração de um novo ser humano é algo muito mais complexo do que simplesmente a criação de um novo genoma, e depende e vai bem além mesmo do nascimento. Isso, claro, não significa que recém-nascidos não sejam humanos, por outro lado, significa que óvulos fecundados não são necessariamente humanos.

      “E para finalizar em todo país em que o aborto foi legalizado essa prática aumentou demasiadamente e as clínicas de aborto prosperam à toda potência”.

      E em países onde não só o aborto como o controle de natalidade ou mesmo o planejamento familiar são combatidos, a religião do “multiplicai-vos” prospera. Considere uma coincidência divina que praticamente todos religiosos adotam a mesma religião de seus pais, e que o crescimento religioso se dá primariamente por crescimento populacional. Considere ainda que o aborto clandestino e ilegal não só não entra bem nas estatísticas, como é uma péssima forma de coibir a prática.

      É claro que é pura coincidência a ONU e empresários desse tipo de negócio fazerem lobby para a legalização do aborto no Brasil. Francamente me dá nojo quando leio textos desse tipo.

      No dia em que houver uma lei obrigando o aborto, estarei a seu lado protestando contra tal conspiração maligna. Do contrário, não vejo problema em que profissionais tratem com o devido cuidado e recebam o devido retorno financeiro para realizar algo que uma pessoa deseje e que seja regulamentado e permitido, com as devidas ressalvas e limitações, através de leis formuladas com base em discussão baseada em evidências e considerações racionais e verdadeiramente humanas. Isto é, centrando-se no maior bem-estar possível de todo ser humano e não em seres, conceitos e leis divinas ou do “além”.

      Que fique claro: eu não defendo, nem penso que qualquer pessoa sensata defenda a legalização do aborto em qualquer circunstância desejada. Incluindo no 52 trimestre.

  7. Marcelo disse:

    E claro o mesmos que odeiam que a sociedade tenha representantes religiosos que se empenham em defender o que acreditam ser melhor são os mesmos que adoram defender que governos, juntas médicas, comissões, cientistas, orgãos governamentais tenham poder de obrigar a população a fazer o que esses senhores da verdade e donos da razão impõem e tentam impor todos os dias.

    São os iluministas iluminados que devem levar o populacho ao esplendor da razão, proibindo a manifestação da vontade das pessoas e impondo a elas o que esses cretinos acham ser o melhor.

  8. Eu defendo sim tratamentos alternativos, contudo desde que associados ao tratamento convencional. Agora, isso que essa mãe fez é no mínimo tentativa de assassinato.

    Sobre tratamentos alternativos, eles podem ajudar principalmente em casos onde a doença é psicossomática, o que é, exatamente, o que pode explicar os assim ditos “milagres”. (Tradução: nossa cabeça pode brincar com nosso corpo, com nossa saúde e, nesses casos, quando a pessoa acredita MUITO que algo vai curá-la, isso acaba acontecendo. Mistérios de nossa mente…)

    Mas só. Paro por aí.

  9. […] Pela legalização do aborto no 52 trimestre da gravidez – Um excelente artigo refletindo sobre os direitos dos pais e dos governos nas decisões da saúde de seus filhos. Vale a reflexão. […]

  10. Carlos Magno disse:

    “Carlos, desconfio que essa versão sobre dor lhe tenha sido vendida por esotéricos que pouco entendem de ciências médicas”.

    Foi não, meu caro. A psicologia e os hipnólogos cansaram e cansam de dizer isso, quando os casos são esses. Você sabe que podemos criar o somático pela imaginação mórbida e pela mesma morbidez agravar a simples sintomática contundente até consequências imprevisíveis. Como também podemos ignorar certas dores e elas passarem.

    E a propósito, a medicina esportiva já tem aparelhos, conforme indiquei sobre as dores, que trabalham as contusões de atletas, traumas e tudo mais relativo à assistência profissional nessa área. Muitos atletas e profissionais dos esportes são evangélicos, pouquíssimos (0.001%,ou menos) são esotéricos. Logo….

    “Simpatizo, obviamente, com o combate à negligência médica, mas não posso fazer TUDO”.

    Óbvio, entendo perfeitamente seu argumento, principalmente porque a medicina alternativa não têm a simpatia e respaldo céticos. A filosofia dela é outra, é bem feia e popular demais.

