
Precisamente às 10:23 da manhã do último dia 30 de janeiro, mais de 400 céticos britânicos ingeriram quantidades maciças de remédios homeopáticos buscando uma “overdose” que, se a homeopatia funcionasse, deveria ter causado sérias consequências. Felizmente, como se queria demonstrar, todos saíram ilesos deste protesto público contra a venda de “remédios” homeopáticos que não possuem qualquer efeito comprovado além do placebo. Uma overdose de pílulas de açúcar não tem efeito maior do que uma bala. De doce, claro.
“Pensamos que não se deveria vender pílulas de açúcar a pessoas que estão doentes. A homeopatia nunca funciona melhor que um placebo. Os remédios são tão diluídos que não há nada neles”, declarou Michael Marshall, da Sociedade de Céticos de Merseyside. E nestas declarações, Marshall estava incrivelmente apenas repetindo as declarações de quem vende tais produtos e mesmo daqueles que os receitam. Explica-se.
Um dos principais alvos da campanha 10:23 foi a cadeia de farmácias “Boots”, que oferece produtos homeopáticos em suas prateleiras lado a lado com remédios que realmente possuem algum efeito. O mais impressionante é que há meses o principal responsável pela rede de farmácias, Paul Bennett, já havia admitido que os produtos são vendidos porque são populares, e não porque sejam efetivos no tratamento de qualquer doença.
“Não tenho nenhuma prova de que esses produtos funcionam. Trata-se da livre escolha do consumidor, e um grande número de nossos clientes crêem que são eficazes”, declarou ao Comitê de Ciência e Tecnologia à Câmara dos Comuns em Londres. A rede de farmácias parece feliz em respeitar a livre escolha de seus clientes quando isto significa lucrar vendendo produtos que não funcionam.
Em resposta ao protesto cético contra a venda de produtos inócuos a consumidores incautos, mesmo o Conselho de Homeopatas da Nova Zelândia já foi forçado a reconhecer que seus produtos não contêm “substâncias materiais”. A porta-voz do conselho, Mary Glaisyer, admitiu publicamente que “não resta nenhuma molécula da substância original”. É reconhecidamente apenas água ou açúcar. Vale repetir, como Bennett reconheceu, sem nenhum efeito comprovado.
Mesmo antes da demonstração cética, um episódio no início de dezembro de 2009 que poderia ser trágico terminou cômico quando a filha do músico Billy Joel, Alexa Ray Joel, tentou se suicidar tomando uma overdose de remédios. O detalhe é que as pílulas eram de “Traumeel”, um produto homeopático para tratar dor nas articulações. Alexa Ray Joel ligou para a emergência e foi rapidamente tratada, mas ainda que não o fosse “nada iria acontecer porque não há nada [no produto]”, disse o Dr. Lewis Nelson, toxicologista do Centro Médico da Universidade de Nova Iorque. Mal sabia ela que estava comprovando a ineficácia dos produtos homeopáticos.

Acima, fábrica de remédios homeopáticos.
Não é uma brincadeira, a fotografia vem da Washington Homeopathic Products. É apenas água.
A ausência de qualquer efeito, mesmo em “overdoses” como as ingeridas pelos céticos britânicos, pode soar mesmo benéfica para alguns, já que pelo efeito placebo muitos dizem sentir-se melhores. Tentativas de suicídio que terminam cômicas… que mal haveria na homeopatia? Isto é, além de sustentar uma indústria multimilionária feliz em cobrar altos valores por produtos sem qualquer eficácia real?
Resulta que há prejuízo social muito concreto, incluindo sofrimento e mortes desnecessárias nada engraçadas.
Como relata o jornalista Simon Singh, homeopatas podem oferecer aconselhamento de saúde claramente nocivo. Questionados sobre se pais deveriam imunizar seus filhos com a vacina tríplice, de 168 homeopatas consultados, 77 responderam mas apenas dois indicaram a vacinação. “É evidente que a enorme maioria dos homeopatas não encoraja a imunização”. Aconselhamentos infelizes como estes contribuíram para o ressurgimento de surtos de sarampo em vários países, incluindo o próprio Reino Unido, onde recentemente os casos passaram de dezenas para milhares.
