Eram os Deuses Astronautas?
14.outubro.2009 – Categorias: Ceticismo, Destaques, Fortianismo, Ufologia

por Kentaro Mori, publicado na revista Sexto Sentido
Seres extraterrestres estiveram na Terra na Antiguidade e estabeleceram comunicação com as sociedades humanas primitivas?
Um dos primeiros a divulgar amplamente a idéia de que podemos ter mantido contato com civilizações extraterrestres na Antiguidade foi curiosamente um dos mais conhecidos céticos. No livro “Vida Inteligente no Universo” (1966) o astrônomo Carl Sagan, em colaboração com o colega soviético Iosif Shklovsky dedica um capítulo inteiro para defender seriamente a possibilidade de um contato em eras passadas.
Já então a dupla indicou um possível deus astronauta: o enigmático personagem da mitologia suméria, Oannes. Quimera metade peixe, diz a lenda que a criatura surgiu no Golfo Pérsico por volta de 4.000AC e ensinou várias artes e ciências aos homens. Seriam os ecos longínquos do contato com um alienígena benevolente?
Talvez, apenas talvez. A dupla de cientistas foi sóbria e cautelosa ao deixar claro que eram apenas especulações sem comprovação. E é aqui que reside a diferença entre especulação e a enganação. Logo depois um hoteleiro suíço venderia exatamente as mesmas idéias como se fossem fatos comprovados, e o resto, como dizem, é história. Ou melhor, ficção vendida como história.
As supostas evidências que permitiriam o pulo de especulação para fato já foram exaustivamente exploradas ao longo das últimas décadas, e seria impossível abordar todas em detalhe neste espaço. Cada uma delas é um caso específico em que traficantes de mistérios nunca contam toda a história. Fiquemos então com a que, segundo o próprio cético Sagan seria uma das melhores evidências concretas de contatos na antiguidade.
São os rituais e lendas do povo Dogon na África. Coincidência ou não, esta tribo distante também fala da chegada de uma quimera peixe-serpente, chamada Nummo, vinda diretamente do sistema estelar de Sírio. Não apenas o mito faz referência astronômica ao sistema estelar, ele inclui alguns detalhes que só foram confirmados pela ciência no século passado. A especulação se torna subitamente sólida quando as “lendas” possuem elementos que apenas grandes telescópios – ou viajantes extraterrestres – poderiam conhecer. Seria este o caso perfeito? Pelo menos é o que enganadores vendem.
O que nunca contam é que a história não pára aí. Há algo muito estranho quando descobrimos que os Dogon acreditam que o Nummo foi crucificado (!) e ressuscitou, e que deve retornar uma segunda vez à Terra. Soa familiar? Demasiadamente familiar. Em verdade as lendas astronômicas Dogon mais extraordinárias têm uma única fonte, o antropólogo Marcel Griaule que manteve contato com a tribo nos anos 1930 e 40. Outros antropólogos em contato com a mesma tribo antes e depois falharam em confirmar as extraordinárias lendas.
Não se suspeita que Griaule inventou as histórias, mas é revelador que os supostos mitos ancestrais espelhem os mitos e conhecimentos do próprio europeu. Os supostos conhecimentos astronômicos Dogon também contêm alguns erros, idênticos aos da astronomia européia no início do século passado. Pelo visto a tribo Dogon não devia estar tão isolada dos europeus, e como Sagan notou, a civilização alienígena com conhecimentos astronômicos sofisticados em contato com os Dogon que o antropólogo descobriu era… sua própria civilização.
O melhor caso a apoiar a idéia de “deuses astronautas” revela-se frágil quando informação crucial é adicionada. Infelizmente, é assim com todos os outros casos que já conheci. O pilar de ferro de Délhi está sim enferrujado, a Grande Pirâmide possui o nome do faraó Quéops inscrito várias vezes em câmaras interiores seladas desde sua construção, o mapa de Piri Reis não é mais acurado que outros mapas da época…
A possibilidade de que tenhamos sido contatados persiste e deve ser tomada a sério. O pulo do possível para o provável, e deste para o comprovado no entanto ainda não foi dado.
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17 comentários em “Eram os Deuses Astronautas?”
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14 outubro, 2009 às 9:21 pm
O que deve ser estudado é nossa aptidão para distorcer e inventar histórias, e então toma-las como verdade.
Criatividade é interessante para romancistas escritores de ficção, o que de certo modo assusta é a falta de discernimento que muitas pessoas tem em relação aos contos fictícios.
Incrementam lendas, veneram mitos, vivem em função da fantasia e fábulas. Um estranho apego ao irreal. Talvez uma fuga, uma negação.
15 outubro, 2009 às 8:55 am
Leio este “blog” com frequencia. Geralmente gosto dos artigos.
O que as vezes me “entristece” é a necessidade de provar a todo custo que as “noticias” estudadas são fraudes. Bem, talvez seja este o objetivo mesmo.
Mas em relãção a este artigo, cabe aqui salientar que é apenas citado argumentos parciais (assim como foi o caso do texto das pirâmides), isto é, é levado a publico (aos publico do site) apenas as evidencias (muitas vezes subjetivas) que provam o lado “não fantasia” da coisa, sendo que as questões ainda sem resposta sequer são apresentadas.