    “Como tal, aqui nos limitamos (ou tentamos nos limitar) a questionar se há qualquer evidência concreta de que espíritos como entidades sobrenaturais existam. E, até onde sei, não há.

    Não sei o que você quis dizer com entidades sobrenaturais, mas se desejar conhecer in loco manifestações da categoria, indico-lhe centros espíritas e umbandistas, que conheço pessoalmente, onde poderá se entrevistar com centenas de médiuns falsificadores, embusteiros e mentirosos que se fingem incorporados de espíritos (que enganam naturalmente todos os milhões de ignorantes que vão anualmente se consultar) e curam, ensinam, desmancham magias negras e doutrinam sem nada pedir em troca ou cobrar – e já que você ainda tem resquícios de dúvidas, poderá então concluir, de uma vez por todas, que espíritos realmente não existem, e entenderá como médiuns conseguem fazer tantas mutretas e iludir tantos por tanto tempo!

    Abraços.

  11. Anon disse:

    E claro o mesmos que odeiam que a
    sociedade tenha representantes
    religiosos que se empenham em defender
    o que acreditam ser melhor
    são os
    mesmos que adoram defender que
    governos, juntas médicas, comissões,
    cientistas, orgãos governamentais
    tenham poder de obrigar a população a
    fazer o que esses senhores da verdade
    e donos da razão impõem e tentam impor
    todos os dias.

    São os iluministas iluminados que
    devem levar o populacho ao esplendor
    da razão, proibindo a manifestação
    da vontade das pessoas e impondo a
    elas o que esses cretinos acham ser o
    melhor
    .

    Ué…

  12. Carlos Magno disse:

    Mori, que você acha do AI-5 que o governo militar brasileiro instituiu?

    Pequena história:

    Dois náufragos aportaram numa ilha de macacos e foram levados ao rei. O rei disse aos dois que ali ele mandava; ele era o mais inteligente de todos da ilha, e todos tinham de o reverenciar, inclusive os dois recém-chegados.

    O primeiro deles se rebelou e disse:
    – Jamais me curvarei a um macaco, isso é absurdo e estupidez.

    O segundo disse:
    – Majestade, curvo-me à vossa realeza e o reconheço o mais inteligente de todos.

    O rei macaco ordenou então: levem aquele insolente para a prisão e o deixem morrer de inanição. Quanto a esse, apontou para o segundo, mande servir-lhe o melhor banquete e que venha depois sentar-se ao meu lado. Será meu conselheiro.

  13. Carlos Magno disse:

    Grande abraço, Mori.

  14. marcelo disse:

    Mas a verdadeira causa do senhor Morimoto é só uma. Ele não aceita que a sua deusa “ciência” seja contestada e nem seus fiéis seguidores os “cientistas”.

    Assim quando a “ciência” ( como se houvesse consenso entre os cientistas ) diz que tal tratamento é melhor para alguma enfermidade ai daquele que ouse contestar tal sabedoria científica deve ser execrado e mesmo preso e obrigado a se submeter ao que os ditadores illuministas consideram melhor e apropriado.Esse é o motivo da execração do senhor Mori por todo aquele que não aceitar se submeter aos tratamentos médicos-“científicos”.

    A raiva em relação a não autorização do aborto é semelhante. Ele não compreende como alguns seres inferiores ousam contestar a “ciência” ( resta saber qual ciência )e dizer que no momento em que há a união do óvulo com o espermatozóide há um novo ser que tem seus direitos assegurados. Para o senhor Mori qualquer um que contestar a “ciência” é um herege que merece desprezo e leis que o punam de maneira exemplar. O estranho é que tempos atrás a própria ciência dizia que uma nova vida começava quando da união do óvulo e do espermatozóide, como os interesses mudaram e agora a ciência pode lucrar muito utilizando o corpo humano como cobaia querem criar um novo conceito de vida que beneficie a indústria e crie fonte de verbas para “estudos”.

    Resumindo o senhor Mori é apenas um fanático da “ciência” e ai daquele que tentar ir contra sua amada deusa.