Vale notar que o surgimento destas milhares de crianças afligidas pela doença muito real e facilmente prevenível está relacionado também com um estudo de 1998 extremamente deficiente supostamente associando a vacina tríplice ao autismo. Andrew Wakefield, autor do trabalho original que espalhou medo e contribuiu para reduzir o número de crianças vacinadas, foi recentemente julgado pelo Conselho Geral de Medicina britânico como tendo agido de forma “desonesta e irresponsável”, com “notório desprezo” às crianças que foram sujeitos de sua pesquisa.
Seria cômico se não fosse trágico: não só seus resultados não puderam ser reproduzidos por ninguém, havendo indicações de que Wakefield os fraudou. Também se descobriu que o médico estava em verdade tentando patentear sua própria vacina tríplice alternativa, além de ser pago para depor em um julgamento defendendo a ligação da vacina tradicional ao autismo, com algumas das crianças em seu estudo sendo filhas dos mesmos pais envolvidos na ação judicial.
Tudo indica que o suposto médico contra as vacinas queria apenas vender suas próprias vacinas. A saúde pública, o bem-estar de milhões de crianças não foi sua principal preocupação, e como consequência, a taxa de imunização caiu e mais de mil doentes ao ano surgiram onde antes surgia apenas um punhado.
A vacina tríplice é segura e múltiplos estudos independentes da Polônia, Dinamarca, Finlândia, o próprio Reino Unido e Japão provam que e não possui qualquer relação com o autismo – no Japão, a tríplice foi interrompida após 1993, sem qualquer feito sobre os índices de autismo.
Não muito diferentes de Wakefield, as farmácias que produzem e vendem produtos homeopáticos não são iniciativas corajosas contra as grandes indústrias farmacêuticas. Ao invés, a indústria homeopática está mais do que feliz em lucrar com aquilo que não possui efeito comprovado, e reconhecidamente não possui qualquer substância ativa. A medicina alternativa é em grande parte apenas uma forma alternativa de lucrar com doentes sem esperança.
O que só se torna mais revoltante nos casos em que tais doentes podem encontrar esperanças concretas de prevenção e cura na medicina “convencional”. Indo desde a vacinação, um dos mais poderosos recursos médicos a controlar e erradicar moléstias da paralisia infantil à varíola, até casos como o de Daniel Hauser, felizmente curado do câncer pela medicina, ou o de Gloria Sam, infelizmente morta através da homeopatia.
Nada cômico.
[via magonia, José Ildefonso, Fabiane Lima. A fotografia do topo é de Allen Green]
bebeto_maia,
Se desejar se fazer claro, explique seu parágrafo “Como tinha dito antes, céticos formam uma seita. Eles não são céticos em relação a tudo que não foi provado, eles são céticos em relação a tudo que não venha do establshment.”. Em que se baseou para tal afirmação?
De qualquer forma não concordo com ela. Destaco o parágrafo abaixo, para reflexão, de um artigo publicado na Folha de São Paulo, postado neste site: http://almanaque.folha.uol.com.br/filosofiasextoempirico.htm
“… Podem perguntar-nos se o ceticismo é uma seita. Se se entende por seita a adesão a muitos dogmas, decorrentes uns dos outros e em conexão com fenômenos que se sucedem —e se se entende por dogma a atribuição de verdade a uma coisa obscura— então diremos que o ceticismo não é uma seita.
Mas se por seita se entender a diretriz que resulta de um raciocínio apoiado no fenômeno, indicando esse raciocínio o modo de vida que parece correto, e correto tanto no sentido da virtude como num sentido geral, de viver retamente, então podemos dizer que o ceticismo também é uma seita. Pois adotamos um modo de raciocinar apoiado no fenômeno que nos ensina a viver de acordo com os costumes de nossa pátria, com nossas próprias leis, nossas tendências e nossas impressões…”
E ainda afirmo que se se deriva do establishment ou não, isso independe do pensamento lógico-racional utilizado pelos céticos em suas análises. Baseado nas definições de ceticismo: “Doutrina que afirma que não se pode obter nenhuma certeza a respeito da verdade, o que implica numa condição intelectual de dúvida permanente e na admissão da incapacidade de compreensão de fenômenos metafísicos, religiosos ou mesmo da realidade”; ceticismos científico: “Uma postura científica e prática, em que alguém questiona a veracidade de uma alegação, e procura prová-la ou desaprová-la usando o método científico”; e ceticismo filosófico: “Uma postura filosófica em que pessoas escolhem examinar de forma crítica se o conhecimento e percepção que possuem são realmente verdadeiros, e se alguém pode ou não dizer se possui o conhecimento absolutamente verdadeiro”. (fonte dessas definções: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceticismo)
Para início de conversa, eu não acredito na homeopatia e nunca acreditei.