Sendo assim, nota-se que, por vezes, é feita uma analise parcial que tenta explicar todo um fato através de PARTE possivelmente explicável do mesmo.
Acho que raciicio critico cai bem, e é isto que se propõe aqui, mas ser cético a todo custo me parece exagerado.
De qualquer forma, gosto e concordo majoritariamente com o que é escrito aqui.
15 outubro, 2009 às 10:43 am
Bom sobre este assunto, e talvez qualquer outro o crucial é saber discernir entre verdade pessoal e comprovada, além disso como é a verdade pará alguém.
Rafael Coelho muito bem colocado, mas não creio muito em negação e sim na falta de fabricação pessoal de criticas construtivas e também um apego aos mitos que mais facilmente explicação as ”verdades” da vida.
16 outubro, 2009 às 4:39 pm
Vitor
Você pode achar o texto tendencioso. Mas o livro que gerou a crítica do Moi “Eram os deuses astronautas?” é tendencioso e simplista ao extremo. Daniken, distorceu fatos para dizer que os extraterrestre estiveram aqui. Por exemplo, muitos dos aviões e navios que ele afirmou terem desaparecido no triangulo das Bermudas sumiram em outras porções do Atlantico. Se não me engano, ele diz que a pedra em que os Moais da Ilha de Páscoa foram esculpidos não existia na ilha e só poderia estar ali devido aos ETs. Mas a rocha usada existe sim na ilha. Ele exagerou vários fatos que não permitem dizer que os ETs nos visitaram para corraborar sua hipótese.
17 outubro, 2009 às 7:28 pm
Victor,
Também acompanho freqüentemente o Blog, e de forma esporádica também teço alguns comentários. Concordo com você em parte, porque às vezes o que você citou acontece mesmo, mas acho que é mais porque o Mori ‘errou a mão’ em alguns textos, talvez por falta de tempo de realizar alguma revisão mais acurada antes de publicar, com certeza não é intencional.
Lendo outros textos, é possível perceber claramente que o Mori não é ‘cético ao extremo’, como você considerou.
Não sou nem quero ser advogado do Mori, ok. Apenas creio que o Blog é muito bom e realiza muito bem sua proposta, e escrevo isso comparando com outros Blog’s que não tem tanto zelo ao publicar os artigos, tal como você comentou.
Abraços,
Rafael.
17 outubro, 2009 às 9:59 pm
Kentaro gosto muito de seus textos, sempre com embasamento. O tema “Eram os Deuses Astronautas?” me desperta a curiosidade, principalmente pelas lacunas que há em nossa história, como a narrativa de Platão a respeito de Atlântida. Talvez essas lacunas pudessem ser explicadas se bibliotecas com a de Alexandria não tivessem sido destruidas como Carl Sagan lamentava. Mas não adianta deixar se levar apenas pela ficção, temos que ter em mente que tudo isso não passa de especulação apesar de ser divertido imaginar esse antigos contatos.
17 outubro, 2009 às 11:59 pm
Agradeço os comentários… o texto reproduzido aqui foi publicado na revista Sexto Sentido, que possuía um espaço limitado. Como tal, não poderia abordar em profundidade nenhum tema.
Admito, e esclareço, que há sim muito a explicar sobre artefatos antigos, incluindo-se aí as pirâmides egípcias. Não há uma explicação comprovada para como a Grande Pirâmide foi construída, há apenas uma série de hipóteses, algumas mais outras menos plausíveis, nenhuma delas demonstrada na prática como viável — pelo contrário, como já comentei em uma coluna em “Dúvida Razoável” no blog Sedentário&Hiperativo, pelo menos duas tentativas modernas de construir pequenas pirâmides com as técnicas propostas por egiptólogos já falharam.
Há, no entanto, farta evidência que não permite dúvida quanto ao fato de que a Grande Pirâmide foi construída durante o reinado de Quéops, sendo assim obra dos antigos egípcios. Também há farta evidência de que os antigos egípcios não mantinham contatos com extraterrestres ou poussíam tecnologia para viagem interestelar, por exemplo. Há muito que não sabemos, mas há um bocado que sim sabemos e é este bocado que busco enfatizar.
Se às vezes passo a impressão de que não há mistérios, então a falha é minha, porque há muitos mistérios de verdade a desvendar.
20 outubro, 2009 às 4:21 pm
Claro que Daniken viajou na batatinha, que muitas das “evidências” apresentadas eram falsas, etc.
Mas, ainda assim, acho o tema bastante interessante e acho que vale o exercício de raciocínio puramente filosófico: digamos que ETs realmente tenham visitado a Terra há, digamos, 150 mil anos atrás (quando os homens mal haviam saído das cavernas). Digamos ainda que uma nave tenha descido e pousado na Terra e que os humanos de então tivessem visto essa cena, assim como os próprios ocupantes da nave, ao desembarcarem. Não falo de contato nem nada do tipo, apenas de um avistamento. Nesse caso, como os humanos de então interpretariam essa visão? De forma religiosa ou apenas como curiosidade?