  15. sylvior disse:

    Mori
    Segundo alguns sites, a mãe fugiu para proteger o direito do filho de escolher o tratamento e não o dela de decidir o tratamento dele (apesar de ter a mesma opinião). Se isto se confirma, há uma diferença. Acabamos caindo no que você se referiu sobre a obrigatoriedade do aborto em um futuro “hipotético”.
    Ele poderia decidir pelo seu tratamento e ninguém poderia obrigá-lo a fazer algo que não quer…
    Me parece que criança ele não é mais, e portanto ele poderia escolher….
    Ou será que o “estado” ou “governo” deve forçar tratamentos nas pessoas?
    difícil ter uma resposta. Grato pelo espaço

    • Mori disse:

      Sylvior, Daniel tem 13 anos. Sem tratamento, o prognóstico era de morte certa. Nem ele nem a mãe querem morrer, mas suas crenças comprovadamente incorretas levariam a tal fim. O estado pode e deve intervir, como interviu.

  16. Wanderley Francisco disse:

    Fala Mori!!! Bem você falou:

    Blockquote

    Mas a realidade não é arbitrária. Deixe de lado interpretações forçadas e arbitrárias da teoria da Relatividade e da física quântica, o mundo não é relativo, o mundo não é subjetivo. Há um mundo muito real e objetivo onde as mesmas leis naturais se aplicam a todos, onde a mera crença não influencia a realidade.

    Blockquote

    Esse ‘mundo real’ que você fala representa boa parte do mundo é verdade, sobretudo a Ciência. Mas O mundo não é só objetividade não… Se você prestar atenção, a crença é sim capaz de influenciar a realidade: mesmo que seja subjetiva e varie conforme a cultura, ela tem implicações na realidade, pois as subjetividades objetivam a vida dos homens, elas dão sentidos as práticas humanas – sobretudo nas questões culturais e sociais.

    Você disse que há leis naturais que influenciam a tudo – incluindo as práticas humanas. Em ciências sociais essa idéia se assemelha ao positivismo, onde a idéia principal diz que:

    A sociedade humana é regulada por leis naturais; ou seja, a sociedade é regulada por leis que têm as mesmas características das leis da natureza, que são invariáveis e independentes dos desejos humanos. Então para entender as práticas humanas deve-se aplicar as mesmas técnicas e métodos das ciências naturais para compreendê-las. Ou seja o sociólogo deveria agir como um biólogo -na época da formulação dessa corrente sociológica a biologia despontava como ciência, enquanto a sociologia aspirava a esse status

    O positivismo foi muito criticado por estas e outras idéias. Os sociologos tinham de superar seus valores e preconceitos – de classe, de crença – para que estes não influenciassem os resultados de suas pesquisas, em prol da sonhada ‘objetividade cientifica’. Mas se chegou a conclusão que tal conduta era quase impossivel nas ciências sociais. Pois como fazer ciências sociais sem considerar as subjetividades das práticas sociais – subjetividades dos objetos de estudo, e até a do prórpio pesquisador ?

    Foi nesse sentido que você quiz dizer com ‘leis naturais que se aplicam a todos’?

    Mas enfim, achei legal a matéria! Só não consegui concordar com esse trecho que eu coloquei entre aspas. Eu, que sou estudante de Ciências Sociais, me sentir incomodado com esse trecho, por isso resolvi dá minha opinião.

    Valeu Kentaro!!! Encare isso como uma crítica amigável!

    anjoveloz8

  17. Jussara Silveira disse:

    Eu sou adepta da Seleção Natural e sou completamente a favor do direito à liberdade desses idiotas agirem imprudentemente e ao morrerem levar a maioria dos herdeiros genéticos junto.

    A vida só tem valor quando é merecida, toda pecuária sabe disso.

  18. Eduardo Vianna disse:

    Meus caros, não sei de vocês percebem uma certa confusão nesta conversa.
    Uma coisa são as liberdades civis de que o cidadão deve se servir para tratar de sua vida privada, outra coisa são atribuições civis para muito além do indivíduo, saúde pública levada radicalmente a efeito deveria ser algo obrigatório, assim como a instrução pública. Dias atrás, no Brasil, a Justiça obrigou uma família de testemunhas de Jeová a ficarem de boca fechada diante de uma transfusão de sangue que uma criança precisava fazer. Sem a transfusão, parte de um processo cirúrgico, o menino morreria. Alguma relação com o “AI-5”? Não, absolutamente. Um certo tipo de permissividade parece-me sempre algo obseno. Palavras do poeta russo Maiakóvski: “Aliás, onde tudo é permitido,desconfio que haja falta de amor”.

  19. Eduardo Vianna disse:

    Mori, mas que diabo é isso? Você agora vai censurar meus comentários? Qual é o seu problema?
    E fique tranquilo, não vou tornar a incomodá-lo em seu precioso blog.
    Adeus.