Vamos ao caso. Quando eu tinha 15 anos (hoje estou com 42) tive um problema com verrugas nos dedos das mãos. Eram aproximadante 12 no total. Na época eu era funcionário de uma farmácia e não existia medicamento via oral para acabar com as verrugas (e não sei se hoje existe). A única maneira era usar medicamentos para passar nas verrugas e não resolvia nada ou ir a um consultório médico para que fossem “cortadas”. Uma pessoa indicou um remédio homeopático (via oral – bolinhas) que teria sido usado por uma amiga e teria dado resultado. Bastaria tomar o remédio por 30 dias e após 90 dias do início do tratamento as verrugas iriam desaparecer. Bem, como eu não tinha muito a perder, pois o medicamento não era caro, e mesmo descrente, resolvi tomar o medicamento homeopático. Cumpre o tratamento à risca. 30 dias tomando as bolinhas açucaradas, o que eu achava muito gostoso, e aguardei, descrente, mas ansioso, a passagem dos 90 dias. Exatamente após os 90 dias, as verrugas começaram a desaparecer e em algumas semanas eu não tinha mais nenhuma em minhas mãos, acredite quem quiser. A pergunta que eu deixo é: se tivessem dito que as verrugas desapareceriam em 20, 40,60, 80 ou 100 dias, será que a cura teria ocorrido dentro desses prazos? Eu acredito que sim.
Primeiro, Ísis.Folha de São Paulo é um veículo jornalistíco e não fonte primária, menos ainda cientifico. Ou seja, está impregnado de ideologia progressista e literatura selecionada.
Segundo, você já dá a resposta:
“Mas se por seita se entender a diretriz que resulta de um raciocínio apoiado no fenômeno, indicando esse raciocínio o modo de vida que parece correto, e correto tanto no sentido da virtude como num sentido geral, de viver retamente, então podemos dizer que o ceticismo também é uma seita. Pois adotamos um modo de raciocinar apoiado no fenômeno que nos ensina a viver de acordo com os costumes de nossa pátria, com nossas próprias leis, nossas tendências e nossas impressões…””
Ou seja, ceticismo é uma seita. O que ocorre é que o manifesto das seitas é sempre polido, como acima, mas a análise crítica do fenômeno nos permite enxergar as coisas como são: Ceticismo é uma seita, porque eles não são cientistas que fazem análises empíricas de fenômenos, apenas coletam informações secundárias de fontes escolhidas e selecionadas para sustentar o ponto de vista do establshment ciêntífico, que, como já afirmei antes e já foi publicado na Nature, está impregnado de interesses pessoais e políticos.
Assim quando querem provar o erro colhem informação de segunda mão, de fontes imparciais e “de protestos”. Desperdiçando todo o procedimento ciêntifico.
Aparentemente não há mais nada que possa discutir com você, bebeto_maia.
Você baseia seus argumentos em suas próprias crenças não analisadas, como quando diz: “Assim quando querem provar o erro colhem informação de segunda mão, de fontes imparciais e “de protestos”. Desperdiçando todo o procedimento ciêntifico.” Está “deturpando a imagem” real do ceticismo. Não compreendeu nem o que escrevi. Você que está usando as idéias que melhor lhe convém ignorando as verdades incovenientes. E está fazendo afirmações sem nenhuma base comprovada.
Contudo, vejo que este debate não nos levará mais à lugar algum. Temos idéias que divergem sobre o tema em questão e isso, no momento, não irá mudar. Será mais eficiente que nós continuemos nossas buscas por verdade e conhecimento indivudualmente.
Até mais!
Excelente artigo.
Algo que acaba sendo mais cômico do que trágico são os comentários dos defensores da homeopatia. Só groselha.
Natural. Argumentos “homeopáticos” têm conteúdo científico também homeopático: se analisar bem, não têm nenhum princípio ativo.