Sei que não temos evidências científicas de nada disso (e provavelmente nunca teremos). Mas… Como exercício filosófico, vale. :^)
Mas, sei lá… Isso deve eu achar esse tema interessante ter alguma explicação psicológica, afinal eu sendo ateu é até natural que tente achar uma explicação para a criação da idéia de “deus/deuses” pelo homem antigo. :^)
24 outubro, 2009 às 2:05 am
Daniken,Zé caria atchin e outros mentirosos fazem parte de uma conspiração. A conspiração da Mentira Ovni.
ovnis e aliens não existem da maneira que os tolos ufólatras acreditam.
Os governos mundiais, dominados por maçons, aproveitaram a subcultura ovni – isso se de fato não foram eles que criaram esse fenômeno – para encobrir suas pesquisas na área de armamentos e tecnologia.
Com o tempo perceberam que poderiam usar esse fenômeno para dominar o ser humano.
Criaram então falsos relatos de aparições em radares, recrutaram maçons para serem testemunhas desses avistamentos fajutos, escrever livros, criar filmes com essa temática, tudo para fazer uma lavagem cerebral a longo tempo que faria a pessoa nascer ouvindo falar em tais coisas até acreditar na possibilidade de existência dos mesmos.
Concomitantemente desenvolviam aeronaves em forma de disco e com certeza já possuem muitas delas por aí.
Veja um vídeo abaixo do primeiro protótipo de disco voador, baseado em projetos que eles conseguiram dos nazistas no fim da segunda guerra mundial.
http://br.youtube.com/watch?v=cmPiZv4q4Ms&feature=related
Para imitar o alien que ficou fixado como ícone na mente dos ufólatras irão utilizar andróides ou então chimpanzés modificados geneticamente.
Veja um exemplo de andróide aqui , lembrando que o que eles criaram é muito mais sofisticado já que a tecnologia que detêm só conheceremos em 10 ou 15 anos.
http://br.youtube.com/watch?v=6Ak3coBKBC0
Os maçons que armaram toda essa mentira ovni vão dizer que os aliens que criaram não vêem do espaço e sim do fundo do mar.
Que são seres que “evoluíram” nas profundezas e que os mesmos possuem uma civilização que está sendo afetada pelos humanos que estão degradando o meio ambiente.
Bem isso é o resumo de uma hipótese. Outra tática dos maçons/globalistas é desacreditar qualquer um que tentar fixar outra imagem dos aliens que não seja o fenótipo escolhido pelos maçons.
24 outubro, 2009 às 4:10 am
[...] que eram especulações. No livro que escreveu com Sagan, ambos foram também pioneiros a analisar a tese de antigos astronautas, separando a especulação dos [...]
24 outubro, 2009 às 11:56 am
sitezinho muito do fraco, o problema do cético é que ele nunca vive nada e nunca tem nada pq ele nao acredita em nada, nem que se apresente na sua frente ele irá procurar algum médico para indicar uma droga que alias ele nao contesta, que loucura dessas mentes condicionadas a criticar e duvidar de tudo.
25 outubro, 2009 às 11:11 am
Charles Darwin estava errado. Existe sim uma força sobrenatural que perpetua a sobrevivência de pessoas estúpidas que, apenas por sua capacidade intelectual bastante limitada, já estaria extinta graças a seleção natural. Não há outra explicação para pessoas assim, que tomam decisões baseadas em esperança e fantasias, continuem vivas em vez de morrer por consequência dessa imprudência e ignorância. Há alguma força sim, não há outra explicação. Ou há?
25 outubro, 2009 às 8:45 pm
Fabiane Costa Alencar:
Aí que está… O problema são as leis, a idéia de direitos humanos, etc…
O mais absurdo é que, o que Hitler pregava era uma política baseada exatamente na morte do mais fraco (gays, deficientes físicos e mentais, etc)…
Então, é bom sempre ter cuidado com o que se fala. Porque, por piores que essas pessoas sejam, ainda acho melhor a nossa política atual, com direitos humanos e tudo mais.
26 outubro, 2009 às 4:16 pm
Cara… eu sou maçom, e essa baboseira de dominação mundial não procede. Quisera eu ter esse poder :).
Um abraço abraço triplo a todos que desejam de coração a justeza dos fatos!
3 novembro, 2009 às 12:57 am
Quando eu falo em maçons não estou falando dos pé-de-chinelo do Brasil Raimundo estpi falando dos verdadeiros maçons, dos que mandam no Mundo.
8 novembro, 2009 às 1:00 pm
BLz, um caso solucionado restam agora so mais algumas centenas de outros a solucionar.
Creio eu que esse não seja o melhor caso a apoiar a idéia de “deuses astronautas”. A muita informação nesse sentido de diversas outra culturas que ainda devem ter sua procedencia estudada.
12 novembro, 2009 às 2:49 am
Esse filme é uma comédia kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Quem adora eles é a tuma que faz engenharia. Não sabem explicar como os homens daquela época conseguiam fazer o que os de hoje fazem muito mal com a ajuda de máquinas, e jogam o mérito pros ets, só pra dizeram q são superiores