  20. Eduardo Vianna disse:

    Desculpe, a página, em meu navegador, havia carregado errado. Perdão.

  21. Pablo Moreno disse:

    Excelente texto, como muitos aqui do site.

    O povo que apoia a mãe dessa criança também deveria apoiar o sacrificio de crianças por seitas obscuras.
    Se os pais podem deixar o filho morrer em sofrimento por linfoma de Hodgkins ou por uma negação de transfusão depois de um acidente porque sua religião não permite o tratamento, qual seria o motivo de punir uma seita satânica que sacrifica crianças como sua religião manda?

  22. Jairo disse:

    Alguém pode citar algum benefício da religião para a humanidade ou que falta ela fará se desaparecer amanhã?

    Alguém pode citar algum conhecimento religioso que serviu para eliminar alguma doença ou salvar milhões de pessoas?

    Alguém pode citar uma simples utilidade para a religião que seja algo que só a religião pode dar?

  23. Jairo disse:

    Quanto menos crentes, melhor o mundo.

  24. Nathalie disse:

    Prezado Mori,
    Eu fico tranquila e até mais confiante na humanidade qd leio posts como os seus. É exatamente como você descreve bem, as arbitrariedades dos ‘´pró-vida’ . E interessante de ver como os mesmos falam da ciência como se ela fosse perniciosa ( ou o próprio ‘satanás’ hehehhe) a esses recomendo então, irem rezar qd sentirem de uma leve dor de cabeça ou um câncer invasivo e letal, afinal foi a ciência que permitiu o tratamento dos homens ( religiosos e/ou não). E e relação aos que usam de religião para falar mal de aborto, recomendo também serem contra a vasectomia, a camisinha, a contracepção de qualquer tipo pois ISSO também é um pecado GRAVÍSSIMO aos olhos de ‘deus’, e aproveitarem e rezarem tb para que suas namoradas, irmãs, mães etc nunca sejam estupradas e engravidem pois vão ter que colocar no mundo o fruto de uma violência. Outra coisa interessante é observar que que é contra o aborto não vê problema NENHUM em abandonar a criança em um orfananto ( o termo ‘dar para adoção’ é somente uma metáfora politicamente correta). Enfim, finalizando, descobri esse blog hoje e vou voltar sempre!Abraços Mori!
    Nath

  25. sartori disse:

    otimo post, vale a reflexão sobre o assunto.

  26. Jairo disse:

    Espanha prepara lei para legalisar o aborto a partir dos 16 anos de idade e custeado pelo sistema público de saúde.
    Enquanto o velho mundo avança e se aproxima da realidade, no Brasil a marcha a ré continua engatada. E o esporte de fazer leis e mais leis apenas por fazer está em alta.

  27. Wanderley Francisco disse:

    Fala Jairo!!!
    Vou tentar responder suas perguntas…

    1)Alguém pode citar algum benefício da religião para a humanidade ou que falta ela fará se desaparecer amanhã?

    Bom a religião tem uma função social(neste exemplo não exatamente religiosa e espiritual…) de unir pessoas que têm os mesmos sentimentos com relação a fé. A religião mesmo com suas contradições tem essa função de coesão social . Até aí nada de mais, o problema é quando ela(a religião) se torna em fanatismo.

    2)Alguém pode citar algum conhecimento religioso que serviu para eliminar alguma doença ou salvar milhões de pessoas?

    Bom, no sentido de eliminar alguma doença não sei… Mas em muitos casos a fé(não importando a religião em si) ajuda sim a muitos pacientes a superarem com otimismo sua doença. É questão mesmo de fé, mas em alguns casos a própria ciências se surpreende com a ‘capacidade’ destas pessoas(os crentes) em alguns casos de cura. Efeito placebo…? Ou será que a mente humana tem mecanismos que podem ajudar no tratamento de certas doenças…? São perguntas que a ciência ainda não pode responder.

    3)Alguém pode citar uma simples utilidade para a religião que seja algo que só a religião pode dar?

    Sociologicamente, a utilidade da religião está na função de coesão social. Ou seja ela tem a função de unir pessoas em torno de um mesmo objetivo: a fé em uma mesma crença. Toda e qualquer sociedade, para que exista e se reproduza, precisa de alguma coisa que funcione como um gerador de coesão social. Mas não só a religião tem essa função, talvez ela assuma essa função devido ao seu tempo de existência: a religião é mais antiga que a ciência, e ela(a religião) é mais difundida no senso comum coletivo que a ciência…
    Talvez um dia a ciência tenha essa mesma função: imaginem só, uma sociedade unida pela ‘fé’ ciência!!!