Afirmar que “não existe nada” no remédio homeopático é um erro, pois levaria a acreditar que as moléculas desaparecem! O correto é dizer que “estatisticamente” não há nada. O número de Avogrado é um número estatístico. Se eu comecei o processo de diluição com 10g da substância X, no fim do processo terei 10g da mesma substância, mesmo com moléculas espalhadas por um volume imenso, mesmo diluídas no oceano. A probabilidade estatística de eu encontrar uma molécula dessa substância é que é tendente a zero. Entretanto, pode ser que eu dê “azar” e encontre cinco ou seis moléculas em um frasco, onde estatisticamente não deveria haver nenhuma.
[...] um artigo interessante sobre o assunto, vale a pena ler: Fracassa suicídio homeopático de céticos britânicos. Uma overdose de pílulas de açúcar!!! Tags: homeopatia, opinião Partilhar! Twitter Digg [...]
Não perca tempo bebeto_maia, o passatempo dessa nossa Dona Isis é ficar ‘cutucando’, ora um, ora outro. Cegueira mental é um mal terrível e ceticismo fundamentalista nada mais é do que um vazio da alma. Os dois juntos então…é desespero total.
entendo que desde que o homem existe no mundo, ele tem buscado maneiras de se curar de suas doenças.
a forma de compreender as doenças e consequentemente de tratá-las é muito diferente. A “ciencia” considera que somente as terapeuticas “cientificamente provadas” tem eficácia. mas as curas sempre existiram ( se é que em algum momento da vida temos a saúde plena), mesmo antes da ciencia existir como tal.
O conhecimento homeopático vem se consolidando ha mais de 200 anos, e muitos tem se beneficiado deles.
Todas as terapeuticas funcionam e nao funcionam. tudo depende do pensamento de quem esta usando.
Ceticismo seita? DAonde? Cético é apenas alguém que quer uma prova para evidênciar algo, nada mais.
Seria quase como afirmar que o ateísmo é uma religião, sendo que ateus tem apenas em comum a descrença a algum deus qualquer.
Sinceramente eu não entendi as afirmações acima!
Não sei porque tantos comentários sobre o assunto. O que são 400 pessoas perto de uma nação com mais de 60 milhões de habitantes?
Giovane,
“Ceticismo seita? DAonde? Cético é apenas alguém que quer uma prova para evidênciar algo, nada mais.”
Eu já disse porque ceticismo é uma seita. Porque a fundamentação teórica é clara e dignificante, mas na prática, ceticismo é uma seita encabeçada por sujeitos como Richard Dawkins, e cheia de contrasensos e literatura selecionada.
Céticos, por exemplo, do aquecimento global, são tratados como escória e não são aceitos pelos céticos do “establshment”.
Virou moda acusar tudo de seita. Ceticismo é uma metodologia na qual analisamos as fontes (que realmente muitas vezes não são primarias. Afinal ninguém tem tempo de fazer o experimento da lamina de ouro para acreditar nas partes do átomo) da melhor forma possível para depois inferir a confiabilidade. Sua generalização é grotesca.
Para conhecimento: Pseudo-ceticismo
O termo pseudo-ceticismo ou ceticismo patológico é usado para denotar as formas de ceticismo que se desviam da objetividade. A análise mais conhecida do termo foi conduzida por Marcello Truzzi que, em 1987, elaborou a seguinte conceituação:
Uma vez que o ceticismo adequadamente se refere à dúvida ao invés da negação – descrédito ao invés de crença – críticos que assumem uma posição negativa ao invés de uma posição agnóstica ou neutra, mas ainda assim se auto-intitulam “céticos” são, na verdade, “pseudo-céticos”.
Mais informação em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceticismo#Pseudo-ceticismo
Mas creio que se eles fossem diabéticos, talvez poderiam ter se suicidado com exito…com tanto açucar que ingeriram….hahahhahah
“Como tinha dito antes, céticos formam uma seita. Eles não são céticos em relação a tudo que não foi provado, eles são céticos em relação a tudo que não venha do establshment.”. ( 2 )
É muito fácil falar que a homeopatia não funciona. Mas, alguém de vocês já parou para estudar esse medicina profundamente? Acho que não! Falar é muito fácil, porém não são vocês que analisam e comprovam diariamente o efeito da homeopatia no dia-a-dia das pessoas.
Uma mentira nunca pode ser sustentada por muito tempo. A homeopatia existe desde 1980.
Na verdade os remédios possuem o “princípio vital” da substância utilizada. Não é nada material.
[quote]É muito fácil falar que a homeopatia não funciona. Mas, alguém de vocês já parou para estudar esse medicina profundamente? [/quote]
Sim, e o que foi verificado em estudos seguindo o método científico é que homeopatia é tão efetiva quanto placebo. Dê uma pesquisada neste site mesmo e verá referencias a estudos sérios.
Agora, os defensores desta pseudociencia, fora as evidencias anedóticas, tem alguma prova que esse bullshit de homeopatia funciona? Se tem, porque não postam aqui?
Agora, se é questão de fé, então não dá mesmo para discutir, pelo menos não em bases racionais e o negócio é apelar mesmo para os ad hominens como alguns fãs desta pseudociencia tem feito aqui.
“Uma mentira nunca pode ser sustentada por muito tempo. A homeopatia existe desde 1980″
Bom, seguindo esse raciocínio então a terra é oca em seu interior, e existe uma civilização avançada lá! Afinal esse “conceito” existe desde o começo do século, ninguem sustentaria uma mentira por tanto tempo, não é mesmo? Ou não.
E essa pseudociencia da homeopatia existe desde antes de 1980.
Agora, os defensores desta pseudociencia seriam mais convincentes se tentassem refutar cada fato apresentado neste post pelo Mori.
Segue um link para um estudo apontando que a eficácia da homeopatia é identica a de placebos:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?cmd=Retrieve&db=pubmed&dopt=Abstract&list_uids=16125589&query_hl=3
Cético que é cético, deve se basear em informações consistentes, e a partir delas construir um racional que desafia a crença. O artigo é primário, e mostra mais ignorância do que ceticismo. Independente de mérito, o artigo é primário, e para quem tem um pouco mais de informação, faz mais por desacreditar o cético, e consequentemente fortalecer a crença. Lamentável.
DJM
E seu comentário mostra mais acusações do que argumentos e evidências. Com a área de comentários aberta, é uma pena que ninguém realmente forneça as evidências sólidas que contrariariam os argumentos simples expostos no artigo.
Como químico fico arrepiado que uma prática baseada em conceitos esotéricos como dinamização e potencialização esteja em prática em pleno século XXI, pior, tenha respaldo legal!!! :O(
Pergunto:
- Será que os homeopatas tomam café homeopático com diluição quase infinita pra tirar o sono? Oras, segundo a homeopatia o efeito deveria ser potencializado… Eu não conheço nenhum homeopata, mas DUVIDO que algum o faça! Mas deveria, se acredita na sua teoria. O próprio gosto deveria ser até mais forte ou pelo menos igual!
- Sobre a energização, pq um refrigerante não muda o gosto e o seu efeito estimulante, afinal Coca-cola tem cafeína, conforme é mais ou menos chocalhada na viagem? Sim, pq umas vem de perto, outras de longe. Outras ainda por estradas esburacadas…
- Ainda sobre a potencialização, pena que as baratas e moscas sejam ignorantes e desconheçam os efeitos da homeopatia. Sim, pq se funcionasse os fabricantes de inseticidas iam ficar ricos, afinal basta diluir milhões de vezes o princípio ativo pra potencializar o efeito! Iam vender água com efeito devastador pra os insetos e toxidade zero pra o ser humano e ecosistema! Só que na realidade a única forma dessa água, digo, inseticida matar uma barata é afogada :O)
- E pra finalizar, vai uma pergunta que duvido que qualquer fabricante de medicamentos homeopáticos consiga explicar! Como é que eles conseguem arrumar vidraria pra colocar os remédios? Sim, pq qt mais vc dilui mais potencializa o detergente utilizado!!!
- Como evitar que os contaminantes, normalmente abaixo de 1% no produto puro introduza efeitos colaterais? Sim, pq qdo vc dilui milhões de vezes, a diferença em termos percentais entre a concentração do princípio ativo e contaminante tende a ZERO!!!
E agora, alguma explicação???
Só existem 2 explicações na prática: o efeito placebo, puramente psicológico portanto, ou qdo a concentração final anda na faixa dos mg ou ug, que é a mesma de muitos medicamentos alopáticos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Homeopatia
A homeopatia é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Este mesmo conselho reconhece a alopatia. Se a homeopatia não funciona a medicina tradicional talvez não funcione também.