    Ps: Vale lembrar que eu não estou fazendo apologia a religião… Eu também tenho muitas críticas a ela; mas, de modo geral, é impossível não observar que ela tem sim uma função na nossa sociedade( apesar das contradições e mancadas que ela cometeu, comete e cometerá…).

    O que acontece, é que muita gente vê na religião o “bem” , e na ciência o “mal” (e vise-versa). São visões diferentes do mesmo mundo, e por vezes têm relações históricas antagônicas. Pra mim são práticas humanas, que merecem um certo respeito, mas ao mesmo tempo muito senso crítico em cima, pra não virarem fanatismo(religiosos ou cientifico).

    Valeu Jairo, valeu pessoal!!!
    anjoveloz8

  28. vitor disse:

    eu sou a favor do aborto e tambem de pais escolherem como tratar seus filhos doentes. creio que a definição deles deve ser respeitada. afinal “não concordo com o que dizes, mas lutarei ate a morte para que possas dizer” nos vem, para o bem e para o mal.
    a morte da criança e uma fatalidade que decorre do direito que todos temos de acreditar e professar qualquer crença. direito pelo qual lutamos ao nos declarar ateus, ao tentar explicar o mundo sem recorrer a um deus “primeiro que tudo e todos”
    deixar que os outros sejam idiotas e matem seus filhos por acreditando que estão salvandoos e liberdade de expreção, e um direito.
    consideroos profundamente idiotas, jamais faria isso, porem, não encorrem em crime de negligencia, que se caracteriza por negar ou não tratar a crinça. pelo contrario, procuraram algo em que acreditavam, que para eles realmente salvaria seu filho.
    se vocês quiserem recriar um tribunal da santa inquisição e julgar, oprimir e eliminar todo aquele que ouse não crer na ciencia “toda poderosa”, sintam-se a vontade, talvez tenha chegado a hora da razão tambem se fazer idiota.

    • Bia disse:

      O direito de professar qualquer crença é personalíssimo e não inclui impor tal crença a quem quer que seja, nem mesmo ao seu filho. Uma coisa é influenciar, outra coisa é decidir se OUTRA PESSOA vai viver ou morrer com base nessa crença. Entender de modo diverso é ver a criança como mero objeto de direitos dos pais e não sujeito de direitos.

      Queria saber se perguntaram para o Daniel Hauser se ele queria mesmo abrir mão da quimioterapia e por quê. Ele tem treze anos, já tem uma personalidade bastante formada para se ouvir o que ele teria a dizer.Acho crueldade obrigar o garoto a fazer o tratamento tradicional para ele passar o resto da vida apavorado de ir pro inferno.

      Por outro lado, ele tem medo da represália da comunidade?

      Alguém mencionou o caso de uma criança que recebeu transfusão de sangue com oposição dos pais. A meu ver, nesses casos o Estado intervém de forma bastante deficiente. É possível que essa criança seja rejeitada pelos parentes, acusada de ser uma desgraçada e etc.
      O Estado teria de oferecer tratamento psicológico, ela teria de ser acompanhada pela assistência social.

      O Estado pode impor um tratamento médico, mas não escolher pela pessoa o que seria o menor dos males: a morte ou uma vida de exclusão social. Tem de se responsabilizar pelas consequências desse ato e buscar ao máximo proteger o incapaz de sanções sociais.

  29. […] maio abordamos o caso de Daniel Hauser, garoto de 13 anos com linfoma de Hodgkins cujos pais não queriam que fosse tratado pelos […]

  30. Acho lindo homem trovando contra o aborto, sendo que quando engravidam uma mulher são os primeiros a sugeri-lo como opção, isto quando não apenas desaparecem. Obrigada pela sensatez, Mori. Defender o direito à vida de um feto para defender o direito de deixá-lo morrer depois de nascido é, no mínimo, uma imbecilidade.

  31. Carlinda disse:

    O estado é laico lembrem-se sempre!!!
    Direitos humanos sobrepõem-se a religião!!!
    Graças a Deus…rsrsrsrs!!

    Mas concordo com alguns, o estado falha muito, e trabalha pouco nesses casos.

    Dependendo do país então a situação piora.!!

    Abraço

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