Aiai. Isso cansa.
Ninguém nunca disse que, quimicamente, existe mais coisas na homeopatia do que dizem ter.
A ciência, então, só consegue enxergar a constituição de um medicamento homeopático e a consequência dele nos seres humanos.
A ciência prova. Prova do que a homeopatia é constituída e o que ela faz.
A homeopatia falha. E desde quando medicamentos cuja eficácia tenha sido provada cientificamente nunca falharam?
“Mas… Não tem nada de mais no medicamento homemopático!”. Fato. Mas é fato também que muitas pessoas são curadas. Placebo? É, pode ser.
Mas e daí? O que importa no final das contas? A pessoa saudável ou o efeito ativo do medicamento no organismo? O efeito do medicamento, claro. Afinal, de que vale a pessoa, não é mesmo?
Homeopatia deve ser só uma jogada psicológica. Mas se isso evitar o sofrimento das pessoas, sem que outras sofram em compensação, acho que tá tudo bem.
Ah, mas é claro… Pessoas sofrem por causa da homeopatia… Sofrem sim. Os donos das indústrias farmacêuticas, por exemplo. Coitados. De um lado pessoas pagam barato por uma águazinha que cura. Do outro, pessoas detonam seus organismos com medicamentos perigosos e caros… Que também curam, né.
Gustavo sua argumentação é ridícula, seguindo a sua lógica não haveria sequer necessidade de medicamentos ou vacinas, poderíamos todos nos curar das docenças através de efeito placebo.
Poderíamos comparar a homeopatia com aquelas religiões extremas que pregam que deus curará todos os seus males, em alguns casos a fé realmente vai fazer bem para a pessoa em outros ela irá morrer porque deixou de buscar auxílio médico e o placebo não foi suficiente para curá-la.
Ok. Minha visão da homeopátia. De antemão deixo claro que me considero um cético e que não me considero um especialista no assunto, homeopatia.
Homeopatia funciona, para algumas coisas. E existem uma série de pre-requisitos para que ela funcione.
Digamos que você é alérgico a… cabelo de buceta. Então o remédio é feito com uma diluição absurda utilizando-se como base uma solução de cabelo de buceta.
Então no frasco que você recebe tem uma ou duas micro gramas de cabelo de buceta e o resto é água.
Após trocentos anos sendo submetido a uma quantidade constante, e mínima, da substância a qual você é alérgico ocorrem alterações na resposta imune. Mudando o tipo de anticorpo produzido pelo organismo submetido ao tratamento. Antes do tratamento sendo produzidos anticorpos IgE, após o tratamento anticorpos IgG.
Os anticorpos IgE se ligam aos mastócitos agindo como mediadores para a degranulação dos mesmos. Com a produção reduzida de IgE e aumentada de IgG a hipersensibilidade a pelo de buceta é reduzida.
Na maioria das infecções crônicas nossos organismos produzem anticorpos IgG. Estes são mais específicos contra os antígenos que geram sua produção. Porém, demoram mais tempo para que sua produção se inicie. São os anticorpos mais fodões, e fazem o que tem que fazer melhor.
Então. Considerando que a homeopatia forneça o contato com o antígeno (pelo de buceta) tempo suficiente para que o organismo desse indivíduo produza anticorpos IgG de alta afinidade contra pelo de buceta o tratamento funcionaria SIM.
Ou então o cara pode tomar um anti-histamínico.
Vale o bom senso.
Toma quem quiser.
Eu adoro homeopatia e melhoro sim.
se é placebo, ou não , eu é que sei
Pesquisa muito parcial e a propósito a indústria farmaceutica lucra trilhoes de vezes mais que a homeopática, e um remédio homeopético custa 10 reais.
É impressionante a ignorancia de determinadas pessoas que a meu ver ainda se encontram na idade da pedra com relação ao mundo cientifico.É preciso que estudem um pouco de física quantica para que possam entender o principio que rege a homeopatia.A homeopatia se baseia na cura energética.A medicina alopática ainda se baseia nos principios ponderáveis e newtonianos já ultrapassados!A homeopatia tem como objetivo curar o doente na sua totalidade.Enquanto na alopatia o objetivo não é o doente,mas a doença,onde todos são tratados da mesma maneira.Na homeopatia a individualidade do doente é que importa.